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EDITORIAL DOSOL: VIRAREMOS CENTRO CULTURAL DOSOLROCKBAR

POR ANDERSON FOCA

Estamos com o dosolrockbar de portas abertas desde o dia 19 de julho de 2004. Nesse período de atividades já perdemos a conta do número de shows que produzimos e do número de bandas que se apresentaram pelo bar. Em novembro de 2006 já eram mais de 500 shows diferentes realizados por nós e pelos produtores que usam e acreditam no dosolrockbar.

O ecletismo da programação assusta os desavisados. Onde mais encontrar Torture Squad, Garotos Podres, Mombojó ou Móveis Coloniais de Acajú dividindo o mesmo palco? Onde mais encontrar um local onde bandas novas podem se apresentar sem que sejam julgadas antes do tempo ou expostas indevidamente ao peso das críticas?

Claro que santo de casa não faz milagre e o ano de 2007 não foi fácil de atravessar. Há um ciclo de público que frequenta o dosolrockbar (e shows de bandas autorais em geral) que muda quase que de ano em ano e estamos numa entre-safra. Usem os comentários e apareçam aqueles que frequentam e acompanham a programação do bar desde a sua abertura. Não acredito que sejam mais de dez.

Depois de várias ponderações, algumas dívidas e várias idéias, resolvemos que vamos manter o nosso espaço ativo em 2008. Sim, porque estávamos correndo o risco de fechar as portas.

Nossa decisão veio internamente, de uma maneira corajosa. Só quem tem certeza de um bom trabalho tem moral para falar algumas coisas, e nós temos. O dosolrockbar é um dos centros mais ativos da cultura do Rio Grande do Norte. É onde a vanguarda da música nacional tem se apresentado, é onde estão sendo incubadas bandas, cantores e até novas platéias. É onde se pratica a cultura viva e renovada. Lá no DoSol apontamos sempre para o futuro, nunca esquecendo de reverenciar nosso passado.

Nossas ações no bar são fruto da confiança de produtores e bandas no espaço. A recompensa vem sempre que termina um show bacana ou quando alguma banda nos chama para falar desta experiência em outros estados. Falamos para o pessoal do Itaú Cultural em São Paulo, Rio, Vitória e Colatina. Falamos pro Sebrae em Goiânia e falamos para uma faculdade particular em Fortaleza. Queremos muito falar mais para os potiguares. Será que tem mais gente para nos ouvir?

A partir de hoje nos reconhecemos como Centro Cultural Dosolrockbar, um lugar onde a cultura está viva, onde proporcionamos fluxo de idéias e canções para a nova cara da música brasileira e um lugar que temos orgulho de gerenciar. Seja parte disso também.

CENTRO CULTURAL DOSOLROCKBAR – A CASA DA NOVA MÚSICA BRASILEIRA!

19 Comments

  1. Axo que como centro cultural, se é realemnte uma proposta. o bar poderia expandir mais em termos artísticos, com toda certeza atrairia outros publicos, mais exigentes e tal….estremeço só de pensar num dosol de portas fechadas…é uma pena que isso tenha beirado acontecer, mas felizmente e com coragem continuará ai!
    por mim, toda força!

  2. Seria uma grande perda para o cénario local se o dosol rockbar tivesse de fechar as portas. Falo isso como publico e como musico, espero que esse ano agente tenha mais movimento!

  3. Foca, bota as bandas pra trabalhar! É assim que se mantém um espaço que, por mais que seja uma iniciativa privada, tem um sentido coletivo mais forte do que muito equipamento da gestão pública. Acho que o perfil do Festival Novas poderia se expandir para outros eventos que reúnam bandas com maior quilometragem também, creio.

    As pessoas ficam mal acostumadas com boas oportunidades, e isso é o que vejo como um dos perrengues de se manter uma casa que, como você bem diz, é um centro cultural. Fora dos padrões do que o senso comum entende como centro cultural, mas é.

    Daqui de Fortaleza, você tem o apoio e a admiração de muita gente que se preocupa em fazer a roda da música independente girar também.

    Grande abraço!

  4. Para joão: Man, a idéia é virarmos um ponto de cultura do MINC, ou um ponto de cultura municipal. Não expandiremos para outras áreas fora a música, mas expandiremos as ações do bar abrindo na semana com oficinas, aulas e coisas do tipo.

    Para vitor: ninguém está mais aperriado do que nós com a possibilidade do bar fechar. Foram dias angustiantes e ainda estão sendo.

    Para Felipe: Se o dosol não for um ponto de cultura viva não sei mais o que é um. ahahaha. Bandas diferentes, estilos diferentes, ações educacionais, horários de acesso bom para todos e por ai vai. Ser espaço de circulação de música nova é tão relevante quanto um Teatro, Centro Culturas estatatais entre outros locais. Duvido que algum centro cultural público local tenha metade da programação que conseguimos fazer, mesmo sendo privado!

  5. Se o Dosol chegasse a fechar seria uma grande Perda para todos nós…

    Grande Iniciativa Foca… Centro cultural eh uma ótima… acho que o Bar poderia ser melhor divulgado, ainda ah uma certa marginalização preconceituosa sobre o Local e isso poderia ser facilmente resolvido com uma grande Divulgação do Bar na Mídia

  6. Discordo que há alguma marginalização do bar. Discordo pesado. O que há é desisteresse mesmo. Mas isso é por causa da proposta do dosol que não pretendo mudar. Um lugar para bandas tocarem e para o público assistir. O maior teatro da cidade é a 300 metros do bar, a casa da riberia é a 50, então não acho que há nenhum tipo de marginalização quanto isso.

    Há sim pessoas que não querem sair das suas casas para assistir coisas novas. Bandas interessantes e por ai vai.

    Quanto a divulgação do bar sinceramente as pessoas ligadas a música independente local sabe tudo o que acontece por lá. Se não vai é porque não tem interesse. Respeito. Fazer uma mídia pesada requer dinheiro, e muito dinheiro. Não temos nem o do aluguel para manter a porta aberta no momento, então continuaremos divulgando os shows como sempre: cartazes, panfletos, internet, sites especializados e por ai vai.

  7. Bons tempos os de 04/05. Saudades fudida quando ainda existia um público legal e que não deixava a mercêr. Quem dera aquele “A união faz a força”, que se não engano-me, foi em meados de Maio de 2005. Muitas coisas marcaram aí e o DoSol com esse público hoje me dia fica difícil de manter mesmo. Mas é isso. Digo e repito: ainda existem pessoas que trabalham pela ‘cena’, e isso é digno.

    Abraços

  8. o público ta aí bruno e nunca tem culpa , não acho que diminui ou aumentou, só muda de tempo em tempo. Acho que a turma tá acomodada porque sabe que os melhores shows do rock alternativo brasileiro passam por aqui todo final de semana.

    o problema é que com com pouco público os shows doiminuem e terminam não acontecendo mais. Isso já tá rolando com os medalhões do rock brasileiro. quanto passaram aqui esse ano fora dos festviais pou dos shows misturados com bandas de forró?

  9. Tem que haver renovação e as bandas novas têm de ter lucidez. Se você não tem valor de mercado ainda, o mínimo que tem de fazer é cooperar, trabalhar pelos shows em que você toca.

    O Festival Novas é uma boa pra isso. Fazer com que um amigo pague pra ver seu show é um passo importante pra qualquer banda. Parece meio clichê esse discurso, mas o problema está aí: as pessoas mal cumprem o que é clichê para a parada dar certo.

    Quando você é independente e não tem valor de mercado, cabe ao artista procurar pelo seu público também. Falei com o Foca que, aqui em Fortaleza, na alta estação, não existe turismo cultural. É sol e praia, sobretudo, a exemplo de Natal. Mas sempre tem uma galera jovem que viaja e uma hora procura algo diferente dos pacotes turísticos, abrem o jornal para procurar uma opção alternativa e pode acabar encontrando o DoSol.

    Sendo que as bandas não têm de ficar esperando o bar levar esta informação até este público seleto, e sim ajudar a espalhá-la.

    É isso,

    Abraços

  10. Nem fala em fechar o DoSol… ainda bem que não!

    É perfeito d+ qndo uma banda toca e a galera curtindo da platéia sem ficar parado. Não cansa!

    A ansiedade já tá a mil por conta do Festival Novas.

    “E quanto mais o rock rola, mais a gente gosta” (rita lee).

  11. Já deu pra perceber que a cidade começa a entrar em crise! com essa falta de publico, ainda não está tão ruim quanto as outras cidades mas ja da pra assustar um pouco, é muito dificil realizar um evento hj em dia contando com a bilheteria, se o dosol fechar vai piorar ainda mais a situação, acho que cada banda em especial deveria realmente se esforçar em cativar e levar seu publico para os eventos! o festival novas é uma boa oportunidade de ver cada banda na obrigação de fazer um trampo coerente e correr atraz da sua própria galera para sacar o rolé!

  12. nem considero crise, sempre foi assim. tenho 15 anos nesse treco e é semrpe asism períodos mais enfervescentes outros menos. Uma casa como o dosol não aguenta muitas oscilações porque trabalha com um tipo de música que é fora da realidade da maioria das pessoas. Normal. Só acha que Natal merece um lugar como o nosso e por isso insistimos e deixa-lo aberto. Vamos ver o que acontece…

  13. O Dosol hj em Natal eh o templo da cultura e do rock.
    Ser por um acaso o Dosol fexasse seria uma grande perda não soh para o rock potiguar mais tb para a cultura potiguar e nordestina em geral,pois o Dosol naum abre as portas apenas para bandas locais mais tb para bandas d varias partes do Nordeste, seja em eventos organizados pelo Foca ou por outros q alugam o Dosol.

    Sempre houve um grande intercâmbio de bandas e influências musicais diferentes, e isso deve continuar. A Atitude de Foca eh louvável em naum fexar o Dosol.

    A pouco mais d 1 ano comecei a frequentar o Dosol e desde então naum dexei mais d ir, pq sempre houveram bandas q deviam ser prestigiadas com a devida atenção mais tb houveram bandas q naum mostraram pra q vieram xD, mais o rock eh isso eh feito d altos e baixos.

    Parabéns Foca por sua iniciativa!

  14. A pergunta é, será irreversivel a situação?
    se for, temos que buscar logo a soluçao, é oq vc ker e oq todos nó queremos, o DoSOl jah faz parte da vida de mta gente HJ. Nos sentimos em casa, eh como ir á cosinha, pegar uma cerveja, ligar o som no maximo e convidar os amigos para um “happy hour”!

    Se tivermos q adotar medidas mais ativas para com o bar, axo q deveriamos saber..

    Afinal além de ser segunda casa, é o berço do AK!

    Força Foca!
    e sucesso e 2008!

  15. O carinha lá em cima falou de marginalização. Concordo, sim, que não é o rockbar que ée marginalizado, e sim o próprio rock. Os pais, ou as pessoas em geral, acham que rockeiro é tudo maconheiro e vagabundo. E isso continua.

    Pra você ter idéia, teve a inauguração da ponte e nenhuma banda de rock participou, só de mpb. O Auto do Natal que irá acontecer no Machadão, pelo menos no dia de Rita Lee, era pra ter banda de rock local. Mas não tem.

    O problema começa com os produtores que não querem “vender” o rock, e com o governo, que poderia ajudar também, dando espaço às bandas, patrocinando… e não só em leis de incentivo.

  16. Realmente, seria muito triste se algo assim acontecesse! Frenquento o dosol desde 2004 (tendo frequentado de forma mais ativa em 2005 e 2006) e posso dizer que o movimento abaixou MUITO. Vamos fazer o possivel pra manter esse rockbar galera 😉

  17. Para rodrigo.

    1) esse negócio de achar que rock é descriminado é coisa de quem desconhece “o pescado” rodrigo. Não estamos tratando de rock aqui, estamos tratando de música nova e música nova (por ser nova) é mais difícil de ser assimilada. rock não é a música predominante no nordeste. Essa postura de assumir que todos acham que rock é coisa de vagabundo maconheiro é triste de ver principalmente de um cara que faz um site de rock e promove prêmio de rock. É lógico que não é isso meu bom. As pessoas tem inteligência suficiente para saber que música nenhuma é sinônimo de vagabundagem e drogas (assim como forró não é coisa de cachaceiro também). Pensamento meio burro esse!

    2) o Governo reflete o gosto médio da maioria da população rodrigo. Por isso não tem rock nas festas públicas. Porque a maioria da população gosta de outro tipo de música.

    3) O último comentário é o pior de todos. Se vc vende um disco, um ingresso ou uma cerveja num bar, já tá “vendendo” seu produto independente de ser rock ou não. Então essa coisa de “os produtores não querem vender o rock” é bizarro, um comentário realmente bizarro.

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