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RESENHA DE DVD: FOO FIGHTERS – SKIN AND BONES

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Dave Grohl é um cara batuta. Não satisfeito em ter sido o baterista do Nirvana, partiu, como guitarrista e vocalista, para liderar o sucesso do Foo Fighters. Continua tocando bateria em bandas de amigos e bancou a gravação de um disco inteiro só de heavy metal com seus ídolos da infância e adolescência – o projeto Probot. Apesar de artista badalado, é acometido de uma simplicidade de fã ao se preocupar, por exemplo, em como será o esperado novo disco do Metallica. Com um histórico desses, é de se esperar que ele não faça um álbum no formato acústico para ceder a pressões comerciais. Por isso esse DVD gravado ao vivo num belo teatro, em Los Angeles, foi feito porque Dave quis.

Ao menos é o que ele explica durante o show, para uma comportada platéia de fãs sentados em suas confortáveis poltronas, qual uma sessão de cinema. Bem humorado, aliás, Dave Grohl fala pelos cotovelos, conversando o tempo todo com o público, quando aproveita para explicar o porquê do acústico. Além de estar de saco cheio de fazer sempre os mesmos shows barulhentos, ele alega que assim pode ver e interagir com o público, dentre o qual se dirige pessoalmente a conhecidos, e também trazer algumas músicas de volta ao estado em que elas foram criadas, no violão. Depois de mexer com cada integrante da banda (acrescida de teclados, violino, percussão e um terceiro guitarrista) e de tripudiar do saltitante percussionista, antes de tocar “Friend to a Friend”, já no bis, Grohl conta a historinha que mais interessa: a de como fez essa que foi sua primeira música, quando foi morar com Kurt Cobain num pardieiro em que dividia um quarto com as tartarugas do líder do Nirvana. Só esses breves minutos valem as duas horas do DVD.

A deixa para o acústico – que felizmente não seguiu o saturado cenário MTV – veio já no álbum duplo “In You Honour”, de 2005, que trazia um dos discos exclusivamente com material acústico. Pois sete dessas 10 canções estão aqui, em meio a sucessos da carreira do grupo que incluem “Everlong”, que fechou o bis, e “My Hero”, com uma interpretação das mais dramáticas, em meio as gracinhas de Grohl, que arrancou aplausos. Outra em que pesou a interpretação foi “February Stars”, numa belíssima versão. Em “Cold Day In The Sun”, originalmente acústica, quem canta é o batera Taylor Hawkins, tratado como “boa pinta” pelo chefe.

Dada a descontração implantada por decreto, o fã mais exigente dirá que há “pouco tempo de bola rolando” em todo o DVD, ainda mais se considerarmos que a inexplicável falta de legendas aumenta a distância entre o humor norte-americano e o nosso. Se ele for exigente mesmo, vai repelir a iniciativa de se fazer esse vídeo em cima de uma apresentação no formato acústico, até porque o Foo Fighters é uma banda altamente explosiva sobre o palco. Com sorte, no entanto, vai se lembrar que Grohl estava lá no acústico mais importante em todos os tempos, aquele que selou a trajetória de Kurt Cobain e do Nirvana. Por essas e outras é que ele merece a tolerância de todos. Pois está perdoado, Dave Grohl.

4 Comments

  1. Dave grohl é O CARA!! [3]
    Um baterista extraordinário, um bom guitarrista e um compositor fora de série, além de um sujeito muito engraçado. O DVD vale muito a pena, para fãs de Foo Fighters ou para o resto da populção, os que ainda irão se tornar fãs. Muito boa a resenha, só discordo da frase final. “Pois está perdoado, Dave Grohl” – perdoado por exatamente o quê? Por fazer o melhor show acústico que ja vi? Ah, não! A culpa disto é toda sua, Dave. A propósito, algumas músicas que já eram boas ficaram ainda melhores no formato acústico.

  2. Ich gebe auch mein Pferd Magnesium, weil es EMS (equine metabolisches Syndrom). Ich habe Magnesiumoxid verwendet, wird aber Magnesiumhydrogencitrat versuchen. Meine Frage ist, ob sie direkt im Futter ohne Auflösen in Wasser verwendet werden?

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