Coberturas

PORTO MUSICAL COMEÇA COM TUDO EM RECIFE!

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Foto: Burro Morto se apresentou ontem no Porto Musical

Por Foca

Foram muitos encontros, debates, palestras, reuniões e música no primeiro dia do Porto Musical, que está acontecendo em Recife e segue até sábado. Ontem o Dosol participou da reunião anual da ABRAFIN (Associação Brasileira de Festivais de Música Independente). Somando os dois dias do encontro foram mais de dez horas de reunião onde foram discutidos assuntos de interesse da associação e parcerias futuras.

Logo depois fui acompanhar duas excelentes falas no Teatro do Apolo onde está rolando os maiores debates deste Porto Musical. A primeira que vi foi do fundador da Sire Records, o americano Seymour Stein, uma lenda viva da música que lançou bandas do quilate de Madonna, Talking Heads, Blondie e Ramones. Foi incrível ouvir suas histórias ótimas. Na sequência veio o não menos lendário Nelson Motta que tem no currículo uma infinidade de artistas nacionais que passaram pela sua mão como Tim Maia, Marisa Monte e uma centena de outros. Também foi uma fala leve e bem humorada que deixou transparecer uma certa decepção com os dias de hoje em que a música está em todos os lugares e pode ser feita e consumida de todas as formas.

Depois de outra reunião com representates da Funarte fui assitir o começo das apresentações musicais. Abrindo os shows do Porto Musical vieram os paraibanos do Burro Morto. Confesso que o quinteto, apesar de ser um grupo talentoso, não me empolga muito. Ontem achei arrastado e chato e aproveitei para conversar com os amigos de outros estados. O Naurêa de Sergipe já levantou bem mais um clima com um forró envenenado e umas levadas espertas. Curti bastante.

A noite ainda se encerraria com mais grupos se dividindo entra a praça do Arsenal e o Burburinho onde rolou o primeiro dia das Noites Abrafin/Fora do Eixo mas não tive fôlego para continuar vendo, depois de quase 16 horas de reuniões, palestras e conversas sem parar. Coloco aqui mesmo nesse post um upgrade assim que sair algo sobre a noitada de shows do Burburinho mas já soube que, mesmo com muita chuva, foi excelente.

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3 Comments

  1. Evento maravilhoso e de grande importância pro mercado!
    sobre a programação musical achei justamente o contrário, Naurêa não tem nada de novo, apela pros velhos clichês da “música brasileira tem que ser dançante” e se utiliza de recursos já batidos, como misturar brasil com dub, drum n bass.
    já o burro morto eu não conhecia e me surpreendeu muito, assim como à alguns colegas. Senti uma sensação que jã não se sente todos os dias, que é a de encontrar uma banda nova realmente boa. É inovador e interessantemente estranho. Faz dançar sem ter isso como meta e terá longo futuro, pois sua música instrumental comunica além das barreiras linguísticas.
    Parabéns aos músicos do nordeste por tanto material novo produzido desde sempre.

  2. Eu curto música nova instrumental, mas não curto o muito o burro moto como ficou claro aí no meu comentário. Mas a banda é excelente sim, só não gosto do caminha artístico que eles seguem…

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