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FESTIVAL DOSOL 2012 NATAL – DESTAQUE NA CAPA DO FIM DE SEMANA DA TRIBUNA DO NORTE

A REDE DO ROCK

Tádzio França – repórter

Quatro palcos diferentes, dois dias, 50 shows, dois eventos e um bairro. A nona edição do Festival do Sol pretende reafirmar a ‘polivalência’ de suas ações. O encontro de música, que fará seu primeiro dia de maratona sonora neste sábado, a partir das 15h30, no domingo será incorporado ao Circuito Cultural da Ribeira, com acesso gratuito e ainda mais ecletismo musical. Atrações locais, nacionais e internacionais vão se espalhar entre o Centro Cultural DoSol, Armazém Hall, Galpão 29 e Casa da Ribeira, apresentando tons variados da música independente. Em Natal, onde o DoSol nasceu, a música aponta para variadas direções.

DivulgaçãoEm turnê pelo Brasil, os suecos Truckfighters são uma espécie de sucessores do NirvanaEm turnê pelo Brasil, os suecos Truckfighters são uma espécie de sucessores do Nirvana

“Estamos com quase o triplo de atrações a mais que o ano passado. A expansão territorial do festival foi bom para os músicos, para o evento e para o público”, afirma Anderson Foca, um dos idealizadores do DoSol. De três anos para cá o DoSol tem investido no alargamento de suas fronteiras. Levou ações suas para Caicó e Mossoró – onde também abriu uma sede fixa – e recentemente para São Paulo, onde promoveu uma agitada apresentação. “Tivemos mídia do Estadão, da Folha, Rolling Stone e  New Musical Express. Foram doze shows entre Mossoró e São Paulo”, explica.

Mesmo com tanta expansão, é em Natal que o Festival DoSol produz sua edição mais concentrada. Anderson Foca explica que, no domingo, o evento terá palcos separados conforme o estilo musical: o Galpão 29 será dos sons mais pop e MPBísticos, o Armazém Hall para o punk, metal e hardcore, o DoSol para o indie, e a Casa da Ribeira para os momentos mais ecléticos e experimentais. “Teremos shows para todo mundo, ao mesmo tempo, atendendo a todos os gostos”, afirma.

Segundo o músico e produtor, a escalação de um número tão grande de atrações tem a ver com o senso de oportunidade. “Procuro captar bandas independentes que estejam em turnê. Quando elas estão circulando, significa que  são legais e tem muita gente querendo ver. É incrível como tem bandas em turnê nesse período”, explica. Quanto às bandas locais, é preciso que elas se mostrem. “Prestamos atenção em quem está lançando disco novo, e também nas que estão obtendo algum destaque no meio. Ficamos antenados na movimentação da cena”, diz.

Anderson Foca afirma que o cenário de bandas em Natal ainda vive em constante processo de evolução. “Os críticos reclamam que as bandas em Natal não duram muito, mas eu vejo isso como um tipo de processo evolutivo. Em Natal a coisa tem um um jeito próprio de acontecer. Enquanto nos outros lugares essa evolução é silenciosa, aqui acontece na cara de todo mundo. Eu acho positivo”, diz. Em meio às numerosas atrações do festival, o produtor acredita que será alta a chance de que cada um ache a atração que mais lhe agrade.

DESTAQUES EM MEIO À MARATONA

A banda Far From Alaska tem pouco mais de seis meses de existência e já tocou no disputado palco do festival Planeta Terra, mês passado, em São Paulo. O som que agradou a sletiva do festival é um misto de rock progressivo, metal, indie rock e toques de psicodelia. O primeiro EP do quinteto natalense foi gravado pouco antes do festival, e inclui músicas como “Thievery”, “Mama” e “Monochrome”. Se quiser conferir o som, chegue cedo: o grupo abrirá o festival às 15h30 do sábado.

O Red Boots, de Mossoró, tem conseguido causar barulho (em todos os sentidos) com uma música inspirada pela cena ‘stoner rock’ – uma atualização mais rápida e pesada do grunge dos anos 90, numa apressada definição. A dupla tem um álbum lançado em 2012 chamado “Aracnophilia” e tocaram em festival como o Bananada em Goiânia. O grupo está na estrada há sete anos.

O Vanguart é, provavelmente, o nome mais conhecido do DoSol de 2012. A banda de folk rock vinda de Cuiabá já tem dez anos de estrada, e um bom nome no cenário independente nacional. O grupo se diz influenciado por artistas de samba, folk rock, blues e rock clássico, como Johnny Cash, Dorival Caymmi, Bob Dylan, Júpiter Maçã, Lobão, Beach Boys, Velvet Underground, Beatles, Neil Young, e estilos musicais típicos do Mato Grosso. Os hits são “Semáforo”, “Hey yo Silver” e “Mi vida eres tu”. Já lançaram dois discos.

O Macaco Bong, também de Cuiabá, investe no rock instrumental energético e hipnótico. O power trio é formado por   Bruno Kayapy (guitarra),  Ynaiã Benthroldo (bateria) e  Grabriel Murilo (baixo). O disco atual, “This is rolê”, mantém a sonoridade que arrancou elogias de crítica e público. O som é baseado na desconstrução dos arranjos da música popular, aliada à linguagem das harmonias tradicionais da música brasileira com jazz/fusion/pop.

Os Truckfighters vêm da Suécia e estão em turnê pelo Brasil. A cidade de onde eles saíram, Örebro, é a mesma da cantora Nina Person, vocalista da banda pop Cardigans. O som do trio, no entanto, é bastante diferente. A música praticada pelos ‘fighters’ já foi rotulada de stoner rock, e já levou muita gente a dizer que “desde Nirvana não se ouvia um som tão honesto e deflagrador”. O trio tem o aval de Josh Homme, líder da banda Queens of the Stone Age, a referência maior e pop do som stoner. É uma referência de peso.

A banda de Nova York Slackers fará a alegria de quem aprecia ska e outros grooves jamaicanos mais tradicionais. O grupo se formou nos anos 90, e acabou de lançar o disco “Radio”, formado por covers de clássicos do reggae e ska, o 13º da carreira.  O repertório vai incluir uma versão de “Minha menina”, de Jorge Ben. Com 21 anos de estrada, o combo promete uma apresentação dançante.

Serviço: Festival DoSol 2012. Sábado, a partir das 15h30, na Rua Chile, Ribeira. Entrada: R$20. Vendas no Café da Praça, Natal Shopping. No domingo, o acesso será gratuito.

Entrada franca no domingo sela parceria com Circuito Ribeira

Em clima de ‘processo colaborativo’, o Circuito Cultural Ribeira uniu forças com o Festival DoSol para elevar a moral e as ações culturais em torno do velho bairro da cidade baixa. Provando a diversidade da ação, nem tudo é rock ‘n roll no domingo de ‘fusão’.  Também haverá teatro, dança, MPB, dub, samba e música eletrônica para fazer a mistura ainda mais interessante.

A Casa da Ribeira abrirá seu palco só para a música. Começará às 17h com a oficina de música eletrônica Mono/Stereo, às 19h com o Trio Pouca Chinfra e a Cozinha (PE), e às 21h com os potiguares do Tesla Orquestra. Os pernambucanos do Pouca Chinfra prometem agradar especialmente aos novos fãs de samba que aumentam cada vez mais em Natal. O álbum de estreia do grupo foi lançado há pouco tempo. O som é totalmente autoral e baseado nas origens do samba. Ao lado disso, a turma acrescente figurino, direção artística, canto em coro e enredo dançante para a alegria de quem aprecia o batuque. Já tocaram com Casuarina, Leci Brandão, Beth carvalho, entre outros bambas.

No Buraco da Catita, às 18h, o som ficará por conta de Pedro Mendes. No espaço Gira Dança, o movimento começa às 16h com Djs Mãozinha e Thiago Alves, as peças “Alguém que não eu para falar de mim”, “O sertão sou eu”, danças “Adò e Kawoo”, e “Santa cruz do não sei”. Na esquina da Dr  Barata com a Tavares de Lyra terá dub reggae com Missigena SoundSystem, das 18 às 22h; no Nalva Salão, mostra de curtas (16h), Cia Shaman Tribal (18h) e Da Silva (20h); na rua Frei Miguelinho terá a peça “O Fuxiqueiro” (17h), e logo festa com DJs; no Cultura Clube terá reggae às 19h com Filhos de Mamamjeba e Reggalyze; Os Bonnies tocarão na Rua Câmara Cascudo às 19h; no Beco da Quarentena terá intervenção fotográfica com projeções do Coletivo Camafeu, às 18h, e logo após performance “Confesso”, de Ramilla Souza.

Atrações do festival dia a dia:

Sábado (10/11)

15H30 – FAR FROM ALASKA (RN)

16H 00- KUNG FU JOHNNY (RN)

16H30 – OS INFLAMÁVEIS (RN)

17H 00- RED BOOTS (RN)

17H30 – AEROMOÇAS E TENISTAS RUSSAS (SP)

18H00 – HUEY (SP)

18H30 – MONSTER COYOTE (RN)

19H 00- QUESTIONS (SP)

19H30 – TEST (SP)

20H00 – LEPTOSPIROSE (SP)

20H30 – SILVERADOS (URUGUAI)

21H00 – TRUCKFIGHTERS (SUÉCIA)

21H30 – PEZ (ARG)

22H00 – MACACO BONG (MT)

22H30 – CAMARONES ORQUESTRA GUITARÍSTICA (RN)

23H00 – MAGLORE (BA)

23H30 – ANDRÓIDE SEM PAR (RN)

24H00 – VANGUART (MT)

01H00 – TALMA&GADELHA (RN)

01H30 – THE SLACKERS (EUA)

Domingo (11/11)

CENTRO CULTURAL DOSOL – PALCO INDIE

15H30 – JUBARTE ATACA (RN)

16H15 – UBELLA PRETA (PB)

17H – SIN AYUDA (SP)

17H45 – ZEFIRINA BOMBA (PB)

18H30 – HIEROFANTE PÚRPURA (SP)

19H15 – THE BAUDELAIRES (PA)

20H – CASSADY (PE)

20H45 – THE FIRST CORINTHIANS (PE/EUA)

21H30 – CALISTOGA (RN)

ARMAZÉM HALL – PALCO METAL E HARDCORE

15H30 – CABRONES (RN)

16H15 – HÖTT NYTE (RN)

17H – PSICOMANCIA (RN)

17H45 – KATAPHERO (RN)

18H30 – PLASTIC FIRE (RJ)

19H15 – PRIMORDIUM (RN)

20H – SON OF A WITCH (RN)

20H45 – KAMURA (GO)

21H30 – EXPOSE YOUR HATE (RN)

GALPÃO 29 – PALCO MPB E POP

15H30 – 30 DE OUTUBRO (RN)

16H15 – CLARA E A NOITE (RN)

17H – MOBÍLIA (CE)

17H45 -SEUZÉ (RN)

18H30 – ROSA DE PEDRA (RN)

19H15 – VINDA (SP)

20H – SIMONA TALMA (RN)

20H45 – LUIZ GADELHA (RN)

21H30 – KHRYSTAL (RN)

CASA DA RIBEIRA – PALCO DOSOL MÚSICA CONTEMPORÂNEA

16H – MONSTEREO (RN)

19H -POUCA CHINFRA (PE)

20H30 – TESLA ORQUESTRA (RN)

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