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ESPECIAL CALISTOGA: CONVIDADOS – SWEET FANNY ADAMS (PE)

Hoje é o lançamento do CD Normal`s People Brigade do Calistoga às 22h no Centro Cultural Dosol. A festa também lança a 8ª edição do zine Lado [R]. Além do Calistoga ainda vai rolar discotecagem, Sweet Fanny Adams (PE) e Brand New Hate. Confira agora entrevista com o Sweet Fanny Adams feita por Leandro Menezes num conteúdo do Blog Lado [R].

O Sweet Fanny Adams é uma banda relativamente nova, mas que o público natalense já conhece de longa data. Esquisito isso, né? Nem tanto… Desde o início da banda, em 2006, já se foram 03 shows aqui na cidade. Contando com a próxima apresentação, na Festa de Lançamento do Lado[R]#8 e Cd do Calistoga, a banda terá uma média de 01 show por semestre em Natal.

E de rolé na estrada, o SFA já percorreu quase que o país inteiro, metendo as caras e se apresentando em diversos festivais bacanas. Para a mídia especializada, eles encabeçam uma nova e boa safra de bandas rockeiras saídas do Recife. A banda é boa mesmo! A apresentação dos caras ao vivo é sempre impecável, coisa fina!

Troquei uma idéia rápida, via messenger, com Diego Araújo, baixista e vocalista da banda. Sem mais delongas, esse papo segue logo abaixo…

1) Estava pesquisando sobre a banda no Google e acabei descobrindo que Sweet Fanny Adams, além de ser o nome de um álbum da banda britânica The Sweet é uma expressão inglesa que quer dizer “nothing at all”, ou no bom português “absolutamente nada”… como surgiu esse nome para vocês?
A banda já existia, tínhamos umas músicas e nos inscrevemos pra participar de um festival de bandas aqui em Pernambuco chamado Microfonia. Só faltava um nome. A namorada de Hélder, guitarrista, sugeriu alguns nomes e a gente simpatizou com esse. Foi totalmente sem compromisso, sem nenhuma intenção de fazer referência ao disco do The Sweet, banda que não é influência pra nós de maneira nenhuma. Na verdade, Fanny Adams foi uma menina inglesa que foi esquartejada em mil oitocentos e alguma coisa, daí surgiu a gíria inglesa e todo o resto, mas isso é uma longa história…

2) O que eu tenho ouvido falar por aí é que a banda é a nova promessa do indie recifense. Como isso soa pra vocês?!
A gente não tenta ser e nem quer ser nova promessa de nada. Nós fazemos nossas músicas do jeito que nós queremos, sem compromisso com nenhuma outra coisa além dos nossos gostos pessoais. Basicamente a gente toca o que a gente gostaria de ouvir se fossemos a platéia. Ainda bem que existem pessoas que se identificam, gostam e apoiam a banda, isso me deixa feliz. Nós estamos sempre tentando fazer da melhor maneira possível, com a melhor qualidade possível, e tentando fazer com que nossa música chegue aos ouvidos das pessoas que possam se identificar e curtir.

3) Na comunidade do Orkut, vi que algumas pessoas brincavam com a banda, dizendo que Natal era a segunda casa de vocês… Como têm sido essa relação com o público de Natal?
Cara, a gente já tocou em Natal algumas vezes. Mas essa conversa é velha e nós não somos a primeira e nem seremos a última banda de Recife a se identificar com Natal. A verdade é que toda banda daqui curte tocar em Natal. Ao contrário do público de Recife, que é frio e careta, o público de Natal é sempre receptivo e caloroso, as pessoas realmente vão pros shows pra se divertir sempre. Eu lembro muito bem da primeira vez que a gente tocou aí, a banda não tinha nem 1 ano de vida ainda. Mas a reação do público realmente marca. Eu acho difícil de explicar, acho que só assistindo uns shows aqui em Recife e depois indo pra Natal pra entender.

4) Sabemos que o universo rock’n roll vai muito além da música. Se vocês pudessem sintetizar o universo rock em…
– um livro: Acho que um livro poderia ser o Mate-me por favor. Li recentemente depois de insistirem muito e não me arrependi.
– um filme: Aquele documentário 1991 The Year Punk Broke… acho que eu disse esse documentário porquê eu vi pela primeira vez quando eu era beeeem mais novo, internet não era como é hoje em dia, então foi a primeira vez que eu vi o Sonic Youth tocando e falando e etc… era uma fita VHS de um amigo da escola e tava cheia de problemas.
– um fanzine: Infelizmente os fanzines estão morrendo, né? Ou virando e-zines, ou crescendo e virando revistas, selos, festivais. Como é o caso do pessoal do Coquetel Molotov aqui em Recife, que hoje tem um festival grandioso e uma revista muito bonita, mas que ainda guarda características de fanzine.
– uma frase: Cara, para a frase eu posso deixar o maior clichê e a maior verdade para as bandas independentes: Faça Você Mesmo – Sua banda, suas músicas, seus discos, seus shows, sua produção, sua divulgação, seus contatos. Não espere por ninguém. Eu garanto que você vai conseguir duas coisas, dor de cabeça e diversão.

5) Bem, acho que é isso. Fica aqui um espaço pra você tirar uma chinfra e aproveitar pra convidar a galera para comparecer ao Centro Cultural Dosol próxima sexta, sacar mais uma apresentação do Sweet Fanny Adams em Natal!
Então é isso. Quem ainda não conhece a Sweet Fanny Adams pode ouvir nossas músicas em http://www.myspace.com/sweetfannyadamsmusic . Lá tem também um link pra baixar o nosso último EP que se chama “Fanny, you’re no fun” e foi lançado pelo selo Bazuka Discos do Coquetel Molotov daqui de Recife e pelo selo Midsummer Madness do Rio de Janeiro. Espero todos lá no Dosol pra curtir os shows do Sweet Fanny Adams e do Calistoga, junto com o lançamento do Lado[R]#8. Eu vou estar com uns Eps por lá pra quem quiser adquirir um disquinho físico com capinha e arte. Até sexta!

[+] Escute o Sweet Fanny Adams:

http://.myspace.com/sweetfannyadamsmusic

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