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EDITORIAL DO SITE: ATÉ ONDE CONFIAR NA INTERNET?

Por Anderson Foca

A moda do momento entre alguns festivais locais e nacionais e a votação on line para escolher alguns participantes. Até onde dá para confiar numa banda ou numa votação on line?

Escalar um grupo para um festival requer cuidados redobrados, responsabilidade e acima de tudo respeito com a qualidade e relevância artística de quem vai mostrar o trabalho. Lançar um novo grupo num palco de um festival sem ele estar preparado é como dar banana para macaco. As críticas vêm com força e podem atrapalhar para sempre a carreira de uma banda. A culpa é de quem escala e não de quem critica. As bandas, parte interessada, também têm sua parcela de “simancol” e deveriam saber a hora certa para uma superexposição. Quer saber que hora é essa? Grave um ensaio ao vivo da sua banda e se pergunte: será que alguém realmente vai gostar disso? Paciência e trabalho nunca fizeram mal a ninguém.

Pela internet e com os avanços da tecnologia, fica difícil julgar algo analisando coisas como número de pessoas no myspace, número de pessoas no orkut, número de votos on line para a escolha de bandas e assim por diante. Claro que é bacana você mostrar um grau de interação com o seu público, ter uma noção espontânea com relação ao trabalho, mas são raras as vezes que isso acontece. O que mais se vê são bandas novas com 1.000 pessoas na comunidade, a maioria fakes e pessoas que jamais foram a um show ou ouviram as bandas em questão. Esses grupos só enganam a si mesmos e estão, sinceramente, perdendo tempo com o rock.

Estive no Festival VirtueMúsica em Recife e o que vi no palco foi uma avalanche de bandas inexperientes em ação. A diferença para as bandas já rodadas era tão gritante que parecia que a sonorização tinha mudado. Hugo Montarroys, jornalista do site Recife Rock não teve pena e criticou severamente aqueles que mereciam alguma crítica. Tudo culpa da produção e da falta de experiência de alguns grupos. FESTIVAL COM VISIBILIDADE NÃO É LUGAR PARA BANDAS NOVAS E INEXPERIENTES, PARA ISSO EXISTEM OS BARES E CASAS DE SHOW QUE POSSAM ATENDER ESSA DEMANDA.

Aqui em Natal o caso mais recente é o do Rock Na Rua que armou 50% da sua escalação baseada numa votação on line, onde o voto era computado por um IP que era facilmente mutável por qualquer pessoa com um pouco mais de curiosidade virtual. A produtora do evento disse que o marketing viral (a moda do momento) que a votação causaria ajudaria na divulgação e coisas do tipo.

O que estou vendo é que várias pessoas se sentiram lesadas, brigas foram causadas e até um show concorrente vai acontecer por conta do “marketing viral” proporcionado pela votação. Se o método convencional de escalar um festival tivesse sido posto em prática em 100% da escalação isso tudo seria evitado e o festival teria a simpatia de todos como nos anos anteriores. Não vou entrar nem no mérito de grupos que não conseguem levar nem 20 pessoas ao dosolrockbar e que tiveram votações expressivas no site do evento. Um FENÔMENO.

Conto com o sucesso das empreitadas e estaremos lá tocando, apoiando e dando nosso recado como sempre mas é nosso papel discutir alguns assuntos que sejam relevantes para a fluidez do rock Brasil a fora. Até a próxima.

42 Comments

  1. Não sei desvirtuo o foco da discussão. No Brasil é tão comum se corromper que tantas vezes a culpa passa a ser não do bandido, mas daquele que não se protegeu do bandido. Os bandidos nessa situação são os músicos que falsificaram o IP de suas máquinas para ganhar votos que não lhe pertenciam. Bandidos sim. Tenho certeza que bom senso todos eles possuem e sabem muito bem discernir o que seria uma votação honesta de uma trambicagem. Mas usaram-se do seu poder de escolha para fazer o errado. A internet poderia facilitar muito as coisa. Olha que legal. Você entra num site, conhece a banda, vota na que achar melhor, e de repente a escalação está montada de forma democrática. Poderia ser assim. Mas pessoas como essas contribuem para um Brasil pior, um Brasil que dá errado, um Brasil que só vai pra trás. Vocês subirão ao palco mas subirão sabendo que não merecem estar ali. O público também saberá. A consciência de vocês saberá. E depois daquele palco, daquela situação, em que palco subirão? Parabéns. Vocês acabaram com toda a graça!

  2. O Brasileiro não consegue ter a capacidade e a honestidade em votar num político sério pra cuidar dos seus “interesses” por 4 anos… imagina ai, um bando de “mulekes” sonhando com um lugar ao sol num festival…
    A galera pensa que um festival pode mudar a vida de uma pessoa, eu sinceramente acho, q isso não acontece… são raros os casos!

    É fácil demais se enganar pra se enganado!

    Outra, neguinho ainda brinca de fazer festival?

  3. É uma questão complicada essa, as bandas que tem tempo de ficar na internet votanto e pedindo voto saem na frente das que não tem, queira ou não queira, por mais que uma banda tenha público se ela não fora atraz não ganha os votos suficientes, prova disso é que as bandas com os maires publicos de natal (zero oito quatro, allface, jane fonda e seu zé) ficaram de fora do festival. Se o festial é de música e não de poder de persuasão virtual a coisa fica meio injusta mesmo.

  4. TEm uma questão abordado no editorial que é importante que é o fato de que o show da banda, sua perfoamnce no palco também tem que fazer a diferença. Fazer uma boa gravação hoje em dia é mole, tenho estúdio aqui e sei bem o que estou falando.

    Via internet, on line, sem conferir a banda ao vivo é bem complicado!

  5. Perigo. Votação pela net é perigo. É igual votação com cédula após show. Quem tiver mais “fãs” ganha. E não quem é melhor. É só fazer uma campanha maciça com os amigos e zefini.

    Quem tem coragem de fazer campanha para ser votado e tocar em festival, tem que ter coragem de levar umas porradas como a que Hugo Montarroyos deu. Mas tem gente que acha que o som chinfrim que faz é a melhor coisa do mundo.

    Poucos se salvam.

  6. Concordo em genero, número e grau com marlos.

    No fim das contas isso acaba prejudicando a própria banda e o próprio festival, acabando com toda a ‘simpatia’ que conseguiu com as edições anteriores. Cabia a organização rever o método utilizado para escalar as bandas pro festival.

    Na minha opnião o RocknaRua perdeu sim com esse estória toda.

    *para as bandas que contribuiram para isso, reflitam sobre o que marlos escreveu:
    “Vocês subirão ao palco mas subirão sabendo que não merecem estar ali. O público também saberá. A consciência de vocês saberá. E depois daquele palco, daquela situação, em que palco subirão?”

  7. Corre individual, força de vontade de melhorar, tratar a banda com seriedade e ter uma cotinuidade fazem uma banda viajar. Quem naum tiver ao menos isso vai ficar sempre em casa…

  8. Pois é. A maioria das bandas daqui querem brincar de ser banda. E no caso especifíco da votação on-line, a situação é mais perigosa quando ocorre o que Marlos citou: pilantragem. O povo acha que ser bom é ter uma comunidade do orkut, fotolog e myspace. O buraco é mais embaixo. O show é fundamental.

  9. Uma votação nesse estilo só funcionaria 100% (digo sem confusões ou mal entendido) se as bandas a serem escolhidas já tivessem passado por algum tipo de seleção.

    Da forma do Rock na Rua (votação que eu tive conhecimento) toda e qualquer banda poderia participar. Se alguém criasse um nome e colocasse lá, ele poderia se classificar sem ao menos existir essa banda.

    De que adianta uma banda nova conseguir 5000 votos e só levar 20 pessoas para o show? Legal, outras pessoas irão ver essa banda em “serviço”, mas será que ela tem capacidade para isso? Um festival como o Rock na Rua já nasceu grande e a “responsa” também! Tocar para milhares de pessoas é mais que complicado.

    Participei da organização de alguns eventos e sempre fazemos uma seleção de umas 15 ou 20 bandas para depois escolher 6, 7 no máximo. Fazemos uma votação interna e penso em fazer uma votação aberta depois, mas com as bandas pré-escaladas. Sempre vejo shows, escuto cds, pergunto para outras pessoas sobre as bandas.

    “É conpricado!”

    Bom. Sucesso pro festival, pra Camila (Parabéns pela iniciativa junto ao Natal Voluntários), pras bandas e pro público. Divirtam-se com “responsa”, usem camisinha, bebam com moderação e sei lá mais o que. 🙂

  10. Brasileiro gosta mesmo de uma mutreta, então paciência.

    Vocês que tem banda já levaram um não bem bonitinho na cara tentando participar de um festival? Já disseram que você não esta preparado e que serão “detonados” pela mídia? Lembro que disseram isso pra gente e no artigo acima falam justamente desse assunto em outro festival. Não pode apenas querer participar de um festival. Tem que ter condições musicais para isso.

  11. Não é a primeira vez que acontece esse tipo de coisa. Alguém se lembra de uma edição do Ceará Music que rolou uma votação dessas? Lembro-me de pessoas que falavam: Fulano de banda tal passou cinco dias votando na própria banda. É muita falta do que fazer. Ele podia estar tentando melhorar a banda dele, ensaiando, estudando… Mas sempre tem um caminho mais fácil e “esperto”.

  12. Olha, a maioria dessas bandas é composta de boys, gurizada que está tão a fim de tocar que não percebem que podem se queimar de forma definitivamente com o público e com a crítica.

    Não concordo em vc expor uma banda verde, nem que ela implore! É igual a exploração do trabalho infantil, o guri tá lá pedindo pela mordedeus pra trabalhar que a familia tá passando fome. O que você faz? Eu vou tentar que ele seja matriculado numa escola, que o pai consiga um emprego… Infelizmente é um caminho mais difícil do que ele ir pro sinal de trânsito pedir trocado. Mas quem tá no rock mesmo, já sabe que “no pain no gain!”

    E acho mesmo que tem que ensinar a essa molecada. Quer tocar em locais legais? em festivais? em outros estados? vá aprender a tocar direito, acorde cedo, vá encher o saco da galera para ouvir as suas músicas, se mexa! ficar assistindo a mtv e indo no orkut fofocar não vai levar a lugar nenhum!

    Se me perguntarem eu digo mesmo: “Cara, vcs estão verdes, não tem condição, vão ensaiar daqui a alguns meses a gente conversa de novo”. Se o cara ficar puto, problema dele. Eu fiz a minha parte. Pelo menos, depois ele não vai poder me acusar de omissa! “Poxa ana nem deu um toque pra gente”. Eu dou toque mesmo, dou na verdade é uns encontrões. 😀

  13. Pois é…

    Marlos fala que “A internet poderia facilitar muito as coisa. Olha que legal. Você entra num site, conhece a banda, vota na que achar melhor, e de repente a escalação está montada de forma democrática”. E essa era minha intenção ao colocar no ar uma votação on line para a escolha da programação do festival. Óbvio que além de achar que seria uma coisa super democrática, que o público (a parte mais interessada) ia poder escolher a programação que ele ia ver, pensei também na divulgação do evento.
    O Rock na Rua deu uma popularizada imensa por causa dessa votação.
    Em relação aos “conflitos” que foram gerados, alguem já citou aí em cima, é uma minoria que não fica satisfeita com nenhuma mudança e com nenhuma atitude que façamos para melhorar os métodos de interação entre banda – público – festival.

    Se eu me arrependo de tê-la feito(votação)? Não. Até porque agora estou imune a qualquer tipo de ameaça via e-mail, telefonemas de madrugada, desaforos na comunidade do orkut… Mas tudo isso feito por uma minoria, se você tiver um tempinho, passe lá na comunidade e veja um topico que tem 800 comentarios, e conte quantas pessoas comentam nele. São as mesmas 20 pessoas que nunca ficam satisfeitas e… blá blá blá…

    Se a votação prejudicou a programação do meu festival?
    EUzinha só vou saber no dia.

    Se eu escolheria essas bandas para tocar no meu festival?
    Acredito que não, pois não conheço todas.

    O que eu acho sobre o evento que criaram para “competir” com o Rock na Rua?

    LOUVÁVEL, pois foi a primeira vez que vi alguém reclamar, reclamar, reclamar e levantar a bunda da cadeira pra AGIR.
    Porque, afinal, indignAÇÃO, sem o AÇÃO, é INDIGNO.

    Se próximo ano eu vou fazer votação?
    Sim senhor, acho que a interação do público é fundamental para a divulgação do festival (lógico que até onde ela é positiva…) vou descobrir algum jeito de não conseguirem burlá-la hehehe E dessa vez a votação escolherá uma quantidade menor de bandas.

    Bom, é isso.

    Rock na Rua – 16 e 17 de novembro, RIBEIRA

    http://www.rocknarua.com

  14. Falei falei e esqueci do principal, que foi a lição que tomei dessa estória toda.

    Acho que a maioria que me conhece sabe que a minha intenção foi a melhor, mas afinal de contas… de boas intenções, o inferno tá cheio, né?

  15. Camila, já que vc quer continuar com a votação, faça como o Goiânia Noise. Faça um curadoria artística das bandas e só depois coloque-as para ser “julgada” pelos pessoas, para quem possa-se ter um mínimo de procupação com a qualidade do evento. Não estou dizendo que bandas ruins irão se apresentar, estou dizendo que eu faria uma curadoria antes. Torçamos para que surpresas aconteçam.

    Continuo achando o método errado, mas não sou o dono da razão. Estamos qui para discutir.

  16. O certo é abrir umas inscrição para receber material, escuta-lo, escolher as bandas, perguntar para elas se querem passar pelo processo de voto e fazer a enquete. Eu por exemplo, não gsoto de ter minhas bandas ou trabalhos julgados via net porque não confio no formato..

  17. Não me aflinge se estivemos lá concorrendo espontaneamente, só não fico fazendo campanhacamila, quem quiser votar vota. Se eu tiver que escrever minhas bandas para partiicpar de um processo desse é que não rola…

  18. Bom…

    vô postar anonimamente, porque não quero que relacionem o meu nome com a minha banda, o que seria impossível não fazer caso eu me identificasse. Também não sei se o post vai pro ar, mas tô tentando aqui, e o que fica é a intenção.

    Pois bem. Vocês todos, com exceção da Camila, que veio aqui expor o lado dela, criticaram o sistema de votação, que eu não acho 100% falho. Mas creio que algumas mudanças trariam grandes benefícios. Como Foca falou, acredito que uma pré-seleção das bandas por uma curadoria, seria primordial. De fato, eliminaria a possibilidade de que bandas ruins, como algumas que entraram no Rock na Rua pela votação virtual, entrassem. Depois, aí sim, a votação. E com poucas bandas. Eu acho que 20 bandas para a votação no máximo estariam de bom tamanho, para se escolher também um número reduzido de 4 ou 5 bandas apenas. Até aí tudo bem…
    Agora, o que me fez postar aqui, foi o que falaram das bandas que “burlaram” a votação. Pra citar um exemplo: “Vocês subirão ao palco mas subirão sabendo que não merecem estar ali. O público também saberá. A consciência de vocês saberá. E depois daquele palco, daquela situação, em que palco subirão?”
    Cara… sinceramente? Vocês pararam pra pensar, que nem todo mundo que ser um superastro do rock? Que muitas bandas querem apenas se divertir e fazer um som? Que pra eles a maior realização é tocar num festival como o tão falado Rock na Rua, porque talvez ali seja o máximo que eles almejam chegar, pois sabem que o “lugar ao sol” realmente não é para todos? Pode ser coisa só minha, mas eu já fui assim e acredito que talvez pelo menos um de vocês tenha sido assim. Se olharem pra trás, não se vêem nesses garotos sem grandes pretensões, a não ser tocar, beber e se divertir? … Pois bem. Se o som é ruim, o problema vai ser de quem? Deles. Se queimaram? Provavelmente. Aí vocês podem ficar felizes, porque provavelmente a banda vai acabar. =) Mas cara, se você viu a escalação do festival, já sabe as bandas que vão tocar, tá afim de ir e não conhece o trabalho, saca na internet, vê se é algo que pelo menos te agrada. Não gostou? Então, nem vá perder seu tempo. Gostou? “Gostei, mas nunca vi o show deles, vai que é uma m*rda?” Pô, e vai que é muito bom?! Cara, festival é pra lançar novas bandas também, não é por aí como vocês tanto falaram. Até porque, quantas bandas REALMENTE boas existem em Natal? …
    “Roubo”? “Ladrões”? Não é querendo defender ninguém, mas alguém fez algo de tão grave assim? Quem roubou o quê de quem? Alguém fez algo proíbido além de votar? Não vou nem entrar no mérito de se houve ou não falha no sistema. Outra… quem nunca fez nada “mal-visto” pra conseguir o que queria? Fácil apontar quando ninguém aponta de volta pra vocês.
    Pior do que burlar, é ser hipócrita.

  19. interessante como as coisas são. discutia exatamente sobre isso essa semana com um amigo. eu concordo plenamente. acho que esse lance de votação pra entrar em festival é puro amadorismo. os próprios organizadores dos festivais que selecionem suas bandas. agora, obviamente, é preciso deixar de lado as peixadas, panelas e coisas do tipo. que é algo tb que acontece e muito por festivais aí a fora. é preciso deixar de lado muitas coisas ainda. qual seria a maneira mais justa? a votação acarreta nisso em muitas vezes. bandas inexperientes, que ainda n estão preparadas se expoem e acabam se queimando por definitivo. por outro lado, as panelas e peixadas tb existem? e aí? qual a maneira mais justa. acho que os próprios organizadores devem selecionar, porém, da forma mais imparcial possível. é possível isso? quem sabe?

  20. corleone. pra entrar em festival vc tem que fazer por merecer. se todo organizador de festival for se compadecer com os sonhos ou outros tipos de realizações pessoais de cada banda aí vira esculhambação de vez né brother? as coisas n são assim n. o mundo é cruel mesmo!!!

  21. Paulo. Eu sei, cara. Mas aconteceu. Aí que tá. Já era, no próximo se acerta pra não acontecer isso de novo. Agora, ficar metendo o pau pra cima dos outros é que não é certo.

  22. Paulo, escalação de festvial é:

    1) gosto pessoal da curadoria
    2) relevânvia artítica comprovada
    3) Continuidade do projeto (da banda).

    Don Corleone

    1) democracia a toda prova aqui no site dosol, os comentários estão aqui par isso.
    2) É errado sim burlar votação, um erro não justifica o outro e nem hipocrisias.
    3) Não, festvial com visibilidade nção é lugar de bandas novas, é lugar de bandas já com alguma estrada. Bnbdas novas é no new generation, nos rolés na estação e por aí vai, com um tempo você se mostrando bem preparado fatlamente vai começar a tocar em festival maior, isso chama-se etapas de uma carreira.
    4) Legal o fogo das bandas novas de tocar, deveriam ter esse fogo para montar shows menores e tentar melhorar e não se dedicar aos trecos maiores. Vc mesmo diz que nem todo mundo quer o Faustão, deveria exercitar isso então…

  23. concordo foca! eu só n concordo com esse tipo de votação onde até o papagaio do guitarrista vota! é como eu disse, vc tem que fazer por merecer!

  24. Don disse: “Pois bem. Se o som é ruim, o problema vai ser de quem? Deles. Se queimaram? Provavelmente. Aí vocês podem ficar felizes, porque provavelmente a banda vai acabar. =)”

    o problema nao é só da banda, o problema é meu também. 50 por cento pra cada.

    concordo que festival serve tambem pra lançar bandas novas e que o publico merece interagir, contanto que isso nao afete a qualidade do festival.

    no meu caso, só vou saber mesmo no dia…

  25. Foca tem razao, menos na parte que ele generaliza que bandas novas nao tem competencia para tocar para um grande publico, eu conheço bandas que sao novissimas e tem toda a capacidade de causar uma boa impressão para um fest com vizibilidade !!

    O rock na rua, no meu modo de vista, será musicalmente desastroso levando-se em conta a qualidade das bandas selecionada pela votação !

  26. Nemuel, eu concordo com o que você disse, tem muita banda nova que é muito massa sim. O problema é que pelo fato dela ser nova, muitas vezes adianta um passo que ela poderia dar depois com mais segurança sacou? O Allface, minha banda, era muito nova quando tocou no MADA em 2004, depois disso nunca mais tocamos. Se tocássemos dois anos depois colheiriamos muito mais frutos que aquela apresentação…

    Tudo tem o seu momento.

    João, é isso aí, você tá corretíssimo. Perder tempo para melhorar a banda é tudo o que importa. O resto é papo furado…

    A discussão continua ótima. Alto nível, parabéns a todos…

  27. realmente o nível da discussão tá muito bom, ao contrário da comu da ufrn por exemplo. é uma prova que a gente pode ser civilizado em nossas discussões e isso é algo de suma importância. é bom saber que o cenário rocker da cidade tem pessoas assim!!!

  28. Cara, eu concordo com o que o joão falou, e tb com muita coisa com o pessoal aí tem falado…

    Porém vou dar um ponto de vista meu…

    Quem toca em banda ou mesmo trabalha com musica, sabe o quanto que é trabalhoso…

    Você monta sua banda, escreve letras, arranja suas musicas, ensaia e ensaia (o que é caro, pois no cenário independente não se tem um retorno financeiro), geralmente alguém desenvolve outra atividade fora musica, todos sabem que uma banda não vive só de shows e ensaios, existem milhares de outras coisas e detalhes que fazem uma banda se movimentar… Você tem que correr atras de muita coisa, levar muito tapa na cara, muito não…

    E será que vale a pena você subir num palco grande? Sem estar preparado, tudo isso por uma ambição de estar num lugar mais acima? Será que vale a pena jogar essa trabalheira toda que se teve por 30 minutos de “gloria”???

    E depois? Pow, na hora, ou um pouco depois você pode dizer… “Ah, foda-se… queria me divertir e beber…”… mas e as criticas? E depois? vai se queimar? ah, vc ta pouco ligando pra isso… A sua banda vai acabar? acho que não… existem varios roles aí… Mas e se acabar? e tudo que vc correu atras?

    Jogar fora assim?

    Acho que deveria dar um passo apos outro… E não enfiar os dois pés sem ter como pisar…

    Mas enfim, cada um sabe o que faz, e tem seu poder de escolha… Que seja feliz e boa sorte pra todos nós…

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