Coberturas

DIÁRIO DE BORDO – CAMARONES TOUR: BELO HORIZONTE (MG)

foto promo

Teletransporte. Foi assim que nos sentimos na mais extensa perna da nossa tour: a viagem de nove horas que liga Uberlândia a Belo Horizonte. Estávamos tão moídos dos três shows seguidos e praticamente sem dormir, que fizemos com que a tática de ficar acordados e deixar para dormir no ônibus desse certo. Toda a banda dormiu a viagem inteira e chegamos (teoricamente) recuperados na capital mineira.

Assim como o show de Anápolis, essa seria mais uma apresentação da qual teríamos que descer do ônibus e rumar pro espaço do show direto, sem banho, sem comida e na raça. Eu tava meio tenso porque meu equipamento não funcionou direito no dia anterior e temia pelo pior.

Chegamos no local do shows, bem no centro de Belo Horizonte. Curiosamente o Bordello ainda nem havia sido inaugurado oficialmente mas já estava recebendo essa programação organizada pelo Blog Meio Desligado (do Marcelo Santiago) com ajuda do Coletivo Fórceps de Sabará. O local é do jeito que gostamos: casa para no máximo 200 pessoas, show perto do público e sonorização que podemos dominar. Resultado? Show matador, um dos melhores da tour até agora. Um pouco antes do pau quebrar no rock, conseguir arrumar o meu equipo, Léo também deu uma ajustada nas coisas dele e foi lindo. Na estrada não tem jeito, viagens, translados e afins deixam o equipamento instável, então temos que nos acostumar com isso rápido.

Assim como no Rio, vários caras de festivais e bandas apareceram no rolê: Lucas do Pegada, Bart do 53 HC, Tomaz Enne, a turma do Enne e do Monno, pessoal do programa Auto Falante, entre outros amigos mineiros. Só faltou o Claudão Pilha mas ele está perdoado, já que tocaremos no Campeonato Mineiro de Surf em Setembro. Nota triste: não consegui comprar kilos de queijo. Uma das metas dessa viagem!

A banda que tocou conosco nesse dia era muito, mas muito boa. Chama-se Fusile e faz uma mescla de música para dançar baseadas em vários estilos que vão do ska ao merengue, tudo feito com maestria pelos bons músicos do grupo. Excelente!

Ana Morena e Xandi ainda tiveram a manha de ir conhecer Sabará quase meia-noite e depois de terem tocado quatro dias seguidos, praticamente sem dormir. Guerreiros, fiquei orgulhoso por eles mas fui me deitar. Deixarei o turismo histórico mineiro para outra oportunidade. Uma última nota sobre nossa passagem por Belo Horizonte é que mais uma vez aconteceu: a dona do Bordello deixou a porta aberta para uma volta lá quando quisermos ou estivermos perto. Isso é que nos deixa felizes. Agora é SP!

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