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COBERTURA DE SHOWS: Chris Cornell em São Paulo

POR JÚLIO CORTEZ

Carregar a marca de ser uma “voz de uma geração” pode gerar muita controvérsia e um Hype exagerado, mas com a morte de Kurt Cobain e Layne Staley, é inegável a importância de Chris Cornell e da suas bandas no cenário do Rock nos últimos 17 anos, desde o mítico Temple of the Dog, o poderoso Soundgarden e o supergrupo Audioslave, suas canções estão registradas no inconsciente de todo mundou que ouve Rock, bom Rock.

E foi esta bagagem de 20 anos de carreira, que lavou a alma de milhares de paulistanos nesta quinta feira chuvosa no Credicard Hall, num show intenso de 2:45 minutos, com muitos hits, músicas obscuras e covers inusitados (Michael Jackson foi um deles!), Chris mostrou que ao contrário do que as últimas notícias e vídeos no Youtube insinuaram, sua voz continua impecável e seu carisma é enorme, sem macaquices, ou saltos aérobicos, se concentrando puramente na música.

Todas as músicas esperadas foram tocadas, mas “Hunger Strike” do Temple of the Dog onde o público cantou o verso que caberia a Eddie Vedder, e “Black Hole Sun” foram momentos altos no show, que ainda teve um momento voz e violão, que fez com que as filas no bar triplicasse, momento que terminou rapidamente com “Like a Stone” do Audisolave cantada em uníssono.

Um show redondo, com músicos acima da média e um artista que pode finalmente tocar e cantar o que quiser, sem amarras, fazendo de cada show uma celebração, a carreira solo de Chris Cornell não chega perto do nível de qualidade dos 3 últimos discos do Soundgarden, mas essa liberdade de comandar seu próprio destino fez com que o músico finalmente fizesse essa Tour sul americana, e se depender do público que foi ao show em São Paulo, não vai demorar pra voltar ao nosso continente.

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