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CLIPPING: RESENHA DA TERCEIRA NOITE DO CIRCUITO ROCK DOSOL NO ROCK POTIGUAR.COM.BR

Peixe Coco, Os Bonnies e Autoramas, a noite mais barulhenta do Circuito até então.
Por Hugo Morais

Por volta das 22h30 já era bom o público na frente do DoSol Rock Bar, mas o Peixe Coco só foi subir ao palco quase meia-noite. E depois que subiu o rock em altos decibéis começou. A banda fez o show de sempre, muito peso e suingue em canções próprias e versões de “I shot the Sheriff” de Marley, onde a banda passeia pelo reggae e pelo rock e na de “Típico Local” do General Junkie, onde tornam ela mais pesada do que a original. Não bastasse isso ainda tocaram uma do Queens of Stone Age. A banda que sempre é sinônimo de empolgação no palco também tocou as suas músicas. “A luz”, “Escuridão”, “Sirva-se”, outras que estão no disco “Deliberadamente” lançado pela DoSol Records e ainda tocaram umas novas mais dançantes. Encerraram com “Típico Local”, uma grande, e justa, homenagem ao General. Se os caras agora só pensam em DuSolto, o Peixe lembra eles.

Quando Os Bonnies subiram ao palco a promessa era de que os decibéis continuariam altos, e foi exatamente isso. Os caras sentaram o aço em suas composições e nas de suas influências, nomes da década de 50 e 60. Roquenrrol sem pedais e sem frescura. E se tem quem pense que o rock morreu, Os Bonnies estão aí para provar o contrário. Selvageria, simplicidade e barulho. Os vocais gritados de Arthur somados a quebradeira da bateria de Rafael, a guitarra chorada de Thiago e o baixo sinuoso de Olavo são instigantes e mola propulsora dos movimentos corporais da platéia que não fica parada. A apresentação é um soco na cara, um esporro sonoro. A banda tocou as músicas do EP lançado pela Mudernage. Para esquentar mais a noite convidaram Dastaev, do Rebelviz. Com um topetão, Dasta cantou duas músicas, “I got Woman” e “Good Rockin’ tonight”. Todos dançaram no palco, se divertiram, por isso o show rende. Os Bonnies sem dúvida são mais banda quando tocam num palco pequeno, parece que há uma relação inversamente proporcional. Quanto menor o palco maior a explosão. Eles ainda tocaram umas músicas novas muito boas e que ainda não possuem título. Fim do rock com pedidos de mais a beira do palco.

Depois de um acerto no palco, a banda Autoramas deu início ao show tão aguardado, pelo menos por mim. Depois de uma rápida passagem por Natal em 2003 para tocar no MADA, a banda chegará em breve ao quarto disco com três prêmios no VMB da MTV da música “Você Sabe”. A banda tocou cerca de vinte músicas que foram do primeiro disco até o mais novo que vai sair em breve. “Você sabe” foi a primeira para incendiar logo de cara. E tinha que ser assim, já que as duas primeiras atrações tinham sido muito boas. Não podiam deixar baixar o fogo. E lá se foram “Carinha triste”, “Motocross”, “Fazer acontecer”, “Música de amor”, “Cada um”, “Paciência” e muitas outras com altas doses de guitarra pesada, bateria no máximo e o baixo distorcido de Selma a massacrar os ouvidos mais sensíveis. Assim como em 2003, a banda não parou para falar, tocou e tocou muito. Em certo momento Selma e Gabriel chegaram a beira do palco e sincronizaram os movimentos numa coreografia, outra característica dos shows da banda. Quem escuta os Autoramas lembra de surf music (nas instrumentais principalmente), Punk Rock, Jovem Guarda, Sessão da tarde, desenho animado e uma série de influências que tornam o som da banda tão agradável e grudento, bubblegum. Os riffs ficam na cabeça, assim como os refrões o que provocou diversas rodas de pogo durante aa músicas mais rápidas. A banda encerrou a noite do mesmo jeito que começou, som rápido e rasteiro, voltaram apenas para encerrar com chave de ouro: “Surfin’ Bird”, música da década de 60 da banda Trashmen que ficou famosa com os Ramones. Talvez eles até tocassem algumas músicas a mais se o público em vez de simplesmente ter ido embora tivesse pedido. Mas não lembro de um show, além do Mukeka di Rato, que tenham feito isso. Mas para quem foi valeu a pena com certeza.

4 Comments

  1. Valeu Hugo e o rock potiguar. estamos presenciando uma série histórica de shows aqui no DoSol rock Bar. Temos orgulho dá escalação do circuito e ainda tem muito mais! Apareçam!

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