RESENHA: FOO FIGHTERS – BACK AND FORTH

Por Marlos Apyus

Foo Fighters: Back And Forth

Não há muito o que se fazer em documentários sobre bandas/músicos. Por mais que suas histórias sejam parecidas e repetitivas (sempre iniciam com sonhos e encontram um mínimo de conflito em experiência com drogas), nunca deixam de soar interessantes. A do Foo Fighters tem uma pimenta especial por ter nascido da morte de um dos maiores ícones do rock. Contudo, logo esta passagem é relatada – com menos drama do que fariam outros aventureiros, mas com respeito e serenidade.

Finda que o documentário se volta ao, digamos, renascimento de Dave Grohl. Acostumado a destruir instrumentos ao final de suas apresentações com o Nirvana, meses depois do suicídio de seu companheiro de palco se vê começando do zero, registrando uma fita K-7 com composições suas que nunca foram aproveitadas por sua antiga banda. E a narrativa segue bem linear até conseguir transforma 300 pagantes nos pequeno pubs americanos em noites seguidas de ingressos esgotados no estado de Wembley.

Talvez tenha faltado à direção de Jame Moll uma certa inventividade para deixar o melhor para o final. Porque, por mais que Wasting Light soe como o maior álbum da banda, ainda é bastante novo para justificar os 40 minutos finais de projeção dedicados a um sessão ao vivo de suas canções de ponta a ponta com auxílio de imagens 3D. Uma montagem mais balanceada teria distribuído suas onze faixas do início ao final do filme, entrecortando-as com a história do grupo e guardando para o clímax as apresentações na Inglaterra. Por mais que assim se perdesse o mote defendido pelo líder do grupo de que, após um show para 85 mil pessoas, o que se pode fazer é se trancar na garagem de sua casa e gravar um novo trabalho.

RESENHA: SURF E DESTRUA – MAHATMA GANGUE

Por O Inimigo

Você, usuário de música, responda: é mais importante um bom vocal ou um bom instrumental? O conjunto da obra se perde por um item? Claro que se as duas coisas vierem juntas é perfeito, mas na impossibilidade da união, qual sua preferência? Pois bem, o Mahatma Gangue, banda mossoroense que atende pela alcunha de garage-surf-punk-bicicleta, tem uma proposta que de longe passa por inovadora. Mas se nos dias de hoje o que mais vemos são cópias mal acabadas de outras bandas medianas, o trio mossoroense ataca com uma mistura de surf music-garage-punk peculiar. Eles que possuem algumas músicas instrumentais não tem o fio condutor na guitarra, como muitas outras bandas. Prevalece uma igualdade do trio.

Durante a gravação do disco e últimos shows, já era possível ver como o álbum sairia diferente da proposta do EP e do Split com o Renegades Of Punk (SE), onde a pegada é puramente agressiva. A agressividade não sumiu, mas passeia lado a lado com a suavidade de shortboards deslizando em cutbacks longos voltando com batidas na junção. A instrumental “Chafurdo na Praia” é um caso. Lembra Jeffrey’s Bay, em dia clássico. A mítica onda sulafricana que tem várias seções, com destaque para supertubes. A onda abre pesada, mais lenta. Quando a bancada se torna mais rasa, a onda fica veloz, quebra rápido, e se a destreza do surfista permitir passar todas as seções seguintes, mais de um minuto terá transcorrido. É sair da água e retornar a pé pela praia. Tal qual a música, seção lenta, seção rápida.

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RESENHA DE DISCO: DO AMOR (RJ) – DO AMOR

DoAmor por Caroline Bittencourt2_capa

Em primeiríssima mão, o el cabong teve acesso ao disco da banda carioca Do Amor. Desde já candidato a figurar nas listas de final de ano de melhores de 2010, o álbum é um bom aprendizado do que é amúsica brasileira de hoje. Leve, livre e sem preconceitos. Passeando por rock, carimbó, ijexá, MPB…

Por Luciano Matos, El Cabong

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Tentar classificar a música da banda carioca Do Amor é um exercício de perda de tempo. Sintonizada com o que se tornou a música mundial dos anos 90 para cá, o grupo capta um pouco de referências diversas e cria uma sonoridade própria e bem rica. É essa música que o grupo apresenta no disco de estreia, que está sendo lançado este mês de forma independente.

Ainda pouco conhecida, apesar de formada por músicos que quase todo mundo já ouviu, a banda é uma das boas novidades do novo cenário da música brasileira. A formação conta com Gabriel Bubu (guitarra), que tocou com o Los Hermanos durante boa parte da existência banda, Marcelo Callado (bateria) e Ricardo Dias Gomes (baixo), que fazem parte da banda Cê, que acompanha Caetano Veloso desde 2006, e Gustavo Benjão (guitarra), que já tocou com várias bandas e artistas, especialmente no Rio de Janeiro. Todos eles excelentes músicos que, nesse trabalho, assumem também suas facetas à frente dos microfones soltando a voz. Continuar lendo

RESENHA DE DISCO: GUIZADO – CAVALERA (2010)

Por Victor de Almeida

Álbum: Calavera

Artista: Guizado

Gravadora: Punx Records/Trama

Lançamento: 2010

Nota: 4

Guizado é, hoje, um dos músicos mais requisitados da nova safra da música brasileira. O trompetista esteve presente nos trabalhos mais recentes de Karina Buhr, Céu, Nação Zumbi e Maquinado, além de participar no disco da figurona da MPB Elza Soares. Mesmo com um currículo desses, é no trabalho solo que Guilherme Mendonça solta toda a sua veia criativa.

Quem pensava que a fórmula de Punx, primeiro disco do músico lançado em 2008, de misturar rock com música eletrônica e elementos do jazz, não pudesse ser reinventada se enganou. É bem verdade que a combinação continua a mesma, mas o trompete e os eletrônicos presentes em Calavera mostram experimentalismo e apontam para novas possibilidades.

O Jazz – principal influência declarada de Guizado – foi mesclado com elementos da música balcânica e latina resultando em um disco festivo. Essa é a principal diferença entre Calavera e Punx. Enquanto o primeiro disco era mais “pesadão” e “duro”, o sucessor aposta em melodias mais bonitas e suaves.

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RESENHA DE DISCO: PATA DE ELEFANTE – NA CIDADE

Pata de Elefante. Foto de Danilo Christids

Por Bruno Nogueira (Popup)

O Pata de Elefante nunca teve suas referências rurais realmente declaradas. Mas não apenas o nome, mas nas fotos de divulgação e o clima de faroeste spaguetti sempre falaram pelas músicas instrumentais do trio gaúcho. “Na Cidade”, disco que marca a saída deles da Monstro Discos para a Trama, mirando público e ambições maiores, faz esse trabalho de transição para o ambiente urbano. Sem fugir do que fez a banda tão atraente: música sem palavras para – isso mesmo – cantar.

“Na Cidade” explica, sem usar palavras, algo que era muito fácil de sentir ao assistir o Pata de Elefante se apresentar ao vivo. E é o fato de que essa é, hoje, uma das melhores bandas instrumentais do país. A mistura de rock com surf music e folk, com usos criativos de Wah Wah’s – pedal que não muda a nota, enquanto muda ela entre grave e agudo, fazendo um som que soa igual ao nome do instrumento – e teclado. O Pata não caiu no clichê do sortuno ao usar o tema cidade e fez um de seus discos com clima mais para cima.

“Grandona”, terceira faixa, mostra como eles conseguem ser instrumental e pop de uma forma que muitas bandas próximas, como o Macaco Bong, ainda encontram dificuldades. O Pata de Elefante é sempre mais sobre diversão que masturbação guitarrística para cansar o ouvido. “Pesadelo nos Bambus”, quinta na sequência, é o momento urbano local, com a faixa batizada a partir de um dos inferninhos mais clássicos de Porto Alegre. A mixagem final do disco, feito no lendário estúdio Abbey Road, deixou que as músicas ficassem encorpadas como costumam soar ao vivo.

Apesar de ter notadamente mais referências – o disco todo poderia passar como uma trilha sonora de filme, com cada faixa traduzindo um momento de tensão diferente – o clima rock da banda está em “Sai da Frente”, música que já podia ser conferida nas apresentações do grupo. Na verdade, todo o repertório de “Na Cidade” pode ser identificado por quem acompanha o Pata de Elefante com afinco. Para não perder a oportunidade do convite da Trama, o que a banda fez foi reaproveitar uma parte de seu acervo ainda não registrado.

Talvez uma audição mais acelerada e preguiçosa possa encontrar um disco que tem variações demais de clima em cada música. Mas o divertido dos últimos lançamentos da banda é perceber como eles trabalham bem o conceito de álbum. Sem palavras, “Na Cidade” consegue contar várias histórias. E, sem letras, a gente acaba reproduzindo o som delas, “cantando”, enquanto escuta.

Pata de Elefante – Na Cidade
Gravadora: Trama
Para baixar: Álbum Virtual
Para ouvir: Grandona

RESENHA: PUMPING ENGINES (RN) – IGNITION

pumping engines
Foto: Pumping Engines

Um ano que parecia ser de renovação para o rock potiguar acabou se consolidando como um dos mais legais que já tiveram por aqui no quesito “boas bandas e novidades”. Ainda mais legal que ter aparecido novidades é saber que Mossoró também está fazendo parte dessa invasão de bons grupos, caso da tosqueira surf do Mahtama Gangue, do rock varado do Velociraptors, das ótimas canções do Mr. Pow e do incrível peso e fúria o Pumping Engines. E é examente deles que vamos falar agora.

O Portal Dosol ouviu antes o trabalho do quarteto mossoroense Pumping Engines intitulado Ignition. Na formação e idealização do grupo está Kalyl Lamarck que tocava no Brand New Hate mas saiu do grupo um pouco antes do Festival Dosol no ano passado. De lá para cá a banda vem ensaiando aqui em Natal e em Mossóro e ganhou vida com esse EP que tem cinco músicas muito bem registradas.

Ignition não é um trabalho recomendado pra quem gosta de melodias e bons trabalhos de vocal. Aqui a parada é peso, afinação baixa e gritaria o tempo todo. Algumas partes mais cantadas são praticamente recitadas por Amilton, que também toca no Brand New Hate e aqui aparece dividindo vocais com Kalyl além de tocar guitarra. É como se o TurboNegro encontrasse o Metal e saissem juntos para tomar uma cerveja. O resultado é matador e surpreendente.

O fio condutor da boa sonoridade que o Pumping Engines conseguiu registrar no Estúdio Dosol é a bateria. É lá que mora todo o peso e levadas contagiantes das músicas. O batera Renan é o grande destaque do trabalho.

Como destaques do EP cito a matadora “Burn The Truth” com uma levada meio Numetal e com gritos precisos que lembra muito o Mugo (banda goiana que toca esse ano no Festival Dosol) e “I Call At My” que soa como se fosse um blues dos infernos com vocais variando entre partes cantadas e gritaria infame.

O Portal Dosol recomenda! Como aperitivo baixe e escute “Burn The Truth”.

Gravado no Estúdio Dosol
Produzido por Anderson Foca
Mixado e masterizado no Megafone por Edu Pinheiro

Pumping Engines - Burn The Truth (694)

CRÔNICA: CARLOS FIALHO ASSISTE GREEN DAY EM MADRID

green day

Por Carlos Fialho

Eu gosto do verde. Da cor verde. E não se trata de consciência ecológica ou simpatia gratuita. Minha predileção por essa cor tem duas razões bastante simples: sou consumidor e fã da cerveja holandesa Heineken e quando eu tinha 15 anos ouvi um certo som que fez muito bem aos meus ouvidos em meio à confusa e cheia de sobressaltos adolescência na medíocre classe média (e por que não dizer mediana?) natalense. Era um som, digamos assim, “verde”, contagiante e, como não poderia deixar de ser, punk. Naquele já longínquo 94 do século passado, ano de muita efervescência musical, tive a consciência que só o Punk salva. Amém!

O ano do tetra foi relembrado outro dia aqui mesmo na Digi na ótima crônica de Hugo Morais a respeito dos 15 anos do CD “Da Lama ao Caos” de Chico Sciensce e Nação Zumbi. O texto me fez voltar no tempo para aquele ano e foi como se eu vivesse tudo de novo. Além do CD da Nação, teve o acústico do Nirvana (e do tiro na cabeça do Kurt Cobain), o primeiro disco dos Raimundos, a explosão do Oasis (“Wonderwall”, “Don’t look back in anger”), o surpreendente “Usuário” do Planet e o “Smash” do Offspring, só pra citar alguns de memória. Gosto de todos, mas para mim talvez o mais divertido que foi prensado naquele ano tenha sido um com encarte bonito em que havia uma ilustração bem bacana de uma cidade e uma explosão, o “Dookie” do Green Day. Continuar lendo

RESENHA DE DISCO: PITTY – CHIASROSCURO

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Por Bruno Nogueira

Com sorte, talvez Priscilla Leone nunca tenha parado um dia sequer para pensar na crise de identidade imposta a ela pelo restante da indústria da música, mesmo quando está com o modo Pitty ativado. Mas desde Anacrônico que ela permaneceu a única sobrevivente relevante de uma geração inteira de artistas independentes que tinham entrado para alguma gravadora. A encruzilhada é formada por um público que não pode envelhecer, o próprio coro dos independentes que hoje a perde como atração para os festivais de verão e a questão do qual é, afinal de contas, a atual cara do rock brasileiro? Chiaroscuro, lançado pela Deckdisc, infelizmente ainda não responde nenhuma dessas questões.

O disco guarda esse tom quase autista de quem diz “deixa eu fazer como eu sei” e, por isso, segue exatamente o mesmo ritmo do trabalho anterior, mesmo sendo lançado com quase cinco anos de diferença. É interessante notar que essa tem sido uma opção comum a todos os artistas de publico jovem da Deckdisc, em não dar nenhum passo a frente ou recuar a experiência musical, mas continuar no caminho que é mais conhecido pelo público como uma forma de procurar segurança. Foi assim com a Nação Zumbi em Fome de Tudo e está sendo assim com a Pitty. Vale lembrar que ela, junto com o Matanza e o Cachorro Grande, já seguiam caminhos mais cuidados escolhando lançar ao vivos no lugar de inéditas nos últimos dois anos.

Mesmo nesse ritmo mais lento, de quem não consegue surpreender com o esforço de 11 faixas, Chiaroscuro é um bom disco. Tem pelo menos quatro grandes músicas, incluindo o atual single Me Adora, que está com clipe na MTV. Descontruindo Amélia, Fracasso e Assombra completam a parte boa de ouvir bem alto, como a própria cantora tem instigado os fãs em seu blog. Mesmo assim, não chegam a justificar um álbum inteiro. Mas, novamente, experiementar um formato menor não era algo esperado do contexto dela e da gravadora que está no momento. Talvez um reflexo de um resultado negativo dos dualdisc – aqueles discos duplos com DVD – e os singles em vinil.

Mesmo que essas sejam escolhas pessoais – o que é bem provável, conhecendo a desprentensão que a própria Pitty tem no sucesso gritado ao seu redor – Chiaroscuro levanta questões. Em um ambiente que atinge grande público, é um dos poucos discos rock “de resistência” ao modelo Bonadio que fechou até a tampa do caixão dos Titãs. Mas se essas músicas são o nosso rock sério, elas não causam mais o mesmo impacto naquele fã do disco Anacrônico, hoje na faixa dos 20 anos de idade. Pitty continua dialogando melhor com um público mais jovem que, por sua vez, não parece ser o mesmo interessado no clima de grêmio estudantil dos festivais independentes.

Sem querer, ela acaba traduzindo um monte da postura mal resolvida da música jovem brasileira. Uma que prega uma autenticidade difícil de ser encontrada. E quando uma cantora como Pitty consegue demonstrar, mesmo que em quatro ou cinco faixas de um disco inteiro, só expõe mais complicações. É rock melhor e mais autentico que um NxZero, mas ouvido pelo mesmo público, sem a originalidade de um Cidadão Instigado, mas ouvido pelo mesmo público. Só por levantar tantas questões sem fazer nenhum esforço, seguindo o autismo do “como sei fazer”, Chiaroscuro já é um disco que vale a pena ouvir com atenção.

RESENHA DE DISCOS: FLAMING DOGS (RN) – FLAMES WENT HIGHER

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E a leva de eps, discos e trabalhos da nova geração do rock potiguar continua saindo com força e temos procurado registrar tudo aqui no Portal Dosol. Hoje o assunto é “rock fire“, aquele tipo de som “caminhoneiro” e que tem representantes em várias partes do mundo. Em Natal uma molecada bem nova, mas ávida por fazer o rock rolar, também entra nessa praia. São os jovens do Flaming Dogs.

Flames Went Higher” é o EP de estréia do quarteto. A banda, que fez apenas sua primeira gravação valendo, já dá mostras de que pode ser uma ótima revelação deste ano. Gravado no Estúdio Dosol e mixado por Foca e Eduardo Pinheiro no Megafone, o curto EP mostra gordura, peso, sonoridade pesada e garra nas três faixas que foram registradas.

O engraçado disso tudo é constatar que uma banda de gente tão nova já surge fazendo um rock de “gente grande” e aqui a principal influência da turma é o rock de goiânia capitaneado por Black Drawing Chalks e MQN, fruto da constante interação e shows entre o RN e o estado roqueiro do centro-oeste. Claro, gringos como Hellacopters, AC/DC e lendas como Hendrix também estão no DNA dos Flaming Dogs.

Letras sobre mulheres, carros e bebidas dão o complemento aos riffs e levadas roqueiras das três músicas. Léo, guitarista do grupo comenta: “Nossas letras não são um ponto forte, faço minhas as palavras de Douglas do Black Drawing Chalks – a gente gosta muito de riffs, barulhos, refrões e tem que ter uma letra”. Algumas coisas ainda podem melhorar nos próximos trabalhos do Flaming Dogs como alguns andamentos mais constantes e precisão na hora de registrar o áudio, mas isso o tempo e principalmente muito shows, vão se encarregar de resolver. Para um primeiro registro o áudio está bem poderoso e até surpreendente.

Na semana que vem o EP dos Flaming Dogs estará para download gratuito aqui no portal mas o áudio das três músicas já pode ser ouvido no myspace da turma. Visite e tire suas dúvidas:

www.myspace.com/flamingdogs

RESENHA DE DISCO: EX-EXUS (PE) – TERRORISTAS FREELANCERS

EX-EXUS

Por Yuno Silva

O primeiro contato com o quarteto pernambucano Ex-Exus, formado por Ricardo Maia Jr., Bruno Freire, João Marcelo Ferraz e Amaro Mendonça, pode causar estranheza e certa dose de curiosidade no ouvinte incauto. Apostando numa mistura interessante de rock experimental, psicodelismo nonsense e letras soturnas, a banda dá uma renovada e sacode a tal cena ‘Indie’ (no melhor sentido da palavra) com originalidade e sem receio de rótulos. Apesar da sonoridade não ser das mais comerciais e passar longe do trivial radiofônico, vale a pena dar uma conferida na proposta dos Ex-Exus.

Como eles mesmos dizem: “O verdadeiro Exu não faz mal a ninguém, mas joga para cima de quem merece! (…) Ajudam a limpar (ou a sujar), encaminham espíritos para luz ou para outros lugares do astral inferior. Os Ex-Exus retiram da música os espíritos obscuros, fazem, refazem e desfazem os trabalhos viciados sem medo de acusações de clichê, populismo ou vaidade”. Ouça “Tubo de despacho” e, se elas existirem, exorcize as mazelas.

www.myspace.com/exexus

RESENHA DE DISCO: VENICE UNDER WATER (RN) – INFINITY

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O segundo semestre sempre vem com grandes novidades no rock potiguar. São tours, bandas gravando, festivais se aproximando e a coisa esquenta de vez na área do rock. Agora em 2009 não tem sido diferente e vários grupos estão ou estiveram em estúdio registrando áudios. Vários lançamentos tem rolado quase que semanalmente e o Portal Dosol tem sido uma plataforma legal para esses lançamentos.

Hoje ouvimos e resenhamos na frente o EP novo do Venice Under Water intitulado Infinity. Trabalho finalizado na noite de ontem e que deve ser lançado oficialmente nas próximas semanas (inclusive para download gratuito aqui no portal). O Ep foi gravado no Estúdio Dosol por Dante e Foca, produzido pela banda e co-produzido por Foca, mixado e masterizado no Megafone Estúdio por Wilberto Amaral.

A mudança na formação do quarteto com a entrada do novo (e excelente) baterista Lauro Kirch deu a “liga” que faltava para o Venice Under Water potencializar ainda mais o seu rock melódico e possante, chegando a excelência nesse novo trabalho. De cara duas coisas chamam a atenção nesse ep: 0 nível das composições e a capacidade de transforma-las em músicas realmente boas. O fato é que o Venice Under Water deixou para trás aquela sonoridade mais amadora dos primeiros tempos e entrou no hall das bandas potiguares que conseguem efetivar bem em estúdio o que desejam como músicos.

Se sua onda for rock “americano” com levadas quebradas e melódicas na praia de grupos como Incubus ou até mesmo dos Foo Fighters vá fundo em “Infinity” que você vai gostar.

São cinco músicas que compõe esse trabalho que contam uma história só do começo ao fim, inclusive com citações de uma música na outra, efeitos e tudo mais. César Valença, principal compositor explica: “A história do Ep é narrada sobre a pespectiva de um esquizofrênico/viajante do tempo, que tenta mudar acontecimentos de sua vida. Toda a história é baseada na teoria do Suicidio Quântico e na Teoria dos Muitos Mundos“. O mais legal é que a elocubração descrita pelo guitarrista do grupo faz sentido quando se ouve o disco do começo ao fim. Só a tentativa de fazer uma coisa diferenciada é ponto positivo para o Venice e melhor ainda é que as músicas ainda funcionam bem individualmente.

Mental Trigger” é a melhor de todas e finaliza com uma belíssima participação da multi-instrumentista Cris Botarelli (que precisa ter uma banda dela e para ela urgente!). Resumo da ópera: o Venice Under Water entra para o primeiro escalão do rock potiguar com esse disco. Agora é levar a excelente sonoridade do ep pro show e tentar virar uma banda boa de palco também (maior defeito do grupo até agora).

Aperitivo do Venice Under Water para download
Venice Under Water - Unrelenting Fate (5651)

RESENHA DE DISCO: POCILGA DELUXE (PE) – AURORA

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Por Yuno Silva

Pocilga DeLuxe – Tique

“Aurora” traz apenas seis faixas, mas é o suficiente para comprovar que o quarteto pernambucano Pocilga DeLuxe está no caminho certo. Com um visual, digamos, puxado para o estilo nerd de ser e uma sonoridade rocker básica, que ganha texturas interessantes a partir da inclusão de flautas, piano e metais, a banda busca inspiração nos personagens da urbanidade recifense – pontes, rios, metrô – e no amor idealizado. Apesar de ser o trabalho de estréia do grupo, formado por Pedro Parini (guitarra), André Balaio (voz e principais composições), Marina Adeodato (baixo e flauta) e Alexandre Da Maia (bateria), apresenta maturidade artística e personalidade nos arranjos.

Os músicos Pi-R (piano, órgão e sintetizadores) e Tomaz (cordas e metais) completam o time. Destaque para “Tique”, interpretada por Marina, e a tragicômica “Amor de Cemitério”, letra que narra a história de um amor proibido cujo final é feliz mesmo com uma das partes a sete palmos de terra.

Leia coluna Ondas Curtas na Tribuna Do Norte

RESENHA DE DISCO: DUSOUTO – MALOQUEIRO HIGH SOCIETY

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DuSouto – Outro Dia

Por Yuno Silva

O aguardado segundo disco da banda potiguar DuSouto dá seus primeiros sinais de vida com as cinco músicas do EP “Malokero High Society”. Mais globalizado e menos embalado que o trabalho anterior, “Malokero…” brinca com a semelhança sonora de palavras e expressões como na faixa de abertura “Old Par” – que faz uma ligação inusitada da bebida de origem escocesa com um velho par de sandálias. Além da verve dançante e do já conhecido bom humor do trio Paulo Souto (baixo e voz), Gustavo Lamartine [foto] (guitarra e voz) e Gabriel Souto (bases eletrônicas e efeitos), a malemolência típica da banda continua norteando as composições.

Destaque para o single “Outro Dia”, que traz a principal novidade auditiva dessa nova fase: a inclusão certeira de um cavaquinho envenenado por elementos da música eletrônica. Para matar a curiosidade, o selo Coletivo Records (www.coletivorecords.blogspot.com) lançou o single para download.

RESENHA DE DISCO: ONOFFRE – ONOFFRE MACHINE

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Por Yuno Silva

www.myspace.com/onoffre
Lançamento: Independente

Onoffre – Mofo

Disco de estréia é sempre uma incógnita, ainda mais quando artistas distintos se juntam para produzir algo realmente novo: será que é um projeto filho único? Será um novo nome no cenário da música potiguar? Na verdade, pouco importa para a dupla Luiz Gadelha e Gabriel Souto, o grande lance do Onoffre é dar vazão a tempestade criativa. Com letras solo de Gadelha, ou em parceria com Simona Talma, Khrystal, Carlos Gurgel e Valéria Oliveira, o CD “Onoffre Machine” (nome que brinca com o liga/desliga das máquinas) tanto leva à reflexão sobre o espaço-tempo das relações (com o próximo, com a cidade e com as origens) como proporciona momentos dançantes.

A voz aguda de Luiz Gadelha – por vezes processada digitalmente – se funde às batidas eletrônicas de Gabriel Souto, e faz a diferença entre outros projetos semelhantes devido à doçura com que o som chega ao ouvinte. Longe de ser repetitivo, risco que todo projeto eletrônico corre, Onoffre chega para agitar as pistas.

Coluna Ondas Curtas na Tribuna do Norte

RESENHA DE DISCO: LA PUPUÑA – ALL RiGHT PENOSO

lapupuna

Por Yuno Sam

www.myspace.com/lapupuna
Lançamento: Ná Music

Ouça – La Pupuña – São Domingos do Surfe
La Pupuña – São Domingos do Surfe

Não é de hoje que Belém se destaca por sua produção musical. Terra da guitarrada, do carimbó, do tecnobrega, do fenômeno Calypso e das ‘Aparelhagens’, o Pará vive um momento de efervescência, e o sexteto La Pupuña é dos exemplos mais emblemáticos dessa riqueza sonora. Legítima representante da nova safra, a banda experimenta combinações inusitadas e lança seu primeiro CD recheado por ritmos tradicionais liquidificados pela tal globalização: surf music com carimbó, tecnobrega com influências caribenhas, bom humor, pitadas de psicodelismo e pegada rocker.

Fruto de uma pesquisa universitária sobre a guitarrada, realizada por Luiz Félix (voz e guitarra), o grupo surgiu em 2004 quase que por acaso: o sucesso repentino nas rádios de Belém de uma única faixa ‘obrigou’ Félix a formar oficialmente o La Pupuña. A boa nova logo ganhou a estrada e o primeiro show de verdade da banda foi no conceituado Festival Rec Beat, em Recife, durante o Carnaval de 2005.

Coluna Ondas Curtas – Tribuna do Norte

BRUNO NOGUEIRA (PE): RESENHA DE DISCO – RETROFOGUETES – CHACHACHA

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Não foi sucifiente para o Retrofoguetes se limitar a ser uma das melhores (a melhor, na minha opinião) banda de Surf Music do mundo. O novo disco do trio baiano, ChaChaChá, mostra algo que parece natural para quem já acompanhava o desempenho deles no palco. Após cinco anos de espera, o segundo trabalho da discografia deles agora traz uma banda que é fluente em vários outros ritmos, que vão do tango a músicas que fazem referência direta ao axé music, honrando num passo ousado a terra pátria de Morotó Slim, CH Straatmann e Rex.

ChaChaChá é o perfeito encontro na metade do caminho que a banda percorre atualmente. Atualiza o que a banda passou a fazer depois que começou sua militância pró-guitarra baiana e sua presença como um dos trios elogiados no gigantesco Carnaval de Salvador; mas também indica quais serão os passos seguidos a partir de agora em termos de canção. O Retrofoguetes deixa de ser uma banda de surf music para atingir o status desejado entre 11 de cada 10 artistas, que a construção de um gênero próprio. Identidade que desafia até quem quiser classificá-los simplesmente como uma banda de rock. Continuar lendo

RESENHA DE DISCO: DISTRO – CHOCOLATE WITH PEPPER

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Por Foca

O quarteto potiguar Distro é sem dúvida uma das bandas mais produtivas do atual cenário do rock local. São quatro trabalhos em quatro anos incluindo eps, dvd e participações em festivias locais como a Chamada Carnavaleca do Rock e Festival Dosol. As saídas além das fronteiras potiguares ainda são tímidas mas prometem esquentar com o lançamento de Chocolate With Pepper, de longe o melhor trabalho que o Distro já lançou.

O EP divulgado em dois atos (e em dois discos diferentes) é o primeiro registro da banda em inglês e atiça ainda mais a tese de que determinados tipos de música funcionam bem melhor na lingua de Shakespeare e Obama. Normal. Samba sem ser em português perde muita força e tem que ser excepcional para faze-lo bem em outra lingua. Com o rock indie é mais ou menos a mesma coisa.

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Em Chocolate, parte inicial do trampo, o lance é o flerte com os drives aproximando bastante a banda da cena indie americana dos anos 90 de gente como Dinosaur Jr. Lembra também alguma coisa dos conterrâneos Automatics, um dos primeiros grupos a defender esse tipo de som nos seus áudios por aqui. My Favorite Life é o destaque dessa primeira leva.

Em Pepper, outras três músicas do trabalho, a brincadeira do Distro é flertar com tombres mais roqueiros, semesquecer das melodias bacanas que pontuam bem todo o trabalho. Little Lion é o destaque. O ponto fraco fica para pouca experiência de Rafael Cunha com o inglês, o que deixa as partes cantadas por ele menos naturais. Já Vinicius Menna se garante bem nas suas partes e equilibra bem o trabalho. Little Lion é a melhor desse segundo ato.

Com belo encarte a cargo de Gustavo Rocha e atividade em todas as áreas da música local falta ao Distro aquele passo final, aquele “pulo do gato” para tentar mais atividade longe de casa. Gravando e tocando por aqui eles mostram com Chocolate With Pepper que já chegaram lá!

Duas perguntas rápidas para Rafael Cunha do Distro:

Porque a mudança de cantar em inglês?
Experimentar!! As bandas que a gente escuta, desde as mais antigas(Led Zeppelin, Beattles, Janis, Moby Grape) até as mais atuais( Dinosaur Jr., Pond, Bob Mould, Screaming Trees) são gringas, apesar de escutarmos muita coisa local e independente aqui do Brasil também, e sempre tivemos a curiosidade de saber como iríamos soar na lingua do Tio Sam e trabalhamos pra que soasse mais “Distro” possível e ficamos muito satisfeitos com o resultado.

Porque divide 6 musicas em 2 eps?
Por que quisemos fazer algo realmente diferente do que já vínhamos fazendo e sempre gostamos de investir na arte física com cd e encarte bonitinho, nos preocupamos bastante com isso, e dividimos em dois ep’s porque as músicas foram feitas em uma temática diferente, o Chocolate ficou com as músicas mais power pop e indie rock do disco dando um gosto “doce” (hehehe) pra a parada, já o Pepper já ficou mais apimentado com influências de hard rock, rock’n roll, punk e o nosso tradicional rock “nóia”alternativo pra dar o ar da graça.

RESENHA DE DISCO: CALISTOGA (RN) – STILL NORMAL

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Por Foca

Depois de um começo de ano atabalhoado e pontuado por mudanças drásticas de postura e formação, o Calistoga volta a ser notícia na cena potiguar pelo que mais importa: sua música. “Still Normal” demorou praticamente 5 (cinco) meses para ficar pronto e mostra o “canto do cisne” da banda como a conhecemos, já que até então o Calistoga jamais tinha passado por qualquer mudança na formação. O EP ainda foi registrado como um quarteto e com o (agora ex) baterista Fernando “Tripinha”.

Se em “Normal People Brigade” o Calistoga se consolidou na cena roqueira como um banda que conseguia equilibrar bem o senso pop com flertes com o experimentalismo e influenciados principalmente por bandas como Mars Volta e Queens Of The Stone Age, aqui a coisa já é diferente. Não há um único hit em potencial nas cinco faixas que contém esse novo trabalho, o que deixa a banda num gueto interessante e enigmático.

O trabalho das melodias vocais também é inferior ao disco passado. Em compensação cresceram muito os temas guitarrísticos, riffs certeiros e passagens sonoras interessantes deixando a impressão de que as letras e vozes foram compostas por último em cima do que já estava pré-definido nas bases.

Para não citar o trabalho música a música e tornar a leitura chata destaco a melhor de todas. Silicon Mind já começa com um riff matador e uma voz recitada e cheia de efeito que vem seguidas de uma melodia e uma levada que achei modernosa na praia de bandas emo-torto tipo The Used. O refrão já explode numa linha poderosa e roqueira. Interessante e o destaque do disco. Um outro ponto que deixou esse trabalho um passo atrás do dois últimos lançamentos do Calistoga é a mixagem e masterização do trabalho, toda feita em casa pela banda. Um resultado até surpreendente se colocado no aspecto “caseiro” mas bem aquém do que o Calistoga merece. O fato é que ter uma gravação poderosa hoje em dia faz muita diferença no mar de bandas que inundam a internet todos os dias.

O resumo da ópera de “Still Normal” é o seguinte: o trabalho parece ser uma transição para o que está por vir nos próximos meses em novas composições com a formação do momento. O Calistoga continua consistente e preciso como sempre e lança mais um bom trabalho. Bom para eles e bom para o rock potiguar no geral.

RESENHA DE DVD (E DOWNLOAD): PUNK NOT DEAD (2007)

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Black Flag falando que para comer tinham que sair de cidade em idade tocando todos os dias, UK Subs ainda hoje tocando por aí, The Adicts com seu público fiel (pintura de rosto igual a do Teatro Mágico). São só algumas das declarações que colocam a realidade do punk rock no seu devido lugar. Uma verdadeira aula de independência e de como caras que realmente amam rock vivem mundo afora.

Esses são só alguns trechos do excelente documentário “Punk Not dead” de 2007, dirigido por Susan Dynner. De quebra ainda tem Bad Religion, Offspring, Green Day, Rancid, Minor Threat, organizadores da Vans Warped Tour e mais quase 3 dezenas de bandas em ação. Imperdível. Confira a sinopse:

“O documentário Punk’s Not Dead conta com várias entrevistas com artistas que de alguma forma contribuíram para a história do “faça você mesmo” como Ramones, NOFX, Bad Religion, The Exploited e Green Day, aparece também a nova safra de bandas que flertam com o punk de alguma maneira como Sum41, My Chemical Romance e Good Charlotte. O filme foi dirigido por Susan Dyner, um fã assumido de hardcore e skate punk. Em 93 minutos Dyner conta através clubes, estúdios, selos, apresentações raras, bandas (e muitas) de como o punk influenciou gerações. O diretor quer saber como o estilo baseado em poucos acordes tornou-se vendável para o grande público e se ainda é possível ser punk atualmente com cultura mercantil está enraizada.

Mais bandas aparecem no documentário como The Used, Anti-Nowhere League, Operation Ivy, Rancid, Dead Kennedys, Thrice, Cock Sparrer, Stiff Little Fingers, U.K. Subs, Fugazi, Circle Jerks, Pennywise, Buzzcocks, The Jam, The Vibrators entre outros.

Para baixar com legendas em português:

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RESENHA DE DISCO: DRIVEOUT (RN) – MAIS UMA VEZ

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Por Rafael Cunha

Os caras do Drive Out lançam nesse fim de semana seu ep “Mais uma Vez” com 4 músicas, a banda vem investindo há algum tempo em gravações do seu disco “full lenght” que será entitulado “Mono” e deve sair logo já.

Abrindo o ep com o hit “Mais uma Vez” que dá nome ao trampo, uma balada com violões, violinos e a mais comercial do ep na minha opinião, mostra uma música pronta pra tocar na nossa querida MTV(rsrsrs), os caras acertaram a mão nessa composição que fica grudada na cabeça até acabar com guitarras bem fulminantes que não tinham aparecido ainda na música, hit total!!

“Sua Canção” vem com guitarras pesadas diferente da primeira mas com refrão forte também, e melodia de voz baixa na música inteira, destaque pras guitarras com efeitos, acho que chorus ou delay bem encaixados dando uma ambientação massa, não posso esquecer também dos teclados nessa música e voz de rádio, muito bem produzida.

A terceira e minha predileta talvez pelo nome hehheheh, “Entorpecer” começa já com riff bem new metal e gritos pesados, a música é toda pesada e tem uns gritos do baterista Léo Rocha que além de tocar batera tem esse “cargo” na banda, preparando para o clímax do refrão e em seguida um riff metal doidão mostrando que a banda tem algo de diferente pois investe na composição.

A derradeira “Olhos Abertos”, se não me engano a mais antiga dessa safra dos caras lembra logo de cara bandas paulistas do estilo como Level Nine, Glória e afins, com guitarras bem dinâmicas e melodia de voz chiclete novamente e gritos novamente chamando riff pesado e sintetizadores pra explodir no refrão, massa a music.

Um ep bem produzido com detalhes bacanas e que tem grandes possibilidades de fazer com que a banda comece a fazer shows fora da cidade, e divulgar bem esse trampo enquanto o cd full não sai!! Parabéns pelo trampo!!

Pra sacar o som dos caras vai no Myspace deles:
http://www.myspace.com/driveoutmusic

Para baixar clique aqui