FESTIVAIS LEGAIS QUE VISITAMOS EM 2015

primavera

Foto: Primavera Sound 2015.

Tem gente que não gosta ou não aguenta o ritmo dos festivais de música, mas quem é fã mesmo sabe que não tem lugar melhor para conferir shows e conhecer bandas novas do que os festivais. Sim, ver sua banda preferida num lugar menor, mais confortável também tem seu valor, mas eu jamais veria os shows que vi se não fossem os festivais.

Com ou sem estar tocando junto, vai uma lista de alguns festivais muito legais que vimos em 2015. Festival Dosol não conta para não lambermos a própria cria.

BANANADA (GOIÂNIA/GO)

Pra ver bandas novas da cena brasileira é um prato cheio, sem contar que o lugar do show (um imenso complexo projetado pelo Oscar Niemeyer) também é demais. Goiânia é uma das principais cidades pra ver coisas novas na música, se for rock então aumenta ainda mais o poder. Vimos lá King Tuff, J. Mascis, Karol Konká, Lê Almeida, Carne Doce e contando. Sempre em Maio, vale a ida.

LOLLAPALOOZA (SÃO PAULO/SP)

Para o meu gosto pessoal o principal festival desses blockbusters do país. Curto o local, curto os palcos, curto o horário e a programação apesar de ser mais puxada para gurizada dessas novas bandas eletro/pop/açucar. Ainda mantém ótimas opções para conferir. Sempre em Março, fomos três vezes e iremos de novo em 2016. Vimos Jack White, Robert Plant, Interpol, Smashing Pumpkins, Far From Alaska e Boogarins.

LIVERPOOL SOUND CITY (LIVERPOOL/UK)

Liverpool respira música e Beatles né? Eles são a principal atração turística da cidade e continuarão sendo, porque a fama dos fabfour só cresce. É nesse clima, com uma arena montada na beira das docas e um frio de rachar que curtimos o Liverpool Sound City. É simples, não tem muito luxo, mas dá para ver dezenas de bandas incríveis que você nunca ouviu falar na vida. Conhecemos o All We Are, Goastt, Dutch Unckle e vimos gente como o Flaming Lips reinando por lá. Sempre em Maio.

PRIMAVERA SOUND (BARCELONA/ESPANHA)

Top Festival, simples assim. Sempre com o lineup mais incrível e farta opções de shows para ver em todos os horários. Vi facilmente uns 40 shows durante todo o fim de semana. Também tem o melhor local para festival que já pude visitar, uma enorme arena na beira da praia para 100.000 pessoas. Vimos Strokes, Ride, Tyler The Creator, Patti Smith, American Football, Belle & Sebastian, Replacements, Death From Above 1989, Thee oh Sees e contando. Sempre em Junho.

RECBEAT (RECIFE/PE)

Carnaval do Recife é mágico. Tá, vamos combinar que nos últimos dois anos não foi lá essas coisas de atração no carnaval, mas o RecBeat continua sendo um dos melhores rolês de festival para se visitar. Na rua, gratuito, no coração do carnaval pernambucano você pode ver um show mais doido da sua vida ou aquele artista pop que você tanto curti no mesmo dia. Vale muito a ida, pelo menos uma vez para conferir. Sempre no carnaval. Vimos Russo Passapusso, Man Or astroman, Tagore e mais.

BR 135 (SÃO LUIZ/MA)

Coisa boa é você estar numa cena musical no seu despontar e foi essa a sensação de estar no BR135, festival em São Luiz, todo locado no centro histórico da cidade de maneira gratuita. Clima excelente, shows ótimos, vibe boa na terra do reggae. Dos festivais que nunca tinha ido foi o que mais gostamos. Vimos Orquestra Brasileira de Música Jamaicana, Siba, Curumim, Criolina e Aloha Haole.

 

COBERTURA FESTIVAL DOSOL 2013: TENHO MAIS DISCOS QUE AMIGOS – DIA 01

dosol 2013 Festival DoSol 2013: primeiro dia (08/11/13)

Textos por Angélica Albuquerque e João Pinheiro

“E começou ontem, sexta-feira, 08 de Novembro, a tão comentada e aguardada décima edição do Festival DoSol, que acontece durante este mês no Rio Grande do Norte, com 70 shows ao todo.

No primeiro dia de atividades em Natal, a característica do evento de ser muito mais confraternização entre amigos se acentuou e foi transformada em uma verdadeira festa. Muitos abraços, sorrisos, conversas entre os shows e cervejas geladas e baratas.”

http://tenhomaisdiscosqueamigos.com/2013/11/09/festival-dosol-2013-primeiro-dia/

COBERTURA FESTIVAL DOSOL 2013: ROCKINPRESS (RJ)

GOPR8129“DoSol: A plena definição e consumação de uma cena. A tão comentada discussão sobre a existência ou não de cenários musicais no país, do que é e como identifica-los, se define nas três noites quentes de Natal, Rio Grande do Norte, em que o DoSol pontuou suas ações anuais e 10 anos de existência do festival.

Parece uma cidade a parte na realidade musical brasileira. As bandas natalenses não são só bandas, mas funcionam como auto-coletivos musicais que ajudam um ao outro, seja numa gravação ou importando seus próprios músicos. Todos tem seus gostos, suas preferências e explicitam isso sem deixar de somar ao bem da outra banda, vide a miscigenação sonora e de vestimentas que permeou as apresentações.”

http://www.rockinpress.com.br/2013/11/11/festival-dosol-aposta-si-bandas-potiguares-headline/

COBERTURA FESTIVAL DOSOL 2013: TENHO MAIS DISCOS QUE AMIGOS (RJ) – SEGUNDO DIA

zurdo Festival DoSol 2013: segundo dia (09/11/13)

Escrito por Angélica Albuquerque e João Pinheiro

Após uma noite memorável que deu início a festa de comemoração dos dez anos doFestival DoSol, em Natal, as expectativas para o segundo dia do evento eram enormes. Diferente do dia anterior, os shows se alternaram entre o Centro Cultural DoSol e o Armazém Hall, e começaram ainda na parte da tarde, às 15h30.

Alguns fãs de música dispostos enfrentaram o calor e chegaram bem cedo para curtir oZurdo, projeto recém-lançado do incansável Henrique Geladeira (Calistoga, Talma & Gadelha, laMirage), Artur Porpino (Ar, Tu e o Vendaval), Leandro Menezes (Mahmed) e Daniel Nec. A banda, que foca em composições instrumentais e tem músicos virtuosos com a competência necessária para executá-las, captou a atenção do público presente ao mostrar sua sonoridade que mescla math rock e muito experimentalismo”

http://tenhomaisdiscosqueamigos.com/2013/11/11/festival-dosol-2013-segundo-dia/

COBERTURA FESTIVAL DOSOL 2013: O CHAPLIN (RN)

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Observer | Foto: Luana Campelo

“Tênis imundos, cabelos empapados de suor, papeis amassados com letras ilegíveis, ressaca, empurrões, gente bonita, gente feia (e que ficava mais feia ainda bêbada), mas também música boa, pessoas interessantes, cervejas de graça, e um sorriso que ilumina meu rosto até agora, mesmo depois do fim do Festival Dosol. A impressão que eu tive foi que o público presente no local não estava ali apenas para ver as bandas que queria, mas também tinha um clima de celebração, foi um momento em que as pessoas usaram para rever amigos novos e antigos, deixar a paquera rolar solta, se deliciar com a arquitetura histórica da Ribeira e se divertirem até seus corpos protestarem.”

http://www.ochaplin.com/2013/11/sobre-os-tres-dias-da-decima-edicao-do-festival-dosol-em-natal.html

COBERTURA FESTIVAL DOSOL 2013: REVISTA ESQUINA (RN) – ZANDER

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Foto: Rafael Passos

“Desde 2010, os cariocas do Zander não pisavam em terras potiguares. E a demora parece ter provocado na banda, que conta com nomes consagrados no cenário do hardcore nacional, uma vontade imensa de fazer um show pulsante e recheado de músicas que marcaram a sua trajetória.”

http://revistaesquina.com.br/zander-festival-dosol-2013/

COBERTURA FESTIVAL DOSOL 2013: TENHO MAIS DISCOS QUE AMIGOS (RJ) – DIA 03

festival dosol 2013 Festival DoSol 2013: terceiro dia (10/11/13)

Escrito por Angélica Albuquerque e João Pinheiro
Fotos por Divulgação DoSol

O último dia da edição Festival DoSol 2013 em Natal – que aconteceu no domingo (10/11) após dois dias seguidos de apresentações de bandas com estilos musicais que iam do indie rock ao reggae – foi destinado aos “camisas pretas”, ou seja, os shows ficaram sob o comando de grupos que fazem som porrada, tanto para dar o ritmo do headbanging quanto para formar amplas e divertidas rodas de pogo.

Pouco antes do horário previsto para o início de sua apresentação, marcada para às 15h30 no Armazém Hall, os caras do Godhound testaram o som com o clássico “Paranoid“, do Black Sabbath, e o público, que marcava presença à tarde em maior número que nos dias anteriores, pode sentir-se muito bem vindo e pronto para acompanhar a apresentação.
A passagem do quarteto de Mossoró (RN) pelo DoSol marca a reta final da turnê “Hounds on the Road 2013″, cujas últimas datas contam com participação de Vicente Andrade na bateria. O grupo não negou suas influências e, depois de ter agradado o público com faixas autorais como “Dust n’Beer” (do EP God Above… Hound on the Road, lançado neste ano), fechou o show com um cover do hino “Ace of Spades“, do Motörhead

http://tenhomaisdiscosqueamigos.com/2013/11/13/festival-dosol-2013-terceiro-dia/

COBERTURA FESTIVAL DOSOL 2013: ROCK PRESS (RJ)

No último final de semana, aconteceu em Natal a edição de dez anos do Festival Dosol. Para este ano, a escalação do festival englobou bandas que já tiveram passagens memoráveis por terras potiguares, grupos novos que estão em evidência no cenário underground brasileiro ou que lançaram trabalhos recentemente.

A estrutura da versão natalense do festival, que também tem edições em Mossoró e Caicó, não sofreu grandes mudanças em relação aos outros anos. Na sexta-feira (8/11), somente o Centro Cultural Dosol recebeu shows, compostos em sua maioria por bandas locais que estão em destaque e somente uma de fora, a amapaense Stereovitrola.

Nos dois dias seguintes (9 e 10/11), foram usados os palcos do Centro Cultural Dosol e Armazém Hall, assim como nos anos anteriores. A novidade do festival ficou por conta do espaço Envision Tour Ray-Ban que serviu para que as bandas, convidados e imprensa pudessem relaxar e jogar conversa fora. Bebidas, comida, maquiadora para as meninas e ambiente com jogos. Tudo isso fez com que alguns nem saíssem lá de dentro.

http://www.portalrockpress.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=5265

COBERTURA FESTIVAL DOSOL 2013: ALTNEWSPAPER (DIA 01 E 02)

camarones orquestra guitarrística - rafael passos (DoSol)

“Nesse ano fui cobrir o DoSol em Natal já que o Diego não ia e eu já estaria por lá de qualquer forma. Entre as comemorações de 10 anos do festival, além do próprio se desdobrar para Mossoró e Caicó também, ele voltou a ter três dias (saiu a noite de abertura) e tenho que destacar o valor do ingresso. Cada dia foi apenas R$5 a entrada, coisa difícil de acreditar que possa acontecer em um festival. Rolou uma enxurrada de bandas, e é humanamente impossível curtir todas ou assistir todos os shows, então me reservei a falar apenas dos shows que vi.”

http://www.altnewspaper.com/resenha/dosol-2013-parte-um-primeiro-e-segundo-dia/

COMO FOI: FESTIVAL DOSOL MOSSORÓ 2013, SEGUNDO DIA

Festival Dosol 2013 _Mossoró

Foto: Godhound por Rafael Passos

Por Marcondes Paula

Iniciou-se a maratona de eventos no Centro Cultural Dosol, na cidade de Mossoró/RN. Com a realização do Festival Dosol que está completando 10 anos, e que desde o ano passado conseguiu ir alem de sua cidade original Natal/RN. E mais uma vez um cast muito diversificado e de qualidade foi montado para esse que é um dos festivais mais conhecidos do Pais.

O vento teve inicio no dia 13/11, e segundo informações, o publico foi alem das expectativas com atrações Nacionais e Gringas.

Já o segundo dia do evento e o primeiro a contar com bandas de Metal, Rock and Roll e o tão badalado Stooner.

Infelizmente cheguei ao local atrasado, mal acostumado com os atrasos nos shows na cidade, quando entrei no local mesmo um publico acanhado não pude conferir o show dos meus amigos do: Bones In Traction, que em cima da hora que entraram no lugar da banda ‘Arcanjos’ mais eu ainda saquei uma musica e as influências do Pantera, Sepultura e Biohazard são reconhecives, apesar de nova a banda tem músicos que já tocaram em outros grupos, e fizeram sua estreia no bem comentado shows do André Mattos na cidade, e que segundo os mesmos um cd-demo está sendo articulado para ser gravado em breve.

Em Seguida tivemos a segunda atração da noite, o quarteto Paraibano: Truck Drive Killers, que fizerão sua primeira apresentação na cidade, e era nótavel a satisfação dos mesmos e falaram da ‘ralação’ que foi ter vindo a cidade. Mesmo sem ter um trabalho registrado, a banda segue fazendo alguns shows pela região, eu conheço a longa data a guitarrista Eveline Lúcia, batalhadora da cena de João Pessoa/PB. O grupo não nega as Influências do Stooner Metal de grupos como: Crowbar, C.O.C, e claro os deuses do Black Sabbath, inclusive no fim do show tocaram o cover que deu nome a uma das maiores bandas do planeta, mesmo nova a banda demonstrou muita coesão entre seus músicos, sabendo que com mais estrada só tenden a melhorar suas apresentações, é claro que com um trampo nas mãos mais shows dentro e fora de sua cidade irá rola.

Fechando mais uma noitada muito agradável por sinal no Dosol tivemos o grupo local que conta com integrantes de Natal/: o Godhound, com seu rock and roll sujo e despojado a lá Motorhead, cada show a banda vem aumentando seu profissionalismo alem de investir muito no seu merchandise e divulgando seu ultimo trabalho o ep ‘God Above…Hound the Round’ que ate agora os comentários são os melhores possiveis do adrenalisante som da banda, dessa vez acompanhados pelo baterista do Bones in Traction Vicente ‘Mad Butcher’ Andrade, claro que começaram com a empolgante ‘ On The Road’, que já animou a galera, que melhorou muito, em termos de quantidade em seguida mandou outras faixas como: Motorcycle’s Hymn (será que ouviram o Saxon?), as antigas ‘Sirens’ e ‘Ace Tilt’ e finalizaram com ‘Ace of Spades’ do Motorhead com a participação do ‘Nelinton ‘Pesão’ Araujo’ que fez os vocais do novo cd da banda de Black Metal ‘Lord Blasphemate’.

Uma Pena que o ótimo grupo ‘Damage Division’ de Natal/RN, não pode tocar devido ao acidente do meu amigo Pablo Gurgel, mas alem de desejarmos melhoras, aguardamos o mais breve possivel a banda na nossa cidade.

Muito boa a organização do evento, e hoje teremos o segundo dia do metal no festival e a expectativa está muito grande, e em seguida faremos a resenha.

COMO FOI: FESTIVAL DOSOL MOSSORÓ 2013, PRIMEIRO DIA

Festival Dosol 2013 _Mossoró
Don Fernando , foto Rafael Passos

Primeiro dia de Festival DoSol Mossoró: rock, energia e adrenalina

Por EMERSON LINHARES é jornalista e escreveu esse texto ao som de Tony´s Joint (The Red Boots), El humo te hace mal (Los Peyotes) e Some other way (Don Fernando)

High voltage ontem na abertura do Festival DoSol, no CC DoSol aqui em Mossoró. A energia das bandas que se apresentaram no primeiro dia é só um aperitivo para o que está por vir até sábado.

Confesso que senti um impacto quando recebi o convite de Kalyl Lamarck para escrever essa resenha: primeiro porque não me achava com capacidade de analisar as bandas e segundo porque há anos não escrevia sobre música.

Felizmente pude ir nesta quarta-feira conferir as excelentes apresentações de The Red Boots, Los Peyotes e Don Fernando.Inicialmente quero parabenizar o esforço do pessoal do DoSol em tentar começar na hora marcada o evento. Atraso de meia-hora apenas – o que para mim é uma grande vitória em uma cidade onde as pessoas estão acostumadas a sair de casa a partir das 23h.

E a energia começou com The Red Boots, duo pauleira arrasa-quarteirão com som de excelente qualidade. Destaque para a presença de palco do vocalista Luan, com sua guitarra ensandecida, e para o baterista franzino mas com potência na pegada.
Não é para menos que a performance do The Red Boots, no Festival DoSol de 2011, em terras mossoroenses, tenha chamado a atenção de Anderson Foca. Daí para a gravação do primeiro trabalho dos caras, com 10 músicas, foi um pulo. Se você não ouviu ainda está perdendo tempo: Aracnophilia (https://myspace.com/theredbootsspace).
Hora do intervalo. Time para a galera que estava delirando com o duo potiguar saísse um pouco para tomar ar, fumar um cigarro e jogar conversa fora na Avenida Rio Branco.
Trinta minutos depois ou menos, a banda da Argentina Los Peyotes estava a postos para aumentar a adrenalina. O quinteto exala energia no palco e contagiou a plateia. Excelente rock com características sessentistas, onde todos os integrantes se destacam – mas com veemência para o vocalista David Peyote, que é um show à parte, e para o órgão tocado por J.R. Lemons, que enriquece bastante as harmonias da turma. Ouça Los Peyotes, recomendo: https://myspace.com/peyotes.

E por fim outra atração estrangeira, que fechou com “chave de ouro” (tinha que aparecer esse velho e surrado bordão!) a primeira noite de verdadeiros espetáculos musicais: o quarteto australiano Don Fernando aumentou a voltagem ainda mais e a descarga elétrica de um rock mais pesado era o que faltava aos meus ouvidos para completar essa noite inesquecível e maravilhosa. Não perca tempo e ouça agora a banda Don Fernando: https://myspace.com/donfernandorocks.

Festival DoSol – 10 anos na estrada – continua hoje, a partir das 21h, com três bandas do RN e uma da PB. Destaque para o som “mastodôntico” da Godhound.

Obs – Parabéns Anderson Foca pelo excelente trabalho e parabéns ao pessoal do DoSol Mossoró – Rafaum, Amilton Jr, Tássio e o Kalyl Lamarck.

COMO FOI? PRIMEIRA SEMANA DO PALCO DOSOL NO MOSSORÓ CIDADE JUNINA


Foto: Começo da festa

Na última demos início a espetacular ação que a crew do Dosol Mossoró montou para participar do Mossoró Cidade Junina. O clima foi o melhor possível, com cerveja gelada, ação de artes plásticas na parede em tempo real, discotecagem na parte externa e show acústico na parte interna com mais de 300 pessoas rotativas passando e ficando na atividade.


Foto: Godhound em ação

Sexta o bicho pegou. Tivemso um dos dias mais épicos e bacanas da nossa curta história no Dosol Mossoró. Se na quinta já dava sentir o clima de como vão ser esses 12 dias de cidade junina, ontem se concretizou. Mais de mil pessoas ficaram em volta do nosso palco curtindo a discotecagem e os shows que oferecemos num clima de tranquilidade e alegria que o rock é capaz de alcançar.

O que dizer sobre os shows? Godhound e Velociraptors, duas bandas da desert crew mossorense vieram defender seus discos novos e tiveram receptividade incrível do público. Chegaram e saíram com o jogo ganho e cometeram excelentes apresentações. Pra brindar o público com um grand finale um tributo ao Motorhead feito por uma turma da pesada da cidade destruiu os últimos ossos. Riquelme e seus Aviões do Forró deram o recado lá fora e gente aqui no Dosol garantiu MAIS UMA VEZ a diversidade. Até a prefeita da cidade foi curtir o rock.


Foto: Black Century em ação

Quem viu o Dosol Mossoró e arredores lotados na sexta, poderiam até pensar que no sábado seria fraco, mas os rockeiros de mossoró não decepcionaram e mais uma vez mostraram que a terra de Sta Luzia tem rock para dar com um pau.

Público headbanger e punk juntos(?), fizeram a festa com a ótima apresentação da natalense Black Century, que mandaram ver com suas músicas próprias e covers. Ponto super positivo pra banda que conta com uma molecada nova, mas que se garantiu muito ao vivo (com direito a coro do público e os cabeludos mossoroenses batendo cabeça).

Depois disso, veio o Ramones Cover com músicos do Velociraptors e Inquisidores com participação de Andola(Mad Grinder) e Victor(Godhound) completando a festa! Todos sabemos que Ramones é foda, mas as rodas punks no Dosol ficaram monstras ao som do característico “hey ho, let’s go!”, rock para ninguém botar defeito, com direito a 3 bis e muita diversão e moshs! Agora é arrumar a casa e preparar o fôlego, temos mais dois fins de semana de muito rock, e você só precisa aparecer pra deixar essa festa mais irada!! Vai descansando aí, quinta começa tudo de novo!

COMO FOI? FESTIVAL SUADO NO CENTRO CULTURAL DOSOL MOSSORÓ

1 dia – 28/09

Após um hiato de um ano e 8 meses, acontece a segunda edição do Festival Suado em Mossoró realizado pela Quintura Produtora. Na primeira edição do festival, foram 19 bandas locais em dois dias de muito rock de todas as vertentes existentes na cidade que deixaram ótimas consequências na organização e continuidade da produção cultural mossoroense.

Saindo da história pro presente, o primeiro dia de Festival Suado foi aberto pelos caras do The Velociraptors que tocam desde 2009, seu Punk’roll/Rock Clássico. Os caras desfilaram mais de 10 músicas e várias delas novas, que estarão no próximo trabalho da banda que está em processo final de mixagem e masterização, e pelo que pude notar estão mais “raptors” nesse novo trabalho, talvez pela entrada do Luan na bateria. Show muito bom pra abrir o primeiro dia de festival com som já alto e a galera se chegando pra sacar a banda.

A segunda banda a subir no palco é o Dead Pixel, power trio com muita influência do rock pesado dos anos 90 e caçula da noite com apenas 7 meses de formação, mas com alguns shows fora da cidade e finalizando seu ep de estréia. O trio mandou ver com seu repertório ensaiado e barulhento, esquentando um pouco mais o festival, e animando os presentes que já começaram a se “alterar” no bom sentido da coisa, claro. Se continuarem trabalhando como estão, em pouco tempo estarão na rota do rock nordeste galgando voos maiores.

Convidados de Natal, o Fukai chegou já com time ganho do saldo positivo do seu show anterior na cidade, o que já trouxe mais pessoas pra frente do palco. O Fukai toca um rock “leve” e cadenciado e as músicas dos caras possuem uma dinâmica muito interessante, ora mais forte, ora mais leve, chegam a embalar o público que balançou junto com eles. Showzão dos caras que além de tocar, animaram muito a festa curtindo e falando com o público, hilário! rsrsrsrsrs

Fechando a primeira noite do Festival Suado, vem uma das bandas mossoroenses que tem tido mais visibilidade nos últimos meses, falo do Red Boots que deixou o som AAAALTO e desfilou seus riffs e vozes matadores com a bateria possante do franzino batera Gilderlan, o resultado vocês já sabem, músicas que já são hits no cenário rockeiro nordestino e que cada vez mais alça voos maiores por onde passam. Os Red Boots estão com um nível de “punch” no show que tá irado de ver, ponto pros “botas vermelhas” e pra nós um “boa noite Cinderela” dos infernos, que nem uma marretada pra se recuperar pro segundo dia de rock!

2 dia – 29/09

Após uma bela primeira noite, o Suado vem pro seu segundo dia da segunda edição, com o lineup mais pesado, colocando o som extremo em evidência e mostrando que aqui do deserto também temos dessas zuadas. Provando que isso acontece, vem a banda mais feia da cidade, uahuahuahuahua, Faixa Preta é uma banda de hardcore/punk/tosco mais divertidas que conheço, o carisma e performance do vocalista Ruy despontam e não é de hoje, o show foi o melhor que pude ver deles dos últimos tempos, a banda tocou tudo redondinho mesclando músicas novas e antigas conhecidas do público como “O Problema é Seu” e “Insônia”, muito foda o show! E o melhor de tudo, não quebraram nada e o show foi pancada, parabéns aos tarjas pretas, os caras PRECISAM tocar mais vezes fora da cidade, tá na hora hein galegos?!

Depois da lenhada hc, sobe o Monster Coyote com o peso de elefante, ligaram a guitarra “estereo” engordando muito o som que saiu para o público. Os Coyotes já são figuras carimbadas na cidade desde que eram Pumping Engines, mas dessa vez defendendo seu ótimo recém lançado “The Howling”, começou o bate cabeça dos bangers que já se faziam presentes no recinto rockeiro. Show foda demais, primeiro da tour que os caras irão fazer junto com os Suecos do Truckfighters até a Argentina, agora em Novembro, boa sorte pros caras, representando Mossoró além das fronteiras com seu Sludge/Metal/Stoner e o que mais soar!

Alguns uivos depois, sobe o Warburst Command, banda já conhecida dos headbangers mossoroenses, detonou seu set rápido de meia hora com seu Black/Thrash Metal Old School, que agitou bastante os presentes, o Warburst Command precisa gravar seu primeiro trabalho URGENTE para poder alçar mais conquistas pra banda, as músicas já estão bem maduras ao vivo e um material gravado ajudaria demais a conseguir shows fora da cidade, mostrando o metal mossoroense além da região. Show rápido e preciso dos metaleiros.

Fechando a segunda noite e edição do Festival Suado, vem o Primordium de Natal com seu Death Metal muito bem executado e eles são amigos de longas datas dos bangers mossoroenses que fizeram aquela festa, desde a tarde no tradicional Valhalla Rock Bar com a feijoada até o horário do show(os headbangers mossoroenses tem a tradição de sempre se reunir antes de um show de metal pra um “esquente” com feijoada e conversa sendo jogada fora), o show foi BRUTAAAAL demais, os bangers presentes ficaram até o final do set matador do Primordium que teve até participação de Wendell(ex-Evil Razor/Parole) que levou os bangers mossoroenses a loucura!

O balanço final do Festival Suado foi positivíssimo, foi dado mais um passo pra frente, mostrando a produção local “suando” a camisa pra fazer com que o rock não pare de ser alimentado, foram 8 shows muito bons que serviram de aperitivo para que no ano de 2013, seja um festival com um porte um pouco maior, mais atrações, uma evolução gradativa e sedimentada para não “perdermos a mão” nessa terra onde é tão difícil produzir festivais e eventos alternativos.

Fica o muito obrigado da Quintura Produtora às bandas que tocaram, Gazeta do Oeste, OrtoTrauma, C.C. Dosol, Equipe Suada(Kalyl, Amilton, Renan, Luan, Jean, Arthur, Sabrina, Thássio, Gilderlan,David, vocês são rocha demaaaaaaaaaaaaaaais boy!) e claro ao público em geral que compareceu, compartilhou e ajudou a cena continuar a crescer, valeu.

COMO FOI? CIRCUITO CULTURAL RIBEIRA 2012 – 1ª EDIÇÃO


Cortejo da Lavagem do Beco da Quarentena

Por Foca

Eu já nervoso com a possibilidade de chover quando algum maluco me disse: calma Foca, essa chuva é para lavar a alma desta bairro, é a benção de jah para a volta do Circuito. Choveu e não foi pouco e mesmo assim mais de 10.000 pessoas se espalharam pelas ruas do bairro na primeira etapa do Circuito Cultural Ribeira em 2012. A décima edição no total.

Incrível detectar o poder transformador da cultura a olhos vivos. Quem estava lá viu a Ribeira real, aquela que já foi inúmeras vezes ocupada pela população da cidade, por seus artistas e pela cultura viva e pulsante. Claro, todos nós sabemos o quanto nossa cidade – e por tabela o nosso bairro mais boêmio e cultural  - estão abandonados pelo poder  público. No circuito não foi diferente, a prefeitura não fez sua parte, iluminou de qualquer jeito algumas ruas e não teve nem o cuidado de limpar o bairro do sábado pro domingo para que a iniciativa privada (nós, todos os aparelhos culturais do Circuito) pudéssemos receber o público com dignidade. Precisou de uma mutirão em várias casas para minimizar o problema, mais um vez contornado (em parte) pela força coletiva.


Tathiane Tábata na Casa da Ribeira

Só comecei a circular depois das 19h para visitar alguns locais de apresentações. Vi o Tramas no Atelier de Flávio Freitas absolutamente lotado, não consegui nem entrar na sessão de Tathiane Tábata na Casa da Ribeira  lotada, vi um Missigina discotecando com sua soundsystem no meio da rua usando vinil e compressores. Consegui passar em frente ao Cultura Clube que quase fecha a rua de tanta gente.

Na Rua Chile, local de maior concentração de público do Circuito foi uma loucura, precisamos até intervir na porta do Galpão 29 para organizar a entrada no espaço, absolutamente lotado. O Centro Cultural Dosol também se manteve lotado durante todo a noite com ápice pro incrível show de lançamento do disco de Simona Talma que emocionou muita gente e deu aquele clima de encerramento com chave de ouro nesta edição do Circuito.


Simona Talma lançando álbum no Centro Cultural Dosol

Muito mais coisas rolaram, muito mais histórias podem ser contadas principalmente porque o Circuito Cultural Ribeira mantém o lema da Liberdade criativa, do Faça Você Mesmo (se for em conjunto com seus iguais melhor ainda). Conte a sua história, tire sua foto, faça o seu vídeo, intervenha no Bairro e mostre ao seu vizinho, amigo ou parente que a Ribeira é o centro criativo da cultura dessa cidade. E tenho dito.

Nos encontramos no dia-a-dia do bairro e dia 09 de setembro tem mais Circuito. Apareçam!

COMO FOI? INAUGURAÇÃO DO CENTRO CULTURAL DOSOL MOSSORÓ


Foto: Camarones Orquestra Guitarrística (RN)

 

19 de julho de 2012, guardem esta data como um mais um marco para o rock mossoroense. A inauguração do CCDoSol Mossoró é uma adição à cena roqueira mossoroense e continuação de trabalhos que vem sendo feitos na cidade há muito tempo. Estavam pelo local exatas 148 pessoas, em uma noite muito agradável de excelente vibe e que fechou com um show foda dos Ramones instrumental,Camarones Orquestra Guitarrística. O Site Clicando Tudo fez uma ótima cobertura em fotos, veja:

Clicando Tudo

A agenda do CCDoSol para este fim de semana está bem recheada de ótimas atrações, vamos ao rooooock!!

 

Dia: 20 de julho (sexta-feira)
Hora: 22h
Local: Av. Rio Branco, Mossoró (próximo ao Teatro Municipal)
Atrações: Red Boots e High Desert
Entrada: R$10 (promocional)

Dia: 21 de julho (sábado)
Hora: 22h
Local: Av. Rio Branco, Mossoró (próximo ao Teatro Municipal)
Atrações: Dead Pixel, Kung Fu Johnny e Monster Coyote
Entrada: R$10 (promocional)

Dia: 22 de julho (domingo)
Hora: 18h
Local: Av. Rio Branco, Mossoró (próximo ao Teatro Municipal)
Atrações: Sodoma (PB), Kataphero (RN), discotecagem (especial Slayer)
Entrada: R$10 (promocional)

LEMBREM QUE LEVANDO 1KG DE ALIMENTO VOCÊ ALÉM DE CONTRIBUIR COM DOAÇÃO PARA OS ASSENTAMENTOS SEM-TERRA DA REGIÃO RURAL DE TIBAU E MOSSORÓ, AINDA PAGA PREÇO DE ESTUDANTE!!! ESPALHEM A NOTÍCIA GALERA!

DIÁRIO DE BORDO: DESERTOUR EM CAMPINA GRANDE/PB


Foto: Desert Crew

Desert Crew (Monster Coyote, Red Boots, Dead Pixel e High Desert) acabou de chegar da segunda etapa da Desertour, projeto de circulação promovido pelas bandas potiguares acima, com apoio do Centro Cultural DoSol e Quintura Produtora. Desta vez tocaram no sábado, 07 de Julho, em Campina Grande naParaíba, veja como foi:

A tripulação saiu de Mossoró-RN  rumo a Campina Grande-PB por volta das 11h (carro dos Dead Pixel/High Desert), e 15h (carango dos Monster Coyote/Red Boots), vencendo os 366km por volta das 19h. O segundo carro chegou um pouco depois mas rapidamente achou o ponto de referência de onde iriam ficar: Rafaum(Dead Pixel/High Desert) e Gil Der Lan (Red Boots) na varanda fazendo pole dance ao som de beat box drum’n’bass. Fomos prontamente recebidos por Rômulo Martins, amigo que ofereceu seu apartamento como hospedagem. Após leve descanso, banho e um rango maroto, rumamos ao Vitrola Bar, lugar que recebeu a gig que foi organizada por Luiz Alves da Bicicleta Produtora. Passamos rapidamente o som doDead Pixel (levamos toda a estrutura de som, backlines e pa’s já que o espaço não possui), e às 23h já estávamos prontos só esperando a hora de começar a zoada, marcada para  23h45. O Vitrola é bem legal, em um ponto central próximo ao Parque do Povo, local onde acontece grande parte dos festejos juninos da cidade. É em um primeiro andar onde deve caber umas 300 pessoas, ambiente bacana, boa música, cerveja gelada. Na noite do show devem ter passado pelo local cerca de 80 cabeças!

A cidada estava muito convidativa numa noite fria de 20 graus celsius (sim, fria! Estamos acostumados a noites de 30), e após algumas fotos, bate-papos e umas poucas (ou não) cervejas começamos os shows. A ordem das bandas foi a mesma de Natal-RN, com oDead Pixel abrindo os trabalhos. A banda carrega a bandeira do grunge, e isso é facilmente percebido já nos primeiros acordes. Os caras melhoraram uns 300% do primeiro show (esse foi o segundo na vida da banda!), Thassio (guitarra/vocal) estava mais solto, bem mais afinado e sem se preocupar tanto em errar, agitaram bastante, tendo a atenção do público já na primeira música. Fizeram um grande show garantindo uma ótima resposta do público presente que já batia palma incessantemente. A sequência foi preenchida pelo High Desert, o show bem executado, e despejaram no público o rock’n’roll meio grungeado, show aparentemente curto (o que é bom) que prendeu a atenção da galera mais alternativa que se fazia presente no lugar.

Então, aqui é onde a porca torce o rabo, a sequência de shows do Red Boots encarrilhados pelo Monster Coyote tem sido bastante divertida de se ver. O show dos botas vermelhas foi muito incrível, a guitarra densa pra cacete, explodiram os ouvidos da galera com suas grandes candidatas a hits nacionais HunterSuicide e nossa preferida Tony’s Joint. A resposta do público era sensacional, principalmente quando fizeram um final onde todos da Desertour subiram no palco, mexeram em amps/pedais/bateria/guitarra, ao melhor estilo roqueiro-doidão-vamo-quebra-tudo-e-chora-só-depois, coisa linda de se ver, deixando o público em êxtase que quase não paravam de aplaudir!

Quando os roqueiros presentes achavam que não tinha mais pra onde ir, começa oMonster Coyote com um show que parecia um terremoto. Kalyl (baixo/voz) mal conseguia “cantar” pois o público não deixava. Subiam muito no palco, levavam o microfone, urravam, pulavam da bateria, tudo isso somando a potência do show que era impressionante, houve até relatos de metaleiros chorando. A loucura tomou conta do local, uma bagunça degenerada que terminou com Renan (batera) superaquecido e passando mal na última música, vomitando na bateria enquanto tocava! Bom demais!

Agora a Desertour continua com datas mais espaçadas para a crew recuperar o fôlego. As próximas gigs são em Areia Branca-RN, Limoeiro do Norte-CE, Caicó-RN, Maceió-AL, Arapiraca-AL. Dá ou fica arrochado?

DIÁRIO DE BORDO: CAMARONES TOUR MACEIÓ E ARAPIRACA


Foto: Camarones em Arapiraca/AL por Katty Winne

Deu sexta. Se na semana passada demos uma pequena ensaiada do que viria pela frente nessa perna de tour que temos pela frente, dessa vez a coisa era mais séria. Vamos ficar fora de casa quase 30 dias e precisamos enfrentar frio intenso nas serras, calor, banho de rio e outras curtições ao longo doals dias, isso sem contar um sem número de instrumentos, merchadising e apetrechos de shows que estamos carregando.

A gestão do espaço no carro era preocupante. Chagamos cedo, fomos empilhando as bolsas, fazendo check nos equipos e começamos amontar o carro (que ganhou um bagageiro extra no teto para essa tour). Pense num carrinho guerreiro? Às 15h, sem saber ainda como coube tudo no carro, partimos em direção ao Recife, nossa primeira parada. Viajamos bem, o carro foi seguro e tranquilo o tempo todo e chagamos em Boa Viagem para nos hospedar na casa do Marcelo Gomes (Gomão para os roqueiros), amigo de longa data e incentivador dos Camarones desde os primórdios – um do primeiros shows fora de Natal que fizemos foi nesta casa. Ficamos ali ouvindo um som, nos arrumando e rumamos pro Burburinho para nosso primeiro show. Antes demos uma passada no Mingus, restaurante excelente, a convite do roqueiro Nicola.

Backline bom, casa legal, vários amigos na platéia e cerca de 70 pessoas passando pelo espaço era o quadro do rock. O show fluiu muito bem, vendemos várias coisas no merchadising e já era hora de guardar tudo e zarpar.  Montar o carro no outro dia de manhã é um martírio. Filmamos tudo e tá na vídeo cobertura da parte de Recife essa montagem. Uma onda!

Viagem tranquila e chegamos na excelente sede do Popfuzz em Maceió, ponto Fora do Eixo de lá. Pertinho da praia, espaço bem grande e aquela vibe boa que tem lá sempre. Nosso show era no Teatro de Arena, lugar para umas 160 pessoas e que estava bem pertinho da lotação. Antes tocou o Stick Garden para depois subirmos no palco. Pense num show incrível? Temos uma excelente conectividade com Maceió, sempre que vamos lá os shows são ótimos e dessa vez não foi diferente.

Todo mundo em casa cedo (show em teatro tem essa vantagem). No outro dia de manhã um big café e uma resenha bem boa com os Popfuzz e com amiga cantora Andréia Dias que também estava hospedada na casa e partimos para Arapiraca. Chegamos tranquilos vindo numa linda estrada, nos encontramos com a turma do My Midi Valantine que nos produziu aqui e só deu tempo de trocar de roupa e rumar pro show.

Frio em Arapiraca assim que caiu a noite a beira do lago, clima bom, mesas completas e nos apresentamos no Na Baxa junto com a promissora cantora alagoana Katty Winne (guarde esse nome). Vendemos MUITO merchadising, faturamos uma boa pizza e fomos dormir para curtir um dia off na cidade e nos preparar para as próximas datas. Nos vemos nos shows!

Agradecemos: Popfuzz, Nicola, Marcelo Gomes, Pedrinho (Peter Connection), My Midi Valantine, Na Baxa, Burburinho, Katty Winne e Sticky Garden.

COMO FOI: DESERTOUR NO CCDOSOL NATAL


Foto (instagram @focadosol): Monster Coyote

A DeserTour passou ontem no Centro Cultural Dosol Natal como um furacão. Para quem ainda não está 100% ligado, a gig conta com quatro expoentes do rock mossoroense: Monster Coyote, Red Boots, Dead Pixel e High Desert.

Ontem a missão era cansativa. Tínhamos a meta de gravar as bandas ao vivo de dia e no final da tarde transformar o CCDosol num ambiente para 100/150 pessoas com a estreia do projeto “De Cara pro Palco” com banda no chão e público bem perto. Foi um sucesso!

Com a missão de gravar cumprida às 17h30 começaram os shows com a ótima performance do Dead Pixel, banda caçula da turma com menos de dois meses de formação. Grunge e rock dos anos 90 são as principais influências do grupo. Ainda se achando e meio acanhados, a banda tem potencial para ir longe.

O High Desert veio em seguida e mostrou que já faz parte da leva da excelente safra de bandas roqueiras de Mossoró. Bons riffs, vozes certeiras e boas composições compõem o cenário da banda que lança até agosto seu primeiro trabalho via Projeto Incubadora do Dosol.


Foto (instagram @focadosol): Red Boots

Hora do Red Boots. Para os mais desavisados pode ser uma surpresa, para quem acompanha mais de perto o cenário roqueiro do RN uma constatação: o Red Boots hoje é a melhor formação roqueira do estado fácil. Eles tem tudo, boa música, formação comprometida e maturada por longos sete anos, entrosamento e carisma dos dois integrantes, cada um do seu jeito. O show foi uma bomba e já entra pro Hall daqueles takes clássicos que vez por outra acontecem no CCDosol como magia!

Para finalizar a noitada os não menos incríveis Monster Coyote moeram ossos para as mais de 200 pessoas que curtiram O “De Cara pro Palco”. A DeserTour agora chega em Campina Grande, Caicó, Areia Branca e Mossoró nos próximos dias e a tendência é que ande ainda mais. Vai vendo!