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COMO FOI? PRIMEIRA SEMANA DO PALCO DOSOL NO MOSSORÓ CIDADE JUNINA


Foto: Começo da festa

Na última demos início a espetacular ação que a crew do Dosol Mossoró montou para participar do Mossoró Cidade Junina. O clima foi o melhor possível, com cerveja gelada, ação de artes plásticas na parede em tempo real, discotecagem na parte externa e show acústico na parte interna com mais de 300 pessoas rotativas passando e ficando na atividade.


Foto: Godhound em ação

Sexta o bicho pegou. Tivemso um dos dias mais épicos e bacanas da nossa curta história no Dosol Mossoró. Se na quinta já dava sentir o clima de como vão ser esses 12 dias de cidade junina, ontem se concretizou. Mais de mil pessoas ficaram em volta do nosso palco curtindo a discotecagem e os shows que oferecemos num clima de tranquilidade e alegria que o rock é capaz de alcançar.

O que dizer sobre os shows? Godhound e Velociraptors, duas bandas da desert crew mossorense vieram defender seus discos novos e tiveram receptividade incrível do público. Chegaram e saíram com o jogo ganho e cometeram excelentes apresentações. Pra brindar o público com um grand finale um tributo ao Motorhead feito por uma turma da pesada da cidade destruiu os últimos ossos. Riquelme e seus Aviões do Forró deram o recado lá fora e gente aqui no Dosol garantiu MAIS UMA VEZ a diversidade. Até a prefeita da cidade foi curtir o rock.


Foto: Black Century em ação

Quem viu o Dosol Mossoró e arredores lotados na sexta, poderiam até pensar que no sábado seria fraco, mas os rockeiros de mossoró não decepcionaram e mais uma vez mostraram que a terra de Sta Luzia tem rock para dar com um pau.

Público headbanger e punk juntos(?), fizeram a festa com a ótima apresentação da natalense Black Century, que mandaram ver com suas músicas próprias e covers. Ponto super positivo pra banda que conta com uma molecada nova, mas que se garantiu muito ao vivo (com direito a coro do público e os cabeludos mossoroenses batendo cabeça).

Depois disso, veio o Ramones Cover com músicos do Velociraptors e Inquisidores com participação de Andola(Mad Grinder) e Victor(Godhound) completando a festa! Todos sabemos que Ramones é foda, mas as rodas punks no Dosol ficaram monstras ao som do característico “hey ho, let’s go!”, rock para ninguém botar defeito, com direito a 3 bis e muita diversão e moshs! Agora é arrumar a casa e preparar o fôlego, temos mais dois fins de semana de muito rock, e você só precisa aparecer pra deixar essa festa mais irada!! Vai descansando aí, quinta começa tudo de novo!

COMO FOI? FESTIVAL SUADO NO CENTRO CULTURAL DOSOL MOSSORÓ

1 dia – 28/09

Após um hiato de um ano e 8 meses, acontece a segunda edição do Festival Suado em Mossoró realizado pela Quintura Produtora. Na primeira edição do festival, foram 19 bandas locais em dois dias de muito rock de todas as vertentes existentes na cidade que deixaram ótimas consequências na organização e continuidade da produção cultural mossoroense.

Saindo da história pro presente, o primeiro dia de Festival Suado foi aberto pelos caras do The Velociraptors que tocam desde 2009, seu Punk’roll/Rock Clássico. Os caras desfilaram mais de 10 músicas e várias delas novas, que estarão no próximo trabalho da banda que está em processo final de mixagem e masterização, e pelo que pude notar estão mais “raptors” nesse novo trabalho, talvez pela entrada do Luan na bateria. Show muito bom pra abrir o primeiro dia de festival com som já alto e a galera se chegando pra sacar a banda.

A segunda banda a subir no palco é o Dead Pixel, power trio com muita influência do rock pesado dos anos 90 e caçula da noite com apenas 7 meses de formação, mas com alguns shows fora da cidade e finalizando seu ep de estréia. O trio mandou ver com seu repertório ensaiado e barulhento, esquentando um pouco mais o festival, e animando os presentes que já começaram a se “alterar” no bom sentido da coisa, claro. Se continuarem trabalhando como estão, em pouco tempo estarão na rota do rock nordeste galgando voos maiores.

Convidados de Natal, o Fukai chegou já com time ganho do saldo positivo do seu show anterior na cidade, o que já trouxe mais pessoas pra frente do palco. O Fukai toca um rock “leve” e cadenciado e as músicas dos caras possuem uma dinâmica muito interessante, ora mais forte, ora mais leve, chegam a embalar o público que balançou junto com eles. Showzão dos caras que além de tocar, animaram muito a festa curtindo e falando com o público, hilário! rsrsrsrsrs

Fechando a primeira noite do Festival Suado, vem uma das bandas mossoroenses que tem tido mais visibilidade nos últimos meses, falo do Red Boots que deixou o som AAAALTO e desfilou seus riffs e vozes matadores com a bateria possante do franzino batera Gilderlan, o resultado vocês já sabem, músicas que já são hits no cenário rockeiro nordestino e que cada vez mais alça voos maiores por onde passam. Os Red Boots estão com um nível de “punch” no show que tá irado de ver, ponto pros “botas vermelhas” e pra nós um “boa noite Cinderela” dos infernos, que nem uma marretada pra se recuperar pro segundo dia de rock!

2 dia – 29/09

Após uma bela primeira noite, o Suado vem pro seu segundo dia da segunda edição, com o lineup mais pesado, colocando o som extremo em evidência e mostrando que aqui do deserto também temos dessas zuadas. Provando que isso acontece, vem a banda mais feia da cidade, uahuahuahuahua, Faixa Preta é uma banda de hardcore/punk/tosco mais divertidas que conheço, o carisma e performance do vocalista Ruy despontam e não é de hoje, o show foi o melhor que pude ver deles dos últimos tempos, a banda tocou tudo redondinho mesclando músicas novas e antigas conhecidas do público como “O Problema é Seu” e “Insônia”, muito foda o show! E o melhor de tudo, não quebraram nada e o show foi pancada, parabéns aos tarjas pretas, os caras PRECISAM tocar mais vezes fora da cidade, tá na hora hein galegos?!

Depois da lenhada hc, sobe o Monster Coyote com o peso de elefante, ligaram a guitarra “estereo” engordando muito o som que saiu para o público. Os Coyotes já são figuras carimbadas na cidade desde que eram Pumping Engines, mas dessa vez defendendo seu ótimo recém lançado “The Howling”, começou o bate cabeça dos bangers que já se faziam presentes no recinto rockeiro. Show foda demais, primeiro da tour que os caras irão fazer junto com os Suecos do Truckfighters até a Argentina, agora em Novembro, boa sorte pros caras, representando Mossoró além das fronteiras com seu Sludge/Metal/Stoner e o que mais soar!

Alguns uivos depois, sobe o Warburst Command, banda já conhecida dos headbangers mossoroenses, detonou seu set rápido de meia hora com seu Black/Thrash Metal Old School, que agitou bastante os presentes, o Warburst Command precisa gravar seu primeiro trabalho URGENTE para poder alçar mais conquistas pra banda, as músicas já estão bem maduras ao vivo e um material gravado ajudaria demais a conseguir shows fora da cidade, mostrando o metal mossoroense além da região. Show rápido e preciso dos metaleiros.

Fechando a segunda noite e edição do Festival Suado, vem o Primordium de Natal com seu Death Metal muito bem executado e eles são amigos de longas datas dos bangers mossoroenses que fizeram aquela festa, desde a tarde no tradicional Valhalla Rock Bar com a feijoada até o horário do show(os headbangers mossoroenses tem a tradição de sempre se reunir antes de um show de metal pra um “esquente” com feijoada e conversa sendo jogada fora), o show foi BRUTAAAAL demais, os bangers presentes ficaram até o final do set matador do Primordium que teve até participação de Wendell(ex-Evil Razor/Parole) que levou os bangers mossoroenses a loucura!

O balanço final do Festival Suado foi positivíssimo, foi dado mais um passo pra frente, mostrando a produção local “suando” a camisa pra fazer com que o rock não pare de ser alimentado, foram 8 shows muito bons que serviram de aperitivo para que no ano de 2013, seja um festival com um porte um pouco maior, mais atrações, uma evolução gradativa e sedimentada para não “perdermos a mão” nessa terra onde é tão difícil produzir festivais e eventos alternativos.

Fica o muito obrigado da Quintura Produtora às bandas que tocaram, Gazeta do Oeste, OrtoTrauma, C.C. Dosol, Equipe Suada(Kalyl, Amilton, Renan, Luan, Jean, Arthur, Sabrina, Thássio, Gilderlan,David, vocês são rocha demaaaaaaaaaaaaaaais boy!) e claro ao público em geral que compareceu, compartilhou e ajudou a cena continuar a crescer, valeu.

COMO FOI? CIRCUITO CULTURAL RIBEIRA 2012 – 1ª EDIÇÃO


Cortejo da Lavagem do Beco da Quarentena

Por Foca

Eu já nervoso com a possibilidade de chover quando algum maluco me disse: calma Foca, essa chuva é para lavar a alma desta bairro, é a benção de jah para a volta do Circuito. Choveu e não foi pouco e mesmo assim mais de 10.000 pessoas se espalharam pelas ruas do bairro na primeira etapa do Circuito Cultural Ribeira em 2012. A décima edição no total.

Incrível detectar o poder transformador da cultura a olhos vivos. Quem estava lá viu a Ribeira real, aquela que já foi inúmeras vezes ocupada pela população da cidade, por seus artistas e pela cultura viva e pulsante. Claro, todos nós sabemos o quanto nossa cidade – e por tabela o nosso bairro mais boêmio e cultural  - estão abandonados pelo poder  público. No circuito não foi diferente, a prefeitura não fez sua parte, iluminou de qualquer jeito algumas ruas e não teve nem o cuidado de limpar o bairro do sábado pro domingo para que a iniciativa privada (nós, todos os aparelhos culturais do Circuito) pudéssemos receber o público com dignidade. Precisou de uma mutirão em várias casas para minimizar o problema, mais um vez contornado (em parte) pela força coletiva.


Tathiane Tábata na Casa da Ribeira

Só comecei a circular depois das 19h para visitar alguns locais de apresentações. Vi o Tramas no Atelier de Flávio Freitas absolutamente lotado, não consegui nem entrar na sessão de Tathiane Tábata na Casa da Ribeira  lotada, vi um Missigina discotecando com sua soundsystem no meio da rua usando vinil e compressores. Consegui passar em frente ao Cultura Clube que quase fecha a rua de tanta gente.

Na Rua Chile, local de maior concentração de público do Circuito foi uma loucura, precisamos até intervir na porta do Galpão 29 para organizar a entrada no espaço, absolutamente lotado. O Centro Cultural Dosol também se manteve lotado durante todo a noite com ápice pro incrível show de lançamento do disco de Simona Talma que emocionou muita gente e deu aquele clima de encerramento com chave de ouro nesta edição do Circuito.


Simona Talma lançando álbum no Centro Cultural Dosol

Muito mais coisas rolaram, muito mais histórias podem ser contadas principalmente porque o Circuito Cultural Ribeira mantém o lema da Liberdade criativa, do Faça Você Mesmo (se for em conjunto com seus iguais melhor ainda). Conte a sua história, tire sua foto, faça o seu vídeo, intervenha no Bairro e mostre ao seu vizinho, amigo ou parente que a Ribeira é o centro criativo da cultura dessa cidade. E tenho dito.

Nos encontramos no dia-a-dia do bairro e dia 09 de setembro tem mais Circuito. Apareçam!

COMO FOI? INAUGURAÇÃO DO CENTRO CULTURAL DOSOL MOSSORÓ


Foto: Camarones Orquestra Guitarrística (RN)

 

19 de julho de 2012, guardem esta data como um mais um marco para o rock mossoroense. A inauguração do CCDoSol Mossoró é uma adição à cena roqueira mossoroense e continuação de trabalhos que vem sendo feitos na cidade há muito tempo. Estavam pelo local exatas 148 pessoas, em uma noite muito agradável de excelente vibe e que fechou com um show foda dos Ramones instrumental,Camarones Orquestra Guitarrística. O Site Clicando Tudo fez uma ótima cobertura em fotos, veja:

Clicando Tudo

A agenda do CCDoSol para este fim de semana está bem recheada de ótimas atrações, vamos ao rooooock!!

 

Dia: 20 de julho (sexta-feira)
Hora: 22h
Local: Av. Rio Branco, Mossoró (próximo ao Teatro Municipal)
Atrações: Red Boots e High Desert
Entrada: R$10 (promocional)

Dia: 21 de julho (sábado)
Hora: 22h
Local: Av. Rio Branco, Mossoró (próximo ao Teatro Municipal)
Atrações: Dead Pixel, Kung Fu Johnny e Monster Coyote
Entrada: R$10 (promocional)

Dia: 22 de julho (domingo)
Hora: 18h
Local: Av. Rio Branco, Mossoró (próximo ao Teatro Municipal)
Atrações: Sodoma (PB), Kataphero (RN), discotecagem (especial Slayer)
Entrada: R$10 (promocional)

LEMBREM QUE LEVANDO 1KG DE ALIMENTO VOCÊ ALÉM DE CONTRIBUIR COM DOAÇÃO PARA OS ASSENTAMENTOS SEM-TERRA DA REGIÃO RURAL DE TIBAU E MOSSORÓ, AINDA PAGA PREÇO DE ESTUDANTE!!! ESPALHEM A NOTÍCIA GALERA!

DIÁRIO DE BORDO: DESERTOUR EM CAMPINA GRANDE/PB


Foto: Desert Crew

Desert Crew (Monster Coyote, Red Boots, Dead Pixel e High Desert) acabou de chegar da segunda etapa da Desertour, projeto de circulação promovido pelas bandas potiguares acima, com apoio do Centro Cultural DoSol e Quintura Produtora. Desta vez tocaram no sábado, 07 de Julho, em Campina Grande naParaíba, veja como foi:

A tripulação saiu de Mossoró-RN  rumo a Campina Grande-PB por volta das 11h (carro dos Dead Pixel/High Desert), e 15h (carango dos Monster Coyote/Red Boots), vencendo os 366km por volta das 19h. O segundo carro chegou um pouco depois mas rapidamente achou o ponto de referência de onde iriam ficar: Rafaum(Dead Pixel/High Desert) e Gil Der Lan (Red Boots) na varanda fazendo pole dance ao som de beat box drum’n’bass. Fomos prontamente recebidos por Rômulo Martins, amigo que ofereceu seu apartamento como hospedagem. Após leve descanso, banho e um rango maroto, rumamos ao Vitrola Bar, lugar que recebeu a gig que foi organizada por Luiz Alves da Bicicleta Produtora. Passamos rapidamente o som doDead Pixel (levamos toda a estrutura de som, backlines e pa’s já que o espaço não possui), e às 23h já estávamos prontos só esperando a hora de começar a zoada, marcada para  23h45. O Vitrola é bem legal, em um ponto central próximo ao Parque do Povo, local onde acontece grande parte dos festejos juninos da cidade. É em um primeiro andar onde deve caber umas 300 pessoas, ambiente bacana, boa música, cerveja gelada. Na noite do show devem ter passado pelo local cerca de 80 cabeças!

A cidada estava muito convidativa numa noite fria de 20 graus celsius (sim, fria! Estamos acostumados a noites de 30), e após algumas fotos, bate-papos e umas poucas (ou não) cervejas começamos os shows. A ordem das bandas foi a mesma de Natal-RN, com oDead Pixel abrindo os trabalhos. A banda carrega a bandeira do grunge, e isso é facilmente percebido já nos primeiros acordes. Os caras melhoraram uns 300% do primeiro show (esse foi o segundo na vida da banda!), Thassio (guitarra/vocal) estava mais solto, bem mais afinado e sem se preocupar tanto em errar, agitaram bastante, tendo a atenção do público já na primeira música. Fizeram um grande show garantindo uma ótima resposta do público presente que já batia palma incessantemente. A sequência foi preenchida pelo High Desert, o show bem executado, e despejaram no público o rock’n’roll meio grungeado, show aparentemente curto (o que é bom) que prendeu a atenção da galera mais alternativa que se fazia presente no lugar.

Então, aqui é onde a porca torce o rabo, a sequência de shows do Red Boots encarrilhados pelo Monster Coyote tem sido bastante divertida de se ver. O show dos botas vermelhas foi muito incrível, a guitarra densa pra cacete, explodiram os ouvidos da galera com suas grandes candidatas a hits nacionais HunterSuicide e nossa preferida Tony’s Joint. A resposta do público era sensacional, principalmente quando fizeram um final onde todos da Desertour subiram no palco, mexeram em amps/pedais/bateria/guitarra, ao melhor estilo roqueiro-doidão-vamo-quebra-tudo-e-chora-só-depois, coisa linda de se ver, deixando o público em êxtase que quase não paravam de aplaudir!

Quando os roqueiros presentes achavam que não tinha mais pra onde ir, começa oMonster Coyote com um show que parecia um terremoto. Kalyl (baixo/voz) mal conseguia “cantar” pois o público não deixava. Subiam muito no palco, levavam o microfone, urravam, pulavam da bateria, tudo isso somando a potência do show que era impressionante, houve até relatos de metaleiros chorando. A loucura tomou conta do local, uma bagunça degenerada que terminou com Renan (batera) superaquecido e passando mal na última música, vomitando na bateria enquanto tocava! Bom demais!

Agora a Desertour continua com datas mais espaçadas para a crew recuperar o fôlego. As próximas gigs são em Areia Branca-RN, Limoeiro do Norte-CE, Caicó-RN, Maceió-AL, Arapiraca-AL. Dá ou fica arrochado?

DIÁRIO DE BORDO: CAMARONES TOUR MACEIÓ E ARAPIRACA


Foto: Camarones em Arapiraca/AL por Katty Winne

Deu sexta. Se na semana passada demos uma pequena ensaiada do que viria pela frente nessa perna de tour que temos pela frente, dessa vez a coisa era mais séria. Vamos ficar fora de casa quase 30 dias e precisamos enfrentar frio intenso nas serras, calor, banho de rio e outras curtições ao longo doals dias, isso sem contar um sem número de instrumentos, merchadising e apetrechos de shows que estamos carregando.

A gestão do espaço no carro era preocupante. Chagamos cedo, fomos empilhando as bolsas, fazendo check nos equipos e começamos amontar o carro (que ganhou um bagageiro extra no teto para essa tour). Pense num carrinho guerreiro? Às 15h, sem saber ainda como coube tudo no carro, partimos em direção ao Recife, nossa primeira parada. Viajamos bem, o carro foi seguro e tranquilo o tempo todo e chagamos em Boa Viagem para nos hospedar na casa do Marcelo Gomes (Gomão para os roqueiros), amigo de longa data e incentivador dos Camarones desde os primórdios – um do primeiros shows fora de Natal que fizemos foi nesta casa. Ficamos ali ouvindo um som, nos arrumando e rumamos pro Burburinho para nosso primeiro show. Antes demos uma passada no Mingus, restaurante excelente, a convite do roqueiro Nicola.

Backline bom, casa legal, vários amigos na platéia e cerca de 70 pessoas passando pelo espaço era o quadro do rock. O show fluiu muito bem, vendemos várias coisas no merchadising e já era hora de guardar tudo e zarpar.  Montar o carro no outro dia de manhã é um martírio. Filmamos tudo e tá na vídeo cobertura da parte de Recife essa montagem. Uma onda!

Viagem tranquila e chegamos na excelente sede do Popfuzz em Maceió, ponto Fora do Eixo de lá. Pertinho da praia, espaço bem grande e aquela vibe boa que tem lá sempre. Nosso show era no Teatro de Arena, lugar para umas 160 pessoas e que estava bem pertinho da lotação. Antes tocou o Stick Garden para depois subirmos no palco. Pense num show incrível? Temos uma excelente conectividade com Maceió, sempre que vamos lá os shows são ótimos e dessa vez não foi diferente.

Todo mundo em casa cedo (show em teatro tem essa vantagem). No outro dia de manhã um big café e uma resenha bem boa com os Popfuzz e com amiga cantora Andréia Dias que também estava hospedada na casa e partimos para Arapiraca. Chegamos tranquilos vindo numa linda estrada, nos encontramos com a turma do My Midi Valantine que nos produziu aqui e só deu tempo de trocar de roupa e rumar pro show.

Frio em Arapiraca assim que caiu a noite a beira do lago, clima bom, mesas completas e nos apresentamos no Na Baxa junto com a promissora cantora alagoana Katty Winne (guarde esse nome). Vendemos MUITO merchadising, faturamos uma boa pizza e fomos dormir para curtir um dia off na cidade e nos preparar para as próximas datas. Nos vemos nos shows!

Agradecemos: Popfuzz, Nicola, Marcelo Gomes, Pedrinho (Peter Connection), My Midi Valantine, Na Baxa, Burburinho, Katty Winne e Sticky Garden.

COMO FOI: DESERTOUR NO CCDOSOL NATAL


Foto (instagram @focadosol): Monster Coyote

A DeserTour passou ontem no Centro Cultural Dosol Natal como um furacão. Para quem ainda não está 100% ligado, a gig conta com quatro expoentes do rock mossoroense: Monster Coyote, Red Boots, Dead Pixel e High Desert.

Ontem a missão era cansativa. Tínhamos a meta de gravar as bandas ao vivo de dia e no final da tarde transformar o CCDosol num ambiente para 100/150 pessoas com a estreia do projeto “De Cara pro Palco” com banda no chão e público bem perto. Foi um sucesso!

Com a missão de gravar cumprida às 17h30 começaram os shows com a ótima performance do Dead Pixel, banda caçula da turma com menos de dois meses de formação. Grunge e rock dos anos 90 são as principais influências do grupo. Ainda se achando e meio acanhados, a banda tem potencial para ir longe.

O High Desert veio em seguida e mostrou que já faz parte da leva da excelente safra de bandas roqueiras de Mossoró. Bons riffs, vozes certeiras e boas composições compõem o cenário da banda que lança até agosto seu primeiro trabalho via Projeto Incubadora do Dosol.


Foto (instagram @focadosol): Red Boots

Hora do Red Boots. Para os mais desavisados pode ser uma surpresa, para quem acompanha mais de perto o cenário roqueiro do RN uma constatação: o Red Boots hoje é a melhor formação roqueira do estado fácil. Eles tem tudo, boa música, formação comprometida e maturada por longos sete anos, entrosamento e carisma dos dois integrantes, cada um do seu jeito. O show foi uma bomba e já entra pro Hall daqueles takes clássicos que vez por outra acontecem no CCDosol como magia!

Para finalizar a noitada os não menos incríveis Monster Coyote moeram ossos para as mais de 200 pessoas que curtiram O “De Cara pro Palco”. A DeserTour agora chega em Campina Grande, Caicó, Areia Branca e Mossoró nos próximos dias e a tendência é que ande ainda mais. Vai vendo!

Paul McCartney e Abril Pro Rock: final de semana épico em Recife


Foto: Incrível show do Antibalas no APR 2012 (Rafael Passos)

Paul McCartney e Abril Pro Rock: final de semana épico em Recife

por Foca

Claro que o carnaval já acabou, passamos até da semana santa, mas para os amantes de rock e boa música o Carnaval pernambucano foi mesmo neste último final de semana. O que dizer da enorme concentração de shows que tomou conta do Recife no último final semana? Além da enorme programação do Abril Pro Rock, os pernambucanos e vizinhos de Nordeste ainda tinham como opção quatro dias de show da nova tour do Chico Buarque e dois dias de show da lenda viva Paul McCartney.

Passei batido nas datas do Chico Buarque, não é interessante o bastante para mim. Toquei na sexta e perdi o primeiro dia do Abril Pro Rock, que contou com vários shows mas que valeu mesmo pela épica apresentação dos Los Hermanos levando mais de 15.000 fãs ao enorme Chevrollet Hall.

Cedo do sábado parti junto com a enorme caravana potiguar que invadiu Recife capitaneada pela turma da Pedrassoli Turismo rumo ao gigante do Arruda. Viagem descontraída, DVDs de Paul em loop para esquentar e chegamos ao Recife sem muita agonia. Depois de um rápido almoço e de uma chegada surpeendentemente fácil ao estádio fomos para fila do show, que além de fazer parte do ritual de aquecimento de um grande espetáculo serve também para ver o desfile da humanidade, amplificado por 10 já que estávamos na tal área premiun (ver um show como esse mais de longe é inconcebível para mim).

Encontramos o jornalista potiguar Sérgio Vilar sozinho na fila e ficamos com trocando ideia até a hora de entrar. Com previsão de abertura dos portões às 17h30, só depois das 18h30 foi possível entrar no estádio. Revista bem safada e pronto. Estávamos dentro do show. O estádio do Arruda por fora é tétrico, sujo e mal cuidado. Por dentro é imponente e muito legal. Show com montagem e produção gringa não tem muito erro, certeza de uma luz incrível, telão perfeito e som bom (para as condições de uma sonorização para estádio). Ficamos por ali, encontramos vários amigos da música pernambucana e assistimos o show ao lado do amigo e jornalista potiguar Isaque Ribeiro, que estava cobrindo o rolê para a Tribuna do Norte.

Perto do palco, devidamente alimentado e bebido, era hora do show. Você não acredita no que vai ver e quando começa é surreal. Paul está ali na sua frente, cantando como um menino (muito melhor do que 95% dessa nova geração do rock) e tentando diálogos simpáticos com a plateia. Magia pura. Falar que foi épico, histórico e que foi o maior show de música que o Nordeste já recebeu é “chover no molhado”. Isso todo mundo já sabe. Eu fiquei atônito, não conseguia nem comentar o que eu estava vendo com Ana Morena ou Isaque. Até agora não caiu a ficha.

Li várias resenhas sobre a apresentação e as tão faladas críticas sobre o show feitas pelo Rodrigo Levino e pelo Terron (acusados até de xenofobia por conta de críticas ao comportamento de parte do público em relação ao artista). Quero dizer que quem estava na partes com ingressos mais baratos do estádio PIROU NO QUE VIU. E 70% da área vip era composta por fãs e famílias inteiras que souberam apreciar tudo o que o show ofereceu. Mas os 30% de “baladeiros” que invadiram a pista vip “para ver e ser visto”, quase atrapalharam quem queria ver e ouvir o espetáculo. Fiquei incomodado com a falta de respeito desse povo “micareta/vaquejada/boate” e os dois jornalistas devem ter ficado também. Nem tudo e perfeito. Nota 9 para o show, nota 10 para o velho Paul!

Nem bem descansei e já estava logo cedo no Abril Pro Rock. Tinha compromisso com a equipe de documentaristas do evento que estava completando 20 anos. Cheguei antes da programação começar, dei a entrevista e fiquei por ali vendo tudo. Não gosto do Chevrolet Hall, mas para fugir da chuva e ter estrutura física para receber qualquer show, o Abril Pro Rock sempre optou pelo espaço nos últimos anos. Com 15.000 pessoas no primeiro dia e 7.000 no segundo, a tendência era que o terceiro fosse sentir o impacto da vasta programação cultural oferecida no Recife por todo o fim de semana. Um pouco menos de 3.000 pessoas prestigiaram a programação aberta com o show morno e lento da banda Dessinée. Na sequência o excelente Strobo fez um dos melhores shows da noite, ainda para pouca audiência, seguidos da incrível apresentação da big band de rocksteady pernambucana Ska Maria Pastora.

Não curti ao vivo o Léo Cavalcanti, em disco achei interessante. O público também não deu muita trela pro artista. A primeira comoção do dia veio mesmo com os gringos indies do Nada Surf. Foi lindo e para quem é fã deve ter sido um baita presente. Muita gente estava ali só para vê-los, o que causou até uma debandada pós show. Aproveitei que já vi o Mundo Livre mil vezes e fui conversar e dar uma volta pelo festival.

Alimentado e descansado fui massacrado pelo show da big band do brooklin Antibalas. Meu amigo, que show! Um dos melhores que vi esse ano. A minha vontade de montar uma big band só cresce, um dia realizo o sonho. Otto veio na sequência, curto em disco mas odeio o show. Dei mais uma chance e não me arrependi, achei o artista menos “performático” e mais focado em cantar bem (difícil para ele) suas boas canções. Me ganhou mas continua sendo um show bem aquém do que poderia ser. O quinteto Buraka Som Sistema de Portugual encerrou a noitada do abril com um enfadonho mix de mcs de funk/kuduru com bateria acústica e loop. Funcionou muito bem para quem tava na vibe de dançar e “se passar” no final da noitada, eu que tava procurando canções, guitarra e performances mais “musicais” terminei não sendo tão atingido pelo som da turma. Numa rave alternativa, daquelas que misturam doidões e gente que curte música eletrônica deve ser uma loucura ver os Burakas em ação. Valeu pela curiosidade.

Antibalas, Brujeria, Exodus, Nada Surf e Paul McCartney no mesmo final de semana e pertinho de casa foi um presente para os fãs nordestinos. Vida longa ao Abril Pro Rock e um salve pros corajosos produtores do show do P.M. Vocês estão de parabéns!

COMO FOI? 6ª CHAMADA CARNAVALESCA DO ROCK, NATAL/RN


Talma&Gadelha no Centro Cultural Dosol lotado!

Se alguém tinha dúvida de quanto o carnaval alternativo de Natal cresceu e se fortaleceu nos últimos anos deve ter tirado a limpo essas mesmas dúvidas na 6ª edição da Chamada Carnavalesca do Rock. Evento que utiliza a rua é bem difícil de contar público mas acredito que bem mais de 2.000 pessoas prestigiaram a programação com excesso de alegria e NENHUM incidente.

Foi bonito também ver vários potiguares que são atraídos pelo carnaval pernambucano adiantarem suas voltas para curtir o último dia de folia oferecido pela Chamada Carnavalesca do Rock. Prova de que se bem montado e eclético uma festa como o carnaval funciona bem em qualquer lugar do país. Mossoró também estava em peso na festa.

Os trabalhos foram abertos pela discotecagem esperta e certeira do trio Magão, Júlio Cortez e Caxangá. Foram seis horas de discotecagem que misturou estilos como rock, ragga, funk true, metal, grunge e o que mais viesse na cabeça. A coisa podia sair de um frevo do Caetano e debandar para um clássico do Nirvana sem pudor. Foi lindo e a turma aprovou!

Às 16h30 em ponto os shows começaram dentro do Centro Cultural Dosol. Khrystal, cada vez mais autoral e confiante subiu ao palco para defender o show “ O Trem”. E a nêga veio quente, azeitada por uma sequência de shows que imendou uma temporada no próprio Dosol, bailes carnavalescos espalhados pela cidade e uma passagem pelo carnaval pernambucano no último domingo. O resultado foi nitroglicerina pura. Que venha o novo disco de composições próprias e mais shows como esse.


Luan dos Red Boots. Revelação do rock potiguar para 2012.

Perto das 17h30 a dupla de Mossoró Red Boots subiu ao palco para mostrar porque são considerados a grande revelação do rock potiguar para 2012. Um barulho dos diabos, vocal bluseiro e afinado e composições certeiras deram o tom da aclamada apresentação do dueto, que tocou pela primeira vez depois de gravar seu primeiro álbum (que vai ser lançado amanhã para download aqui mesmo no site Dosol). Com confiança e mais shows na agenda não há limites nem fronteiras para o Red Boots. Fato. Melhor show da noite.

Já com o Centro Cultural Dosol (muito) lotado o Camarones Orquestra Guitarrística subiu ao palco para dar início a uma sequência de 22 shows que só vai parar dia 09 de abril. E a banda tava com sede de palco. Fizeram um set curto e roqueiro e ainda deu tempo de chamar Simona Talma, Henrique Rocha e Emilly Barreto, todos do Talma&Gadelha, para mandar um cover de Monkey Man dos Specials. Foi o momento que mais demonstrou o clima de festa que se estabeleceu na Ribeira neste grande dia.


Camarones Orquestra Guitarrística esquentando as turbinas para megatour de 2012.

Com o climão estabelecido e público na mão o Talma&Gadelha manteve a sina das últimas apresentações. Todo mundo cantando tudo, conexão absurda com a audiência e crescimento a cada show. Vai longe. O Calistoga aproveitou a Chamada para reforçar em show seu mais recente trabalho em disco. Com um som muito bem equalizado e pesado o grupo aproveitou a chance fazendo uma bela apresentação com as já tradicionais Jam sessions no final.


Dante Augusto, Calistoga.

Já perto das 22h o Son o f A Witch encerrou a Chamada Carnavalesca do Rock com sua brutal mistura de rock viajandão e drives cascudos. Uns chamam de Stoner, prefiro dizer que é rock bruto gratuito. Excelente! É outra formação que já vem na batalha mas que tem tudo para usar esse ano para um salto maior e melhor. Aguardemos.

O saldo da Chamada Carnavalesca do Rock foi mais que positivo. É uma injeção de ânimo astronômica para o “ano letivo” da cena autoral da cidade. O período promete, vamos trabalhar. Até a próxima!

PS: Aguardem cobertura fotrográfica e em vídeo da atividade!

COMO FOI? LANÇAMENTO DO CD DO CAMARONES ORQUESTRA GUITARRÍSTICA NO CCDOSOL


Foto: Camarones em ação (Ricardo Pinto)

CAMARONES + TALMA & GADELHA + HOSSEGOR
(cobertura do lançamento do cd “Espionagem industrial”)
Por Alexandre Alves

Com um atraso considerado mínimo (meia hora) em se tratando do sempre “atrasado” público natalense – é, aquele que faz questão de chegar depois da hora pra fazer “charme”, mas desta vez já havia umas 40 cabeças -, às 18h30 o trio HOSSEGOR sobe ao placo do Centro Cultural Dosol para destroçar os ouvidos com seu hard rock instrumental, fazendo-me lembrar dos bons tempos do Wishbone Ash fase anos 70 e algumas notas “olímpicas” de Joe Satriani. A banda toca alto, forte e pesado, emendando logo 03 composições na entrada e antes do final o baterista Michael fez um calo nos dedos que arrancou com os dentes, cuspindo longe um pedaço do seu dna enquanto ainda tocava em alto e bom som. Essa eu ainda não tinha visto. Rock duro!!! O show de 40 minutos parece ter durado menos, pois o trio se esmera em tocar seu som que agradou rockers, metaleiros e outras figuras iconoclastas.


Foto: Foca “with lasers” (Ricardo Pinto)

Os CAMARONES vem para lançar um novo cd e passam o som. Às 19h30 começam a tocar sua mistura instrumental para mais de uma centena de pessoas que estavam no centro cultural naquele momento (até o final chegaria perto do dobro disso). Unindo riffs de rock pesado, alguns andamentos dançantes e riffs que alternavam surf music, música de faroeste, trilha de desenho animado, ska e até reggae (!), o quinteto mistura sem pena e o coquetel musical se torna deglutível ao público, tanto que são a banda potiguar que mais tocou fora do estado. Imagine aquela banda para tocar em festas. Pois é, era o primeiro show dos Camarones que eu assistia inteiro (e olhe que este ano eles já tocaram bem umas 100 vezes).

O público parecia curtir um tipo de música que alguns anos atrás era impensável fazer: rock instrumental em 45 minutos cravados, com Leo Martinez expulsando riffs sob seu indefectível bigode (segundo Vlamir Cruz, ele parecia mais um espião!), Kaká, a estrela do mais recente vídeo da banda, segurava/tocava estilosamente sua guitarra semiacústica antifashion enquanto vestia uma camisa fashion dos Killers e Ana Morena sempre parece estar se divertindo ao segurar seu baixo Rickenbacker e balançar as muitas madeixas ao mesmo tempo. Foca disparava blips e blops – e até uma pandeirola! – enquanto fazia o papel de mestre de cerimônias e o baterista Xandi conseguiu a façanha de tocar seu instrumento e beber água mineral simultaneamente. Faixas como “Com a água no pescoço” e “A trama”, presentes no cd lançado, são o cartão de visita da banda. Chame os Camarones para tocar em uma festa. O repertório está pronto.


Foto: Talma&Gadelha (Ricardo Pinto)

Finalizando, os queridinhos da música pop da cidade ultimamente: a dupla (Simona) Talma e (Luiz) Gadelha, acrescidos de 40% do Calistoga nas guitarras (aí já é covardia!), pois a Cris Botarelli estava em Sampa tocando com o Planant e Calango foi chamado para substituí-la, botando mais lenha (peso?) na fogueira na frente das mais de 200 pessoas do recinto, visto que uma chuva empurrou todos para dentro do Dosol. O que é limpo e audível no disco, ao vivo ganha mais corpo e chama a atenção de um pequeno séquito de seguidores, que até chegam a cantar partes das composições ao vivo, embora as próprias vozes da dupla estivessem em baixo volume e apesar de uma perturbadora microfonia que insistia em surgir do além nos mais de 50 minutos de show. Descobri que uma das faixas se chama “Meu nome por aí” e é um underhit em potencial, enquanto outra intitulada “O roqueiro e a hippie” (é isso mesmo? Mil perdões se errei…) é outro sucesso subterrâneo com forças para tocar na rádio local 10 vezes ao dia, caso elas estivessem preocupadas em música pop e não em sobreviver em tempos de webradio. Ponto para Talma e Gadelha, sendo este último, segundo certo respeitado cidadão da cena local, um dos melhores compositores potiguares na atualidade.

E para aqueles que não entendem porque o Dosol funciona há dez anos, basta olhar para o trabalho incessante de Anderson Foca (trabalhou de técnico de som para o Hossegor, ajudou a montar o palco e ainda arrumou cerveja para a senhorita Talma!) e Ana Morena (fotógrafa ocasional, bar lady por alguns instantes e pronta para resolver qualquer problema nas quadradezas do Dosol). Isso fora o Hossegor que virou técnico de som dos Camarones…

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COMO FOI? MÓVEIS CONVIDA – BRASÍLIA/DF


Foto: Niela do Gloom (GO). Divulgação Móveis Convida

Por Foca

Todo mundo sabe o que representa para a música independente do Brasil o Móveis Coloniais de Acaju. Meninos dedicados, empreendedores, talentosos, que transformaram um grupo “inviável” do ponto de vista da lógica mercadológica (banda enorme, formação não convencional, etc) num gigante da música brasileira.

Além de transformarem a sua realidade, os Móveis também pretendem jogar luz sobre a cena candanga, realizando palestras, encabeçando atividades de formação e produzindo o excelente festival Móveis Convida que aconteceu mais uma vez no último final de semana em Brasília. Como já cheguei na sexta não dá para relatar a semana de atividades que a banda e seus parceiros realizaram, mas foram shows em escolas públicas, debates, mesa de negociação e muitas atividades em diversas casas noturnas.

No sábado foi a grande festa de encerramento dentro da UNB numa estrutura enorme, digna dos maiores festivais de música independente que já vi Brasil afora. Um enorme palco externo e um outro interno revezavam bandas candangas e convidadas de fora num lineup muito bem escolhido.

Das bandas de Brasília destaco o promissor show do ElectroDomestiks, numa mistura de rock simples com barulhinhos eletrônicos e os Brown-Há que mostrou bastante evolução desde a última vez os vi em ação. Banda que melhora e banda que quer melhorar e isso é muita coisa!

Representando a novíssima cena indie nacional é impossível passar em branco nos shows do Gloom e do Nevilton. Ambos tem as mesmas qualidades: frontmans espirituosos, talentosos, bons no instrumento e cantores com personalidade. As duas bandas também possuem hits em potencial e veia pop aguçada, o que deixa o caminho bastante promissor. Niela do Gloom impressiona pela maturidade no alto dos seus… 20 anos.

Na parte mais gorda do lineup foi impossível ficar parado com a presentação da Gaby Amarantos. O tecnoshow paraense encabeçado pela cantora deu um passo a frente, misturando a simplicidade da música popular com uma banda excelente que usa a surf music, jazz, samba e mais o que vier na cabeça para apimentar ainda mais o ritmo contagiante da música paraense. Nota 10.

O Dancing Mood da Argentina fez o melhor show da noite. Big Band de Ska com 15 pessoas no palco é convite pro baile e caiu muito bem no lineup do Móveis Convida. Foi um festival de levadas rock steady e interpretações de temas diversos que foram de desenhos animados a os maiores clássicos do ska jamaicano como o Skatalities. Lindo e recomendo a ouvida nos Hermanos (nunca vi um show ruim de uma banda hermana e a saga continua).

O Móveis Coloniais de Acaju subiu para completar a festa. Claro, muito machucados com a correria de produzir e tocar ao mesmo tempo pareciam obviamente cansados, mas isso não tirou o brilho do espetáculo. É sempre bom ver um time como esse jogar em casa.

A parte da programação e estrutra o que decepcionou um pouco foi o público. Não mais que 1.500 pessoas estiveram conferindo a programação, um bom público se o espaço não fosse capaz de receber quatro vezes mais que isso. Acho que o fato de que em Brasília todos os festivias parecidos são gratuitos e o horário do Móveis Convida ter sido bem mais cedo que o normal deva ter atrapalhado um pouco a presença de mais gente (quando fui embora, perto do fim do show dos Móveis vi gente chegando, por exemplo).

Seria excelente se todos os grupos que ganhassem visibilidade como o Móvies ganhou, fizessem 0 mesmo pela suas cidades, estaríamos mais adiante em busca de um mercado ideal para nossas atividades. Parabéns garotos!

COMO FOI? PATO FU NO TEATRO RIACHUELO

Por Anderson Foca

Foi a primeira vez que fui ao Teatro Riachuelo e para quem trabalha com música na cidade não dá para não ficar impressionado com a qualidade do espaço. Visão do show impecável onde quer que você esteja, excelente hall de entrada, palco excelente e com área técnica tranquila para trabalhar e som e luz de primeira linha.

Ontem o espaço recebeu o show Música de Brinquedo, espetáculo extraordinário dos mineiros do Pato Fu. Já disse e repito, o Pato Fu é a maior e melhor banda pop em atuação no mercado brasileiro em muito tempo e também uma das poucas que soube fazer uma transição digna quando o mercado mudou, até porque nunca foi totalmente dirigida por esse mesmo mercado. O fato é que ano após ano, o grupo afasta a naftalina tão recorrente à bandas da sua geração e entrega discos autorais ou espetáculos interessantes como o que vi ontem por aqui.

Música de Brinquedo teoricamente e um espetáculo infantil, mas sinceramente, o lance é para gente grande que entende o que está acontecendo ali. Um palco completo de microfones sensíves deu voz a um sem número de brinquedos, artefatos e bizarrices que formaram uma sinfonia de ruídos afinados, dando margem para interpretações autênticas e non-sense de clássicos do cancioneiro popular nacional e internacional. Jonh e sua trupe protagonizam e deixa a meiga vocalista Fernanda Takai em segundo plano com papel apenas de conduzir vocais simples para conectar a genialidade da banda com o público “normal”.

E como é bom ver um show com começo, meio e fim né? A direção do espetáculo é impecável com textos excelentes e espirituosos entre as músicas e a participação de mamulengos reproduzindo a parte cantada por crianças no disco de estúdio. Ótima solução cênica que deixa coisa ainda mais amarrada e agradável.

Para quem é fã de primeira hora da banda ficou faltando só mais músicas do extenso currículo autoral que os mineiros tem na manga, mas pelo grandiosidade e proposta do show Música de Brinquedo, o Pato Fu está perdoado, mas ao mesmo tempo intimado a voltar em Natal com seu set próprio. Valeu cada centavo do ingresso.

COMO FOI? 3ª ETAPA DO CIRCUITO CULTURAL RIBEIRA


Foto: Largo da Rua Chile lotado.

Cobertura Colaborativa (Assessoria e produção). Fotos por Ana Morena Tavares

Cobrir edições do Circuito Cultural Ribeira tem virado missão impossível para uma pessoa só. São tantos espaços com programação que dá uma certa agonia de estar vendo uma coisa sabendo que tem outra ao mesmo tempo que você também queria conferir. Problema bom que só os grandes eventos proporcionam. E foi exatamente nisso que o Circuito Cultural Ribeira se transformou: numa grande celebração da cultura potiguar.


Foto: Gira Dança na Lavagem do Beco da Quarentena

Logo cedo deu para acompanhar a “batalha campal” da produção do circuito para deixar o Beco da Quarentena limpo. Segundo relatos, de sexta até domingo – o dia da atividade –  o espaço foi limpo (e logo em seguida aparecia sujo) mais de cinco vezes. A iluminação pública colocada para o circuito também foi roubada. Depois de uma persistência épica em prol do processo educativo que envolve uma ação com essa, a Lavagem do Beco da Quarentena aconteceu de maneira apoteótica e arrepiante com vários grupos percussivos liderados pelas meninas do Rosa de Pedra, simpatizantes do bairro e pelo grupo Gira Dança, batendo os tambores e entoando cânticos para espantar as más vibrações que pudessem existir no lugar. Foi uma das coisas mais bonitas que já presenciamos na Ribeira.

Quando essa parte “de rua” acabou, a programação das casas já estava fervendo e foi muito difícil escolher o que assistir por dois motivos: o primeiro é que escolher programação não foi fácil e o segundo era a total lotação de praticamente todos os espaços. Não temos números oficiais mas achamos que mais de 10.000 pessoas circularam pelo bairro sem medo de errar.


Foto: Casa de Lençóis com Quitéria Kelly

Na Casa da Ribeira deu para ver a excelente estréia de Quitéria Kelly no espetáculo infantil Castelo de Lençóis e de relance vi a atividade do Espaço a Deriva com a encenação Procura-se. Uma ótima atividade de teatro oferecida para a comunidade.

O Jazz e o samba de raiz ficaram em destaque na programação da Rua das Virgens com bons momentos vindos do Consulado Bar e Buraco da Catita. Demos uma escapada para ver rapidamente a programação de reggae no Cultura Clube, que não fazia parte oficialmente da programação mas que somou bastante. Estava absolutamente lotada a casa.

A parte de música com maior fluxo de pessoas aconteceu mesmo na Rua Chile, principalmente pelo acúmulo de espaços que existem na região. Centro Cultural Dosol, Armazém Hall, Central Ribeira e Galpão 29 fizeram a alegria das milhares de pessoas presentes no domingo bonito da Ribeira.


Foto: Centro Cultural Dosol

O Centro Cultural Dosol esteve abarrotada o tempo inteiro com o excelente programa de shows proposto. Destaque para o tríade SeuZé, Camarones Orquestra Guitarrística e Talma&Gadelha que fizeram o público dançar e cantar do começo ao fim.

O Rosa de Pedra encerrou de maneira apoteótica a Lavagem do Beco da Quarentena com um show lindo, tendo no final a participação do grupo de percussão levando o público para fora do Armazém Hall. O Central Ribeira ficou com toda as mesas ocupadas para conferir a Orquestra Boca Seca com participação de Diogo Guanabara. No Galpão 29 os DJs  deixaram o espaço lotado com destaque para o show do Emblemas Funk.

O fato é que o Circuito Cultural Ribeira só teve três edições e já se transformou numa das principais ações de cultura da cidade. Não sabemos onde vai parar, mas esperamos que não pare nunca. Até a próxima edição.

COMO FOI? 2º DIA DO ABRIL PRO ROCK 2011

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Por Macos Bragatto

A variedade de gêneros e estilos no dia do encerramento não chega a ser novidade no Abril Pro Rock, que caminha para comemorar as vinte primaveras em 2012. Mas nesse ano, a programação – que no papel parecia fria – se revelou bastante acertada, para deleite de um público estimado pela produção em 5 mil pessoas, quase superando o da noite do metal, que abalou as estruturas do Chevrolet Hall, na sexta. Ontem, não; nada de camisas pretas suadas: saiu a segmentação e entrou a diversidade.

Não que o rock não fosse bem representado, a começar pela surpreendente Karina Buhr. De líder de grupo de sonoridade regional-lugar-comum Comadre Fulozinha, a moça surge no palco como uma espécie de versão feminina de Iggy Pop glitter. Disposta a dar o sangue no palco e escorada por uma bandaça que tem Edgar Scandurra e Fernando Catatau nas guitarras, a cantora não pára um momento sequer, seja se rastejando feito iguana (olha o Iggy aí de novo), ou quicando no centro do palco. Já na terceira música, como o sugestivo título “Solo de Água Fervente”, Scandurra e Catatau solam que é uma beleza. Fora do Cidadão, cujo som é repleto de efeitos, o guitarrista vai muito mais além com seu instrumento de origem. Em “Mira Ira” uma verdadeira muralha de guitarras explode sobre o público, num riff duplamente carregado de distorção, e o final, com “Nassiria e Najaf” parece mesmo um apocalíptico fim do mundo. Numa palavra: visceral.

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COMO FOI? ABRIL PRO ROCK – PRIMEIRO DIA!

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Por Marcos Bragatto (Rock em Geral)

Não fossem os quilinhos a mais dos integrantes do DRI, e parecia que estávamos todos nos anos 80, na Bay Area californiana (ok, a banda é do Texas), ou mesmo nos 90, quando o thrash metal chegou com certo atraso ao Brasil. Peso extra que não atrapalha em nada a performance do quarteto, que conta com dois integrantes da formação original: o vocalista Kurt Brecht e o guitarrista Spike Cassidy. Peso, também, é o que não falta nos riffs alucinantes que eles aprenderam com gente como o guitarrista do Slayer, Kerry King, para fazer daquele hardcore ordinário o tipo de som que seria batizado de crossover – e o termo, a partir dali, seria usado para descrever qualquer coisa entre que se fizesse entre um subgênero qualquer e outro.

Por essas e outras o show do DRI, ontem, no Abril Pro Rock, soou como aula de história do rock, do hardcore, do metal. O riff marcado que introduz longamente “Acid Rain”, por exemplo, define tudo em alguns segundos, e o púbico responde à altura. Em “Argument The War”, a roda se expande a ponto e atingir a lateral do outro palco – são dois, lado a lado. “Madman”, que homenageia o pai de Brecht, responsável pelo batismo do grupo ao cunhar a frase “dirty, rotten and imbecils” (sujos, podres e imbecis, em português), é outra que se destaca no set list de cerca de uma hora, o suficiente para a inclusão de 17 porradas que permanecem vivinhas da Silva. Havia outras seis músicas para o caso de o grupo precisar, mas as duas guardadas para o final deram conta do recado: o clássico “Violent Pacification”, e “Five Year Plan”, que tem o verso/mantra “I lose, you win” repetido pelo resto da noite.

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COMO FOI? 2ª ETAPA DO CIRCUITO CULTURAL RIBEIRA 2011


Foto: frente do Centro Cultural Dosol, Rua Chile.

A Ribeira é o coração e alma da cultura potiguar. E frase postada no Twitter durante a 2ª etapa do Circuito Cultural Ribeira demonstra bem o que foi a tarde/noite de ontem. Foram 09h de programação da mais alta qualidade para todos os gostos, com todos os espaços ocupados pelo circuito absolutamente lotados num dia memorável para o bairro.


Foto: Calistoga no Centro Cultural Dosol

A programação começou às 15h em ponto com exibição de filmes e abertura do bazar do Dosol. Logo depois a programação de shows teve início com os bons shows do Dr. Carnage e Distro. O Monster Coyote que estava lançando cd no evento também fez bonito com seu metal pesado e roqueiro. O Calistoga mostrou força e maturidade no seu show, com o público deixando o clima pronto para as guitarras insanas do AMP (PE). Para fechar a noite o som chique e dançante do Digital Groove tomou conta do espaço com maestria, com destaque para o Clayton Barros (Ex-Cordel do Fogo Encantado) no violão. Concentrando maior público de todo o circuito, o Dosol mais parecia uma Rua do carnaval de Olinda, com shows sempre lotados dentro do espaço e mais de 2.000 pessoas circulando do lado de fora.

O Central da Ribeira também teve lotação máxima e fila na porta para conferir a excelente cantora local Camila Masiso. A sonorização quase ficou pequena para a quantidade de pessoas que escolheram o local para curtir o Circuito Cultural Ribeira. O show com quase duas horas de duração foi muito aplaudido e terminou de maneira apoteótica.


Foto: Joca Costa e Heliana Pinheiro na Casa da Ribeira

Na Casa da Ribeira a concentração de público também foi enorme, perto das 17h já não tinham mais ingresso para as duas sessões de atrações que o espaço planejou pro Circuito. Não consegui ver a peça infanto-juvenil Flúvio e o Mar. Deu tempo de assistir a segunda sessão com show arrebatador de Joca Costa e Heliana Pinheiro. Foi a soma perfeita entre a qualidade espetacular do trio com a incrível sonorização da Casa da Ribeira (reinaugurada a poucos dias). Ainda teve o pessoal do Poesia Esporte Clube no café da casa também lotado brincando com as palavras.

Não deu para ir até a tríade Consulado Bar, Buraco da Catita e Atelier de Flávio Freitas, mas soube que os três estavam bem freqüentados e a Catita com o clima de sexta-feira (seu dia tradicional) com o espaço absolutamente lotado.


Foto: Gira Dança intervén na Rua Frei Miguelinho

No Espaço a Deriva deu para ver um pequeno trecho da leitura dramática engraçadíssima “De Passagem”, um brincadeira boa entre um mendigo e uma madame. Não consegui ver os espetáculos do Gira Dança mas consegui falar com Anderson Leão, um dos gestores do espaço, que disse que precisa rever a ação do grupo dentro do circuito, porque o espaço foi pequeno para o público que apareceu nas apresentações. Devem rumar a programação do grupo por meio da rua, o que é ótimo!

Além de toda a movimentação ainda teve um passeio ciclístico com quase 100 bicicletas, vários espaços abrindo por conta própria animando ainda mais a programação, espaços públicos como Capitania das Artes e Museu de Cultura Popular abertos no domingo, entre outras atividades espontâneas.

O fato é que o papel do Dosol e da Casa da Ribeira já está feito. O Circuito Cultural Ribeira é uma realidade que muitos duvidavam que fosse acontecer e que com apenas duas edições já se transformou numa das maiores opções culturais da cidade. Então marque na agenda, no primeiro domingo de cada mês tem mais. Próxima parada 1º de Maio. O Circuito Cultural Ribeira é uma iniciativa do Dosol e da Casa da Ribeira que tem patrocínio da Vivo, através do programa Conexão Vivo, usando incentivos da Lei Câmara Cascudo.

COMO FOI? OZZY OSBOURNE EM PORTO ALEGRE

Foto: Ricardo Duarte/Agencia RBS (Fonte – Rock Em Geral)

Por Foca

Não é difícil encontrar por aí “especialistas” em música afirmando que o rock morreu, que o público de rock não se renova, que o estilo está defasado e outras bizarrices. Para as mais de 15.000 pessoas que estiveram ontem no Gigantinho para ver de perto um dos maiores mitos da história do rock em todos os tempos, o rock está mais vivo do que nunca e crescendo.

Entenda o ambiente de nitroglicerina que se misturou em volta do Gigante da Beira-Rio e do Gigantinho ontem aqui em Porto Alegre. De um lado a horda roqueira de camisa preta invadindo ruas e espaços em volta do show e do outro uma multidão colorada pronta para ver o Internacional de Porto Alegre em ação em jogo pela Libertadores. Aquela região ficou literalmente rubro-negra!

Como na maioria dos shows da Time for Fun, a entrada foi organizadíssima, só se permitindo chegar perto das catracas quem tinha ingresso, evitando confusões adicionais. Já cheguei bem perto da hora do show (que começou pontualmente às 21h) e deu para perceber a característica do público. De um lado tiozões roqueiros fãs de primeira hora dos trabalhos de Ozzy, dentro e fora do Black Sabbath. Do outro uma galera muito nova que sabia cantar tudo do velho roqueiro, demonstrando uma incrível renovação de público. Alguns podem até dizer que é fruto do recente programa de TV que os Osbournes estiveram em ação, mas vá num show do Iron Maiden (que nunca teve programa de TV) e você verá que o fenômeno é igual: lendas do rock se perpetuam no cargo e renovam público como quem bebe água!

Quando as luzes se apagam no ginásio não dura nem trinta segundos para o quarteto que acompanha Ozzy começar um ataque de hits hard rock que durariam 1h30. Estava tudo lá: Bark at the Moon, Mr. Crowley, Let me Hear you Scream, Mama I`m comming Home, Crazy Train. Carreira solo passada a limpo e começa o ataque de sons do Black Sabbath como War Pigs, Paranoid, Iron Man e grande elenco. Quem passa impune por isso? Se você realmente gosta de rock é impossível não se emocionar.

Ozzy, mesmo visivelmente debilitado, ainda é um front man respeitável que usa sua simpatia em prol da diversão. Joga água na platéia, ativa jatos de espuma em cima do público e o principal: canta os temas com enorme maestria com sua voz inconfundível. O único ponto negativo é que ginásios invariavelmente têm a acústica ruim, mas isso nem de perto atrapalhou o brilho da apresentação de Ozzy em Porto Alegre.

Foi incrível e eu não esperava menos que isso vindo de uma das principais vozes do rock em todos os tempos. Vida longa a Ozzy. O rock vai muito bem, obrigado!

SET LIST (FONTE ROCK EM GERAL)

1- Bark at the Moon
2- Let Me Hear You Scream
3- Mr. Crowley
4- I Don’t Know
5- Fairies Wear Boots
6- Suicide Solution
7- Road to Nowhere
8- War Pigs
9- Shot in the Dark
10- Rat Salad
11- Iron Man
12- I Don’t Want to Change the World
13- Crazy Train
Bis
14- Mama, I’m Coming Home
15- Paranoid