Por Júlio Cortez
A febre das reuniões.
São vários os exemplos: Pixies, Jesus and Mary Chain, My Bloody Valentine, os nossos Mutantes e os gigantes Genesis, The Police, e mais recentemente o poderoso Led Zepellin entre outros, será que o público precisa da volta destes grupos ou é tudo grana no final das contas?
Nos anos 90 o Sex Pistols, fez uma tour chamada “Filthy Lucre” ( Lucro sujo.), jogando na cara dos jornalistas a real intenção da reunião do grupo, nada de dizer que era pra gravar um novo disco de inéditas, nada disso, e no Coachella deste ano ofereceram uma quantia indecorosa pela reunião dos Smiths, no que o “bem-sucedido-em-carreira-solo-por isso-ainda-não-volto” Morrisey não deu nem ouvidos.
Fica a dúvida, será que a música hoje em dia está tão nivelada por baixo, que as velharias quando voltam tomam de assalto as rádios e a atenção do mundo todo, ou independente da grana, as reuniões são mesmo válidas, escreve aí??
Só pra terminar é bom lembrar que o Tijuana e o Extreme vão voltar…. the horror, the horror….
Algumas voltas são muito válidas, sevem para mostrar as novas gerações algumas lendas em ação. Outras são decrépitas e dispensáveis e só servem para queimar o filme de um bom trabalho já realizado. Depende da banda…