LUISA E OS ALQUIMISTAS FAZ TOUR NO CARNAVAL DO NORDESTE

luisa

O ano começou com tudo para Luisa e os Alquimistas, uma das principais revelações da música potiguar desde o ano passado. Na primeira semana de janeiro a banda lançou seu primeiro full album intitulado “Cobra Coral” que vem sendo sucesso de crítica e público na capital potiguar.

Agora a banda começa uma tour para divulgar o disco fora das fronteiras do estado e vai aproveitar o carnaval para o começo das atividades. O grupo toca no RecBeat em João Pessoa e Recife, Encontro da Nova Consciência em João Pessoa e no Baile do Circuito Cultural Ribeira em Natal.

Logo depois das datas momescas a banda pretende fazer o show oficial de lançamento do album em Natal e agendar mais shows Brasil afora. Cobra Coral é o primeiro lançamento do Dosol este ano e ainda no primeiro semestre tem mais três álbuns previstos: Plutão Já Foi Planeta, Luiz Gadelha e os Suculentos e Five Minutes To Go.

Confira as datas de carnaval de Luisa e os Alquimistas

Sexta, 05 de fevereiro – RecBeat Apresenta, João Pessoa/PB
Sábado, 06 de fevereiro – RecBeat, Recife/PE
Domingo, 07 de fevereiro – Encontro da Nova Consciência, Campina Grande/PB
Terça, 09 de fevereiro – Baile do Circuito Cultural Ribeira, Natal/RN

 

COMO FOI? RECBEAT TERCEIRO DIA

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Foto: Caroline Bittencourt
Texto: Hugo Montarroyos

A regularidade talvez tenha sido uma das principais marcas da 15º edição do RecBeat. Poucos (aliás, pouquíssimos) shows foram realmente ruins. A maioria oscilou entre bom e ótimo. Alguns, também em pouca quantidade, foram apenas razoáveis.

Outro fato que merece destaque: 90% dos shows contaram com som perfeito, o que já é uma marca consolidada do festival nos últimos anos.

O terceiro dia – e talvez o festival – foi mesmo de Céu. Todas as atenções estavam voltadas para a paulista. Tanto que o surpreendente público que lotou o Paço Alfândega no agitado show do grupo espanhol Ojos de Bruxo não se mexeu durante toda a apresentação deles, dando claros sinais de que estava se poupando para quando Céu entrasse em cena. A noite contou ainda com bela apresentação do Diversitrônica e a surpresa belga Madensuyu, que fez um dos melhores shows do festival. Só Stela Campos destoou um pouco, mas não chegou a comprometer.

Para quem conhece o Diversitrônica de outros carnavais, não é nenhuma novidade o fato de serem muito bons. Novidade mesmo foi vê-los tocando com toda a estrutura que o RecBeat oferece. E eles sem aproveitaram bem dela. A banda faz música eletrônica, mas como conta com baixista e baterista em sua formação, fica menos mecânica, mais pesada e extremamente interessante. Suas músicas, quase sempre muito longas, tiveram ótima acolhida pelo público. Assim como a apresentação de A Banda de Joseph Tourton, foi dos melhores shows de abertura que o RecBeat já viu.

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BANDA POTIGUAR EM REDE NACIONAL

O Camarones Orquestra Guitarrística (RN) continua com as atividades suspensas desde a saída de quatro, dos cinco integrantes da banda. Mas o barulho que a banda fez em pouco tempo foi tão grande que matérias continuam saindo quase semanalmente a respeito do grupo. Desta vez, a banda aparece na cobertura do programa Radiola durante o RecBeat 2009. O C.O.G pretende voltar as atividades quando achar uma formação mais sólida que possa substituir a anterior. Confira:

[youtube:http://www.youtube.com/watch?v=7PJYlRyiJPg]

BRUNO NOGUEIRA (PE): RECBEAT TERCEIRO DIA

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“João do Morro… no Recbeat… TOMA!”. Quando João do Morro gritou isso para uma verdadeira multidão em sua frente, ninguém ali desconfiava que alguns minutos antes ele estava sentado no camarim, ainda roco do show que fez no Galo da Madrugada, dizendo a todos que entravam o quanto estava nervoso e assustado para se apresentar. Passado a confirmação da aprovação de grande parte do público – que fez questão de aparecer cedo como nunca tinha acontecido antes, nos últimos 14 anos de evento – essa já pode ser definida como a escalação mais simbólica de todo o festival Recbeat.

Gutie, produtor do festival e empresário de João do Morro, fez questão de não esconder a felicidade que a apresentação trouxe. Dias antes, ele recebia ligação da Prefeitura do Recife, perguntando se ele iria mesmo escalar o cantor de pagode / swingueira no Recbeat. Penso que essa é uma primeira ruptura do conceito tão preso a estética que os artistas independentes sempre tiveram. São dois resultados para celebrar: do lado de lá, parece que um artista chegou um nível aceitável suficiente para conviver entre outras bandas de rock, tango e tec. Do nosso lado, cai um pouco da frescura em se misturar. Continuar lendo

COMO FOI? QUARTA NOITE DO RECBEAT (PE)

Por Hugo Montarroyos

http://www.reciferock.com.br/2009/02/25/cobertura-rec-beat-2009-quarto-dia/

O Cordel do Fogo Encantado versão 2009 tem metais, violões flamencos e toques de jazz. Sua sonoridade está ficando cada vez mais sofisticada. A boa notícia é que, mesmo amplificando o raio de alcance de sua música, seu sotaque permanece legitimamente sertanejo, rústico. Aquele Cordel de dez anos atrás transformou-se em uma banda absurdamente criativa, única. E que emociona pacas. Muito. E, ao mesmo tempo, é também a expressão mais roqueira que possuímos hoje no Brasil. Porque o que aqueles tambores somados ao violão de Clayton Barros conseguem produzir é mais denso e ensurdecedor do que boa parte da cena roqueira nacional. E Lirinha é um ser tão “perturbador” que consegue impregnar com sua alma cada uma das trocentas mil pessoas que o seguem como um Antônio Conselheiro da música. A ponto de fotógrafos interromperem o trabalho porque não conseguiam segurar as lágrimas. Na boa, depois de um show do Cordel do Fogo Encantado, principalmente no Recife, faz com que você saia dali querendo se tornar um ser humano melhor.

Desabafo feito, vamos tocar o barco em frente. A última noite da décima-quarta edição do Rec-Beat transcorreu, em sua maior parte, em clima de altíssimo nível musical. Foi assim com o excepcional Burro Morto e com Junio Barreto. Sem falar, evidentemente, no Cordel do Fogo Encantado. O clima só esfriou com a equivocada presença do tango da cantora uruguaia Giovanna, e no confuso show da colombiana Bomba Estéreo, que deu sorte de tocar para um Paço Alfândega lotado e ansioso pela entrada do Cordel do Fogo Encantado.

A noite foi aberta pelos paraibanos do Burro Morto, banda que alia psicodelismo, jazz, samba (ainda que bem discreto), teclados que remetem ao que de melhor já foi feito pelo Pink Floyd. O resultado disso tudo soa originalíssimo, intenso, hipnótico. Ainda que seja uma banda que prima pelo virtuosismo, o que prevalece é o conjunto, jamais o individual. E, mais espantoso ainda, jamais cai na chatice, no hermetismo barato, na afetação gratuita. Eis uma banda que ainda vai muito longe.

Logo em seguida entrou Junio Barreto, um dos compositores mais talentosos de sua geração. Sem medo de subverter Chico Buarque em “Quando o Carnaval Chegar”, transformando a música em algo ainda mais melancólico (no que a palavra carrega de bonito) do que a sua versão original. Isso sem contar com o arranjo arrebatador para a linda “A Mesma Rosa Amarela”, de Capiba. Das de próprio punho, “Santana” e “Amigos Bons” foram as que mais emocionaram. Como sempre no caso de Barreto, um show marcado por um profissionalismo e competência extremos.

Quem destoou um bocado da noite foi a uruguaia Giovanna. Seu tango acabou dispersando uma parte considerável do público. Para piorar, a chuva caiu em boa parte da sua apresentação.

O confuso e esforçado Bomba Estéreo, da Colômbia, se aproveitou do fato de tocar para casa cheia. Nos piores momentos, parecia uma versão um tanto mais cabeçóide dos shows de Shakira. Nos melhores, lembrava o Bomba Estéreo mesmo, o que não quer dizer lá grande coisa. Com o perdão do preconceito, dava muito mais a impressão de coisa paraguaia – no que o termo tem de pior – do que de qualquer outra parte do continente.

Cordel do Fogo Encantado no Recife é Beatles. Ponto. A capacidade de entrega da banda no palco é algo que transcende os limites do humano. Ou, talvez, seu maior mérito seja o de justamente de não temer ser despudoradamente humano. Não dá para destacar um momento. Cada segundo de show é relevante, e acho que não conheço banda alguma no mundo capaz de tal proeza. Seja na covardia de “Preta” – que parece feita propositadamente para chorar -, ou em “Evocação Para Um Dia Líquido”, ou “Morte e Vida Stanley”, tudo que é feito ali é permeado por uma palavra: verdade. Eles são exatamente como se apresentam para o público. Nada é forçado. E o repertório cultural de Lirinha é monstruoso. O homem parece que mergulhou na História do Brasil e a transformou em uma obra cujo biógrafo nenhum será capaz de traduzir. Bingo! É dessa nossa incapacidade de traduzir o Cordel do Fogo Encantado que reside toda a força da banda.

É chover no molhado dizer que a participação de Cannibal, vestindo camiseta dos Pixies, foi a personificação perfeita do Brasil dos tempos de Canudos até hoje, como Lirinha explica tão bem a cada vez que toca “A Matadeira”. O Alto José do Pinho, nas palavras do vocalista do Cordel, é o Canudos do presente. Assim como todas as favelas brasileiras o são.

As novas composições, como “Marco Pólo”, mostram um Cordel que evoluiu assustadoramente desde os tempos das pedrinhas miudinhas. Sua obra reflete a doce agonia de quem tem uma fome e sede de conhecimento que só podem ser saciadas através da criação. Seja em forma de teatro, literatura e música. O Cordel do Fogo Encantado, surpreendentemente, juntou as três artes à perfeição e concebeu a sua própria. Não é à toa que emociona tanto. Não é em vão que é tão bonito.

BRUNO NOGUEIRA (PE): COMO FOI? RECBEAT SEGUNDO DIA

Apesar do festival ter começado já em ritmo acelerado, o segundo dia do Recbeat foi mais morno. Pelo menos dois fatores esgotaram com um pouco da empolgação das pessoas. A primeira foi a ressaca da chuva no dia anterior e, em segundo lugar, a infernal aglomeração que estava lá desde o começo da tarde para ver o bloco Quanta Ladeira. Eu devo estar entre as poucas pessoas que vão até o Carnaval, mas não se convencem com as letras de escracho sem trocadilho pela trupe. Muita gente no palco sem fazer nada, muita piada interna (tem até música para o drugdealer deles), muito desencontro que uma hora chega a ficar sem propósito.

Tá… fez piada com Marcelo Camelo e Mallu Magalhães. Mas quem é que não fez?

Talvez meu incomodo maior seja porque o bloco não agrega em absolutamente nada ao Recbeat. Terminada a apresentação, quando a banda River Raid subiu ao palco, o pólo já estava angustiante de tão vazio. Quem ficou, conseguiu conferir um dos melhores shows da noite. Tudo bem que rock, cheio de guitarras, combina cada vez menos com a programação do festival, mas foi uma oportunidade para ver o resultado do que aconteceu com a banda depois de tantas andanças pelos Estados Unidos.

A sequência seguinte parece um tanto sem sentido. O norte-americano Clayton Ross trouxe um country quase forró. Me parece ser o tipo de música interessante num contexto de World Music, mas mostrar para o Brasil mais de música brasileira não tem tanto impacto. Me fez pensar até em bandas de rock daqui tocando rock lá fora e como eles devem causar a mesma impressão de tédio. Acabou virando a “banda da cerveja” para muita gente, que usou o show para circular. Eu fui ver o Mundo Livre no Marco Zero, junto com Eugene Hurtz e Manu Chao.

A apresentação de Victor Araújo também me soou sub-aproveitada. Essa foi a primeira vez que o vi cantar, além de tocar piano. E, nesse formato, realmente sua apresentação ganha uma proporção muito maior e melhor quando é apenas instrumental. Mas o forte dele ainda é a performance. Mas Victor tocava um piano preto, em um palco preto, vestido de preto e, não fosse suficiente, de costas pra o público. A falta de cuidado cenográfica pesou muito contra para quem assistia o show do angulo de visão do público.

O angolano Wysa acabou sendo prejudicado pela onda irregular da noite. Seu show – música pop da Ângola, surpreendente e muito empolgante – demorou para pegar ritmo. Mas na segunda metade, já trazia de volta ao Recbeat o verdadeiro clima do Carnaval. Em parte pela participação especial de Zé Brown, ex-Faces do Subúrbio, que acelerou o ritmo da noite. Ficou a vontade de ver esse show fora do contexto de um festival. Foi uma das melhores surpresas até agora.

Não vi o show inteiro da Eddie, mas ai também já era jogo ganho. Apesar do mote do novo disco, o repertório ainda foi mais com músicas de trabalhos passados. Só fiquei com duas ressalvas. Acho que um letrista tão genial como Fábio Trummer não deveria se apoiar tanto nas músicas de Erasto Vasconcelos. Fico com a impressão que ele acaba perdendo apresentações no Carnaval por conta disso (que eu chamo de “efeito Sir Rossi”, pelo que a banda cover de Silvério acabou fazendo com Reginaldo Rossi). Ouvir o Baile Betinha em outra voz que não a de Erasto é quase pecado. A segunda ressalva é a versão para Nantes, de Beirut. Ficou horrível.

Mas acho que não representou nem 1% do show. Cheguei a pensar que o fosso em frente ao palco fosse derrubar de tanta gente dançando enlouquecida. Estou sem fotos. Minha câmera quebrou no primeiro dia do Recbeat. Vou atualizar aqui quando a assessoria do festival passar as de divulgação.

BRUNO NOGUEIRA (PE): PRIMEIRO DIA DO RECBEAT

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Primeiro dia incomum, esse do festival Recbeat. O palco mais diversificado do Carnaval de Pernambuco virou o único palco, pelo menos na abertura da programação. Uma chuva, do tipo que Recife não via já tem muito tempo, fechou todas apresentações que aconteciam no bairro do Recife Antigo. O palco principal, no Marco Zero, chegou a se deslocar sozinho por mais de um metro. Isso acabou ajudando uma maior concentração de pessoas, coisa que não costuma acontecer no primeiro dia de Recbeat. Isso + chuva + Eugene Hurtz insano no palco fez parecer que já era o encerramento. Ecos da noite histórica com Pato Fu em 2008 passavam na memória de todos.

No geral, foi uma noite mais descompromissada. Talvez com exceção da potiguar Camarones Orquestra Guitarrística, que tinha o show mais ensaiado, as outras atrações que passaram no palco estavam em clima de descontração. A começar por Catarina Dee Jah. Esse foi o segundo show que vejo dela e, pelo menos nessa noite do Recbeat, parecia que a presença dela no palco tinha melhorado quase que exagaradamente (o que se justifica, afinal, o show anterior que eu tinha visto foi o primeiro que ela fazia na carreira). Acho que pouca coisa não funciona no Carnaval do Recife e, por isso, o brega modernoso dela até agradou. Mas com o começo pontual do festival, às 20h, pouca gente arriscava ganhar banho de chuva.

O bom de uma programação enxuta (sem trocadilhos. São quatro por noite) é que permitem apresentações mais longas. Com quase uma hora de show, a chuva já tinha ido embora e mais gente se acumulava para ver o começo da Camarones. Outra que também parece ter crescido um monte desde a última vez que pisou no Recife (e olha que não faz tanto tempo assim). Cresceu principalmente a parede sonora deles, algo importante para uma banda instrumental. O impacto das músicas são bem mais fortes, ao mesmo tempo em que elas estão mais pesadas e encorpadas. Foi o show mais redondinho da noite e o único que parece ter sido ensaiado. O que não tirou a espontâneidade deles, que conseguiram fazer um show acima da média sem todos os equipamentos no palco.

O que aconteceu é que a urucubaca da primeira noite do Carnaval também atingiu o Recbeat. O festival por pouco não segue os palcos vizinhos no cancelamento. O chileno Original Hamster também tocou sem parte dos equipamentos de palco, o que deixou o som um pouco mais baixo que o normal, algo que prejudica uma apresentação de um DJ solo. Ainda assim, foi ele quem começou a dar a forma dessa edição 2009 do festival. O começo foi bem modesto e ele até tocou remixes famosos (mas de outros DJs), até pegar o microfone e começar a cantar e instigar o público, que nessa hora já estava no clima certo para a noite.

Se eu tivesse que escolher um show para a noite, seria o do DJ Dolores. Geralmente as apresentações que ele faz com banda costumam ser mais melódicas, mas para o Carnaval ele preparou um formato totalmente a favor do harmônico. Com Jr. Black (Negroove) no microfone, cantando quase como se estivesse sendo remixado ao vivo, ele deu uma nova cara a antigos hits e fez a apresentação mais animada (e honesta) de toda noite. A única coisa deslocada foi uma “boxeadora” que ficava rodando pelo palco sem fazer muita coisa. Era pelo mis-en-cene, eu sei, mas ficou informação demais.

Por um momento, parecia que o show do Gogol Bordello (que resolveu tocar com banda e não sozinho) chegou a ser mesmo uma alternativa muito melhor que o Afrika Bambaata, que tocaria originalmente na programação. Eugene Hurtz é um tipo de Kramer dançarino e perde totalmente os bons costumes quando está no palco. É bem louco, correndo, pulando e gritando como se sobreviver dependesse da adrenalina de todos. E a turma até que foi na onda dele também, fazendo o mesmo.

Mas o show teve uma pitada forte de enrolação. Por que, na verdade, ele estava apenas trocando uns CDs para tocar, cantando por cima de uns e dançando em outros. Perdeu totalmente o sentido quando ele começou a tocar O Pobre dos Dente de Ouro, do Cidadão Instigado e, depois, Alceu Valença (sério). A partir dai ficou parecendo apenas um daqueles DJs bebados estraga festa. Mas isso foi para quem tava sóbrio, vendo o show quase sentado. Para o público, tudo era festa.

COMO FOI? SGUNDO DIA DO RECBEAT (PE)

http://www.reciferock.com.br/2009/02/23/cobertura-rec-beat-2009-segundo-dia/

Por Hugo Montarroyos

São Pedro resolveu dar uma trégua no segundo dia do Rec-Beat. Parecia até contrato firmado entre céu e terra, pois se este ficou aberto na maior parte da noite, àquela serviu de palco para shows irretocáveis. Tudo redondinho mesmo. Para quem não quiser se dar ao trabalho de ler as linhas abaixo, aqui vai um breve resumo em curtos períodos: River Raid destilou um rockão enérgico em show perfeito. Clay Ross mostrou que nem todo americano que tem vontade de ser brasileiro é chato. Vitor Araújo fez uma apresentação que primou pela emoção. Wyza levou o continente africano para a beira do Capibaribe. E o Eddie lotou completamente o Paço Alfândega, que cantou junto com a banda boa parte dos seus hits.

Agora, para os mais pacientes, a coisa um pouco mais detalhada…

Uma horda humana impressionante deixava o Paço Alfândega logo após o encerramento do Quanta Ladeira, por volta das 19h30, quando o River Raid começou a passar o som. A única coisa a lamentar sobre o show deles é que ele deveria ter sido visto por muito mais gente. Mas eles não ligaram a mínima pelo fato de ser a primeira banda da noite. Subiram ao palco fantasiados e mandaram ver um rock amplificado pelas paredes sonoras criadas por três guitarras que fizeram as pessoas esquecer por alguns momentos que estávamos em pleno carnaval. Agora, finalmente, consegui ver um show deles em condições adequadas, com aparelhagem de som decente, bem diferente do que aconteceu na última vez em que os tinha visto, no Clube Português, quando a banda abriu para Pitty. “”Alcool“” é o tipo de música que desperta a raiz roqueira de quem carrega o gênero no sangue, fazendo com que até abstêmios passem a ter vontade de beber para acompanhar a canção. Quem tem rock nas veias deve entender o que estou falando. Em suma: não perca o próximo show deles.

O guitarrista americano Clay Ross é uma figuraça. Entrou no palco e tentou estabelecer diálogos entre o folclore brasileiro e yankee. Cacarejou (de verdade!) um bocado, tocou muito e colocou boa parte do público para dançar ensandecido. Alguns chegaram até ao cúmulo de simular uma roda-de-pogo tendo como trilha sonora um solo de acordeom. Seu som tenta misturar velho oeste e um sertão um tanto estilizado, mas tudo é tão divertido que não soa artificial. Na verdade, é o típico show que depende de clima. Se você aceitar a proposta oferecida pelo artista, vai se divertir um bocado. Caso contrário, melhor dar uma volta e comprar uma cerveja. As duas premissas (e suas respectivas conclusões) valeram para Clay Ross, mas o número de satisfeitos pareceu bem maior.

E aí veio Vitor Araújo tocar para um público que a princípio parecia não estar com a menor boa vontade para vê-lo. E foi fascinante ver como ele reverteu o jogo. Escudado pelo baixista Tales Silveira e pelo excelente baterista Márcio Silva, Vitor entrou no palco mais parecendo uma pilha de nervos. Após uma vinheta que destacava “Everything is The Righ Place”, do Radiohead, sentou-se ao piano e tocou “Chapéu de Sol Aberto”, de Capiba. Depois, tratou de estabelecer conexões entre Chico Buarque e Ray Charles, provando que os arranjos de “Samba e Amor” e “Hit The Road Jack” são absurdamente semelhantes, embora sejam canções que, para um ouvinte leigo, não comungam da menor semelhança. Ainda recitou o genial “Pneumotórax”, de Manuel Bandeira, aquele da “vida que poderia ter sido e que não foi (…)”, e que resta ao doente “apenas tocar um tango argentino” em seu leito de morte. E colocou jazz, música erudita e MPB no mesmo patamar, por vezes na mesma canção. Saiu de cena ovacionado. Quer saber? O menino é foda mesmo…

O angolano Wysa entrou com uma banda toda formada por brasileiros, incluindo o excepcional Garnizé na percussão, e mostrou uma boa combinação da música pop africana com elementos de raiz. Suas músicas são todas cantadas em dialetos de Angola (a saber, quikongo, quibundo e ovibundo). Sua relação com o Brasil é de bastante proximidade. O disco “Afrika Yaya”, que serviu de boa parte do repertório do show do Rec-Beat, foi produzido pelo brasileiro Reinaldo Maia e masterizado em São Paulo. Não à toa, chamou ao palco dois amigos pernambucanos: Isaar, que dividiu os vocais com Wysa em uma das canções, e Zé Brown, que chegou a roubar a cena em um rap/repente emocionado que cativou todo o público. Belíssimo show de um cantor africano que ousa usar violino em suas composições, coisa não muito habitual na música do continente.

Mas a noite era mesmo toda do Eddie. Impressionante como o local ficou assim que a banda entrou em cena. E, justiça seja feita, se “Carnaval no Inferno” está longe de ser um grande disco, o Eddie sempre é muito bom ao vivo. Desarma qualquer um. Assim foi logo na segunda música, “Futebol e Mulher”, seguida de “Original Olinda Style”. O jogo já estava ganho. Tocaram ainda a ótima “Ratoeira de Avenida”, que faz parte da trilha sonora de “Amarelo Manga”, de Cláudio Assis. Onipresente, Erasto Vasconcelos foi homenageado com duas de suas canções: “Maranguape” e a irresistível “O Baile Betinha”. Talvez o Eddie tenha tocado ontem para o maior público de sua carreira. E foi bonito ver que eles têm uma quantidade tão numerosa de fãs.

Tem dias em que tudo dá certo. Ontem foi assim para o Rec-Beat. Obrigado, São Pedro!

COMO FOI? PRIMEIRO DIA DO RECBEAT (PE) – RECIFE ROCK

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http://www.reciferock.com.br/2009/02/22/cobertura-rec-beat-2009-primeiro-dia/

Por Hugo Montarroyos

O Cordel do Fogo Encantado só toca terça-feira no Rec-Beat. Mas, a julgar pelo toró que caiu ontem sobre o festival, pode separar seu pé de pato, guarda-chuva, bóia, bote e o escambau. Foi tanta água que até deu pane no palco do Marco Zero, que ficou incapacitado para qualquer show. E foi quase um milagre não ter acontecido o mesmo no primeiro dia do Rec-Beat. Lirinha, por favor, vê se colabora! Já choveu o que tinha de chover neste carnaval…

Um público extremamente minguado (alguns gatos pingados) conferiu a abertura do Rec-Beat 2009, que ficou a cargo da cantora Catarina Dee Jah. O que ela e sua banda tentam fazer é recauchutar o neocancioneiro brega de FM local em versões supostamente “cool” para um “público cabeça classe-média” curtir a bregaria numa embalagem pretensamente sofisticada. O tipo de discurso é o de “olha como a cultura de massa é legal, e ainda mais interessante se tirarmos uma onda com ela e a levarmos para classes sociais mais abastadas”. A verdade é que Catarina canta mal, e o melhor momento do show foi quando um engraçadinho gritou: “maconheira!”, e ela devolveu com um “quem não for maconheiro aqui que levante a mão”. Enfim, mais uma da leva das bobagens universitárias estilo Tanga de Sereia, cujo resultado, mesmo que talvez involutário, seja o de debochar da cultura popular/popularesca.

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Depois foi a vez da potiguar Camarones Orquestra Guitarrística, que deu mais sorte do que Catarina e conseguiu tocar para um público mais numeroso. A banda, que conta com três guitarras na formação, fez um show de forte pegada, e acabou caindo nas graças do público. A chuva ia e vinha, e o público seguia os passos dela: enchia a rua nos momentos de estiagem e corria dela na hora do temporal. Ainda que o grupo dedique boa parte de seu repertório aos covers, casos do tema de “Rock – O Lutador” e de trilhas de desenhos animados, é na parte autoral que a coisa fica visivelmente mais interessante. O show tem o mérito de ser quase ininterrupto, sem cansar o público, que acaba esquecendo que está diante de uma banda de rock instrumental. Foi a apresentação mais coesa da noite.

E eis que surge o primeiro desconhecido ilustre da edição 2009 do Rec-Beat: o chileno Original Hamster. Trata-se de um DJ que se divide entre as pick-ups e os vocais, tentando fazer de tudo um pouco e ao mesmo tempo. É interessante nos primeiros minutos, mas depois vai ficando repetitivo, chato, monocórdio. Pelo menos o público pareceu gostar. Àquela altura do campeonato, o Paço Alfândega já estava bem mais cheio. Mas foi uma apresentação que não ficará na memória de muita gente.

Quem funcionou surpreendentemente bem foi a farofa do DJ Dolores, que abriu seu set com o tema de abertura do 20th Century Fox Films (algo que até o Fiddy já fez). Misturando no mesmo balaio coisas tão díspares como “O Crime Não Compensa” (Genival Macedo / Eleno Clemente), do repertório de Jackson do Pandeiro, com “Seven Nation Army”, do White Stripes, e cantorias de catimbó proferidas pelo carismático Júnior Black (Neegrove), o show de Dolores prendeu a atenção do início ao fim. A surpresa ficou por conta de uma inesperada participação do saxofonista Léo Gandelman no final do show.

Difícil de descrever mesmo foi a apresentação do “punk cigano” Gogol Bordello. Cantando por cima de bases programadas, com auxílio de DJ, um vocalista e uma dançarina de tirar o fôlego (e sem pudores de mostrar para todo mundo – além da calcinha rosa sob o vestidinho preto – que fazia playback – ), foi o típico show que caiu nas graças da galera. Gogol teve seu nome gritado pelos fãs, entrou em cena com a camisa de Pernambuco, “tocou” até “Morena Tropicana” e se aproveitou bem do temporal que desabou sobre o Recife, fazendo com que ninguém ficasse parado. Atração que substituiu de última hora o Afrika Bambaata, que cancelou seu show devido a problemas de saúde, o show de Gogol Bordello trafegou no limite extremo entre a genialidade e o golpe. E tudo terminou em catarse, com muita, mas muita água mesmo na cabeça de todo mundo.

Lirinha, por favor: só desta vez, um show inteiro sem chover. A gente agradece.

ABRAFIN TRANSMITE AO VIVO FESTIVAIS NO FINAL DE SEMANA

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Abrafin estréia nesta quinta programa de transmissão ao vivo de festivais

As transmissões ‘Especiais de Carnaval’ serão veiculadas na rádio Abrafin disponível no site da associação. Na agenda de estréia – que acontecerá de 19 a 24 de fevereiro – constam os festivais Psycho Carnival, Rec Beat e Grito Rock Cuiabá.

Agora a distância não será mais problema para o público de todo o mundo que quiser apreciar a programação dos festivais da Abrafin. Isso por que a Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin) estreará nesta quinta-feira, dia 19, a sua rádio online, que funcionará no www.abrafin. org.

O programa de estréia leva o nome AO VIVO na Abrafin e veiculará em tempo real shows e entrevistas com bandas, produtores e outras personalidades presentes nos eventos. Na estréia da programação, a primeira noite da décima edição do Psycho Carnival, em Curitiba-PR, será transmitida na íntegra. Além dos shows das curitibanas escaladas para a ocasião (ver programação completa no www.psychocarnival. com.br), Fabrício Nobre e Pablo Capilé, presidente e vice da associação, estarão por lá acompanhando de perto o primeiro dia de PC.

Além do festival curitibano – que segue no player até o dia 23, a partir da sexta-feira, dia 20 – o programa se dinamizará ainda mais com as transmissões simultâneas de mais outros dois destaques da agenda de fevereiro: o Grito Cuiabá (MT) e Rec Beat (Recife-MT), que começam respectivamente nos dias 20 e 21, e seguem até o dia 24.

Ao todo mais de cem bandas passarão pelos palcos dos três festivais durante os seis dias, e boa parte dos dos shows poderão ser conferidos pela rádio.

As transmissões contarão com apoio de coletivos, artistas e comunicadores independentes em cada cidade, e claro, com o suporte das produtoras que chancelam as iniciativas. Em Curitiba, a cantora e locutora Marielle Loyola será a hostess; em Pernambuco, a transmissão será capitaneada pelo Coletivo Lumo; em Cuiabá, consta a frente da empreitada a equipe do Espaço Cubo.

A proposta tem como meta promover maior acesso a programação musical dos festivais, garantindo a difusão da nova cara da música brasileira, e de talentos internacionais, fazendo também com que o público conheça as peculiaridades de cada festival associado.

Além disso, a parceria estabelecida com centros de mídias independentes e artistas é outro ponto forte do projeto, que prevê coberturas colaborativas ao longo de todo o ano.

O programa de transmissões online é uma iniciativa capitaneado pela Abrafin, que tomou como referência o programa de transmissões ao vivo capitaneada pela parceira Rádio Fora do Eixo. O AO VIVO na Abrafin será ótima oportunidade de entretenimento para quem resolver curtir de casa o carnaval.

PARA OUVIR AS TRANSMISSÕES CLIQUE AQUI

ROCK POTIGUAR: CAMARONES ORQUESTRA GUITARRÍSTICA INICIA NOVA SÉRIE DE SHOWS PELO NORDESTE

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Depois de cumprir uma agenda de 9 apresentações no mês de janeiro passando por seis cidades nordestinas, o Camarones Orquestra Guitarrística continua sua tour neste final de semana de carnaval passando por mais três cidades e em festivais importantes na agenda cultural brasileira. A banda toca no Recbeat em Recife, no Encontro da Nova Consciência em Campina Grande e encerra essa série de shows com duas apresentaçõs em Natal: a primeira na 3ª Chamada Carnavalesca do Rock e a segunda no Centro Cultural Dosol.

Confira agenda completa:

SEXTA, DIA 20 DE FEVEREIRO
ENCONTRO DA NOVA CONSCIÊNCIA
CAMPINA GRANDE (PB)

Camarones e Mombojó, 21h
Entrada Free

SÁBADO, DIA 21 DE FEVEREIRO
FESTIVAL RECBEAT
RECIFE (PE)

Camarones, Dj Dolores, Afrika Bambaataa, outros
21h

Entrada Free

TERÇA, DIA 24 DE FEVEREIRO
3ª CHAMADA CARNAVALESCA DO ROCK
NATAL/RN

Camarones, The Sinks, Bugs, Os Bonnies, outros
17h

Entrada Free

SÁBADO, DIA 28 DE FEVEREIRO
FORMAÇÃO, DIVERSÃO E VANGUARDA
CENTRO CULTURAL DOSOL, NATAL/RN

19h – Classic Album Nirvana (documentário)
20h – workshop de pedias e amplificadores com Guilhertme Borges
21h – Jam Session Camarones e Guilherme Borges

Entrada Free

AQUECIMENTO: CHAMADA CARNAVALESCA DO ROCK – CAMARONES

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O carmaval roqueiro potiguar tem dia e hora marcados. Vai rolar na terça de carnaval, 17h no Centro da cidade de forma totalmente gratuita no palco em frente ao Beco da Lama ao lado da prefeitura. A partir de hoje faremos um grande aquecimento do evento, trazendo entrevista com as bandas, vídeos, áudios e muito mais. Aproveitamos hoje a entrevista que o pessoal do Recife Rock fez com o Camarones Orquestra Guitarrística e já damos início com eles por aqui.

Por Hugo Montarroyos

Dona de uma sonoridade curiosa e até um pouco extravagante, que vai do reggae ao metal, passando por surf music e trilhas de desenhos animados, a potiguar Camarones Orquestra Guitarrística desembarca no Recife para participar do primeiro dia do Rec-Beat, dividindo a noite com o Afrika Bambaata. Entrevistei por e-mail Ana Morena, baixista da banda, que contou um pouco da trajetória do grupo e de como será o show deles no festival. A conversa você confere abaixo.

Como surgiu a Camarones Orquestra Guitarrística?
O Foca (Anderson Foca, produtor do Festival DoSol e baixista do The Sinks) tava com uma idéia já martelando na cabeça de montar uma banda de música instrumental calcada em guitarras. Ele teve a ideia e chamou todo mundo, Dante, Henrique, Rafa nas guitarras, Daniel na bateria e eu no baixo. Ele queria quatro guitarras. Chegamos a ensaiar com essa formação, mas o quarto guitarrista, Marlos, não tinha muito tempo pra ensaiar e viajar, aí decidimos ficar “só” com três guitarras mesmo.

Como você classificaria o som da banda?
Rock divertido. Estilo musical não existe: temos músicas pop, surf, reggae, rockão, metal. Mas eu acho que o Camarones tem uma unidade sonora muito grande, apesar da mistureba. A forma de tocar, os arranjos, os timbres e a pegada das guitarras, esse é o diferencial que une os sons.

O grupo tem rodado bastante ultimamente. Tem idéias de quantos shows fizeram e aonde já tocaram em 2008?
Tenho todo o histórico :D . Fizemos 20 shows em 2008. Em 2009, contando com os 3 que vamos fazer no Carnaval (Recebat, Campina Grande e Natal) já teremos feito 12 shows até o final de fevereiro. Um número bem bacana.

Os shows mais marcantes de 2008 foram no Festival DoSol e Nordeste Independente (RN), Festival Mundo (PB). E no Recife fizemos shows muito bacanas no Quintal do Lima e no 7° Festival Rock na Tamarineira. Ah, e teve o nosso primeiro show, que foi no Carnaval passado, na Segunda Chamada Carnavalesca do Rock, em Natal.

Esse ano a gente participou do Festival Rock Cordel, promovido pelo BNB. Tocamos agora no final de janeiro nos três Centros Culturais do BNB (Sousa/PB, Juazeiro do Norte/CE e Fortaleza/CE). Na semana anterior a gente tocou com o Mundo Livre aqui em Natal.

O que estão preparando para o Rec-Beat? Como será o show?
Olha, a gente vem bem azeitado dessa turnê que acabamos de fazer pelo interior, indo até Fortaleza e voltando. Tocamos 6 vezes em 5 dias. Um show atrás do outro para públicos bem diferentes. Isso nos fez amadurecer bastante no palco. Estamos preparando um show instigante, divertido e rock ‘n roll!

Alguma atração específica na programação deste ano do Rec-Beat que a banda deseja ver?
No nosso dia, o Afrika Bambaataa, sem dúvida. E eu queria ver os shows do River Raid, que veio pro DoSol, mas não consegui ver, e, principalmente, o Eddie. Queria ver um show deles no Recife.

Quais são os planos para 2009?
Conseguir cumprir toda a pauta que está surgindo. Fomos convidados para o Bananada (GO) e pro Calango (MT), dois festivais incríveis, estamos bem animados. Ainda tem uma tour que estamos planejando em São Paulo. Temos várias coisas boas surgindo. Mas o objetivo é TOCAR, VIAJAR, TOCAR, VIAJAR, TOCAR… :D

Se quiser acrescentar algo, o espaço é seu!
Só agradecer a oportunidade ao Rec-Beat, uma honra pra gente tocar no Carnaval de Recife, que para mim, é o mais incrível do Brasil.

AGENDA DO CAMARONES NO CARNAVAL

CAMPINA GRANDE (PB)
Dia 20/02/2009
Encontra da nova Consciência

RECIFE (PE)
Rec-beat 2009: Primeiro Dia
Sábado (21/02/2009) 20h
Cais da Alfândega (Na frente do Paço Alfândega – Recife Antigo)
Preço: Grátis – Info: http://recbeat.uol.com.br
Catarina Dee Jah, Camarones Orquestra Guitarrística (RN), Original Hamster (Chile), Dj Dolores e Banda e Afrika Bambaataa (EUA)

NATAL (RN)
Chamada Carnavalesca do Rock
17h, palco ao lado da prefeitura, Centro
Entrada gratuita.

MÚSICA NOVAS NO MYSPACE DO GRUPO
www.myspace.com/camaronesorquestraguitarristica

CAMARONES “CHOQUE TÉRMICO” AO VIVO NO FESTIVAL DOSOL 2008
[youtube:http://www.youtube.com/watch?v=T8FrkU2xTHA]

EDITORIAL DOSOL: HORA DE CAIR NA FOLIA ROQUEIRA!

patofu
Foto: Pato Fu no Recbeat 2008

Por Foca

Voltamos com o nosso editorial que hoje vai comentar sobre o carnaval. Estranho né? Um portal de rock e música nova fazendo comentários sobre o carnaval… Na verdade, é com parte desse preconceito que muita gente encara a festa mais animada desse Brasil.

Vamos fazer um excercício de memória? Onde é que tem escrito que Carnaval é uma festa só para determinados tipos de música? Onde está escrito que o axé é a música oficial da festa momesca? Que o frevo é a única manifestação da felicidade musical pernambucana? Desde sempre o carnaval é uma festa do (e para) povo em todas as regiões do mundo. Todos tem o direito de brincar se divertir.

Já há alguns anos essa visão de que todo mundo deve ter opção para brincar do jeito que quiser tem mexido com os produtores, fundações e organizações que cuidam da festa. O resultado disso é o tal do carnaval “Multicultural” que vem tomando corpo pelo Brasil e tem inclusive resvalado na programação do carnaval potiguar. Então pra vocês que gostam de carnaval e não querem ser bombardeados pelos ritmos mais populares(cos) aí vai algumas dicas:

CHAMADA CARNAVALESCA DO ROCK – NATAL/RN
O palco do rock no carnaval de Natal já vai para o terceiro ano consecutivo, uma vitória se levarmos em consideração que Natal tem pouquíssima tradição no Carnaval. Esse ano vão ter 6 bandas locais, rola na terça de carnaval no palco do Beco da Lama que fica ao lado da Prefeitura no Centro da cidade. Um dia antes a CUFA Natal ocupa o mesmo palco com uma programação voltada pro hip hop.

FESTIVAL DE JAZZ E BLUES DE GUARAMIRANGA (CE)
A pouco mais de 40 km de Fortaleza fica a cidade serrana de Guaramiranga que recebe sempre durante o carnaval um incrível festival de Jazz e Blues. Conheço várias pessoas que já foram e aprovaram o evento. Gente como Stanley Jordan e outros grandes nomas da música nacional e mundial já passaram por lá. Quem quiser aproveitar o carnaval para estudar música tem opções de workshops e jams gratuitas dentro da programação.

ENCONTRO DA NOVA CONSCIÊNCIA – CAMPINA GRANDE (PB)
Esse evento é um dos mais doidos do carnaval do Nordeste. Trata-se de um grande encontro ecumênico onde várias manifestações religiosas discutem o futuro da humanidade, celebram e se misturam. A programação de shows sempre foi o ponto alto do evento reunindo todos os anos gente como Wado, Dusouto, Móveis Coloniais de Acajú, Cabruêra, entre outros. Tudo gratuito e no meio da rua. Recomendo para quem uma experiência TOTALMENTE diferente.

RECBEAT – RECIFE (PE)
Lembro de ter ido ao Recbeat pela primeira vez ainda em Olinda numa portinha e um quintal onde rolavam os shows. Passados quase dez anos o evento se tornou um dos principais polos da diversão altenativa no carnaval do Brasil. Por lá já passaram tantos nomes que é até impossível de citar. De Mudhoney a Pato Fu já vi no incrível palco do Recbeat. O palco do evento é enorme e fica do lado do Passo da Alfândega no Recife antigo.

Devo visitar Recife e Campina no Carnaval e digo para vocês as impressões sobre cada um desses eventos. Fica a dica e o roteiro “rockoturístico”.

COLUNA BRUNO NOGUEIRA (PE): CURTA O RECBEAT

Por Bruno Nogueira (popup)

A opção do Rec-Beat de enxugar as grandes atrações nacionais, assim como fez ano passado, é muito acertada e bem-vinda. Menos empurra-empurra em frente ao palco, mais público interessado em dançar e ver os shows. Equação simples: qualidade é maior que quantidade. E o festival tem boas opções para quem quer conhecer novas músicas. Fica aqui um mini guia Radiola de Ficha de apostas. Começando no sábado, é chance de ver o que a mais nova promessa local, Júlia Says, tem a mostrar. Na mesma noite, Ras Bernardo entra na categoria imperdível. Ele é o primeiro vocalista do Cidade Negra e um dos grandes compositores de reggae do Brasil. Continuar lendo