Mais uma banda potiguar prepara as malas para cumprir extensa tour Brasil afora. Desta vez quem pega a estrada é o trio mossoroense Monster Coyote. A banda começa a mostrar em show o disco Stoner To The Boner gravado no começo do ano dentro do Projeto Incubadora, ação de fomento de carreiras capitaneada pelo Dosol em comemoração aos seus 10 anos de atividade com música.
A tour do Monster Coyote passa pelas cidades de Floresta (PE), Aracaju (SE), Maceió (AL), João Pessoa (PB), Campina Grande (PB), Cajazeiras (PB), Caicó (RN), Natal (RN) e Mossoró (RN). Todos os shows e pautas tem a produção da equipe do movimento cultural Fora do Eixo e poderá ser acompanhada via twitter pela tag #TourFdeNE.
O Monster Coyote faz um som pesado e nervoso misturando influências de Stoner Rock com Metal. O disco de estréia da banda está disponibilizado gratuitamente para download no Site Dosol. Confira todas as datas:
Quinta, 14 de julho: Floresta/PE Sábado, 16 de julho: Gravação de vídeos e materiais promocionais – Maceio/AL Segunda, 18 de julho: Rua da Cultura – Aracaju/SE Quarta, 20 de julho: Gravação do Clip Oficial – Natal/RN Quinta, 21 de julho: Campina Grande/PB Sexta, 22 de julho: Cajazeiras/PB Sábado, 23 de julho: João Pessoa/PB Sexta, 29 de julho: Caicó/RN Sábado, 30 de julho: Natal/RN Sábado, 07 de agosto: Mossoró/RN
Escambo, troca de tecnologia e conhecimento mútuo. É o que se propõe o projeto da cantora paulista Andreia Dias junto com o movimento cultural Fora do Eixo. A artista está rodando o Norte e o Nordeste do país para registrar seu novo disco. Em Natal, as atividades acontecem com o Dosol que vai disponibilizar estúdio de áudio e vídeo para todos os registros.
Em todas as cidades em que visitar a cantora fará parcerias com artistas das mais variadas vertentes. Em Natal o Talma&Gadelha foi o grupo escolhido para o processo, dentro das atividades do Projeto Incubadora que comemora os 10 anos do Dosol.
Andreia Dias já visitou as cidades de Belém, São Luiz e Fortaleza e compôs em conjunto com os artistas do Casarão Cultural (PA), Criolina (MA) e Vitoriano (CE). De Natal a atividade segue para João Pessoa, Recife, Maceió, Aracaju e Salvador.
Andreia Dias tem dois discos lançados, participou de discos de artistas importantes como o do Tom Zé, esteve na primeira formação do Farofa Carioca e tem um currículo de shows bastante representativos. O Talma&Gadelha é uma das mais recentes formações da música potiguar, lançou seu primeiro trabalho recentemente intitulado Matando o Amor e conta na formação com dois compositores e músicos renomados na cena local: Simona Talma e Luiz Gadelha. O grupo também começa a aparecer nas listas de melhores do semestre de vários sites e blogs e no lineup de alguns festivais importantes como o Festival Dosol e a Feira da Música do Ceará.
Além das gravações os artistas se apresentam sexta no Centro Cultural Dosol, dentro da programação do Dia Mundial do Rock do espaço. Andreia Dias também participa do show solo de Simona Talma no Festival Bossa n`Jazz neste sábado no Vila Hall. Veja vídeos dos artistas:
Segue o clip novo do Talma&Gadelha para a música “Se Fosse Feio”. A concepção, direção de arte e montagem do clip ficou toda a cargo de Luiz Gadelha. Confira a animação:
Veja agora vídeo apresentação do Hossegor, falando um pouco da banda e do disco lançado pelo Projeto Incubadora que comemora os 10 anos de atividade do Dosol com música. Confira. A edição é de Anderson Foca e a produção é da Dosol Image.
É com muita honra que lançamos o terceiro trabalho do Projeto Incubadora, que comemora os 10 anos de atividade do Dosol. Desta vez, quem lança o trabalho é o trio instrumental Hossegor. Indicadíssimo para gosta de guitarristas e rock direto. As referências são várias, vão de Alice in Chains a Jimi Hendrix num ritmo alucinado que deixa o ouvinte com vontade de mais som.
Simona tem 34 anos, Luiz, 31. Ambos são natalenses e conhecidos de longa data do público natalense e potiguar. Simona já venceu o MPBeco em 2006 com a canção “Volta”, em parceria com Khrystal, e também o prêmio Cosern Musical. Gadelha realizou muitos shows, esteve no projeto Retrovisor (com Khrystal, Valéria Oliveira, Ângela Castro e a própria Simona). Prolíficos, cantam em barzinhos, se apresentam em teatros e casas de show com projetos autorais, possuem repertórios variados (como de músicas de carnaval) e mantém a banda Trem Fantasma, desde 2003, que apresenta repertório de músicas infantis e é sucesso em Natal. Resumindo: trabalham muito, são workaholics.
O encontro do repórter com a dupla se deu na praça de alimentação no shopping natalense Midway Mall. Talma e Gadelha são descolados, simples e bons de papo. Antes (e mesmo durante) a entrevista sobre o projeto, Luiz Gadelha lembrou, com nostalgia, nos tempos das fitas K7, quando, com tesoura e durex, brincava de mixagem. Simona recordou quando – nos idos anos 90 – Gadelha morava no Rio de Janeiro e ambos trocavam cartas pelo bom e velho sistema de Correios. “Eu era mais prática, ele escrevia cartas longas, detalhadas, cheias de páginas”, diverte-se. Continuar lendo →
O Projeto Incubadora continua as suas atividades comemorando os 10 anos de atividade com música do Dosol. O que vimos hoje é o clip oficial de O Roqueiro e a Hippie, música do disco de estréia do Talma&Gadelha. A produção é do Dosol Image e a edição de Ana Morena Tavares. Confira:
O Dosol Image está editando e finalizando o clip de O Roqueiro e a Hippie, música de trabalho do álbum “Matando o Amor” de Talma&Gadelha. O trabalho faz parte das ações dos Dez anos do Dosol dentro do Projeto Incubadora. Veja o teaser do clip e a data de estréia:
Fazendo parte das comemorações de 10 anos de atividades do Dosol, o Projeto Incubadora tem como finalidade a ação de formação e troca de tecnologia para bandas. Diante disso, o projeto dará cena ao lançamento debutante do power trio mossoroense Monster Coyote com direito a festa no Centro Cultural Dosol, em evento que faz parte das festividades da segunda etapa do Circuito Cultural Ribeira.
O grupo que anteriormente era um quarteto e atendia pela alcunha de Pumping Engines é formado pelos amigos Kalyl, Amilton (ambos ex-Brand New Hate e Pumping Engines) e Renan (Ex-Ad Vintage). Eles parecem ter finalmente encontrado a sonoridade que tanto buscavam desde suas bandas anteriores, um stoner metal pegado, com riffs nervosos e um vocal berrado que preenche em cheio a fúria de suas músicas. Antecedendo o lançamento de seu primeiro trabalho, O Inimigo trocou uma idéia bem relaxada com o Monster Coyote que você confere nas linhas abaixo:
A princípio, tendo em vista que a banda é praticamente a mesma, qual a diferença do Monster Coyote para a antiga banda de vocês, o Pumping Engines? A saída do Otávio trouxe tantas mudanças no perfil da banda assim?
O Monster Coyote é o Pumping Engines. A saída de Otávio tem a ver sim com as mudanças que houveram, mas mais porque o entrosamento entre nós três sempre foi maior. Otávio sempre foi participativo em tudo, só que as coisas fluiam mais naturalmente com a formação atual. E foi quando começamos a perceber isso que resolvemos virar trio! As diferenças são basicamente na evolução da banda, com o desenvolvimento de músicas mais trabalhadas e riffs mais consistentes. Além disso, pra quê duas guitarras quando se tem um Kung-fu Panda como guitarrista?
Nas músicas do Monster Coyote é perceptível de cara o stoner rock, como o estilo é bastante abrangente, vocês remetem a algo entre o stoner metal e o hard rock nórdico, estou certo disso? Como vocês buscam se auto classificar?
Mossoró é a segunda cidade do RN. Pólo comercial importante que tem a Petrobrás como uma força principal. Com essas características a cidade também abriga um pólo de entretenimento bem grande, com grandes festas públicas, um dos maiores períodos de São João do Brasil, entre outras atividades. Infelizmente, o rock tem ficado a margem disso, tendo a frente só alguns abnegados que não se rendem e procuram deixar a chama acesa.
Bandas como Parole, Mahatma Gangue, Cemitério de elefantes, Velociraptors, Catarro, Leões de Minerva, entre outras, tem dado fôlego roqueiro a cidade e se destacado por onde passam, mesmo sem nenhum suporte de apoio público ou privado. Uma das únicas iniciativas de continuidade do rock da cidade é o Centro Cultural Quintura, captaneado por Rafael Cunha, persistente produtor e músico natalense, radicado em Mossoró.
Esse é o cenário em que surge o Monster Coyote, banda mossoroense escolhida para integrar o Projeto Incubadora. O trio que já se chamou Pumping Engines parece querer gritar alto para que o interior do país seja ouvido e fazem isso muito bem.  Stoner To The Boner é um disco híbrido que tem timbres de rock stoner/grunge, palhetadas do metal e a gritaria de bandas diferentes como Helmet em sua fase mais pesada e medalhões do rock underground como High Of Fire. Sem querer, ou querendo, o Monster Coyote acabou por criar um estilo bem próprio que agrada tanto roqueiros de primeira hora como cabeludos com camisas do Iron  Maiden.
A produção do áudio foi tão fácil quanto animadora, já nos primeiros acordes sabia que tínhamos um material diferenciado. Não usamos nenhum pedal a não ser o afinador, todo o processo de gravação saiu das mãos de quem o executou e dos equipamentos (de primeira linha) que utilizamos. Saiu gringo!
Agora o Monster Coyote tem o desafio de levar o rock mossoroense onde ele poucas vezes foi e no lugar onde ele merece. Não duvido que isso possa acontecer, Â potencial para isso o trio já provou que tem para dar e vender!
Metal, stoner rock, calor e fúria. É com essas armas que o Monster Coyote lança seu primeiro trabalho vindo diretamente do Mossoró. O trio (que já foi quarteto e se chamava Pumping Engines) é sem dúvida uma das maiores expressões do rock pesado nordestino. E o disco que estamos lançando através do Projeto Incubadora não vai deixar dúvidas sobre isso, certo?
O disco foi gravado no Estúdio Dosol em janeiro de 2011, produzido por Anderson Foca, mixado e masterizado no Megagone por Foca e Edu Pinheiro.
Baixe e escute o mais alto que puder, sinta o som das válvulas e bata cabeça junto conosco. Com vocês Monster Coyote!
Neste final de semana lançaremos mais um trabalho com o selo do Projeto Incubadora, ação de formação e troca de tecnologia para bandas, que faz parte das comemorações dos Dez anos de atividade do Dosol. Desta vez trazemos de Mossoró o Monster Coyote, banda que faz uma mistura de stoner rock com metal com muita solidez.
O álbum foi gravado em janeiro e vai ser lançado simultaneamente em Natal e Mossoró. Em Mossoró dia 02 de abril no Quintura e 03 de abril em Natal no Centro Cultural Dosol, dentro da programação do Circuito Cultural Ribeira. Para saber mais como foram as gravações veja os vídeos oficiais:
Simona Talma e Luiz Gadelha se conhecem há mais de 14 anos. São nomes conhecidos da cena cultural da cidade. Participaram de projetos musicais como o Retrovisor (ao lado de Valéria Oliveira, Khrystal e outros), fizeram trilhas para peças de teatro, lançaram trabalhos solos, se apresentaram em barzinhos. Mas faltava um trabalho autoral conjunto, um disco de músicas só dos dois que selasse essa amizade que vai além da música. Esse disco apareceu e se chama “Matando o amor”.
A ideia de juntar os artistas foi do manda chuva do Centro Cultural Dosol, Anderson Foca. Ele queria lançar um disco dos dois dentro do seu Projeto Incubadora, nova ação do Dosol para este ano. Segundo Luiz Gadelha, a proposta de Foca foi para que a dupla cantasse junto canções próprias e inéditas. “Aceitamos o convite e convocamos nossos amigos, Cris Botarelli, Henrique Rocha e Emmily Barreto pra arranjarmos as músicas. Na hora de escolher como seria o nome desse trabalho optamos por Talma&Gadelha”, explica.
A produção do disco “Matando o amor” durou de janeiro a março. Foram várias tardes no estúdio do Dosol. “A convivência com o pessoa foi ótima, pois estávamos todas as tardes invadindo não somente o estúdio, mas a casa deles, com nossas bagunças, cafés, bolos, pipocas. Eles nos deixaram tão à vontade que nos sentimos em casa, literalmente”, comenta Gadelha.
O disco foi disponibilizado pra download gratuito recentemente no site do Dosol. São dez músicas compostas todas pela dupla, que, de acordo com Simona, expressam as vivências dos dois. “A gente escreve o que sente e espera que as pessoas se identifiquem porque é sincero”.
A última faixa “Matando o amor” – a que dá nome ao disco – é de autoria de Simona, e na opinião de Luiz, representa um pouco do sentimento dos dois. “Nos conhecemos há muitos anos e vivemos coisas juntos e sofremos juntos e sempre o amor sendo a questão de tudo. O CD inteiro é sobre o amor e suas facetas”.
Sobre o tema de desilusões amorosas permear parte do disco, Luiz é sincero e cômico. “Se querem saber se sofremos desilusões amorosas? Sempre (risos). Estão nesse CD e estiveram em outros e em outras tantas musicas que fizemos. Ou não sabemos lidar direito com o amor ou temos que sofrer pra compor músicas pras pessoas ouvirem. Particularmente, gostaria de um dia poder compor um CD com músicas de amor que deram certo. Aguardem, que eu aguardo ansioso (risos)”.
A aposta no rock
Um dos pontos positivos de “Matando o amor” é a aposta numa sonoridade puxada pro rock. Os maiores responsáveis por essa mudança de estilo é a banda que acompanha a dupla. Simona Talma comenta que construir esse novo som e produzir com músicos jovens oriundos de bandas de rock não foi problema. Muito pelo contrário. “Não teve dificuldade nenhuma, até porque já trabalhamos juntos e já estamos mergulhados no rock há algum tempo. A cada dia aprendemos coisas novas”. Talma&Gadelha tem exatamente a mesma formação do grupo Trem Fantasma, projeto alternativo em que os dois artistas participam e que só toca músicas infantis.
Segundo Luiz Gadelha, fazer um disco de rock sempre foi um sonho da dupla, mas por questões de tempo nunca pôde ser feito. “Foi com o encontro e a convivência com nossos amigos genuinamente roqueiros, Cris Botarelli e Henrique Rocha que isso ficou mais acessível. O sonho foi acontecendo aos poucos com a entrada de Cris na nossa banda de rock pra criança, Trem Fantasma. Em seguida chegou Henrique Rocha e o rock pode ser tocado e cantado por nós também. Cris e Henrique transformaram as nossas músicas compostas em voz e violão em roques de vários estilos”.
Henrique Geladeira é o responsável pelas guitarras do disco. Ele tem sua banda de hardcore, a Calistoga, mas se permite participar de projetos com sonoridades diferentes. Geladeira conta que a experiência de participar do disco foi totalmente nova pra ele. “Foi um disco que passamos um pouco mais de dois meses praticamente indo todos os dias pro estúdio. Foi um intensivão mesmo. O resultado eu acho que todos da banda estão 100% satisfeitos. O disco foi feito de uma maneira muito sincera e quem escutar vai perceber isso de cara. É um som novo pra mim, mas me cativa de uma maneira impressionante”. Henrique, além dos projetos e bandas, desenvolve um trabalho solo que em breve será lançado.
“O disco é um sonho realizado”
Anderson Foca, que cuidou da produção do disco, fez comentários sobre o novo trabalho da dupla. “Falar de ‘Matando o amor’ de dentro do processo não é fácil, ao mesmo tempo instiga a reflexão (…) É como quebrar as correntes que aprisionam os emepebistas na MPB e os roqueiros no rock. É quebrar as barreiras do ‘amor correto’ e afirmar que ele é para todos, entre todos e que isso nunca será e nem nunca foi um problema”.
Outro que também comentou o disco foi o jornalista Sérgio Vilar, em análise publicada no seu site pessoal. “Achei que ficou mais letra de Simona e melodia de Gadelha. Preferia o contrário, embora qualquer mistura dos dois renda bem. A mostra é o amor matado em melodias alegres e letras nem tão melancólicas assim”.
Com a repercussão que esse disco conjunto de Simona Talma e Luiz Gadelha conseguiu atingir em pouco tempo, fica claro que existe um público bastante atento ao que esses dois produzem. Gente que não só acompanha de perto, mas que esperava por novas músicas. “Matando o amor” está aí pra isso. Satisfazer os fãs e dar novo gás na carreira da dupla.
“O disco representa um sonho realizado. É uma nova etapa nas nossas vidas. Representa o reconhecimento do nosso trabalho, uma nova chance de chegar até as pessoas e seus sentimentos”, é assim que SimonaTalma resume esse novo projeto.
Simona Talma e Luiz Gadelha lançam, amanhã, o primeiro disco do Projeto Incubadora
Sérgio Vilar // sergiovilar.rn@dabr.com.br
Se a premiação existisse, Simona Talma e Luiz Gadelha receberiam o primeiro disco de ouro da música potiguar na era dos downloads gratuitos. A liberação do novíssimo álbum Matando o Amor, na última terça-feira, causou furor no Twitter e em poucas horas alcançou a marca de 7,5 mil músicas baixadas gratuitamente. O show de lançamento do disco físico será às 23h deste sábado, no Centro Cultural Dosol (Rua Chile, Ribeira). A banda SeuZé fará a abertura da noite.
Com o trabalho lançado, a banda Talma&Gadelha deve iniciar temporada de shows dentro da programação dos 10 anos do DoSol Foto:Projeto Incubadora/Divulgação
A banda Talma&Gadelha fará temporada de shows pelo Projeto Incubadora: uma ação estruturante para bandas realizada pelo Dosol, dentro das comemorações de dez anos de atividade do combo cultural. “A ideia da Incubadora é replicar conhecimento, colocar para fora tecnologias que aprendemos durante os dez anos de atuação na área cultural”, se orgulha o curador do projeto e produtor cultural Anderson Foca.
O suporte oferecido pelo projeto vai desde a escolha do repertório até a comunicação da banda, passando por divulgação, suporte na web, filmes, gravação e finalização do áudio. Matando o Amor é o primeiro lançamento do Projeto Incubadora. As próximas bandas incluídas no projeto são Venice Under Water, Hossegor, Monster Coyote (Mossoró) e Los Costeletas Flamejantes.
O disco
Luiz Gadelha e Simona Talma são letra e música. O contrário também vale. E assim se complementam em composições e melodias que já resultaram em canções do Projeto Retrovisor (acompanhados de Khrystal, Valéria Oliveira e Ângela Castro), e agora junto à bana Talma&Gadelha, para o novo disco. Os arranjos são de Cris Botarelli e Henrique Geladeira (atuantes no rock potiguar com bandas como Calistoga e Planant), com produção de Anderson Foca. “Sempre quis gravar um disco de rock”, diz Simona Talma.
A criação e registro do álbum foram feitos em dois meses num processo intenso de trabalho. “Todas as músicas do disco são inéditas e compostas especialmente para o álbum. Nos dedicamos muito ao trabalho nesse começo de ano”, diz Luiz Gadelha. Matando o Amor está disponível para download no www.dosol.com.br e também pode ser adquirido fisicamente nos shows do grupo.
“Antes de falar das músicas em si é importante analisar a conjuntura em que a banda e o disco foram ‘incubados’. Simona e Luiz são compositores consagrados na cidade. Suas carreiras estão em andamento há bons quinze anos entre projetos autorais, composição de trilhas, shows em casas noturnas e daí por diante. Fazer um disco fora das armadilhas desse mercado foi o primeiro desafio”, analisa Foca.
O amor matado
Matando o Amor traz os cenários das desilusões amorosas interpretadas por vozes e arranjos alegres. Parece contraditório, mas vale à pena a audição. É um CD aparentemente despretensioso. Os arranjos respeitam o pop em suas derivações quase ilimitadas, mas bem próximos desse rock mais pop das bandas atuais. E a dupla# Bem, a dupla é o que há: é a moça mais vagal e o moço mais vogal. Simona Talma é blues, é melancolia doce. E por isso a falta dela no CD. Luiz Gadelha é pop virtuoso. Tem lá sua dosetriste, como quando se busca a pimenta leve no último paladar. Ela está lá.
O álbum, aparentemente, traz mais letra de Simona e melodia de Gadelha. E se Simona foi escolhida a melhor intérprete do ano, e Gadelha o melhor compositor, pelo Prêmio Hangar 2010, o inverso seria mais proveitoso, embora qualquer mistura dos dois renda bons resultados. Enigma abre o álbum com um pop mais puro. Daqui a alguns anos é bem Pato Fu.
O roqueiro e a hippie traz uma letra curiosa. Porque todo coração é burro guarda o sarcasmo bluzeiro de Simona. Se fosse feio une a desilusão amorosa aos arranjos tristes – perfeita. Em Bons meninos, uma balada típica. Doce hora é outra balada, de melhor esmero na letra e arranjo. Mais uma cereja faz o estilo festinha anos 60. Cola em mim permeia um cenário adolescente. O álbum fecha com a canção-título, em que Simona está vagal e o rock se faz presente.
Escrever sobre o amor é recair no óbvio, no já destrinchado, poetizado, pintado e malhado nobre sentimento do amor. Mesmo “Matando o Amor”, Simona Talma e Luiz Gadelha permanecem na toada das desilusões amorosas cantada por eles mesmos em outras canções. Mas o muito é sempre pouco quando se fala de amor. E o que vem dessa dupla é sempre muito: um muito gostoso de abarcar. Como me disse ontem Isaque Galvão, todo mundo sofreu, sofre ou sofrerá por amor. Então, o assunto interessa sempre, e a todos.
Alguns gênios conseguem encontrar uma matiz diferente ao pintar o amor. Acontece de tempos em tempos. Aqui e acolá aparece outro Romeu e Julieta, é só esperar. Não foi dessa vez. Nem foi essa a pretensão de Matando o Amor. E o bom do álbum é esse: é um CD aparentemente despretencioso. Traz baladinhas gostosas. Os arranjos respeitam o pop em suas derivações quase ilimitadas, mas bem próximos desse rock mais pop das bandas atuais. A produção está impecável. A capa está primorosa.
Baixe agora mais um lançamento do Dosol Net Label. Desta vez quem aparece por aqui é o Talma&Gadelha, trabalho capitaneado por Simona Talma e Luiz Gadelha. “Matando o Amor” tem dez excelentes faixas, produzidas por Anderson Foca. Arranjos por Henrique Geladeira e Cris Botarelli.
Gravado no Estúdio Dosol e mixado no Megafone Estúdio entre janeiro e março de 2011.
Os sobrenomes são conhecidos na cidade, mas a banda é totalmente nova. Neste sábado, dia 26 de março no Centro Cultural Dosol, Simona Talma e Luiz Gadelha botam na rua a banda Talma&Gadelha com direito a temporada de shows e estréia de disco. É o lançamento de “Matando o Amor”, disco com dez faixas que vai ser lançado físico e virtualmente durante a festa, que ainda tem abertura do SeuZé.
O Talma&Gadelha surgiu dentro do Projeto Incubadora, ação estruturante para bandas que está sendo realizada pelo Dosol, dentro das comemorações de dez anos de atividade do combo cultural. “A ideia da Incubadora é replicar conhecimento, colocar para fora tecnologias que aprendemos durante os dez anos em que estamos atuando na área da cultura. O suporte vai desde a escolha do que se vai gravar até a comunicação da banda, passando por divulgação, suporte na web, filmes, gravação e finalização do áudio e por ai vai”, diz Anderson Foca, curador do projeto e produtor do Dosol.
“Matando Amor” de Talma&Gadelha é o primeiro lançamento do Projeto Incubadora, que ainda conta com as bandas Venice Under Water, Hossegor, Monster Coyote (Mossoró) e Los Costeletas Flamejantes dentro do projeto.
O disco
O primeiro trabalho de Talma&Gadelha vem com a marca de excelentes compositores que são Simona Talma e Luiz Gadelha. Além deles, a roupagem “rock”, uma das presenças marcantes no disco, ficou a cargo dos arranjos de Cris Botarelli e Henrique Geladeira e da produção de Anderson Foca. “Sempre quis gravar um disco de rock”, diz Simona Talma.
A criação e registro do álbum foram feitos em dois meses num processo intenso de trabalho. “Todas as músicas do disco são totalmente inéditas e compostas especialmente para o álbum, nos dedicamos muito ao trabalho nesse começo de ano”, diz Luiz Gadelha. “Matando o Amor” já está disponível para download no www.dosol.com.br e também pode ser adquirido fisicamente nos shows do grupo.
A festa de lançamento começa às 23h e vai custar R$7,00. O Centro Cultural Dosol, fica na Rua Chile, Ribeira.
SERVIÇO: O que? Lançamento de disco e temporada “Matando o Amor” de Talma&Gadelha
Abertura? SeuZé
Quando? Sábado, dia 26 de março, 23h.
Onde? Centro Cultural Dosol, Rua Chile, Ribeira
Quanto? R$7,00 (R$17,00 com disco incluso)
Os primeiros resultados do Projeto Incubadora, ação estruturante com bandas dentro das comemorações do Dosol, 10 anos de música, começam a sair. O que você assiste abaixo é o segundo capítulo dos vídeos oficiais das atividades da banda Talma&Gadelha na Incubadora.
O lançamento do disco de Talma&Gadelha “Matando o Amor” é neste sábado, dia 26 de março no Centro Cultural Dosol. Acompanhem o vídeo e entendao mais do processo. Filmado e produzido por Dosol Image, edição de Anderson Foca. Assista em HD:
Eu sempre quis gravar um disco de rock. Foi com essas palavras que Simona Talma abriu sua participação em um dos vídeos oficiais da gravação de “Matando o Amor”, disco conjunto da cantora com Luiz Gadelha. Talma&Gadelha nasceu com um sentimento de desapego e liberdade que fica impossível não se emocionar ou passar em branco pelo trabalho.
Antes de falar das músicas em si é importante analisar a conjuntura em que a banda e o disco foram incubados. Simona e Luiz já são compositores consagrados na cidade, suas carreiras estão em andamento há “bons” quinze anos entre projetos autorais, composição de trilhas, shows em casas noturnas e daí por diante. Fazer um disco fora das armadilhas desse mercado “formado” foi o primeiro desafio. Nada de músicos contratados, nada de músicos de “excelência”. A aposta foi no sentimento e no ruído do rock com arranjos entregues para Henrique Geladeira e Cris Botarelli, ambos atuantes no rock potiguar com bandas como Calistoga e Planant.
Direção do projeto? Que direção? Pra que direção? O papel do Dosol no jogo foi o de potencializar o que já era claramente inovador. Uma reunião, prazos, acompanhamento de longe na criação e duas semanas de trabalho na estrutura do combo de cultura foram o suficiente para as coisas acontecerem. Um trabalho agregado e coletivo que gerou um material ímpar.
Falar de “Matando o Amor” de dentro do processo não é fácil, ao mesmo tempo instiga a reflexão. Enxergo o trabalho como um grito de liberdade tão grande que matar o amor parece a coisa certa a ser feita para que ele realmente aconteça. É como quebrar as correntes que aprisionam os emepebistas na MPB e os roqueiros no rock. É quebrar as barreiras do “amor correto” e afirmar que ele é para todos, entre todos e que isso nunca será e nem nunca foi um problema. É resgatar o sentido de música pela música, confessar defeitos, reconhecê-los e usá-los a favor da vida (e do trabalho).
Não tenho idéia de onde o disco de Talma&Gadelha vai chegar, mas dentro do Dosol ele já “chegou” e veio numa hora boa. Fazer dez anos de atividade com música e ajudar a conceber um disco como esse parece uma dádiva, um presente divino. A sensação de liberdade continua com o disco sendo distribuído integralmente via web para quem quiser degustá-lo. Liberte-se das amarras você também. Aproveite a onda vindo!
Serviço: Lançamento de Talma&Gadelha, “Matando o Amor”. Sábado, 26 de março, 23h no Centro Cultural Dosol.
Quando vocês estiverem lendo isso já teremos gravado 1/3 do disco dos cantores e compositores potiguares Luiz Gadelha e Simona Talma. A empreitada faz parte do Projeto Incubadora (leia sobre o projeto aqui) dentro das atividades de dez anos do Dosol.
Depois de praticamente três semanas num processo de composição bem árduo e concentrado a dupla chegou ao Estúdio Dosol na última terça com dez canções totalmente inéditas e compostas especialmente pro projeto. Cercados de três competentes músicos da nova geração local: Emily, Henrique Geladeira e Cris Botareli, começamos a registrar os áudios.
A formatação é simples. Microfonamos a bateria, damos uma passada no que vamos gravar, acertamos detalhes de andamento e corpo da música. Em seguida gravamos as baterias. Já temos seis delas registradas, quatro baixos e duas músicas com guitarras nesses três primeiros dias. Assim que formos avançando no processo mostramos por aqui.
A partir de segunda teremos vídeos diários sobre o processo de gravação completo. Para ver fotos do estúdio ea banda em ação visite a página do Projeto Incubadora no nosso Flickr.