HUGO MORAIS – A BANDA MAIS BONITA DA CIDADE

Você já viu o vídeo de “Oração“, da Banda Mais Bonita Da Cidade? Não viu? Tá vacilando. Até eu, que demoro muito pra ver essas novidades instantâneas da internet, já vi. Eles já estão dando o que falar em vários canais, sejam impressos, virtuais ou televisivos. E tudo tem seu preço, vamos ver o que será cobrado deles. Hoje não há maturação, as bandas, os artistas, são elevados a ídolos em horas. Pode haver um erro aí, e só o tempo dirá. Já vi comparação com Beirut. Certo. E onde está a Beirut? Depois do show no Coquetel Molotov, há um ano e meio, não ouvi mais falar. Será que os mesmos que estavam se descabelando, subindo nas cadeiras do teatro do Centro de Convenções de Pernambuco ainda escutam, ou lembram?

O bom é que mesmo não achando que são essa cocada de maracujá toda, eles tem sua importância. O vídeo que os colocou na mídia é uma sacada interessante. Inovador? Não. Cheio de efeitos especiais? Não. Uma letra sensacional? Não. Uma música estupenda? Não. A sacada é a tomada única (será que é mesmo?) pela casa com todas as pessoas entoando a oração ou mantra. Na minha opinião o vídeo poderia ter a metade da duração e já bastaria. Claro que nesses tempos de revoltas via twitter já surgiram vídeos parodiando e pessoas se estressando por causa desses vídeos. Ridículo.

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O INIMIGO: ENTREVISTA – LEI DO CÃO (RN)

São seis minutos exatamente o que duram as seis músicas somadas do split que a Lei do Cão irá lançar com a banda húngara Crippled Fox. A banda é mais uma de Mossoró. Cidade que tem sido nos últimos anos reveladora das melhores bandas de rock do RN. E que compram a briga do Do It Yourself com afinco, chegando a tocar no Sudeste, Centro Oeste e Nordeste. Em tours que geram satisfação, reconhecimento, mas quase nenhuma compensação financeira. Outra característica das bandas é um contato próximo com bandas européias, que termina por viabilizar discos. De Mossoró vem a Lei do Cão, liderada por Phillipe Oliveira (vocal e guitarra) e Fernando Lima (vocal e baixo). Em vias de tocar fora do RN, problemas internos adiaram os shows. Mas Phillipe deixa claro que a banda muito em breve está de volta e com mais força.

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COMO FOI? FESTIVAL MUNDO 2010 (JOÃO PESSOA) POR O INIMIGO

A vida é boa, a beira-mar em João Pessoa. Quem diz isso não sou eu, mas sim Patativa. Guitarrista, vocalista e compositor da Madalena Moog. E ele tem toda razão. Não bastasse a vida a beira-mar ser boa, o Festival Mundo cresce a olhos vistos e tem seu evento multicultural realizado em um lugar sensacional, a Usina Cultural Energisa. Amplo, arborizado, com bancos, lanchonete, livraria, sala de imprensa, sala multimídia, estacionamento e a própria beleza do lugar que já é um atrativo.

Todo o fim de semana o que ecoou na cabeça foi a frase do título. Na verdade uma frase errada de uma música de Junio Barreto. Que durante uns gorós a mais da turma que frequenta o quiosque ao lado do Clube Cabo Branco, ganhou uma nova versão. Foi no quiosque, ao lado de uma calabresa acebolada, que Jesuíno Oliveira e Fábio Jorge foram agraciados com duas unidades para degustação da Hot Road, primeira cerveja artesanal de Natal. Aprovada com méritos.

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OPINIÃO: SERÁ A SOLUÇÃO ESCREVER UM LIVRO?

Por Hugo Morais

O velho ditado não mente: de boas intenções o inferno está cheio. Então quando se trata do mercado independente-dependente não adianta boa intenção. Ou se tem as costas largas, conseguida através de muita malhação criando um círculo de amigos produtores, ou o produto tem que ser muito bom para chamar a atenção de todo mundo. Como isso não acontece facilmente fora do círculo Faustão-Gugu-jabá, prepare-se para uma malhação severa.

Dá gosto pegar um disco bem feito como os EPs da Planant e Venice Under Water. Diante de tantos discos lançados apenas em 2010 (eu computo na minha lista 63 entre nacionais e internacionais, até agora, maio de 2010) é de se esperar que o EP, álbum, single, seja no mínimo bem feito, bem produzido. Se a música é boa ou ruim, o tempo irá se encarregar disso. Se você já ouviu os discos das bandas citadas, deixe de lado o gosto pessoal, assim como eu que não gosto de ambas, e veja o lado da produção dos discos. Partindo deste princípio, as bandas tem tudo para conseguir uma audição em sites especializados, curadorias de festivais, conseguir quem sabe um edital para circular ou produzir um álbum.

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HUGO MORAIS (RN): 2008, O ANO INDIE


Foto: Motosierra no MADA por Débora Ramos

Leia agora excelente material produzido pelo blog O Inimigo fazendo um resumão do excelente ano indie que o Brasil teve em 2008. Aqui vamos postar o começo da matéria que você pode ler completa AQUI.

O ano de 2008 tinha tudo para acabar como “O ano do mercado independente”. Toda vez que sentávamos à mesa de um bar sempre surgia o assunto e como referência a produção de discos, festivais, bandas novas, blogs, revistas, sites, coletivos de produção e até possíveis briguinhas no mundo indie. Mas eis que Marcelo Silva, mais conhecido como o ex-marido de Suzana Vieira, morre e tudo muda. Tá certo que tinha o caso de amor do ano entre Mallu e Camelo, mas a morte do ex da atriz esticada veio como a cereja do bolo no apagar das luzes. Merda.

Apesar disso, esse ano deve mesmo ser lembrado pelo Ano Indie. Prova disso é que causou incômodo em muita gente as mudanças durante o ano. E quando isso acontece, algo relevante está sendo feito. Três festivais nos arredores de Natal tiveram mudanças. O Abril ProRock aconteceu em dois dias, foi cansativo, muitas bandas e o atraso de Lobão que desgastou muito o segundo dia. A mudança do local dividiu opiniões. O Chevrolet Hall não agradou a todos. O MADA mudou de data para fugir da chuva e prometeu encerrar um ciclo com a décima edição. O que se viu foi uma chuva que começou com o Cordel do Fogo Encantado (ou amaldiçoado) e transformou-se em pouco tempo em dilúvio. A escalação também deixou a desejar, se trouxe a surpresa do Motosierra, trouxe inexpressivas bandas locais e nacionais. E teve O Rappa, de novo. Para 2009 espera-se uma seleção melhor e outras ações durante o ano para dar força ao festival. Já o Festival DoSol foi o que mais acertou. Manteve a estrutura média do ano anterior com o acréscimo de mais dois espaços para convivência. O público, imprensa e bandas tornaram o local um inferninho bom. Mas a maratona de 26 atrações que começaram a se apresentar ainda a tarde também foi bem cansativa. Poderiam ser três dias ou menos bandas em dois dias. E ainda tiveram apresentações de graça na Casa da Ribeira uma semana depois.

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HUGO MORAIS (RN): ROCK INSTRUMENTAL

Por Hugo Morais, Natal/RN

Conteúdo: Bem vindo, Boa Viagem

O ano está encerrando e foi pródigo em bandas de rock instrumental. Há quem diga que esse foi “O Ano” das bandas instrumentais, que houve uma redescoberta. Não é que elas renasceram, elas sempre existiram. Mas esse anos algumas lançaram discos esse ano que não ficam atrás de nenhum com vocal. As vezes até é melhor, porque as letras, o vocal, podem acabar com toda a beleza da melodia. Sem muitas delongas vamos a três discos de rock instrumentais que foram lançados em 2008 e você, você, todos você, precisam ouvir. Senão Zé do Caixão vem puxar seu pé à meia-noite.


Um Olho no fósforo, outro na fagulha. Esse é o singelo título do segundo disco da banda gaúcha Pata de Elefante, que agrada quem gosta de hard rock e adjacências. Na ativa desde 2002, o trio tocou esse ano no Abril ProRock e segue festivais afora. Como todos na banda são compositores, as músicas são heterogêneas, coisa não muito comum em bandas instrumentais de surf music, por exemplo. O disco em questão possui 18 faixas musicais que podem ser canções ou vinhetas. Clique no link e baixe o disco. Continuar lendo

ENTREVISTA: RAFAEL CUNHA (DISTRO/XUBBA MUSIK)

Por Hugo Morais, Natal/RN

Conteúdo: www.bemvindoboaviagem.blogspot.com

Rafael Cunha é guitarrista e vocalista da banda Distro. Também é um dos que comandam a Xubba Musik ao lado dos comparsas Beloni, Coração e Artur. O selo foi formado para lançar os discos e produzir eventos das bandas que eles são integrantes. As vezes o selo também promove eventos em parceria com a DoSol. O primeiro lançamento do selo foi em 2006 com o Split do Distro e Cinema Mudo e um EP do Vitrola. Em 2007 mais dois lançamentos. Propaganda Enganosa do Distro e Rock, Tesão e outros Vícios do Vitrola. Já esse ano foi lançado o EP do Calistoga e será lançado no próximo sábado os discos Tétano, do Distro, e Continuo a Rodar, do Vitrola.

Hugo Morais – Rafael, hoje a saída é produzir em parcerias?
Rafael Cunha – Rapaz, com certeza as coisas acontecem mais fácil com parcerias, não fica pesado pra ninguém e dá pra se planejar e investir em outras coisas e fazer rodar a banda, selo. Continuar lendo

HUGO MORAIS (RN): PUM MACABRO

É muito bom ver que festas com produção diferente estão acontecendo em Natal com frequência. Dá pra tomar uma birita, bater um papo, e se não for o caso de se jogar na pista, observar e mafiar todo mundo. Festas com música eletrônica não são novidade, acontecem com frequência nas boates de Natal e no Galpão 29. Mas com produção requintada não. A LoQueSea começou em Nalva Melo Café Salão e de lá saiu porque não cabia mais. O público cresceu e a festa foi junto. Continuar lendo

HUGO MORAIS (RN): 50 DISCOS PARA BAIXAR

Para muitos o hábito de comprar discos, seja lá vinil ou cd, se foi. Ainda compro, não com a mesma frequência, mas compro. Estes 50 discos que estão aqui para download eu tenho em casa, e os escuto. As vezes levo uns para casa de amigos para tomar umas cervejas, comer uns tira-gostos e conversar arisia. Os 50 são de música brasileira, minha preferência. A maioria de bandas ditas independentes. Uns já estiveram aqui para download, outros não.

Mas nem só de comprar discos posso viver, não há bolso que chegue. Logo ia ao Som Barato, mas fecharam. Vou de vez em quando ao Música Social, ao Lágrima Psicodélica ou ao Brazilian Nuggets. Esses são apenas três dos milhares, milhões de blogs para baixar música. Pois bem, aqui também tem. Todos nacionais e muitos nordestinos. Antes que desliguem essa bagaça aqui também, aproveite e baixe alguns.

Destaque para Textículos de Mary, The Dead Billies, Little Quail and The Mad Birds, Hang The Superstars e DASH. Bandas acabadas e com possíveis discos idem. CLIQUE AQUI PARA ESCOLHER OS DISCOS E BAIXAR!

ENTREVISTA: AMPS & LINA (PE)

A banda Amps & Lina veio de Recife para a seletiva Radar Indie e conseguiu vaga pro MADA. No dia da seletiva, ou melhor, na noite, o equipamento de som do local não ajudou. O que levou pelo menos um dos jurados a votar na banda pela ousadia. Guitarras distorcidas, violino, programações eletrônicas e o velho trio guitarra, baixo e bateria. A escolha foi acertada. No MADA o show foi bem melhor, a qualidade do som idem. Lá no festival recebi o material da banda contendo a “capa” (acima) com CD de músicas, CD com porfólio, mais adesivo e cartão de visita. Impossível não se interessar em ouvir o material.

O som é uma mistura que deixa dúvidas quanto as influências. São camadas sonoras de violino, guitarras e programações sobrepostas com um vocal suave. Coisa que no show deve dar uma dor de cabeça boa.

A banda data de 1995 e começou com Luciana e Alcides. Hoje, depois de algumas formações, os integrantes são: Lorena Arouche (violino/guitarra/vocais), Alcides Vespasiano (guitarra), Henrique Vespasiano (baixo), Rogério Lins (synths/programações/guitarra) e Marcelo Fujiwara (bateria). Luciana saiu recentemente, após a Feira da Música em Fortaleza. Continuar lendo

HUGO MORAIS (RN): SEDENTÁRIO

Desde o começo dos tempos as imagens ficam na nossa mente representando algo. Um símbolo. Qual seria o símbolo para sua banda preferida? A minha banda local preferida foi a General Junkie, hoje é Os Bonnies. Talvez não mude mais de idéia. Qual símbolo representa a banda para mim? Vários. Seu Aldo, Roni, uma garrafa de cachaça. O Paint Brush.

Poucas bandas locais, mentira, não consigo ligar uma banda local com um símbolo. A não ser Os Bonnies. Eles criaram em torno de si uma relação com desenhos, amigos e fãs, porque não, que fideliza. Os vídeos, as músicas, as camisas, o jeito, está presente nos shows, na atitude, no dia-a-dia. Talvez seja isso.

Muitas bandas tem integrantes que são advogados, designers, jornalistas, cabras de pêia, bancários, vagabundos e uma gama de ocupações, que você pode chamar de emprego, que não os liga a banda. Eles quando sobem ao palco, e tocam seus instrumentos, são outras pessoas. Muitos encarnam personagens até achando que aquilo pode mudar o mundo, mudar pelo menos uma pessoa que veja aquele show, capte a mensagem contida numa letra fraca, brega, rala que nem canja e seja iluminado. Tomado por uma verdade mentirosa que traga paz de espírito, alegria, e que mesmo momentaneamente venha mudar algo em sua vida medíocre. Continuar lendo

HUGO MORAIS (RN): 1001 DISCOS PARA OUVIR ANTES DE MORRER

1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer já tem quase um ano no Brasil, mas ainda não consegui ler todo. O livro é uma lista de 1001 discos escolhidos por 90 críticos de renome internacional, e editado por Robert Dimery, que escreve para a Time Out e Vogue. Dividido por décadas, o livro começa com um prefácio onde Michael Lydon (editor/co-fundador da Rolling Stone) escreve sobre suas experiências musicais, da infância aos dias de hoje, do vinil ao mp3. E tanta coisa mudou…

Uma coisa certa é a relação consumidor/música, uma história já ultrapassada, mas que é verdade. Se antes as pessoas compravam os álbuns e degustavam a obra de arte (sim, os álbuns são obras de arte, não todos é claro), hoje baixam mp3 e tornam a música um fundo musical da sua vida. Se fosse trilha sonora seria melhor, mas para a maioria torna-se fundo musical mesmo. A relevância caiu muito. E a capa com Sid Vicious, do Sex Pistols, empunhando a guitarra tal qual uma arma, mostra muito do que a música é capaz. Ainda é. As fotos são outro ponto forte do livro. Belíssimas fotos. Os lançamentos mais relevantes ganham páginas inteiras, as vezes dupla. Os discos menos relevantes ganham a foto apenas da capa. O livro com suas 950 páginas termina sendo uma espécie de dicionário. Cada disco vem acompanhado da foto da capa, produção, ano de lançamento, nacionalidade, músicas com compositores e duração, selo e projeto gráfico. Abrange desde The Wee Small Hours (1955) de Frank Sinatra até The Good, The Bad & The Queen (2007), homônimo. Continuar lendo

HUGO MORAIS (RN): LUNARES (RN) PARA DOWNLOAD

Na última terça-feira (15/07) a banda Lunares lançou seu EP Dance!Dance!Dance! no Teatro da Cultura Popular. A noite ainda contou com apresentações de Automatics e Bandini. Visivelmente nervosos no início da apresentação, e não era para menos, a banda mostrou que tem potencial para se destacar já que possui uma sonoridade diferente da maioria das bandas da cidade e pela própria qualidade dos músicos e músicas executadas. Após ouvir o disco minha curiosidade era ver como funcionavam as programações no show.

A banda é um trio (Rodrigo, Bruno e Daniel) onde “soltar” as programações cabe a Daniel, o baterista. Bruno é baixista e Rodrigo canta e toca guitarra e teclado. Ao ouvir as músicas percebe-se que eles têm influência de U2 e Coldplay. Essas são as influências mais visíveis. Na primeira música ainda achei meio confuso, mas da segunda em diante a parte programada da banda seguiu firme criando camadas sonoras que se juntavam a ótima voz de Rodrigo e ao baixo e bateria criando um clima de composições pop de ótima qualidade. Agora é esperar pelo MADA e ver como eles se saem e como o público os recebe.

Clique aqui e baixe o EP da banda.

HUGO MORAIS (RN): FOI ONTEM

O prazer foi todo meu. Meu não, nosso. Fazia tempo que não ia a um cinema com uma expectativa tão grande. E ela foi totalmente correspondida. Ao ponto de ficar a pergunta: como fazer um terceiro filme se este Batman – O Cavaleiro das Trevas é a versão definitiva de todos os personagens envolvidos? Fazia tempo que não via uma sala lotar em tão pouco tempo. E fazia tempo que não via uma sala lotada ficar quieta do início ao fim, rindo apenas nas piadas negras do Coringa. Que o ator Heath Legder não interpretou, ele criou o Coringa. Jack, com todo o respeito, bota o rabo entre as pernas, ou como bem disse Alexis, corta fora as bolas. Uma única palavra pode descrever o filme: sensacional. Ao fim um bom público ainda viu os créditos na esperança de aparecer algo. Nem água. Não dou nota 10 ao filme por uma única manobra que o morcegão fez na moto que me lembrou quando eu brincava com aqueles cavalos de cabo de vassoura. Continuar lendo

HUGO MORAIS (RN): EMBLEMAS FUNK

A banda de funk Emblemas surgiu da cabeça da baixista Danina, do Eletrobilhar. A moça também já tocou no Dharma. Danina tem uma cabeça a mil e dentre essas coisas ainda se veste de drag queen e interpreta Kathiusca Combalanska. Quem está ao seu lado nessa incursão pelo funk carioca é Luciano, que também “recebe” Creusa. A brincadeira já deu resultado que pode ser visto no myspace com a música “Golpe do Sequestro”. Outras ainda virão. Em julho eles abrem para a cearense Montage em show na Ribeira. Confira a entrevista com a performática baixista a seguir: Continuar lendo

HUGO MORAIS: MAIS DO MESMO

Na última quinta-feira (04/06) participei da gravação do podcast DoSol. Lá, em meio ao papo descontraído, o assunto produção de rock local voltou à tona, devido ao texto escrito aqui e que reverberou pelo portal DoSol. Muitas vezes que eu escrevo algo contraditório, ou outro que além de assistir a produção, também vê, é proposital. Para tentar provocar uma discussão. A lista de discussão RN Rock está entregue as moscas e às propagandas, minhas inclusive. Porque? Talvez reflita a inércia que enxergo nas bandas locais e que muitos discordam. Continuar lendo

HUGO MORAIS: ENTREVISTA COM SEUZÉ (RN)

O Seu Zé está na ativa desde 2003, cria dos amigos Fell (guitarra e voz) e Lipe(baixo e voz) companheiros na banda República 5. Escalaram Augusto (guitarra) e Xandi (bateria) para completar o quarteto e partiram para formar uma das bandas mais completas de Natal. Muitos torcem o nariz para o estilo carregado de nordestinidade da banda, coisa já superada segundo Lipe. Já outros torcem o nariz para o fato deles serem muito profissionais. Como se isso fosse problema. É por essas e por outras que a banda tem um grande público em Natal que em todo show canta junto com a banda e até faz brinde com “Sai Galada”. Se muitas bandas querem tocar, eles querem fazer show, espetáculo, por isso investem em figurino e até em shows teatrais. Confira a entrevista com Lipe e Fell. Continuar lendo

HUGO MORAIS (RN): SIBA E A FULORESTA – MATÉRIA ESPECIAL

Em meio ao movimento Mangue que estourou em Recife, com elementos da música local misturados a outros nacionais e mundiais, uma banda continuou apostando mais no local: Coco, Maracatu, Embolada, Cavalo Marinho e toda a diversidade que marca a cultura pernambucana e nordestina, a Mestre Ambrósio.

Liderados por Siba (vocal e Rabeca) gravaram 3 discos e separaram-se. Siba ficou sumido e voltou a tona com uma produção melhor que a do Mestre Ambrósio, o projeto chamado Fuloresta. Se em sua antiga banda o regional era valorizado, ele foi mais fundo e ao lado de ídolos da Zona da Mata e da arte da cultura popular, como Barachinha e Biu Roque, montou um estúdio em Nazaré da Mata. Continuar lendo