FESTIVAL DOSOL – MÚSICA CONTEMPORÂNEA: QUARTO DIA, CONHEÇA AS BANDAS

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Chegamos ao quarto e último dia do Festival Dosol – Música Contemporânea. Conheça quem toca no último dia do evento em 2009. Fonte dos textos por Myspace.

19h – Tesla Orquestra (RN)

A banda foi formada por amigos, que já tocavam juntos em outras bandas, em junho de 2009 com a proposta de fazer um som instrumental com influências de jazz, rock e outros experimentalismos. com um mês de formação, a Tesla Orquestra grava um ensaio contendo as suas tres primeiras composições.

http://www.myspace.com/teslaorquestra

19h45 – Onoffre (RN)

ONOFFRE é a junção de dois artistas, Luiz Gadelha e Gabriel Souto em torno de uma idéia e um desejo. A idéia base é a união da Música Eletrônica & Poesia buscando dizer que ser você mesmo é muito mais interessante que repetir conceitos. O desejo é o de não ser apenas o nome de alguém que gosta de fazer música, mas a união de conhecimentos, criatividade, entusiasmo, juventude e amizade, gerando um produto artístico contemporâneo, dançante, com linguagem própria e livre para seguir os caminhos que lhe forem traçados como o decorrer da sua vida.

O ONOFFRE aposta em um trabalho musical totalmente autoral, que traz a poesia para a música eletrônica. Uma fusão em que se valoriza a letra e sendo inteiro em sons, ritmos e acordes simples, apresentando assim um trabalho extremamente contemporâneo e urbano. Para essa fusão, O ONOFFRE aposta em diversas influências, como a música brega, o rock, o funk carioca e o drum and bass. Outra aposta do ONOFFRE é aproveitar a tecnologia procurando entender a TV e outros meios de comunicação de massa, não meramente como vilões, mas também como veículos de aproximação do mundo inteiro; como possibilidade de nos conhecermos mais a nós mesmos e uns aos outros, de proporcionar diversão, arte, reflexão, conhecimento e até mesmo carinho, proporcionando as relações e os encontros, recuperando inclusive o romantismo e o desejo de nos encontrarmos pessoalmente, olhos nos olhos.

O ONOFFRE, por ter pouco tempo de constituição, apresenta poucos trabalhos em seu currículo, entretanto, seus integrantes possuem uma sólida carreira artística.

http://www.myspace.com/onoffre

20h30 – Simona Talma (RN)

Sempre cheia de estilo, a cantora e compositora simona talma cria um personagem e veste-se na pele de uma mulher submissa, às vezes amargurada, abandonada. E faz do blues a trilha para as desventuras amorosas que canta neste cd, seu primeiro vôo solo.

Integrante do coletivo retrovisor, Simona registra as canções que lhe fizeram vencedorada edição 2005 do Projeto Cosern Musical. A maioria delas é em parceiria com Luiz Gadelha e segue a linha do blues, mas sem a construção harmônica e lírica típica do gênero. A voz de Simona, doce e suave, muitas vezes figura em registro grave, reforçando a personagem vagal.

Isaac Ribeiro – tribuna do norte – natal – rn

http://www.myspace.com/mocavagal

FESTIVAL DOSOL – MÚSICA CONTEMPORÂNEA 2009: REPERCUSSÃO, PRIMEIRO DIA – TRIBUNA DO NORTE

http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/insustetavel-delicadeza/132294

SÍlvio Santiago – Especial para o VIVER

Ao descer do ônibus, depois de cruzar toda Natal, caminhei solitário pelas ruas escuras e desertas da Ribeira na noite da última quinta-feira 19 em direção do local onde acontecia a 2ª edição do Festival DoSol – Música Contemporânea. Conversava em silêncio com gregos, beats e dadas até chegar à Casa da Ribeira, onde do lado de fora, na calçada, ainda se encontravam algumas poucas pessoas.

Já no interior do teatro com tijolos aparentes, a maioria das cadeiras ainda se encontrava vazia, apesar de o evento ser gratuito. No palco, apresentava-se a primeira atração da noite, Automatics. A cada acorde, vinha-me à mente The Cure, Pixies, REM – sim, tudo em inglês, inclusive as letras das composições dos automáticos potiguares.

Em seguida, foi a vez dos Visitantes, um autêntico grupo do chamado New Weird America, cuja tradução seria algo como “Movimento da Nova América Esquisita”. Apesar de ritmicamente inclassificáveis, arrisco dizer que Devendra Banhart iria gostar da música desses paulistas. Talvez pela influência escancarada do tropicalismo, particularmente dos Mutantes, e por também cantarem em espanhol, assim como o faz o “muso” neofolk estadunidense.

Mas eu, e a maioria dos presentes, que a essa altura já lotada quase todas as cadeiras, estava ali pelo que estava por vir: o Projeto Trinca, que estreava em palco — isso excluindo a participação no Festival Universitário da Canção, realizado mês passado no Campus da UFRN, no qual defendeu a música “Sob a Luz do Meu Cigarro”. Originalmente formado por Bruno Alexandre (vocal e pandeirola), Leonardo Palhano (vocal e guitarra) e Raphael BJoe (teclado, flauta e programação), o trio contou com a participação do baixista Emmanuel Andrade e do baterista Thadeu Azevedo – ambos também participarão do seu primeiro álbum, “Nosso Disco Dava Um Filme”, cujas gravações terão início próximo mês.

Até ali eu já tinha ouvido de tudo. Mas aquelas vozes, aquele som épico… E o que eles estavam dizendo? Não era possível! Aquilo não era pop; aquilo era poesia sublime; como por exemplo na bela “Nem a Felicidade Suportou Minha Dor”: “Me tire daqui / Me lance em outro mundo / Não tenho vontade de perder as pessoas / Sinto que seriam eternas / A felicidade chegou a mim / Mas não suportou minha dor”. Todas as outras músicas, todos os arranjos, pareciam o tema de um revolucionário romântico partindo para a eternidade com a mais bela musa sobre a Terra.

Ao anunciar “Flashes Molhados”, a segunda música inédita (das oito apresentadas, cinco já estavam disponíveis no MySpace), o carismático, divertido e envolvente Bruno Alexandre, cuja performance com olhares, gestos, dança e conversa com o público mostrou seu domínio de cena, revela alguns dos seus ídolos, que inclui o “rei” da jovem guarda – uma de suas maiores influências – Roberto Carlos.

Como toda canção que nos faz chorar e que salva nossas vidas, ela diz: “Preciso de um coração batendo forte / Cheio de emoções à flor da pele / Mas quando eu chorar no palco / Não se preocupe, amor / É certo que estou lembrando de você / É pra chorar / É pra chorar, amor / O vazio que você deixou ninguém vai tapar”.

E assim, às lágrimas e observado por rastas, punks e boêmios, caminhei pelas calçadas sujas da Ribeira até o ponto de ônibus, que me trouxe de volta para a velha casa com a certeza de que a música potiguar nunca mais será a mesma depois que ela atingiu esse extremo de beleza e transcendência tão grande com o Projeto Trinca. Agora eu não tenho mais nada a aprender.

FESTIVAL DOSOL – MÚSICA CONTEMPORÂNEA, TERCEIRO DIA: CONHEÇA AS BANDAS

Chegamos ao terceiro dia do Festival Dosol – Música Contemporânea com sucesso total de público e crítica na mostra até agora. Conheça agora as bandas que se apresentam hoje no evento:

19h – Macaxeira Jazz
Banda instrumental que se baseia no samba como norte para as composições. Projeto formados por jovens – porém experientes- músicos locais apaerce no Música contenmporânea com a bagagem de duas tours européias e uma japonesa. Promete!

http://www.myspace.com/macaxeirajazz

19h45 – Experiência Ápyus
Grupo capitaneado pelo Ex-Brigite Beréu Marlos Ápyus chaga ao palco da Casa da Rbieira com três discos e um dvd lançados e mostra canlções de todas as fases do trabalho. REcomendado para quem gosta de nova MPB, mashups e covers inusitados.


http://www.apyus.com/experiencia-apyus-gravando-novo-disco/

20h30 – SeuZé
É difícil rotular o Seuzé e a banda trata de deixar tudo em aberto no seu release no Myspace. Fato é que eles são uma das bandas mais tradicionais da cidade e chegam ao Música Contemporânea com coisas novas para mostrar. É conferir e ver que liga dá!

http://www.myspace.com/seuze

COMO FOI? FESTIVAL DOSOL – MÚSICA CONTEMPORÂNEA, PRIMEIRO DIA

Por Foca

Fotos: Jomar Dantas

Com praticamente a lotação da Casa da Ribeira e boa movimentação do lado de fora, rolou ontem o primeiro dia do Festival Dosol – Música Contemporânea que reuniu Automatics, Visitantes (SP) e Projeto Trinca.

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Já às 16h os Automatics chegaram a casa para fazer todas as afinações de gravação e passagem de som e começaram o show por volta de 19h20. A banda, bem solta e a vontade com o repertório afiado, fez o que se esperava dela. Dedilhados guitars, melodias e canções power pop que marcaram – e ainda marcam – a carreira do grupo, com destaque para a já clássica Everlost logo no comecinho do set (a minha favorita).

Trinca

Sem muita demora os Visitantes de São Paulo surpreenderam o já bom público presente no teatro com um show que misturou levadas malucas, guitarras limpas e certeiras e principalmente a sagacidade do vocalista do grupo que soube conduzir bem a platéia com as músicas instigantes e até engraçadas da banda paulista. Um misto de rock torto com a incrível cena 80 de SP comandada por Arrigo Barnabé e cia. Excelente show que segue Nordeste afora nesse fim de semana. Se puder assistir alguma data não perca a chance.

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Os potiguares do Projeto Trinca fizeram sua estréia encerrando a noite do primeiro dia. Acho que pelo fato de chegarem atrasados e em cima da hora do show (e pelo fato da banda ser novíssima) tornaram o começo da apresentação meio atabalhoado. Mas aos poucos a turma foi se acertando e se achando, terminando a apresentação causando boa impressão para os que não conheciam ainda os jovens ao vivo. Minha crítica fica apenas para os tons das músicas que enterram muito as vozes dos vocalistas na hora da intepretação, de resto é pegar a estrada e tocar que o Trinca tem bastante futuro.

Hoje tem A Banda de Joseph Tourton (PE), Camarones Orquestra Guitarrística (RN) e Eu Serei a Hiena (SP) na noite dedicada a música instrumental no Festival Dosol – Música Contemporânea. A programação é gratuita e começa às 19h. Apareçam que vale a pena!

FESTIVAL DOSOL 2009 REPERCUSSÃO: PORTAL REVOLUTA

Texto por Adelvan Kenobi
Fotos por Jomar Dantas e Diego Marcel

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dosol-sick-sick-sinner-por-jomar-dantasFoi fácil chegar ao local do evento (Deus abençoe a internet e o Google Maps). Se não fosse teríamos chegado pelo cheiro – fica próximo ao porto, do lado de um galpão de armazenamento de pescados que fedia muito. Devido a um imprevisto não pudemos sair na sexta, como combinado, e por conta disso já chegamos com o festival em andamento, mas ainda a tempo, felizmente, de assistir a uma das atrações que eu mais queria ver, o Sick Sick Sinners. E foi uma recepção em grande estilo. Vlad e Cox, respectivamente guitarra e vocal e baixo (acústico, daqueles grandões) e vocal, são duas lendas do psychobilly brasileiro, tendo participado (e participando) de pelo menos duas outras formações seminais, Os Cervejas e Os Catalépticos. Tocaram no Centro Cultural DoSol, um dos dois locais onde ocorriam os shows, e o mais apertado. Sem frescuras passaram o som e partiram para o ataque, conquistando logo de cara a audiência com sua pegada despojada. O Sick Sick Sinners é um pouco menos punk que o Catalépticos, têm uma pegada mais tradicional e, ao mesmo tempo, mais descompromissada, o que talvez explique a energia positiva que emana de seu show, muito energético e participativo, não se deixando abalar nem mesmo pelas insistentes falhas no microfone que inviabilizaram os vocais de Vlad em boa parte das primeiras musicas. Para mim foi especialmente gratificante vê-los, pois praticamente não existe uma movimentação psycho/rockabilly aqui pelos lados do nordeste, o que torna praticamente inviável uma turnê de bandas do estilo por aqui. Mesmo em festivais é bastante raro, portanto parabéns à produção do DoSol pela escolha na escalação.

Terminada a primeira pedrada já nos dirigimos ao galpão maior, ao lado, onde ocorriam os shows dos “headliners”. Retrofoguetes no palco, que dizer? Muita diversão e musica instrumental de primeiríssima qualidade executada por 3 excelentes músicos, com um excelente humor e uma performance arrebatadora. Além de várias excelentes composições próprias, que vão da surf music tradicional (a base do som da banda) a ritmos os mais diversos, como bolero e “ tcha tcha tcha “ (não por acaso o título de seu segundo disco), divertidíssimos covers, com especial destaque para aquela musiquinha escrota com a qual Silvio Santos apresentava os jurados de seu show de calouros, que sempre levanta a audiência. O mesmo excelente show que já tive o prazer de ver 3 vezes este ano, com a única diferença de que trocaram os macacões vermelhos por um figurino branco. Morotó Slim é Deus, Rex e CH são seus profetas.

Os Baggios foram a segunda banda sergipana a se apresentar na noite, que contou também com a Plástico Lunar. Já os havíamos encontrado, plásticos e Baggios, de rolê pela Rua Chile, felizes da vida pelo excelente show, pela vibrante receptividade e hospitalidade (estavam “de cara” com o hotel onde estavam hospedados). Preocupante o fato de que Perninha, o baterista, não estava presente, mas o mesmo foi substituído satisfatoriamente pelo cabeludo baterista da Elisa. Fizeram um bom show, mas devo dizer que já vi melhores. O entrosamento de Julico com Perninha vinha sendo lapidado à perfeição nos últimos tempos e ele pareceu sentir um pouco a falta de seu companheiro de jornada, mas nada que degringolasse para um fim trágico – muito pelo contrário, fizeram uma apresentação pra lá de decente, embora não o suficiente para manter o publico em peso no recinto, já que aos poucos o local foi se esvaziando, algo que eu credito mais à falta de informação da molecada em si do que à apresentação da banda. Aquele povo ali não parece estar acostumado a sentir o gosto das raízes do rock, a chafurdar na lama dos blues, mas os que entraram no espírito da coisa (e não foram assim tão poucos) pareciam se divertir muito. Inclusive algumas garotinhas que dançaram e cantaram junto o tempo inteiro, e afinal foi pra isso mesmo que o rock and roll foi inventado, segundo as palavras do próprio Chuck Berry no palco de umas de suas ultimas apresentações no Brasil, ao se ver rodeado de deliciosas deusas remexendo as cadeiras e se enroscando em sua guitarra.

O rock não para e entra no palco maior o Danko Jones, do Canadá. Grande show, muito energético. É um performer e tanto, o senhor Jones, com sua língua nervosa e muito bate-papo com a platéia, que respondia a contento apesar da barreira da língua. Entre um e outro discurso sobre sexo, rock e mais sexo (especialmente sexo oral, o cara parece mesmo obcecado com a coisa), riffs certeiros num som de guitarra cristalino. Ressaltando que, segundo o próprio informou no palco, era a primeira vez que ele tocava não apenas no Brasil, mas na America do Sul, não perdendo a oportunidade de desdenhar dos argentinos, para o delírio da galera (Senhor Jones, o senhor é um fanfarrão).

E deu pra nós. Queria muito ver o Eddie, que não vejo ao vivo desde antes do lançamento do “ Original Olinda Style “, mas seriam a última banda a se apresentar, a noite já avançava rumo à sua metade e ainda faltavam três bandas antes – lembrando que tínhamos chegado por volta das 20:00 e estávamos, evidentemente, cansados da viagem. Um baile muito chato que tava rolando na Rua Chile também contribuiu para a decisão de pegar o rumo da praia em busca de um hotel bom e barato, ou que fosse barato e não fosse extremamente deprimente, algo que conseguimos facinho e na orla de Ponta Negra, supostamente uma das mais valorizadas da cidade.

Um delicioso churrasquinho na orla antes de dormir, uma boa noite de sono (sentindo a falta de um certo alguém, mas nem tudo é perfeito), um café da manhã satisfatório, um rolê até o Morro do Careca e um rango reforçado na Via costeira. Depois, eis-nos de volta à Rua Chile para a grande noite. Esperávamos dar de cara com uma turba de punks e carecas alucinados se digladiando na porta do evento, mas não foi nada disso, o publico era basicamente o mesmo “leitinho com Nescau” da noite anterior – o que não é, necessariamente, ruim, especialmente no quesito “fêmeas bem vestidas”, mas para uma primeira apresentação do Exploited em terras nordestinas, foi inusitado. Realmente tínhamos a expectativa de uma platéia mais “das antigas” e “casca-grossa”.

Entramos a tempo de ver os veteranos do Nervochaos, uma banda que toca “sem a presença de Deus”, nas palavras do grande Marcos Bragatto, jornalista carioca de grandes serviços prestados ao rock, presente na noite. No outro palco Deadly Fate, local – metal tradicional, com aqueles vocais afetados insuportáveis. Não curti. Não vi a Distro, pois o Centro Cultural DoSol estava lotado e eu não tava com saco de entrar naquele calor infernal. Vi um pouco de uma banda norueguesa chamada Pulverhund. Ruinzinha, e destoando totalmente, com um som mais pra Coldplay que pra Extreme Noise Terror. Bragatto achou o vocalista parecido (fisicamente) com Josh Homme do Queens Of The Stone Age e deu a entender que isso é um mérito, o que eu acho questionável. O DoSol continuava lotado mas eu resolvi encarar por curiosidade pra ver o Comando Etílico e não me arrependi. Excelente banda, emulando totalmente o metal que era feito no Brasil nos anos 80, a la Dorsal Atlântica, Taurus, Overdose e afins, com direito a letras épicas e coreografias ensaiadas no frontline. Muito legal, excelente para lembrar de como aquilo pode ser divertido (e eu não estou falando no sentido pejorativo).

dosol-confronto-por-jomar-dantasO Confronto, do Rio de Janeiro, foi a banda seguinte, no galpão principal. E foi monstruoso. Foi muito, mas muito, muito pesado mesmo. O guitarrista é muito bom, conduzindo a banda com riffs matadores na linha do que de melhor é feito nas searas do metal extremo para servir de camada para um ritmo cadenciado e vocais vociferados com mensagens de revolta social autentica. O publico curtiu muito, creio inclusive que foi a banda mais aclamada pela galera presente, mais até que o Exploited, como vermos adiante. Excelente show. Realmente MUITO pesado, fiquei impressionado.

Calistoga no DoSol. Meio emo, com uma presença de palco meio exagerada, meio Mars Volta. Curti não. Curti o Devotos, nunca mais tinha visto ao vivo. Só estranhei o péssimo som de guitarra, um contraste total com o que tinha ouvido antes, com o Confronto.

E eis que chega o grande momento em que veríamos finalmente ao vivo, e relativamente (bem relativamente, na verdade) perto de nossa casa (na verdade o nordeste é nossa grande casa, há uma identificação cultural muito forte entre todos os estados nordestinos que nos faz sentir em casa em qualquer um deles), uma das maiores e mais influentes bandas da historia do rock, o Exploited. Ainda iria rolar uma tal de Mugo no palco menor, mas dispensamos completamente e fincamos o pé por ali mesmo, a tempo de ver a lenda viva em pessoa, Wattie, passar por nós com seu pra lá de icônico visual de moicano cor de rosa e camiseta preta com a clássica caveira desenhada por Pushead em vermelho. O pano de fundo da banda foi erguido por cima da imagem do festival e logo ele estava lá, no palco, do alto de seus 53 anos muito bem vividos, com aquele velho olhar psicótico, batendo o microfone na cabeça e saudando a todos antes de anunciar a primeira musica que foi, puta que pariu, “let’s start a war” !!! Melhor impossível.

dosol-exploited-por-jomar-dantas-4091705867_a29fb37421_oO caos se instaurou – na verdade nem tanto, esperava muito mais. Esperava mais gente e um publico muito mais ensandecido, mais fã da banda. A impressão que tive é de que 80% dos que estavam lá só tinham ouvido falar por alto da banda, no máximo baixado um ou dois discos e ouvido sem muita atenção antes de deletar de seus eternamente abarrotados HDs. Foram muito menos aclamados do que mereciam entre uma musica e outra, e o pogo foi aquela cirandinha punk que já costumo ver sempre nos Abril pro rock da vida – acho meio ridículo, prefiro o pogo mais caótico e desarticulado que rola mais por aqui (Aracaju), talvez por influencia de Salvador, onde o bicho pega pra valer (nunca consegui permanecer por muito tempo numa roda de pogo por lá, é uma carnificina incrível, nas poucas vezes que me arrisquei – em shows do Ratos e do Destruction – saí todo arrebentado). Isso, no entanto, é apenas uma observação meio tola, pois o que realmente importa aconteceu: a banda fez um apresentação devastadora, recheada de clássicos e com um pique incrível. Wattie segue sendo um grande frontman, e muito simpático e carismático, ao contrario do que seu olhar carrancudo dá a entender. O volume foi ensurdecedor, reverberou em meus ouvidos zunindo pelo resto da noite. O show foi curto mas pra lá de satisfatório, com direito a um bis iniciado com “sex and violence” cantada por uma garotada (garotada mesmo, tudo novinho) que foi convidada ao palco. Da parte da platéia ( e a platéia é sempre importante em shows de punk rock ) vai ficar em minha memória o surf de Camilo Maia, dos Subversivos de Recife, nos braços do povo.

Memorável.

FESTIVAL DOSOL 2009 REPERCUSSÃO: BLOG NOIZE

http://coletivonoize.blogspot.com/2009/11/como-foi-festival-dosol-primeiro-dia.html

Parabéns à produção do festival, poucas vezes no meio do rock independente brasileiro um evento começa pontualmente às 15h30, não deu nem pra chegar para pegar a última música dos FLAMING DOGS. Segundo Hugo Morais (site O Inimigo), a banda teve pequenos problemas com o pedal do bumbo, o que deixou a apresentação meio tensa, mas a banda ainda vai ter muita chance no futuro breve, caso continue com seus riffs rápidos e rockão básico, uma espécie de versão natalense dos Hellacopters.

Na sequência, o DRIVEOUT tocou para um público pequeno, mandando seu recado para a turma que os chama de “emocore”. O vocalista Vini estava quase sem fôlego depois de cantar as composições que misturam dedilhados, paradinhas estratégicas, gritos e sussurros. O baterista da banda arrebenta tudo e mais um pouco. Para o VENICE UNDER WATER, a plateia já havia chegado em bom número no palco do Centro Cultural Dosol para observar e contemplar a sonoridade ianque que emana das cordas e vozes do agora quinteto. Leia-se Incubus, Sparta e quetais. Neste momento, o som estava muito bom para os vocais e as guitarras em menor volume, mas a banda deu seu recado, tocando as faixas de sua recém-lançada compilação.

No palco do Armazém Hall, uma figura um tanto quanto alienígena – vestido de uniforme verde ecológico, lencinho com caveira e capacete personalizado – e munido apenas de uma guitarra vagabunda e um notebook de última geração (olha o contraste!) cantava sobre estar cansado do mundo e queria “um barato novo”. Ele parecia mais um trintão/quarentão que a mãe não deixou que ele tocasse em banda de rock quando era adolescente e agora inventou de fazer uma banda de um homem só, de Minas Gerais, chamada de O MELDA. Primitivo e tecnológico ao mesmo tempo. Causou estranheza.

Na sequência, o show mais bem equalizado no primeiro dia, justamente a fusão de psicodelia, hard rock e Mutantes que os malucos do PLÁSTICO LUNAR montaram para dizer que viajaram de tão longe, Sergipe, e que tinham algo a dizer ali no palco do Dosol. O hit subterrâneo “Formato cereja” levantou o público com seus riffs setentistas de guitarra e pela execução perfeita e entrosada que a banda apresentou. Uma quase balada ao final deu o toque Arnaldo Batista que faltava. Showzaço.

Depois, no Armazém Hall, os catarinenses do CASSIM & BARBÁRIA mostraram competência para tocar no palco grande, tanto que já foram aos EUA e Canadá mostrar seu som, tentando hipnotizar a plateia com notas flutuantes de guitarras distorcidas e etéreas, sintetizadores antigos e um baixista gigante imóvel. Meio difícil classificar a sonoridade do quinteto, mas misture rock de garagem, Slowdive e os Bee Gees no começo de carreira (sério!) que você chega quase lá. Apresentação competente e com as pessoas aplaudindo.

Os BUGS tocaram no Dosol e explodiram tudo, inclusive os alto-falantes médios, que a partir da metade do show em diante daí mais funcionaram para nenhuma banda. De todo modo, mandaram o barulho de sempre, os riffs de sempre e os vocais nebulosos de sempre, tocando o material do novo EP recém-lançado. Da Bahia, vieram os doidões do VENDO 147, com uma clone drum (bateria com duas peles de bumbo, ou seja, um baterista toca de um lado e o outro no lado oposto!), virtuose instrumental e tudo instrumental. De onde veio a ideia de fazer um som ninguém sabe, mas que deu certo até demais, isso deu. O povo ficava olhando para os dois bateristas, um deles Djimmy (ex-Honkers), olhando o desempenho, potência sonora e sincronia de ambos enquanto o trio de cordas mandava um rock envenenado e rápido, que terminou com uma sequência de riffs em formato medley (Led Zepellin, AC/DC, Peter Frampton, Metallica e por aí vai) deixando todos em polvorosa. Também, nessa hora, apelaram e jogaram para a torcida! Mas o show foi bem recebido pelo público já bem antes desse final “rock arena”.

O que falar então de OS BONNIES? Mesmo com o som sem os médios já detonados, o quarteto manteve seu nível de selvageria e mandou ver no seu inocente rock’n’roll cinquentista, levando quem estava no Dosol a acompanhar a saraivada das guitarras “arranhadas” do quarteto, só faltando alguma menina da plateia para fazer um strip, mas o local estava tão cheio e quente que não nem bom pensar numa cena destas. Fizeram o de sempre, embora Olavo (baixista) tenha dito depois que o som estava muito embolado em cima do palco e eles ficaram meio receosos. Que nada! Rock no talo, mas sem os médios…

Quantos aos ruidosos REJECTS, tocaram em alto e bom som seu rock à la Mudhoney com voz rouca, bateria que mais parecia um trovão e riffs de guitarra mais graves do que máquinas de metalúrgica. Tudo bem equalizado, terminando com a já esperada versão para “Keep on rockin’ on the free world”, do Neil Young, primeiro canadense presente na noite. Também no final, jogaram a favor. Marcelo (baterista) disse que ficou faltando no final uma faixa nova que era a cara da banda, mas eles preferiram tocar essa. Ficou o clima de celebração roqueira.

Falar dos paranaenses dos SICK SICK SINNERS é tratar de psychobilly, surf music, Cramps, guitarra Gretsch e contrabaixo acústico de verdade (aquele da altura de uma porta e que já é o excesso de bagagem nas viagens!). Tocar toda essa insanidade no Dosol (de novo, sem os alto-falantes médios estarem funcionando) já seria um ato de selvageria antes de sair o primeiro acorde. Além disto, um microfone falhou, a bateria andou e o trio mostrou som de gente grande, não parando um segundo e mandando uma seqüência de riffs mal assombrados que caberiam em qualquer filme B ou do Tarantino. A plateia foi ao delírio, uma menina queria subir para cantar o tempo todo, um cara com chapéu de vaqueiro texano também estava no palco tentando fazer alguma coisa que não se sabe o quê, os mais agitados começaram a pular do palco em cima dos outros e a festa continuou até o final. Está aí uma banda animada para qualquer festa. Pode chamar os Sick Sick Sinners que não vai ter erro. Ponto para a produção que pagou o excesso de bagagem!

Quando você pensava que já tinha visto tudo, lá vem os baianos dos RETROFOGUETES incendiando o Armazém Hall com surf music, música circense e palhetadas fenomenais de guitarra que marcam a apresentação do trio, que parece ser um quinteto, tamanha é a potência sonora. Ganharam o público com um show animado, engraçado (a dancinha do baixista “Mago Merlin” é hilária) e dedicado às belas meninas de Natal. Tocaram mais duas faixas além do tempo estipulado, isso tudo com autorização do chefão do festival. Isso é que é moral!

No Dosol o duo sergipano THE BAGGIOS, cujo guitarrista também toca no Plástico Lunar, perdeu um pouco sua força de costume devido à aparelhagem de som, já que eles não tem baixo, apenas guitarra e bateria. Tocaram muito material novo, desta vez já cantando em português o seu mix de blues, rock’n’roll e pitadas de hard rock. As pessoas aplaudiram, mas foi um show morno, mais devido ao som do espaço do que pela extrema competência da banda. Em todo caso, vi sendo vendidos vários cd’s dos Baggios depois nas banquinhas. Sinal de que alguma coisa funcionou.
Para terminar a parte estritamente roqueira do festival, a atração mais esperada do dia, o trio canadense DANKO JONES. Apresentação muito bem equalizada, guitarra nas alturas, bateria trovão e a voz semi-raivosa do vocalista tomando conta do lotado Armazém Hall. Todos vestindo preto, o baterista canhoto mostrou técnica, o baixista fez caretas à la Gene Simmons e o próprio Danko Jones provocou a platéia várias vezes (“Se vocês vieram ver um show de rock, por que estão fucking sentados?”), se bem que parecia já tudo muito bem ensaiado (“Vocês da direita, vocês da esquerda, vocês aí lá de trás, vão ficar parados?”, dizia em inglês canadense do norte). Show competente, barulhento e com o amplificador Marshall no volume máximo. Houve quem não gostasse, mas que o rock rolou não há dúvidas. O Danko Jones toca um rock sem muitas firulas (sem solos, dedilhados), mas que funciona, embora meus ouvidos já estejam bem treinados e não vejam muita novidade ou boas melodias em seqüência nos canadenses. Mas ponto de novo para a produção do festival que, ao que tudo indica, perturbou a banda durante três anos para que, até que enfim, eles viessem tocar no Brasil. Vimos como uma banda extremamente profissional toca, e bem.

Quanto ao término do Festival neste primeiro dia, o bailão “Barulhinho Bom”, não pude comparecer devido à intensa dor nas pernas da maratona roqueira. Nuda (PE), Dusolto (RN), Orquestra Boca Seca (RN) e Eddie (PE), devem ter criado um outro clima, mais manso, mais swingado e mais misturado com a MPB, mas isto é uma história para outra pessoa contar, não eu.
ALEXANDRE ALVES é dublê de jornalista, integrante categoria master do Coletivo Noize e simula tocar guitarra nos sombrios The Automatics.

FESTIVAL DOSOL REPERCUSSÃO: LADO [r]

The Baggios [SE] em ação no Festival Dosol 2009

Por Leandro Menezes


Durante o ano todo, nós do Lado[R] acompanhamos de perto a construção dessa instituição chamada Festival Dosol. Seja indo aos shows no bar, trocando idéia com Foca e Ana Morena, conversando com as bandas e jornalistas… Estamos sempre ligados de alguma forma a essa teia produtiva que vai fomentando o espírito positivo que a gente vivenciou no último final de semana aqui em Natal.

Pra gente que acompanha os passos do festival ao longo dos anos, é uma tremenda satisfação ver o padrão que os caras conseguiram chegar. Shows pontuais, escalação interessante, com bastante bandas locais, nacionais e gringas, todas tocando no mesmo patamar, de igual pra igual. Isso é bonito de se ver. Também é bonito ver a energia da equipe de produção, da equipe da cobertura audiovisual, todos trabalhando com um sorriso estampado no rosto, apesar da correria.

A receptividade do público merece destaque, a cada ano está mais interessado e, porque não dizer, educado. Foram dois dias de casa cheia, gente de tudo que é tipo, de camisa preta, branca, lilás, florida. Não vi briga, confusão, nem sequer uma discussão. Até uma provável “treta punk”, muito comentada na cidade dias antes do festival, não aconteceu. Correu tudo bem, nem parecia show de rock. Tudo na santa paz de Jah! Muito bom.

Gostaria de discorrer um pouco mais, citando mais detalhes dessa festa toda, fazer aquela famosa “resenha”. Só que se passou muito tempo e muita gente já contou por aí como foi o Festival Dosol 2009. Nossos amigos jornalistas rockers a essa altura já escreveram em seus sites e blogs, com muita propriedade, tudo o que rolou por lá, acorde por acorde.

Abaixo, algumas sugestões de leitura:

O Inimigo [RN]
Revista Catorze [RN]
Coletivo Mundo [PB]
Recife Rock [PE]

FESTIVAL DOSOL COMEÇA HOJE: DIÁRIO DE NATAL

O Festival DoSol inicia hoje sua 6ª edição como um dos festivais independentes mais consolidados do país. O tema ‘A música transforma’ encaixa bem no propósito do evento: reunir variadas tribos do cenário underground de


diversos ritmos para vivenciar dois dias de rock. E a intenção de transformar pela música? O próprio idealizador e diretor do evento, Anderson Foca, responde: “A música é fator de transformação social. E o Festival tem esse poder de mesclar pessoas diferentes ideias em um mesmo ambiente de confraternização musical”.

O evento mantém a estética e fórmula que deu certo nos últimos anos. A predominância é da pegada rocker. A presença de importantes nomes do cenário underground de diversos ritmos e a projeção das bandas locais para fora do Estado continuam como propostas essenciais do Festival. Este é o terceiro ano que o evento apresenta atrações internacionais. Desta vez com Danko Jones (Canadá), Pulverhund (Noruega) e The Exploited (Reino Unido).

“O que queremos é oferecer ao nosso público a chance de assistir de perto essas apresentações, de forma quase exclusiva, já que todos farão pouquíssimas apresentações no Brasil”, explica Anderson Foca. Ao todo passarão pelos palcos do Festival DoSol 2009 31 bandas de dez Estados do Brasil e três países estrangeiros. O foco continua sendo as bandas potiguares com trabalho autoral, representada por 15 atrações de diferentes estilos musicais.

Foca explica que conseguiu reunir uma gama de artistas ligados à vanguarda e ao rock que poucas vezes se viu em Natal. “Tem bandas sem baixista, com dois bateristas, sem bateria e baixo, instrumentais, gritadas, cantadas, uma verdadeira salada que muito nos orgulha. Acho que o público vai conferir o que tem de mais novo e instigante em termos de rock no Brasil nesta edição”.

Estrutura e novidades

Em 2009, a produção mantém o formato com estrutura de dois palcos, sendo um dentro do Centro Cultural DoSol, e outro no Armazém Hall, ambos localizados no chamado “estreito” da Rua Chile. “Conseguimos manter a proposta de utilização da Ribeira para realizar os eventos do Festival DoSol. Acreditamos que é o local tem a cara do Festival”, explica Ana Morena, produtora geral do Festival. Os shows acontecem sem intervalos, apenas alternando os palcos, com duração de meia hora cada, até a última banda da noite, que tem o show mais estendido. Haverá estandes com artigos direcionados à cena musical, CD’s, camisas e outros acessórios das bandas que se apresentarão no Festival estarão à venda.

A grande novidade do Festival DoSol 2009 é uma verdadeira festa dentro da festa. Para encerrar em grande estilo a primeira noite do evento será feito um grande baile com shows do Eddie (PE), DuSouto (RN), Orquestra Boca Seca (RN) e Nuda (PE) e ainda uma grande discotecagem na área externa do evento capitaneado pelo DJ Magão, com o repertório nacional dançante. A missão de todas essas atrações é uma só: homenagear a música brasileira.

DVD Especial

Umas das principais ações do Festival DoSol 2008 foi a gravação do DVD que virou um filme lançado este ano. A edição 2009 vai repetir a ação, registrando além das apresentações nos palcos, os bastidores de todos envolvidos. É um trabalho que requer conhecimento técnico das áreas de áudio e vídeo e ainda uma intimidade com a música que será apresentada. Optamos por não contratar uma produtora convencional “, diz Atalija Lima, assistente de produção.

Serviço

Festival DoSol 2009

Onde: Rua Chile, Ribeira

Quando: Hoje e amanhã a partir das 15h

Quanto: R$ 20 (individual) e R$ 30 (casadinha dos dois dias).

Venda: Lojas Spicy, Natal Shopping e Midway Mall.

Contato: (84) 3642-1520

FESTIVAL DOSOL COMEÇA HOJE: CLIPPING – NO MINUTO

O Festival DoSol começa neste sábado (7) e se estende até domingo (8), na rua Chile, Ribeira, com 31 bandas se apresentando em dois palcos. Todas elas independentes e autorais. Em sua sexta edição, o festival mantém-se fiel à proposta que o colocou entre os principais eventos do gênero no Brasil.

“A ideia é trazer importantes nomes do cenário underground das mais variadas vertentes e também projetar as bandas locais para fora do Estado”, diz o idealizador e diretor do festival, Anderson Foca.

O foco ainda são as bandas do Rio Grande do Norte, representado por 15 atrações. Das 31 bandas que se apresentarão hoje e domingo, três são estrangeiras e o restante vem de nove estados do Brasil.


DuSouto (RN)

“O Festival DoSol continua voltado para o fomento da música independente autoral, e aqui no RN a galera vem se empenhando em fazer boas músicas, novos trabalhos. Temos sempre muito orgulho de apresentar as bandas locais, que em nada deixam a desejar em relação as bandas de fora que participarão do evento”, diz Foca.

Ele ressalta ainda que conseguiu reunir uma gama de artistas ligados à vanguarda e ao rock que poucas vezes se viu em Natal. “Tem bandas sem baixista, com dois bateristas, sem bateria e baixo, instrumentais, gritadas, cantadas, uma verdadeira salada que muito nos orgulha. Acho que o público vai conferir o que tem de mais novo e instigante em termos de rock no Brasil nesta edição”.

Quanto às atrações internacionais, este é o terceiro ano que o evento traz nomes estrangeiros. Danko Jones (Canadá) se apresenta neste sábado e Pulverhund (Noruega) e The Exploited (Reino Unido) fazem show no domingo.


Venice Under Water (RN)

“Mesmo chamando atenção por serem internacionais, essas bandas também são consideradas ungderground no mercado mundial, e o que queremos é oferecer ao nosso público a chance de assistir de perto essas apresentações, de forma quase exclusiva, já que todos farão pouquíssimas apresentações no Brasil”, diz Foca.

Estrutura
Em 2009, a produção mantém o formato com estrutura de dois palcos – um dentro do Centro Cultural DoSol e outro no Armazém Hall, ambos localizados no chamado “estreito” da rua Chile.

As apresentações começam pontualmente às 15h30, com portões abertos ao público às 15h. Os shows acontecem sem intervalos, apenas alternando os palcos, com duração de meia hora cada, até a última banda da noite, que tem o show mais estendido.


Bugs (RN)

A Grito Filmes novamente será o espaço exclusivo para bandas e convidados, onde imprensa, músicos, produtores e diversos profissionais ligados à música podem interagir e ampliar os seus contatos.

PROGRAMAÇÃO
Sábado (7)

15h30 – Flaming Dogs (RN)
16h – Driveout (RN)
16h30 – Venice Under Water (RN)
17h – O Melda (MG)
17h30 – Plástico Lunar (SE)
18h – Cassim & Barbária (SC)
18h30 – Bugs (RN)
19h – Vendo 147 (BA)
19h3h – Os Bonnies (RN)
20h – Rejects (RN)
20h30 – Sick Sick Sinners (PR)
21h – Retrofoguetes (BA)
21h30 – The Baggios (SE)
22h – Danko Jones (Canadá)
Barulhinho Bom
23h – Nuda (PE)
23h30 – DuSolto (RN)
24h – Orquestra Boca Seca (RN)
0h30 – Eddie (PE)

Domingo (8)
15h3 – Dr. Carnage (RN)
16h – I.T.E.P. (RN)
16h30 – Fliperama (RN)
17h – Nervochaos (SP)
17h30 – Deadly Fate (RN)
18h – Distro (RN)
18h30 – Pulverhund (Noruega)
19h – Comando Etílico (RN)
19h30 – Confronto (RJ)
20h – Calistoga (RN)
20h30 – Devotos (PE)
21h30 – Mugo (GO)
22h – The Exploited (Reino Unido)

SERVIÇO | FESTIVAL DOSOL 2009
Dias: sábado (7) e domingo (8), a partir das 15h
Local: Rua Chile, Ribeira
Entrada: R$ 20 (ingresso individual) e R$30 (casadinha – os dois dias)
Vendas: Lojas Spicy (Natal Shopping e Midway Mall)
Informações: 3642 1520 ou www.dosol.com.br

FESTIVAL DOSOL: CLIPPING DE HOJE!

Mais uma série de matéiras sobre a edição 2009 do Festival Dosol. Acompanhem:

PORTAL NATAL AÇÃO
O Festival DoSol já se consolidou em Natal, este ano há uma renovação das bandas onde mais da metade nunca se apresentou em festivais independentes. Quais motivos levaram você a renovar as bandas e como foi o processo?
http://natalacao.com/?p=2142

REVISTA CATORZE

Na semana do Festival DoSol, Anderson Foca conversou com a Catorze e falou um pouco sobre o evento que já virou parada obrigatória no circuito de festivais de rock realizados no país. Confira a entrevista!
http://revistacatorze.com.br/?p=855

ROCK POTIGUAR
Cláudio Pilha, quase 2 metros de altura. Sobe ao palco sozinho, pluga sua guitarra no amplificador, coloca como figurino um macacão verde e um capacete duas vezes maior que sua cabeça, liga um laptop com uma bateria que parece ter sido programada num velho teclado Cássio e dispara meia hora de rock elevando o conceito de uma “one man band”.
http://rockpotiguar.com.br/?p=2166

NATAL AÇÃO
Festival Dosol começa neste sábado
http://natalacao.com/?p=2139

O INIMIGO
Parceria é a palavra mais em moda no momento. E como nós queremos ficar na crista da onda, sempre, fizemos uma com o pessoal do Lado [R], nas figuras non-gratas de Rafael F, Leandro Menezes e Dimetrius Ferreira. Ou melhor, eles nos procuraram com a proposta, aceita na hora.
http://www.oinimigo.com/blog/?p=3306

LADO [R]
confira abaixo a lista com a escalação completa do primeiro dia do Festival DoSol 2009, feita pelos errantes citados acima, com alguns adendos da equipe d’O Inimigo e fique por dentro de tudo que vai rolar. Para facilitar a vida do público roqueiro, a equipe errante irá levar o Errado (zine de bolso) em duas edições ao festival com esse mesmo “quem é quem”.
http://ladorsemcolchetes.blogspot.com/2009/11/quem-e-quem-no-1-dia-do-festival-dosol.html

MEIO DESLIGADO
Começou em Cuiabá, com o festival Calango no último final de semana, a super temporada de festivais de rock alternativo no Brasil. Do norte ao sul, Novembro tem festivais de diferentes tamanhos em vários Estados do país. Ao todo, são mais de 100 shows em 13 festivais.Interessante perceber como algumas das principais empresas do país, como Petrobras, Vivo e Oi estão investindo na música independente.
http://www.meiodesligado.com/2009/11/em-novembro-o-rock-alternativo-domina-o.html

NOIZE BLOG
Pra você que esteve em Marte ou Saturno nesses últimos dias, é nesse fim de semana que acontece em Natal o Festival Dosol, ele é hoje o maior festival dedicado a música independente que a cidade possui, então decidimos fazer um “Quem é Quem” das atrações:
http://coletivonoize.blogspot.com/2009/11/festival-dosol-quem-e-quem-primeiro-dia.html

ESSE NÃO MANJA – ORQUESTRA BOCA SECA
http://essenaomanja.blogspot.com/2009/11/festival-dosol-2009-post-20-orquestra.html

ESSE NÃO MANJA – DANKO JONES
http://essenaomanja.blogspot.com/2009/11/festival-dosol-2009-post-19-danko-jones.html

ESSE NÃO MANJA – CASSIM E BARBÁRIA
http://essenaomanja.blogspot.com/2009/11/festival-dosol-2009-post-18-cassim.html

ESSE NÃO MANJA – DRIVE OUT
http://essenaomanja.blogspot.com/2009/11/festival-dosol-2009-post-17-driveout.html

ESSE NÃO MANJA – BUGS
http://essenaomanja.blogspot.com/2009/11/festival-dosol-2009-post-16-bugs.html

CULTURA DOS FANZINES NO FESTIVAL DOSOL 2009

VAMOZ+REJECTS

Foto: Rejects e Vamoz juntos em show promovido por Dosol e Lado [R]

CULTURA DOS FANZINES É INCENTIVADA NA 6ª EDIÇÃO DO FESTIVAL DOSOL

Grupo de fanzineiros do Lado [R] lançam dois trabalhos de uma só vez durante o Festival Dosol 2009

Literatura alternativa, novas idéias, propostas inovadoras, anarquia gráfica e independência editorial e estética. Se fôssemos analisar de maneira básica o que é um fanzine essas seriam suas principais características. Mas fanzine é muito mais que isso. É na verdade manter vivas as tradições do mercado independente sem a inocência de outrora. Na edição de 2009 do Festival Dosol que acontece dias 07 e 08 de novembro na Rua Chile, Ribeira reunindo 31 bandas, toda parte da divulgação do conteúdo dos grupos para o público em geral será feita através de fanzines distribuídos dentro do evento.

O trabalho encabeçado pela equipe do Lado [R] é uma continuidade das ações que o Dosol e o combo de atividades editoriais realiza durante todo o ano. No conteúdo dos fanzines distribuídos estarão as informações de todos os grupos que vão se apresentar, entrevistas e opiniões. Está será a terceira e a quarta edição do Errado, zine de bolso que já circula há três meses pela cidade. “O que queremos é que as pessoas  interajam com esses novos grupos de todas as maneiras. Já temos uma atividade na televisão, no nosso portal e a idéia do zine é entregar ao público fonte de pesquisa das bandas que vão tocar no Festival Dosol, depois que os shows acontecerem”, diz Ana Morena, produtora do evento.

Confira entrevista com um dos editores do Lado [R], o músico Rafael F.:

1 – Como será o envolvimento do Lado[R] com o Festival Dosol 2009?

Então, acompanhamos o festival desde a sua criação. A cada ano participamos de diversas formas, seja tocando, fotografando e criando conteúdo pra web. Esse ano não poderia ser diferente. Preparamos um guia de bolso iradíssimo para os dois dias do festival. Além do Errado especial Festival Dosol , acredito que sairá uma cobertura audiovisual do evento com a cara e a maliça do [R].

2 – O Lado[R] e o Dosol já fazem coisas em conjunto em algumas produções. Vem mais coisas pela frente?

O Dosol é parceiro do Lado[R] desde longa data. Já fizemos um monte de coisas juntas: festas, lançamentos literários, parceria em outras ações. Somos abertos ao diálogo. Quem sabe conversar e chega na roda sem encarnação, pode ser nosso parceiro. Porque não? Como a moçada do Dosol acha massa as loucuras que realizamos, imagino que a parceria deve rolar por muito tempo.

3 – Como está o conteúdo dos fanzines?

Conteúdo doidão, inteligente e fora do convencional. Pelo menos é essa a nossa busca constante. Aí, você pode encontrar de tudo nas páginas do Lado[R]. Na veia corre o velho sangue do “faça você mesmo”. Então, primeiro tem que fazer a nossa cabeça. Se faz a nossa, faz a dos nossos amigos e chegados. Sempre brincamos dizendo que “fazemos o impresso que gostaríamos de ler”. É bem por ai.

4 – A cultura do fanzine se identifica com a cultura dos Festivais  Independentes?

Tem tudo a ver. O que seria do rock sem os fanzines? Quando os fanzines explodiram no mundo todo, o rock foi a trilha sonora para a destruição. Não sei muito bem como está esse lance todo de festival independente. E o que é ser independente hoje? Eu sou super dependente, sabe. Dizem que tem uma galera fazendo o nome, né? Se o mesmo acontecesse com os fanzineiros que circulam e divulgam esses festivais, seria massa. Distribuição de renda é uma coisa importante para a América Latina. hehehe

5 – Quais os próximos passos do Lado[R]?

Lançar a edição nove do fanzine. Que deve sair com cds encartados de duas ótimas bandas de rockn’roll da cidade. Mais um Errado daqui pra o final do ano. Alguma peripécia audiovisual. No resto é esperar o verão chegar pra cair na estrada rumo a Chapada Diamantina. E que venha 2010.

Os ingressos para o Festival Dosol 2009 já estão a venda nas Lojas Spicy do Natal Shopping e do MidWay Mall com preços promocionais de R$20,00 individual e R$30,00 a casadinha pros dois dias do evento.

O Festival Dosol 2009 tem patrocínio da Oi através da Lei Estadual Câmara Cascudo e Governo do Estado e apoio do Praia Mar Hotel e Holiday In através do programa Djalma Maranhão de incentivo a Cultura. Também apóia a iniciativa o Oi Futuro. Todas as informações e escalação completa do evento pode ser conferida no portal www.dosol.com.br .

SERVIÇO
O que? Festival Dosol 2009
Onde? Rua Chile, Ribeira, Natal/RN
Quando? Dias 07 e 08 de novembro a partir das 15h
Quanto? R$20,00 ingresso individual e R$30,00 para a casadinha dos dois dias.
Ponto de Venda? Lojas Spicy, Natal Shopping e Midway Mall.
Informações? 3642-1520 ou WWW.dosol.com.br

AS CARAS NOVAS DO FESTIVAL DOSOL 2009

PROJETO TRINCA 02
Foto: Projeto Trinca (RN)

AS CARAS NOVAS DO FESTIVAL DOSOL 2009

Com 23 bandas potiguares na escalação, evento é a maior vitrine de bandas novas do estado

O principal papel de um festival de música independente em qualquer região do país é revelar os novos grupos e trazer as novidades da música brasileira para público e crítica. No Festival Dosol que acontece em Natal dias 07 e 08 de novembro não é diferente.

Na escalação final do evento, ao todo 23 bandas e artistas potiguares estarão se apresentando. Muitos deles terão sua primeira oportunidade num palco de festival e prometem não fazer feio.  Separamos quatro destaques  - todos com sonoridades diferentes entre si –  da renovada cena potiguar para representar os “calouros”:  Projeto Trinca, ITEP, Venice Under Water e Rejects.

PROJETO TRINCA (RN) – Composições no violão, melodias inspiradas na nova MPB (Los Hermanos, Roberta Sá) e barulhinhos eletrônicos compondo o cenário. Esse é o Projeto Trinca que faz praticamente seu show de estréia no Festival Dosol – Música Contemporânea no dia 19 de novembro. A banda prepara um disco autoral e já tem soltado algumas novidades no seu myspace. Mesmo novato, o Projeto Trinca é um dos shows mais aguardados de toda a programação.

Escute aqui: http://www.myspace.com/projetotrinca

ITEP (RN) – Violência, desigualdades sociais, peso, gritos e stage dives. O quinteto ITEP faz sua estréia no palco dos festivais com o som agressivo do metalcore mais pesado. O EP de estréia está distribuído gratuitamente na internet e chama-se “Insulto aos Tiranos Exploradores do Povo“. Altamente recomendado para quem gosta de DFC, Ratos de Porão e hardcore pesado em geral.

Escute aqui: http://www.myspace.com/xitepx

VENICE UNDER WATER (RN) – Trazendo um rock melódico em bom inglês, o Venice Under Water já merecia há um tempo uma chance em palcos de festivais independentes. Esse ano a hora deles chegou e a banda parece pronta para assumir o papel de protagonista do rock potiguar. Além do Festival Dosol 2009 o grupo ainda se apresenta na edição drops do evento que acontece em Recife no mesmo final de semana. Se você gosta de Foo Fighters e Incubus, pode ouvir na certeza de que vai gostar.

Escute aqui: http://www.myspace.com/veniceunderwater

REJECTS (RN) – Mesmo sendo uma novata no nome, o que não falta é experiência pro trio potiguar Rejects. Com Anderson Foca, Júlio Cortez e Marcelo Costa na formação (que trazem no currículo bandas como Allface, Ravengar, General Junkie, The Sinks, entre outras) o power trio atualiza com muitos decibéis o rock básico e clássico com influências que vão desde o trash metal, a o rock carrancudo de bandas como Motorhead até as melodias sujas do grunge. O EP “Green” lançado há dois meses vem batendo recorde de downloads e tornando a banda mais conhecida no meio independente.

Escute aqui: http://www.myspace.com/rejectsrock

Os ingressos para o Festival Dosol 2009 já estão a venda nas Lojas Spicy do Natal Shopping e do MidWay Mall com preços promocionais de R$20,00 individual e R$30,00 a casadinha pros dois dias do evento.

O Festival Dosol 2009 tem patrocínio da Oi através da Lei Estadual Câmara Cascudo e Governo do Estado e apoio do Praia Mar Hotel e Holiday In através do programa Djalma Maranhão de incentivo a Cultura. Também apóia a iniciativa o Oi Futuro. Todas as informações e escalação completa do evento pode ser conferida no portal www.dosol.com.br .

SERVIÇO
O que? Festival Dosol 2009
Onde? Rua Chile, Ribeira, Natal/RN
Quando? Dias 07 e 08 de novembro a partir das 15h
Quanto? R$20,00 ingresso individual e R$30,00 para a casadinha dos dois dias.
Ponto de Venda? Lojas Spicy, Natal Shopping e Midway Mall.
Informações? 3642-1520 ou WWW.dosol.com.br

FESTIVAL DOSOL 2009 AQUECIMENTO: DANKO JONES EM VÍDEOS EXCLUSIVOS

Amigos a parada é a seguinte. Um dos sons mais dançantes e roqueiros que já ouvi na vida é do trio canadense Danko Jones. Por três anos estamos tentando trazer os caras ao Festival Dosol e esse ano conseguimos a façanha. Se vocês ainda não conhecem o som do trio deixamos dois vídeos ao vivo, retirados do DVD do cara.

Neles vocês podem ver o poder do som dos canadeneses e projetar um pouco como será a a apresentação deles no Festival Dosol! Saquem aí “Forget My Name” e “First Date”.

DVD – FESTIVAL DOSOL 2008 – O FILME VAI SER LANÇADO SÁBADO!

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Foto: Djalma do AMP, que toca no Dosol neste sábado!

É amigos, a coisa anda frenética por aqui. São shows, aquecimentos, festival dosol 2009 chegando e como se não bastasse ainda faremos uma grande festa que vai envolver três coisas: faremos o lançamento do DVD – Festival Dosol – O Filme, começaremos o início das vendas de ingresso do Festival Dosol 2009 e de quebra ainda veremos duas das pricnipais bandas de rock do país na atualidade.

Tudo isso rola neste próximo sábado, dia 03 de outubro no Centro Cultural Dosol a partir das 17h. Quem comprar a casadinha do Festvial Dosol 2009 nsse dia entra de graça no rolê. Acompanhem o serviço do show e preços:

PREÇOS!
Preço da casadinha pros dois dias do Festival Dosol 2009: R$30,00
Preço do DVD Festival Dosol 2008: R$5,00
Preço do show de lançamento do DVD: R$5,00

SERVIÇO
O que? Show de lançamento do DVD Festival Dosol 2008
Quando? Sábado, dia 03 de outubro, 17h
Onde? Centro Cultural Dosol, Ribeira
Atrações? AMP (PE), Black Drawing Chalks (GO), Rejects (RN), Calistoga (RN)
Informações? WWW.DOSOL.COM.BR