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HUGO MORAIS (RN): MÚSICA PARA OUVIR MÚSICA

Quarta-feira. Cerveja, três contos de horror. Filmes. Franceses, dublados em italiano e legendados em português. Supimpa. E com o super-astro Boris Karloff. Tal qual todo lobisomem encontra sua bala de prata e tal qual todo vampiro encontra sua estaca, encontrei meu fim. Que bom. Me livrei da maldição. Na quarta.

Na quinta teve Arnaldo Antunes no ENE – Encontro Natalense de Escritores – , na faixa, na Ribeira. Todos os malassombrados de Natal estavam lá, a fauna toda, inclusive nós. Lembro do show de Arnaldo no lançamento de Um Som, isso fazem uns 10 anos. Foi na Rua Chile, pouca gente e na guitarra Edgard Scandurra. Os shows foram totalmente diferentes. Lá atrás era uma banda de rock mesmo: guitarra, baixo e bateria. Desta vez foram violões, teclados e Arnaldo. Os dois foram bons, mas fico com o primeiro pela banda “completa”. Nove discos tem o doido sem costeletas e mais um punhado de livros. Não posso dizer que sou fã. Mau conheço as músicas, mas não se pode negar que ele é criativo e junto com Nando Reis faziam diferença nos Titãs, o resto é bucha de canhão. Branco Melo e Sérgio Brito até tentaram carreira “por fora”, mas não deu. Fracassaram bonito. Continuar lendo

COMO FOI? FESTIVAL DOSOL MÚSICA CONTEMPORÂNEA – PORTAL XUBBA (RN)

Por Rafael Cunha

Conteúdo: Xubba.net

Dizer que a organização acertou a mão na escalação do festival, é uma enorme verdade, mas sinceramente “deram descendo” e colocaram as bandas certas pra se fazer um festival louvável. Nessa quarta e quinta feira, quem estava na Casa da Ribeira pôde presenciar shows sensacionais e que serviram de degustação para a galera que gosta de som de qualidade.

DEBATE
Tinha visto um show deles em Recife em 2006 era outra formação foi muito foda mas dessa vez tudo mudou, não se pode dizer que os paulistas tocam, eles tocam em loops eletrônicos com percurssão, bateria, pedais, sintetizadores que deixam você “dentro” do show e ainda tem um lado teatral envolvendo o público(um rapaz da platéia tocou no meio do show, repetindo o que era feito pelo batera), e os caras encenam mesmo coisa muito foda e melhor, diferente do comum, muitas pessoas não entendiam o que estavam vendo, eu e alguns rockeiros estávamos vidrados no show que foi super intimista e muito bom de se ver!! Quem não foi, perdeu a oportunidade de conhecê-los, Edu e Sérgio fizeram a cabeça da galera que se fez presente. Continuar lendo

COMO FOI? FESTIVAL DOSOL MÚSICA CONTEMPORÂNEA – PRIMEIRO DIA

Por Foca

Ontem foi mais daquelas noites que vamos ouvir falar daqui há um tempo quando lembrarmos de 2008. Já cedo, por volta das 17h, Elma e Debate já se faziam presentes na Casa da Ribeira para aprontar tudo para as apresentações. A equipe do Dosol Estúdio preparava todos os detalhes para a gravação do áudio e do vídeo e afinava aluz e a sonorização.

Perto das 19h30 com metade da lotação da Casa da Ribeira o Debate começa sua apresentação. O que o duo apresenta na verdade são sensações e sons que se extenderam por 30 minutos que passaram muito rápido, quase sem a platéia perceber. Edu Ramos na maioria do tempo coloca pra dialogar com a percussão de Sérgio Ugeda uma parafernália que mistura laptop, pedais, mini-teclados e uns equipamentos geradores de sons bem diferentes e instigantes. Ugeda comanda o barulho pulsando levadas soltas numa bateria completa e em peças soltas de percussão. Em dado momento botou até alguém da platéia para experimentar junto. Uma viagem interessante que não vai ser reproduzida novamente ao vivo porque em todos os shows eles “debatem” de maneiras diferentes.

Um intervalo de 10 minutos pro público tomar fôlego e começa o show do Elma com a Casa da Ribeira já cheia, recebendo quase a sua lotação. No primeiro acorde do show a platéia sentiu o que estava por vir em quase 40 minutos. Um som pesadíssimo, denso e pulsante comandado por uma guitarra com afinação baixa, fazendo tremer as estruturas da Casa da Ribeira. O Elma é um daqueles grupos que segue a linha do metal experimental muito difundido mundo afora por bandas como Pelican, entre outras.

Quem estava na Casa da Ribeira ontem viu o futuro e o melhor disso tudo é que hoje tem muito mais!

Volte daqui a pouco e veja as fotos do show…

Foto: nominuto.com

FESTIVAL DOSOL MÚSICA CONTEMPORÂNEA É HOJE!: ENTREVISTA – ELMA (SP)

Confira a entrevista com Ricardo Lopes, baixista da Elma, feita pelo pessoal do Recife Rock. A banda toca hoje aqui em Natal no Festival Dosol Música Contemporânea e amanhã em Recife em festa do Coquetel Molotov.

Quando tocaram aqui no No Ar 2007 vocês tiveram uma ótima resposta do público, teve até bis. Acham que o público está mais receptivo à sons mais “difíceis” e incomuns?
Quando tocamos em Recife pela primeira vez, não somente pelo Bis, mas pelo número de comentários em blogs e sites relacionados ao festival, as entrevista que demos e até pelas conversas com algumas pessoas que assistiram ao show, fiquei impressionado com o interesse pelo nosso som e por bandas relacionadas ao que fazemos. Parecia que todo mundo que conversamos conhecia neurosis, High on Fire, a relapse, ipecac, Boris, Pelican, fossil, isis, sunO))) e sabiam falar sobre cada uma dessas bandas ou selos relacionados e diferenciar tudo isso dentro dos devidos contextos. Conheci uma pessoa que tinha nossa demo de 2004, na ocasião prensamos alguns 300 ou 400 desses manualmente. Não acho que se trata de ser um som tão difícil e sabemos que não é tão comum mas o que parecia é que por conhecerem todo esse universo onde essas outras bandas estão orbitando, ninguem vinha com perguntas do tipo: “mas aí, porque que não tem vocal?”

Que lugares no Brasil você enxerga um caminho nesse sentido, de maior abertura ao novo?
Acho que dos lugares que tivemos a oportunidade de tocar Recife e Goiânia foram onde mais me impressionou nesse sentido, em GO acontecia um pouco diferente, os festivais pareciam ser mais responsáveis por apresentar as bandas para o público que estava super ligado em tudo o que estava acontecendo ali. No outro dia, blogs e mais blogs criticavam (+ ou -) minunciosamente tudo que aconteceu na noite passada. Em Recife ficava claro que não era o Festival que estava apresentando aquelas bandas. Continuar lendo

FESTIVAL DOSOL MÚSICA CONTEMPORÂNEA (É HOJE): MATÉRIA DIÁRIO DE NATAL (RN)

O Festival Dosol 2008 realiza nesta quarta e quinta sua última ação do ano trazendo ao palco da Casa da Ribeira, o Festival Dosol – Música Contemporânea. A programação vai reunir artistas de três estados e é totalmente gratuita.

A idéia de fazer o Festival Dosol – Música Contemporânea é bastante nova. ‘‘Nós queremos fazer um evento que aponte pro futuro, e isso é que vamos propor com o nosso ‘‘case’’ de música contemporânea. Sempre quisemos fazer algo especializado para música de vanguarda, pros novos experimentos sonoros e acho que abrimos esse leque com essa ação’’, diz Ana Morena, organizadora do projeto. Continuar lendo

FESTIVAL DOSOL: ELMA (SP) CONFIRMADO

Riffs de guitarra matadores, andamentos arrastados, Helmet, metal, barulho e som insano. Se tivesse como descrever a potencial sonora dos paulistas do Elma seria difícil. A verdade é que o grupo pratica um metal instigante e instrumental e fez no Festival Calango recentemente em Cuiabá um dos shows mais poderosos de metal que já assisti.

O Elma está confirmado na programação do Festival Dosol dentro do case de música contemporânea que vai rolar na Casa da Ribeira. Imperdível para iniciados no rock e no metal, imperdível para quem gosta de rock e imperdível para quem gosta de se surpreender. Imperdível! Veja alguns vídeos do cara e sinta o clima.

ELMA NO 12 HORAS DE ESTÚDIO TRAMA VIRTUAL



ELMA – PRIMEIRA