Mais uma conexão hermana durante o Festival Dosol 2011. Confira agora os argentinos do Satan Dealers tocando ao vivo naquela edição! Rock!
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ARTIGO: RIBEIRA VIVA, O CIRCUITO CULTURAL RIBEIRA ESTÁ DE VOLTA!
Por Anderson Foca
O Circuito Cultural Ribeira está de volta e com força total. Para quem não está tão ligado no que se trata um pequeno resumo. O Circuito Cultural Ribeira foi desenvolvido pelo Dosol e pela Casa da Ribeira durante dois anos e finalmente realizado no ano passado. A atividade nasceu para dar visibilidade aos equipamentos culturais existentes no bairro da Ribeira, juntando num domingo por mês uma vasta programação cultural oferecida gratuitamente para a população.
Todas as etapas do ano passado reuniram mais de 200 artistas das mais variadas áreas da cultura (e de vários lugares do país), ocupando ao todo 14 espaços e a maioria das ruas do bairro histórico da Ribeira. A atividade também foi sucesso de crítica e público, colecionando matérias destacadas na imprensa local e reunindo ao todo quase 100.000 pessoas em todas as edições.
Neste ano o Circuito Cultural Ribeira começa dia 12 de agosto e vai acontecer sempre no segundo domingo de cada mês. Estamos garantidos até o mês de abril (dando uma pausa em janeiro para as férias), mas a ideia é que de agora em diante o projeto seja contínuo, sem intervalos até termos fôlego e patrocínios para isso.
Outra novidade para esse ano é que o projeto também passa a ser reconhecido com uma plataforma de potencialização de atividades culturais do bairro da Ribeira. Para isso já catalogamos eventos culturais que acontecem pelo bairro e integramos tudo ao circuito. Eventos como Festival Dosol, Chamada Carnavalesca do Rock e Cena Aberta farão parte das atividades do Circuito Cultural Ribeira além de outros que ainda estão tendo parceiras firmadas.
Para o último mês do ano, também usando a plataforma do circuito e seus espaços culturais, está sendo programada a primeira Virada Cultural de Natal. Já estamos trabalhando e costurando uma verba complementar para que possamos realizar o evento. Um sonho que começou a ser pensado ano passado mas que não conseguimos realizar. Esse ano rola!
Para os artistas também temos um batalhão de novidades. Neste ano o Circuito Cultural Ribeira vai realizar um grande edital de ocupação da plataforma. Artista de todo o RN poderão se inscrever de maneira clara e democrática e concorrer às vagas. Música, Artes cênicas, Dança e Artes Plásticas são as expressões culturais contempladas. São 128 vagas disponíveis (100 através do edital), todas com boa ajuda de custo prevista no projeto. O edital será lançado dia 25 de junho e fica aberto até 25 de julho.
Além das atividades festivas e de celebração que o Circuito Cultural Ribeira proporciona, também oferecemos atividades de pensamento e dabates sobre os mais variados assuntos que envolvem cultura e educação patrimonial. Serão cinco ciclos de palestras e debates realizados sempre aos sábados pré-circuito.
Está feito um resumão de tudo o que vai rolar esse ano no Circuito Cultural Ribeira agora é trabalhar seguir em frente, contando com a participação da comunidade cultural da cidade, órgãos públicos, apoiadores privados e principalmente o público que sempre nos prestigia e faz isso tudo fazer sentido. Vai ser bonito!
Ribeira ontem, hoje e sempre.
CLIPPING: ENTREVISTA DE ANDERSON FOCA PARA O BLOG ALTNEWSPAPER
O Anderson Foca é uma das figuras mais conhecidas da cena independente do nordeste, mais que isso, se faz presente frequentemente na cena nacional. Seja tocando, seja produzindo, discutindo música e cultura. Já teve banda de hardcore, de rock alternativo, grunge e de uns anos pra cá tem uma banda de rock instrumental chamada Camarones Orquestra Guitarristica, uma das bandas independentes que mais faz shows pelo Brasil. Abriu o estúdio e selo DoSol para ensaio e gravações de bandas independentes na cidade de Natal em 2001, ja abriu um bar que virou um Centro Cultural, além de shows pagos e gratuitos de bandas locais e de todos os lugares do Brasil, funciona como um ponto de encontro do independente potiguar no bairro da Ribeira, centro histórico de Natal.
Realiza o festival DoSol desde o ano de 2002, sendo um dos festivais independentes mais importantes do Nordeste atualmente e um dos mais divertidos. No portal DoSol, aparecem vários vídeos produzido pela marca, além de discos de bandas gravadas no estúdio e lançadas pelo selo. É uma produção insana, não passa um mês sem aparecer alguma coisa nova, fora as datas e eventos agendados com folga e muita organização. Com a necessidade de expandir-se dentro do Rio Grande do Norte, o DoSol anunciou um novo espaço na cidade de Mossoró no final do mês passado. Aqui você lê uma entrevista com Anderson Foca, falando sobre a banda, a cena potiguar, o cenário nacional, novidades do Festival DoSol 2012 e contando um pouco da historia de quem tem se dedicado inteiramente a música independente desde 1997!
PROGRAMAÇÃO CULTURAL COMPLETA DO SBPC 2010 EM NATAL (RN)
Com palco para as ações do Festival Dosol entre outras atividades de cultura do RN o SBPC Cultural anunciou o lineup completo com destaque o show de encerramento com Tom Zé. No palco Dosol vai ter Camarones Orquestra Guitarrística, Calistoga e Planant, rola no Circo da Luz que va ficar na praça Cívica do Campus, dia 28 de julho das 17h às 19h com entrada gratuita. Confira programação completa:
ESPAÇOS / AÇÕES
A edição 2010 da SBPC Cultural terá um papel importante na programação da 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, haja vista sua inserção num contexto de diálogo da ciência com a produção cultural. Com essa perspectiva, todas as ações integrantes da SBPC Cultural foram concebidas em bases sustentáveis, criativas e impulsionadoras da percepção crítica e reflexiva sobre a realidade cultural local e nacional, criando assim interfaces com as novas diretrizes presentes nos grandes debates sobre cultura no Brasil. Continuar lendo
FORMAÇÃO, DIVERSÃO E VANGUARDA: MINI-CURSO DE BAIXO APLICADO AO ROCK COMEÇA HOJE

Hoje começa mais uma etapa do projeto Formação, Diversão e Vanguarda aqui no Dosol. Essa próxima etapa do projeto será um mini-curso de baixo que vai ter como instrutor Jefferson Soares, baixista respeitado, formado na UFRN e que toca com diversos músicos e bandas da cidade.
Só lembrando que nesse primeiro dia o horário é às 19h (aproveitando o feriado). Quem não souber onde fica o Estúdio dosol pode dar uma ligada para gente no 3642-1520. Os alunos inscritos são os seguintes:
GUSTAVO ROCHA
JOÃO PAULO SILVA
CRIS BOTARELLI
HELDER FÁBIO
ALYSON SOUZA
DENNER SANTIAGO
LUCAS RAMON DE MELO
RENNO FRANK DE MELLO
LUIZ FELIPE
LEANDRO MENEZES
RENATA DA COSTA SOARES
LUCAS MATHEUS ARAUJO
ANA MORENA TAVARES
LUIS EDERICK DE SOUZA
O Formação, Diversão e Vanguarda é uma continuação das atividades do Festival Dosol que teve patrocínio da Oi dentro do projeto Oi Futuro (renovado para 2009), Praia Mar Hotel e Diginet, através da Lei Municipal Djalma Maranhão e Lei Estadual Camara Cascudo.
SERVIÇO
O QUE? Projeto “Dosol: Formação, Diversão e Vanguarda”
AÇÃO? Mini-curso de baixo aplicado ao rock, instrutor Jeff Soares
QUANDO? De 21 a 24 de abril, 19 e 20h
ONDE? DOSOL ESTÚDIO
INSCRIÇÕES? Gratuitas no email assessoria@dosol.com.br
INFORMAÇÕES? Anderson Foca – ASSESSORIA@DOSOL.COM.BR
FEIRA NOIZE REUNE PRODUÇÃO INDIE EM NATAL

O Coletivo Noize irá promover uma feira no espaço Calígula no dia 2 de abril das 16h às 23h. A feira tem como objetivo incentivar e divulgar os produtos de anônimos, seja por confecção manual ou não. Além de tentar reviver antigas feiras que aconteciam na Rua Chile.
Para quem desejar expor, o e-mail para solicitação de stand é: claracrocodila@yahoo.com *Deve ser encaminhado com fotos dos produtos e um argumento com um breve historico do expositor. Será disponibilizado uma mesa para cada expositor que não pagará nada pelo serviço. A entrada também será gratuita.
O Dosol vai está com uma banca de discos novos e usados, camisetas, adesivos, entre outros adereços.
Além disso, a feira irá contar com a discotecagem de:
Gustavo Rocha (Coletivo Noize)
Gabriel Souto (DuSouto)
Michel Heberton (Lo Que Sea)
S.U.N. (Universo Paralello)
Jair Rodgofer
Serviço:
Entrada: FREE
Dia: 2 de abril (quinta-feira)
Hora: das 16h as 23h
Local: Espaço Calígula – Rua Chile; Ribeira
COMO FOI? DIVERSÃO, FORMAÇÃO E VANGUARDA – 2ª EDIÇÃO

Foto: Camarones em ação para um bom público
Sábado chuvoso pelo Centro Cultural Dosol ainda em clima de ressaca com o rock que rolou pesado no carnaval. Mesmo assim mais de 100 pessoas acompanharam a programação da segunda etapa do Formação, Diversão e Vanguarda, projeto capitaneado pelo Dosol com apoio do Coletivo Noize e Xubba Musik.
A programação começou com a exibição do documentário “Classic Album – Nirvana” mostrando os bastidores da gravação de Nevermind, um dos discos mais importantes da história do rock mundial. Alguns perderam a hora (uma das características do projeto é começar exatamente no horário, até por uma questão de educação com aqueles que chegam cedo) mas do meio pro fim já tinham mais de 50 espectadores sentados e em pé para ver a exibição.

Foto: Workshop de Guilherme Borges
Já com o Dosol cheio (dentro do programado pelo projeto) Guilherme Borges, músico paraibano, fez demostração e falou um pouco de pedais e amps handmade. A conversa se extendeu bastante e para não ficar tarde e atrapalhar a programação resolvemos continuar o bate-papo usando o hall do bar enquanto montávamos a apresentação do Camarones Orquestra Guitarrística. Como prometido aqui vai o email dele para quem quiser fazer encomenda ou conversar mais sobre o assunto: theborges@hotmail.com

Foto: Dante Augusto e Daniel Araújo em ação no Dosol
21h o quinteto começa o ataque para um púbico bastante diferente e eclético. Tinha até gente bem mais velha na platéia, fruto dos últimos shows e do hype em volta do nome da banda. Já disse e repito, a turma está no automático fazendo um show atrás do outro tornando o trabalho sólido e muito bem feito. Sábado não foi diferente.
Tivemos o público ideal para esse tipo de ação. Aguardem os próximos passos do projeto com o mini-curso avançado de baixo e o Festival Nordeste Independente.
Fotos: Rafael Cunha
PS: Em breve saem os vídeos das duas primeiras etapas do projeto feitos pelo Coletivo Noize.
HOJE: FORMAÇÃO, DIVERSÃO E VANGUARDA: 2ª EDIÇÃO

É hoje a 2º edição do Formação, Diversão e Vanguarda no Centro Cultural Dosol. A programação é toda gratuita (com entrada limitada a 70 pessoas) e tem apoio insitucional da Diginet, CEI e Praia Mar Hotel. Toda a organização do projeto é do Dosol em parceria com o selo Xubba e o Coletivo Noize. Confira a programação deste final de semana:
HOJE, DIA 28 DE FEVEREIRO
Dosol: Formação, Diversão e Vanguarda
19h – Exibição do Classic Album Nirvana
20h – Work shop com Guilherme Borges (PB) – Pedais e amplificadores
21h – Jam session Guilherme borges e Camarones Orquestra Guitarrística
ENTRADA FREE!
CENTRO CULTURAL DOSOL INICIA PROJETO “FORMAÇÃO, DIVERSÃO E VANGUARDA” HOJE!!!!

Aberto há mais de quatro anos, o Centro Cultural Dosol localizado na Rua Chile, Ribeira, sempre foi reconhecido por ser o reduto dos shows de rock, música de vanguarda, festivais e ações voltadas à música jovem. Para 2009, o espaço cultural capitaneado pelo grupo de trabalhos culturais Dosol vai avançar ainda mais nas ações que promovem formação de público e artistas e suas vertentes com o projeto “Formação, Diversão e Vanguarda”.
Serão organizadas durante o ano várias ações como exposições, workshops, shows gratuitos, exibição de filmes e documentários e palestras. Tudo com entrada gratuita e acesso livre para a população. “Todo o projeto está enquadrado na Lei Djalma Maranhão e já temos gente como a Diginet e o Praia Mar Hotel apoiando, o que nos permiti pelo até menos o meio do ano realiza-lo, duas ou três vezes no mês. Somos um ponto real de cultura e é isso que estamos demonstrando durante todos esses anos com o Centro Cultural e as ações do Dosol como um todo durante o ano”, diz Foca, coordenador e curador do projeto.
HOJE , dia 06 de fevereiro, o projeto “Formação, Diversão e Vanguarda” tem início com uma palestra do jornalista e pesquisador pernambucano Bruno Nogueira falando sobre os novos rumos da música em tempos de internet, velocidade da informação e suas variações. Também vai ser exibido o documentário Hype! (1996), dirigido por Doug Pray e que conta um pouco do que aconteceu na cena grunge de Seatlle nos anos 90. Para fechar a noite tem discotecagem indie e confraternização dos participantes. Toda a programação tem início às 19h.
A primeira ação do projeto “Formação, Diversão e Vanguarda” também marca o começo de uma série de atividades da Casas Associadas, associação nacional que tem como objetivo dar visibilidades as diversas casas e espaços ligados a propagação da nova música brasileira, da qual o Centro Cultural Dosol é sócio fundador. Na ocasião também vai ter uma explanação sobre a associação e seus objetivos.
Além do Dosol, o selo Xubba Musik e o Coletivo Noize também estão na coordenação geral do projeto quem tem patrocínio da Diginet e Praia Mar Hotel via Lei Djalma Maranhão.
SERVIÇO
O QUE? PROJETO “FORMAÇÃO, DIVERSÃO E VANGUARDA”
ONDE? CENTRO CULTURAL DOSOL, RUA CHILE, RIBEIRA
QUANDO? HOJE, DIA 06 DE FEVEREIRO, 19H
ENTRADA? GRATUITA
PROGRAMAÇÃO:
19H – EXIBIÇÃO DO DOCUMENTÁRIO HYPE!
20H – PALESTRA COM O JORNALISTA BRUNO NOGUEIRA
21H – DISCOTECAGEM E CONFRATERNIZAÇÃO.
HOJE TEM GIGANTE ANIMAL E MUITO MAIS NO C.C. DOSOL
Música doida…
Domingo ativo…
É daqui a pouco…

HOJE: CENTRO CULTURAL DOSOL RECEBE MÚSICA DE VANGUARDA DO BRAISL – ENTREVISTA GIGANTE ANIMAL (SP)

Hoje às 17h o Centro Cultural Dosol recebe em parceira com o Coletivo Noize algumas bandas que representam a vanguarda da música Domben (RN), Gigante Animal (SP), Civaia (PE) e Nautilus (AL). Confira entravista com o Gigante Animal (SP).
Aproveitando o calor da estação os caras do gigante animal saem da suas tocas para desbravar palcos em terra nordestina. Hora dessas os caras estão aqui do lado[João Pessoa-PB] preparando mais uma apresentação da turnê. Mesmo na correria da estrada arrumaram um tempinho para responder algumas perguntas feitas pelo nosso editor Leandro Menezes com exclusividade para o coletivo Noize.
Fala pra gente como surgiu o Gigante Animal e de onde surgiu esse nome.
A banda surgiu em 2006 tendo uma formação que não durou até o fim do mesmo ano.Eramos eu, henrique e guilherme do extinto college mais um amigo, thiago (http://www.myspace.com/todaessaagua).Por questões próprias Guilherme e Thiago acabam saíndo da banda, mas, felizmente, acabamos por conhecer o Babalu que teve a brilhante idéia de nos apresentar o Renato fechando a formação que segue firme.Quanto a questão do nome, preferimos deixar no mistério pra que cada um tenha sua própria viagem.
Me parece que todos os integrantes do Gigante já tocaram em outras bandas, fala um pouco disso pra gente.
Exato, todos nós já tocamos em outras bandas. Eu e Henrique tocávamos juntos no College (http://www.myspace.com/bandacollege) e tão somente, todavia, babalu e renato já tocaram e tocam em algumas bandas.Babalu, tocou na Karne Krua, Perdeu a Língua, Triste Fim de Rosilene e atualmente toca também no Debate (http://www.myspace.com/debatebate ).Renato tocou no Bandits e atualmente toca junto com Richar Ribeiro ( http://www.myspace.com/richardribeiro) num projeto chamado Porto.
Vocês estão vindo ao Nordeste pela primeira vez – se eu não estiver enganado – e creio que vocês estão se relacionando de muito perto a atividade de “coletivos” como o Lumo e o Noize. Como você vê essa iniciativa voltada para a produção cultural e rockeira aqui na região?
Exato, esta é nossa primeira vinda ao nordeste, que por sinal esta incrível. Vejo, vemos, a banda, com os melhores olhos possíveis, pois o Brasil necessita já há tempo de uma estruturação daquilo que chamamos de circuito independente e, felizmente, isso começa a tomar vida graças ao trabalho de pessoas como vocês do coletivo Noize e Lumo.
Quais os planos para o Gigante Animal nesse ano que se inicia?
Tocar, e tocar, e tocar, sempre. Estamos em fase de produção de um clipe, lançaremos um quarto ep ainda na metade do primeiro semestre e temos como meta lançar um disco no segundo semestre.
Sugestões para o verão: pode ser um disco, um livro… uma praia.
Reclamar menos e fazer mais, mas brincadeiras sérias a parte, a banda sugere para o verão nada mais nada menos do que: o nordeste brasileiro.
O que podemos esperar do show da Gigante Animal próximo domingo aqui em Natal?
Pode-se esperar um show de energia fruto de muito trabalho, amizade e amor pela música, linguagem das mais belas, razão de viver.
HOJE: CENTRO CULTURAL DOSOL RECEBE MÚSICA DE VANGUARDA DO BRASIL. ENTREVISTA COM CIVAIA (PE)

Hoje às 17h o Centro Cultural Dosol recebe em parceira com o Coletivo Noize algumas bandas que representam a vanguarda da música Domben (RN), Gigante Animal (SP), Civaia (PE) e Nautilus (AL). Confira entravista com o Civaia (PE).
Civaia é uma das atrações do próximo evento do Coletivo Noize que acontece em parceria com o Dosol, o show acontece dia 25 desse mês no Centro Cultural Dosol. Na EntreviZta a banda pernambucana conta um pouco da história da banda e o que esperar do show deles aqui em Natal. Confira!
1 – Fala pra gente como surgiu essa idéia maluca de juntar oito nego pra formar uma banda.
Olá pessoal do Coletivo Noize, é um prazer responder esta entrevista! Bem vamos falar do que interessa. A idéia surgiu quando o nosso antigo baterista saiu. Nessa época a gente queria uma sonoridade tendenciosa pra o jazz, música latina, e a psicodelia nossa de cada dia. Então, a formação era bem restrita, pra que houvesse uma mescla destes elementos, procuramos por um tempo, novos integrantes, mas havia poucas pessoas que tocassem instrumentos que fariam a mistura “necessária”. A gente chamou Yuri pra o sax, Eu (Fernando) sai do baixo e fui para as programações, e a gente chamou Marquinhos que antes não era amigo da gente, para o teclado. Os elementos percussivos, por hora não são fortes, mas estamos cada vez mais atentos pra que cheguem ao ponto que a gente quer. Civaia é: Raimundo Senna, Fernando Moraez, Victor Teodoro, Glauco Bellardy, Marcos Lima, Yuri Stanley, Júnior Buchecha e Paulo Gabriel. Guitarra, Programações e Efeitos, Vocal, Bateria, Teclado, Saxofone, Contra-Baixo, e Guitarra.
2 – Aproveita e fala também desse nome pouco comum, Civaia. O que significa?
O Significado do nome Civaia, veio de um almoço na casa de Dona Amélia, avó de Victor (Vocal), em que ela falava das tradições Angolanas, e mostrou um coral o qual ela fazia parte. Tinha um refrão muito envolvente, que eles iniciavam em umbundo falando a palavra Civaia. Civaia significa louvar, louvar um ser, algo maior do que nós.
3 – Na sua opinião, qual a importância do surgimento de mais um coletivo voltado para a produção cultural e rockeira aqui na região? De quebra, nos fale sobre como anda as coisas em Recife nesse sentido.
Cara é justamente isso, um coletivo rockeiro! Achamos que o que faltava era isso, existem muitos outros que a gente poderia citar aqui, mas na cena local, não havia um coletivo desta maneira. O Cordel do Fogo Encantado e a Nação Zumbi, são fortemente percussivos, chegam a usar outros elementos interessantes, e acho que são eles que a gente poderia citar pra responder esta pergunta.
4 – Quais os planos para o Civaia nesse ano que se inicia?
Os planos são muitos! Terminar os arranjos de todas as músicas e gravar, e ter um repertório vasto. Mas uma de nossas metas, é participar do Microfonia, e do Coquetel Molotov, eventos que tem muita repercussão por aqui e os quais julgamos serem muito relevantes pra nossa carreira.
5 – Sugestões para o verão: pode ser um disco, um livro… uma praia.
Caramba! Disco é pau de dizer assim, tem muitos discos que a gente gosta muito e que poderia citar, mas um livro que eu acho que vale muito a pena de ser lido e relido, é O Grande Abismo de C.S Lewis, onde ele retrata de forma metafórica algumas verdades, não vou falar mais nada, leiam.
6 – O que podemos esperar do show da Civaia próximo domingo aqui em Natal?
Muita loucura no som ! Rock doido e Diversão.
Quem pergunta? Leandro Menezes
Quem responde? Fernando Moraez
HOJE: CENTRO CULTURAL DOSOL RECEBE MÚSICA DE VANGUARDA DO BRASIL – ENTREVISTA DOMBEN

Hoje às 17h o Centro Cultural Dosol recebe em parceira com o Coletivo Noize algumas bandas que representam a vanguarda da música Domben (RN), Gigante Animal (SP), Civaia (PE) e Nautilus (AL). Confira entravista com o Domben (RN).
O Domben será a representante potiguar do próximo evento do Coletivo Noize trocamos uma idéia com os caras, confira a entrevista e conheça um pouco mais sobre a banda.
1 – Fala pra gente como foi que surgiu a banda e de onde vocês tiraram esse nome.
A banda surgiu em meados de 2007, no começo era Moysés, Guilherme e eu, depois encontramos um tecladista, João Gilberto, que já saiu, e depois Waldemar pra bateria. Começamos a ensaiar algumas coisas no apartamento de Guilherme, compondo, criando e depois fomos pra estúdio. Só subimos num palco em 2008, no festival novas do dosol. O nome da banda é o que todo mundo pensa mesmo, uma alusão a Jorge Ben, nós gostamos muito do som dele.
2 – Há quem diga que a Domben é a banda mais pernambucana de Natal. Qual é a relação de vocês com a música que é feita em recife. Alguém da banda é de lá?
Bixo, eu sou pernambucano, gosto de muitas coisas que são feitas por lá, o pessoal da banda também. Talvez as pessoas pensem assim da nossa banda porque procuramos experimentar novas estéticas no nosso som e isso é muito atrelado ao que as bandas lá de Pernambuco fazem. Mas o que posso dizer que não nos prendemos só ao que é feito lá, estamos sempe a procura de coisas novas.
3 – Na sua opinião, qual a importância do surgimento de um novo coletivo voltado para a produção cultural e rockeira local?
Sempre acreditei naquela parada de que a união faz força, fiquei bastante empolgado quando soube que a gente iria tocar no evento que o Coletivo Noise estava promovendo, acho que este é mais um canal para o fomento da arte como um todo na cidade, idéias novas são sempre bem vindas e se bem aproveitadas, certamente, darão bons frutos.
4 – Quais os planos para o ano que se inicia?
A idéia é de entrar estudio para gravar ainda no primeiro semestre, participar de boa parte dos festivais locais e se possível fazer alguns shows em outros estados.
5 – Sugestões para o verão[pode ser um disco, um livro… uma praia…
Cara, tem um tempo já que eu venho mergulhando no mundo do trip-hop, conheci o Zero 7, da Inglaterra, e estou ouvindo bastante o disco The Garden, de 2004, o José González participou desse disco com eles e ficou da hora. Pra quem não se liga muito nessa estética, o Zero 7 é um ótimo cartão de visita e é bem legal de ouvir na praia.
6 – O que podemos esperar do show da Domben próximo domingo?
Um bom show.
Quem pergunta? Leandro Menezes
Quem responde? Cássio Augusto
DOSOL NO SGT. PEPPERS PONTA NEGRA
3º PRÊMIO ROCK POTIGUAR CONSAGRA O SEUZÉ
Com 7 troféus o SeuZé foi o grande vencedor do Prêmio Rock Potiguar 2008. A turma ganhou em várias categorias e ainda arrastou prêmios individuais de compostior, instrumentista e outros. O Dosol também foi um dos combos mais premiados com Anderson Foca levando o troféu de melhor produtor artístico e melhor produtor cultural.
O melhor evento do ano também veio pro Dosol com o já histórico show do Matanza no Festival Dosol 2007. Veja todos os ganhadores:
Melhor site de banda de rock do RN em 2007
www.seuze.net
Melhor produtor cultural rock do RN em 2007
Anderson Foca
Melhor jornalista cultural rock do RN em 2007
Isaac Ribeiro (Tribuna do Norte)
Melhor produtor musical rock do RN em 2007
Anderson Foca
Melhor Música rock do RN em 2007
Blues Ilegal (MobyDick)
Melhor letrista / compositor rock do RN em 2007
Lipe Tavares
Melhor vídeo-clipe de banda de rock do RN lançado em 2007
Ana Razão (SeuZé – Direção: Nueva Onda)
Melhor CD de banda rock do RN lançado em 2007
A Comédia Humana – Solidão (SeuZé)
Melhor instrumentista de percussão rocker do RN em 2007
Xandi Rocha
Melhor instrumentista de cordas rocker do RN em 2007
Ticiano D’Amore
Melhor vocalista rock do RN em 2007
Lipe Tavares
Melhor banda rock do interior do RN em 2007
SubGrave (Pau dos Ferros)
Revelação musical rock do RN em 2007
Lunares
Melhor show de rock realizado no RN em 2007
Matanza (Festival DoSol)
Melhor banda rock do RN em 2007
SeuZé
ROCK POTIGUAR: BANDAS POTIGUARES TOCAM PELO NORDESTE NO FINAL DE SEMANA
Duas bandas potiguares rodam o Nordeste neste final de semana. O Camarones Orquestra Guitarrística e o Calistoga tocam amanhã no Festival Mundo. O Calistoga segue viagem e também toca em Recife na segunda edição da festa organizada pelo Lumo Coletivo no Quintal de Lima.
Em novembro as duas bandas continuam shows pelo interior do RN em mais uma etapa da Dosol Tour.
BRUNO NOGUEIRA (PE): BOOMBAHIA 1º DIA – IMPRESSÕES E COMENTÁRIOS
O Pelourinho, como todo bom clichê turístico, não é freqüentado pelo baiano típico. Ali é reduto para turistas e, salvo algumas raras exceções, sequer existe motivo para ir até lá durante um fim de semana. Apenas isso já seria um enorme tiro no pé para quem decidisse escolher o cenário para um festival de rock. Começando às 15h, então, é suicídio. Só que encontrar o palco do Boom Bahia já cheio de gente, em plena tarde de sábado, era apenas uma das surpresas reservadas para o fim de semana.
Bolado pelo Aparelho Cultural, que tem à frente uma das figuras mais importantes do indie nacional, Messias Bandeira, o festival acontece com o mínimo de apoios possível. O orçamento, se comparado até a outros independentes, deve chegar no máximo ao do cachê de uma das atrações internacionais de um Abril Pro Rock. Então é um cenário de constante superação, que envolve as bandas e figuras da cena local no fortalecimento da idéia de que a Bahia é uma das terras prometidas do rock. Continuar lendo
COMO FOI? DOSOL TOUR EM SANTA CRUZ E CAICÓ (RN)
Por Ana Morena
Eram 16h quando partimos para uma aventura pelo interior do Rio Grande do Norte, onde faríamos 2 shows e não sabíamos muito bem o que esperar. Para garantir pelo menos que os shows acontecessem de forma honesta, levamos uma verdadeira parafernália, com mini PA e tudo, eu disse TUDO que poderíamos precisar para fazer o show. O lugar só precisaria oferecer energia elétrica.
O primeiro show foi em Santa Cruz, cidade que fica 1h30 de Natal, e que tem em torno de 30 mil habitantes. Organizamos tudo, com ofícios para a delegacia e Casa de Cultura para que o rock acontecesse bonito por lá… o rock até aconteceu bonito, e falo já sobre o show. Mas infelizmente tenho que dar uma parada no texto para fazer um protesto contra o TOTAL abandono da Casa de Cultura de Santa Cruz.
Um prédio bonito, com estrutura de vários banheiros, mini-auditório, pátio, salas de exposição, bar… Mas tudo entregue às moscas, à imundice e ao descaso. Sem água, sem luz (graças a deus tinha energia, mas não havia UMA lâmpada nos bocais), sabe aqueles prédios abandonados que são invadidos por sem teto nos centros das cidades? Pronto. Só não tinham os sem tetos… Fica aqui o meu registro e a minha aflição para que o poder público se lembre de lá, com uma faxina e 200 reais aquilo ali vira uma Casa de Cultura de verdade, só ta faltando um pouco de interesse!
Interesse esse que não tivemos do “rapaz das chaves” de lá. Quando ele viu um bando de roqueiro cabeludo e tatuado, começar a adentrar com caixas enormes de som disse que ia “ali” e voltava já. E não apareceu mais. Então nós que fomos tranqüilos que teríamos um lugar para guardar os equipamentos depois do show e ir dormir na casa do Paulo, cara de lá que nos ajudou a organizar o esquema, nos vimos com todo o nosso equipamento dentro do pátio da casa de cultura, ao ar livre (pela primeira vez fiquei feliz por não chover no interior) sem ter como deixá-lo ali sozinho. O que fizemos? Arrumamos os nossos colchonetes ali mesmo, e dormimos olhando o céu mais bonito do mundo que é o céu do interior. Conseguimos ainda dormir até às 8h da manhã que foi quando a sombra do prédio acabou e o sol nos pegou de jeito!
Vamos ao shows. Às 21h30 começou o show com a banda Messias, banda local e bacana do Paulo, o cara que nos ajudou. O baterista da banda se garantiria muito numa banda de hardcore melódico, pegada boa e rápida do rapaz. O show foi correto, são um pouco verdes, principalmente nas letras das músicas, mas todo mundo tem que ser verde pra ficar maduro, então vamos aguardar.
Em seguida o The Sinks, sem o Foca que estava no Boom Bahia e com o Henrique Gela no lugar, fizeram um show excelente. A platéia, em torno de 50 pessoas, se divertiu muito. Na verdade o público de Santa Cruz ainda não sabe direito como curtir um show de rock. Eu acho que o que eles querem mesmo é se machucar, rolou muito “pogo” ao melhor estilo telecat, e as mulheres levavam e davam porrada sem nenhum constrangimento também, enfim….
O Camarones veio em seguinda. Como o som do Camarones é mais dançante e menos “pogante” a platéia dispersou um pouco. Uma parte ficou dançando, outra ficou assistindo e outra foi “se pegar” lá fora. Foi um ótimo show.
Aí veio o Calistoga e fez o show mais bacana da noite. Uma parte da platéia estava mais interessada nas atividades extra-rock e ficaram lá fora, mas o povo que ficou pode assistir Dante, meio sem voz (afinal, assim como Henrique ele tocou nas 3 bandas, sendo que cantou em 2 delas) viajar com Henrique em efeitos psicodélicos, solos de escaletas e muito mas, muito barulho na música “Sanity Seeker” que se mistura com “Quarantined” do At The Drive in. A platéia que estava lá chocou e eu gravei tudo, vai estar no doc que estou editando. Aguardem e confiem!
E foi isso, acordamos com o sol na cara às 8h, tomamos caldo de cana com pão, queijo, grapete, cuscuz e guisado na feira de Santa Cruz, a maior feira popular que já vi na vida. Arrumamos a van e fomos para Caicó. Esse é um outro capítulo que conto daqui a pouco.
Caicó, cidade de mais de 50 mil habitantes, já tem uma história no Rock. Além de uma cena que apesar de tímida já tem força e continuidade, a cidade é bem estruturada com locais para shows bacanas, equipamentos e pessoas que fazem o rock acontecer. Uma dessas pessoas é Ícaro, roqueiro que tava organizando o evento, que vive entre Natal e Caicó. Ele vai muito no Centro Cultural DoSol e sempre organiza umas caravanas trazendo a galera de Caicó pra ver shows em Natal.
Chegamos em Caicó por volta do meio dia, e pudemos notar com força o clima “desértico” que tanto falam de lá. Eu acho que passei o maior calor da minha vida, um clima quente e abafado e de noite esfria de um jeito que se vc não levar casaco vai bater o queixo. Fomos para o local do show passar som, um bar/restaurante chamado Dalmoro, e vimos um lindo por do sol nas serras do Seridó. No interior os shows acontecem ao ar livre, sem cobertura e sem medo de ser feliz, porque NÃO CHOVE MESMO. Passamos o som, que por sinal estava excelente, e fomos jantar. Às 22h já estávamos arrumadinhos de volta pro rock.
Às 22h30 começou o show da banda SPA (acho que é esse o nome), que substitui o Erro 404 que não pode fazer o show. Com um som punk rock, tocaram várias músicas do Gritando HC, RDP e Garotos Podres. Foi divertido e a platéia achou também! Logo em seguida veio a banda Mr. Porn, de Patos/PB. Galera gente fina e tal, mas assim como o Messias um pouco verde e com uma presença de palco muito estranha (o vocal ficou boa parte do show ajoelhado com o capuz cobrindo a cabeça), a platéia dispersou geral.
Então, subiu o The Sinks para fazer aquele show redondo de novo. Apesar de Henrique ter segurado a maior onda, e talvez tocar até melhor do que Anderson, a banda ficou sem graça sem a presença do Foca. Eu pelo menos achei, mais até por falta de um cara que falasse chamando a platéia. O público em torno de umas 120 pessoas gostou muito do show. Mas acho que faltou aquela interação banda-platéia.
E aí veio o Camarones que teve toda a maior interação banda-platéia da noite. A galera do interior se gosta da banda, vê o show colada no palco. E como o palco era baixinho, ficou quase claustrofóbico o negócio. Ícaro estava um pouco receoso com o fato de ser uma banda instrumental, já que, segundo ele, nunca tinha tocado uma banda assim por lá. Mas foi uma bela surpresa. As pessoas gritavam, aplaudiam, urravam, foi uma comoção. É como eu já disse, música divertida é a premissa básica do Camarones. E se não tem voz, tem 3 guitarras troando, a platéia se identificou na hora.
E finalizando a noite, o Calistoga fez um show mais legal ainda do que o de Santa Cruz. Daniel, que foi substituindo Fernandinho, se garantiu muito na bateria. Show redondo, Dante e Henrique se irritaram um pouco com a galera pedindo covers, o que é natural de um processo de fortalecimento de uma cena autoral. Com o tempo a platéia começa a curtir o repertório próprio das sem precisar do cover para se divertir.
Já eram mais de 5h da manhã quando comemos e guardamos tudo na Van. Então, com o dia claro, resolvemos colocar o pé na estrada e voltarmos para Natal, um pouco mais fortalecidos como banda, mas tarimbados como músicos e com muitas histórias para contar. Algumas pessoas podem até dizer “deus me livre de ir pro interior, que roubada”. Eu digo a elas que é o rock! E que só passando por essas e outras, conhecendo outras realidades e vendo que nem tudo são flores é que a gente pode dar o real valor ao que temos. Nada fortalece mais uma banda do que viajar, tocar em todo tipo de condição, e criar novos públicos. Tô doida pra fazer tudo de novo!
EDITORIAL PORTAL DOSOL: O QUE É O SUCESSO?
Foto: Palco do Centro Cultural Dosol por Cora.
Voltamos com o nosso prometido editorial sempre às segundas com algum assunto de interesse da comunidade roquística brasileira que visita nosso portal. Hoje vamos reverberar uma grande discussão que vem acontecendo na lista Nordeste Independente, da qual faço parte há uns bons três anos. O assunto é sucesso, ascenção dentro da música, dinheiro e afins. Assunto espinhoso que leva a várias interpretações e aqui daremos a nossa.
Ainda fico impressionado como muitas pessoas acham que fazer sucesso é ficar famoso e ser uma celebridade da televisão. Claro que para o ego é muito bom ser reconhecido em qualquer instância, mas será que ser reconhecido por um trabalho sem qualquer valor artístico ou relevância cultural vale a pena? Acho que não. Muitas bandas que eu conheço, principalmente as que não dominam muito os caminhos da cena independente (real) ainda tem esse sonho estampado na cara. Querem a tríade produtor/gravadora/fama, como se isso fosse dar lastro para uma carreira artística.
Claro que ganhar dinheiro e ficar rico é muto bom, mas porque não tentar fazer isso trabalhando em algo sólido e consistente. Se abraçar num processo incerto, não duradouro, longe das suas verdadeiras raízes e muitas vezes até danoso a saúde não é uma escolha muito inteligente. Posso dizer que vivo melhor hoje fazendo o que eu faço do que muitos artistas que tiveram sucessos efêmeros, tocaram em grandes festivais mainstream mas que ficaram fora do mercado e não conseguiram mais trilhar novos caminhos, pelo simples fato de que não aprenderam a fazer nada a não ser tocar e compor músicas para tocar na novela. Quem tem carreira sólida e um bom caminho independente pode até ter uma música na novela – não há definitivamente nada errado nisso – mas não acaba em programa de televisão pedindo esmola paganda de artista falido. já ouviram falar no Pato Fu e na Pepê e Neném? Compare…
Que fique claro. Já tive os meus devaneios de adolescente (e quem nâo os teve?). Mas como resolvi só viver de música e para a música fui encontrando meu caminho. Alguns podem dizer que falo isso porque não tive oportunidade de ter um contrato e buscar a fama efêmera. Não é verdade. Já tive a chance de escolher o que eu queria.
O ano foi 2002, após tocarmos numa edição do MADA recebemos um contato telefônico com uma gravadora interessada em produzir meu grupo na época, uma banda chamada Officina, que tinha uma carreira baseada em covers para tocar na noite e formar alguma platéia e dois discos de música autoral. Recebemos o cara, lemos o contrato da gravadora (que era uma major) e fizemos uma reunião em que definimos não querer aquela proposta. Ela nos tiraria de perto do que construimos, nos levaria a um salto incerto, não escolheríamos nosso repertório nem o produtor do nosso disco e passaríamos os próximos 5 anos amarrados ao tal contrato com uma multa recisória estratosférica.
Pensem bem. Até o ano passado eu não poderia gravar quase cem músicas que registrei desse período até agora, não conheceria mais de 15 estados dos quais toquei nesse tempo, não teria Allface, Sinks, Camarones Orquestra Guitarrística, Dosol, Centro Cultural Dosol, Festival Dosol e por aí vai. Uma banda que conhecemos na época e que assinou esse mesmo contrato não existe mais desde 2003 e a gravadora obrigou-os a gravar um cover de uma música do forró cearense em versão rock chamada “A Rural vai atolar – arruma a mala aê”. Não trocaria o que EU construi pelo o que os OUTROS PODERIAM contruir pro meu futuro. Uma escolha inteligente!
Claro que ninguém aqui tá fazendo uma ode a falta de ambição ou pedindo voto de pobreza aos músicos do país. O que queremos deixar claro é que um crescimento consistente e planejado pode dar muito mais frutos do que essa árdua procura de ser celebridade. Precisamos de força de trabalho e de choque de realidade, o resto ou é hipocrisia de quem não conhece como as coisas funcionam (ou finge não conhecer para se aproveitar) ou sonho infantil de quem planeja muito e age pouco. Sobre a pergunta do título do editorial, responda você nos comentários: o que é sucesso?
Quem quer moleza que vá sentar em canjica!
RESENHA DE CD: CALISTOGA – NORMAL PEOPLE`S BRIGADE
Por Foca
Finalmente saiu em grande festa – como você pode ler aqui – o disco do Calistoga intitulado “Normal People`s Brigade”. Gravado pela própria banda no Estúdio Dosol durante o carnaval deste ano o trabalho trás cinco faixas novas e duas regravações de músicas do próprio Calistoga. Além das músicas, o CD ainda vem com um vídeo release contendo uma entrevista e o take de duas músicas. Um trabalho e tanto para quem já conhece e uma grata surpresa para quem ainda não ouviu os potiguares.
Já de cara posso afirmar que esse, junto com o EP do Camarones Orquestra Guitarrística é um dos melhores lançamentos do ano aqui em Natal. No disco, o Calistoga conseguiu levar a força do seu show com uma pegada forte, acentuada pela excelente presença das guitarras e ótimos trabalhos vocais. Já na abertura do disco “Wait to Fight’ mostra a que veio com um baixo forte, delays, escaletas e um vocal rasgado que caracteriza todo o disco. Em todo o trabalho a mistura gritos/melodias são disponibilizadas com primor, muito longe dos arranjos infantis que a molecada do metalcore propõe em seus áudios. Aqui é uma aula de como utilizar bem esse tipo de arranjo sem parecer o “lobo mau” cantando e “chapeuzinho vermelho” respondendo.
O disco imenda com o grande hit do Calistoga para esse álbum: “Get Together”. Uma música pop, bem arranjada com melodias fortes e um refrão que explode num coro para cantar junto. Junto com “New Way To Say” do EP anterior, a melhor música do Calistoga. “Meltdown” é a que mais chega perto da cena hardcore da qual toda a banda é oriunda, só que o acento pop e as vocalizações fazem o grupo dar um passo a frente. “Riffagens” do começa ao fim, musicão!
“What You Say” música que remete muito ao Queen Of The Stone Age, uma das referências da banda, é a mais fraca do disco. Não pela música em si (que também pode ser conferida no vídeo release aqui), mas pela mixagem que deixou as vozes muito enterradas, perdendo um pouco da força da música ao vivo. “Silence is Too Loud” faz justiça a uma grande música que nunca foi registrada com dignidade pelo grupo, mais uma canção pop power que tem um refrão poderoso e que com certeza não podia ficar de fora deste registro definitivo do Calistoga. “Accepting You” é o momento tranquilo do Calistoga registrada num andamento bem diferente do primeiro registro há quase cinco anos. Minha ressalva para música é que ela poderia ser gravada com um pouco menos de drive para reforçar ainda mais as melodias excelentes da canção, mas nada que tire o brilho da interpretação. E tem uma também, pedir para Calistoga diminuir os drives é quase uma afronta!
Para fechar o trabalho de forma magistral vem a acústica “Never Close Enough” que mostra o potencial vocal de Dante, saindo de trás das paredes de guitarra e fazendo uma interpretação verdadeiramente emocional na faixa. Com esse registro o Calistoga entra para o hall das principais bandas do RN e se candidata a ser a próxima grande banda do Nordeste a atravessar o país em shows e festivais. Seria muito merecido!







