ASSISTA MINI-DOC SOBRE A ETAPA DE CARNAVAL DO CIRCUITO CULTURAL RIBEIRA 2016

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O carnaval da Ribeira foi lindo com a volta do Circuito Cultural Ribeira e suas atividades. Grande momento de reencontro com a cultura do bairro misturando gente e alegria em pleno carnaval. confira como foi essa volta no mini-doc abaixo!

SAIBA COMO PARTICIPAR DO CIRCUITO CULTURAL RIBEIRA

CARD PROPOSTA

O Circuito Cultural Ribeira está de volta e os domingos da Ribeira vão ficar ainda mais bonitos e animados. A volta da ocupação vai ser num grande baile na terça de carnaval e a partir de março, as atividades seguem ocupando todo o o bairro sempre no segundo domingo de cada mês (pelo menos até julho).

Para participar do Circuito artistas, bandas e produtores podem mandar seus trabalhos para avaliação através do email circuitoculturalribeira@gmail.com. Mês a mês a produção da atividade selecionará os artistas que participarão de cada atividades. Todas as expressões artísticas são permitidas dentro do recorte do circuito, então mãos a obra.

O Circuito Cultural Ribeira é promovido pelo Dosol e Casa da Ribeira com patrocínio da Tim e Governo do RN através da Lei Câmara Cascudo.

EDITORIAL DOSOL: CASA DA RIBEIRA É PRIMEIRO MUNDO!

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Por Foca

De volta com nosso editorial com um assunto que nos orgulha: o Centro Cultural Casa da Ribeira. Me lembro bem, ainda na fase de construção da casa, das sensacionais domingueiras regadas a cultura que o projeto “Na rua da Casa” proporcionava. Naquela época eu também era um amigo dos Clowns de Shakespeare e um simpatizante da idéia do teatro. Toquei algumas vezes com meus grupos roquísticos por lá.

Quando a Casa da Ribeira abriu, totalmente privada, e com uma estrutura de dar inveja a qualquer lugar daquele tamanho no mundo foi um festa. Passados praticamente dez anos do início daquela “brincadeira” eis que aquele espaço mágico ressurge de um período nebuloso com um projeto novamente de primeiro mundo: o Cena Aberta.

Com o patrocínio da Cosern, uma vontade muito grande de ficar de pé e insistindo na idéia de que cultural é PRIMORDIAL PARA O CRESCIMENTO DOS INDIVÍDUOS a Casa da Ribeira abriu ontem um edital que vai dar espaço subsidiado para artistas potiguares nas áreas da música, do teatro e da dança, além de abrir espaço também no âmbito das idéias, deixando os proponentes a vontade na hora de solicitar sua pauta. Serão 54 ocupações da casa de outubro de 2009 a março de 2010 com pauta livre para os contemplados, ajuda de custo, mídia bancada pelo projeto e ainda toda a bilheteria do dia. Perto desse edital repito, totalmente particular, os editais públicos municipais e estaduais são “fichinha”. E não porque são ruins, esse é que é ótimo!

Isso nos dá muito orgulho porque nos identificamos totalmente com o projeto e com a estética da Casa da Ribeira. Por três anos consecutivos fizemos ações do Festival Dosol por lá como o Warmup, evento de música contemporânea, entre outros. Para esse ano tentaremos estar entre os contemplados para realizarmos mais uma edição do Festival Dosol – Música Contemporânea por lá. Mais uma porta importante se abre para os artistas locais. Que aproveitemos bem mais essa oportunidade.

PARA CONHECER O PROJETO E BAIXAR FICHA DE INSCRIÇÃO VÁ NESSE LINK:
http://www.dosol.com.br/2009/08/10/casa-da-ribeira-lanca-projeto-hoje/

EDITORIAL DOSOL: CASA DA RIBEIRA AMEAÇADA DE FECHAR AS PORTAS DEFINITIVAMENTE

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Foto: Debate (SP), tocando no Festival Dosol Música Contemporânea 2008 na Casa da Ribeira.

Por Foca

Quando viemos aqui mesmo no Portal Dosol com um editorial falando das dificuldades e da realidade de Centro Culturais como o Dosol (para relembrar leiam aqui) muitos acharam que era balela, chororô ou uma ameaça falsa para atrair atenção de mídia e público. Mal sabem essas pessoas que continuamos ameaçados sim, porque ter um espaço de música autoral independente e particular dentro de Natal é praticamente uma utopia.

Toda essa introdução é para dizer que a Casa da Ribeira, nosso vizinho mais importante, está seriamente ameaçada de fechar as portas definitivamente, mesmo sendo reconhecidamente, uma das casas e espaço mais espetaculares para se fazer cultura do Brasil. E eu conheço muitos lugares, acreditem.

A que ponto chegamos? Vale a pena gerar espaço público (sempre esvaziados) em vez de incentivar a inicitiva privada com financiamentos, editais e outras ações? Centro Cultural tem que ser do poder público para funcionar? São muitas questões envolvidas. Continuamos nossa batalha com o Centro Cultural Dosol e vamos batalhar para que a Casa da Ribeira continue viva e em pé. Segue enorme reflexão sobre a Casa da Ribeira feita por seus diretores, Gustavo Wanderley, Henrique Fontes e Edson Silva.

Mercado cultural, auto-sustentabilidade, Leis de Incentivo à cultura, formação de públicos, financiamento à cultura, indústrias criativas, desenvolvimento, formação artística, eventos, turismo cultural, educação & cultura, diversidade,…

Esses são alguns dos temas pertinentes à realidade de um centro cultural, ou de um trabalhador de cultura, no Brasil. As questões relacionadas à cultura ecoam numa malha muito densa, com direções opostas, avessas e contraditórias. Do mercado financeiro ao capital simbólico. Da eficiência administrativa e auto-sustentabilidade à criação de demandas. Da força de trabalho, emprego e renda às oportunidades educativas que possibilitam a expansão de liberdades.

A Casa da Ribeira vive, hoje, de perto, esse paradoxo!

Com oito anos de funcionamento, entre altos e baixos, estamos numa das melhores fases de nossa meta enquanto instituição. Estamos mais afinados com nossa verdadeira visão de ONG que somos e alinhados a valores que nos são muito caros. Desenvolvemos, por 3 anos consecutivos, o projeto ArteAção, em parceria com o Instituto Ayrton Senna e COSERN.

São ao todo mais de 110 jovens participantes. Acabamos de articular uma rede de artes visuais no Nordeste com o programa Convergências e estamos propondo o Primeiro Encontro de Centros Culturais Independentes do Nordeste a ser realizado em Agosto. Estamos com o Projeto Cena Aberta aprovado nas Leis de Incentivo à Cultura que, uma vez plenamente captado, beneficiará 24 grupos ou artistas, das áreas de música, dança e teatro e abrangerá mas de 32 mil espectadores. Ganhamos ainda o Edital BNB cultural, para montagem do “Gesto,Cascudo” com o Grupo Casa da Ribeira de Teatro e ainda o Edital Ponto de Leitura, quando adicionaremos ao nosso acervo literário mais 500 títulos. Todos esses projetos corroboram com nossa meta de “sermos” um Centro Cultural de Educação e Cultura, dedicado ao desenvolvimento humano através da arte!

Entretanto, com toda essa produção de projetos e programas, não temos sequer o recurso necessário ao pagamento das contas de água e luz, às quais temos três vencidas! Ou o pior, o recurso para o pagamento de nosso quadro de funcionários.

São cinco pessoas apenas, acreditem!

Não é absurdo, beirando ao cômico, que estejamos nessa situação?

“Como, com tantos projetos, esses “meninos” ainda estão reclamando de falta de dinheiro?”, perguntaram alguns. “Deve ser por falta de gerenciamento!” Disse outro no corredor.

Essa escrita burlesca, acima, serve para intensificar algum espanto necessário à ordem da realidade.

O que acontece é que todos os projetos acima descritos não permitem a manutenção da estrutura que é necessária para que eles aconteçam. Ou não possuem recursos para esse fim. Geram um outro tipo de capital que não permite pagar contas de telefone, folha de funcionários, internet, água, luz, etc… Eles mobilizam e permitem a constituição de um capital simbólico.

Engendram uma rotina de fazeres sensíveis e educativos, que representam muito no desenvolvimento e fortalecimento de subjetividades, no entanto esse capital está distante das rotinas bancárias. Para alguns um negócio furado, já que não tem capital, não tem uma demanda específica, e ainda necessita de capital para fortalecer as demandas! Uma conta que não fecha!

Estas estratégias necessitam de recursos e investimentos para consolidar mais apreciadores de artes que, a longo prazo, poderão facilitar o capital necessário da cadeia produtiva de cultura. Se por um lado a Economia da Cultura necessita de investimentos como qualquer outro setor, por outro lado, ações de fomento, democratização e formação, não objetivam lucros, ou excedentes, porque as ações são quase sempre subsidiadas.

Desta forma estamos novamente no hiato, entre a ação e as dívidas. Entre os projetos e o fechamento do Centro Cultural.

Nesse entre-lugar. Seria o limbo?

Sem mantenedores, sem projetos que financiem as atividades de manutenção, com uma política cultural que financia eventos e grandes projetos. A Casa da Ribeira está, novamente, inviável. São dívidas que se acumulam e que podem paralisar, a curtíssimo prazo, nossas atividades.

A Casa da Ribeira está no final de uma cadeia produtiva. Para que o artistas cheguem à Casa há uma complexa rede de esforços. São ensaios, transporte, suor, reflexão, tecidos, botões, figurinos, madeira, cenário, iluminadores, panfletos, cartazes, divulgação, Casa, público, vendedores de balas e pipoca, aplauso ou vaia.

O que acontece é que hoje por uma paralisia geral, o palco da Casa fica ocioso, sendo ocioso não gera recursos, sem recursos, não geramos demandas! Porque em cultura cria-se demandas! Não é apenas empacotar um produto e disponibilizar pronto para venda, até porque a valoração e “necessidade” do produto cultural não é a mesma do produto alimentício, por exemplo.

O que fazer? Fechar novamente as portas? Fazer a política de pires na mão? Dar aulas a luz de velas? Articular uma rede de artistas para que se fortaleçam e possam refletir uma proposta de política cultural para a cidade? Recuperar o espanto?

Sabemos o que queremos, temos propostas, temos patrocinadores para os projetos, mas não conseguimos manter as atividades. No entanto, os projetos educativos e de articulação no Nordeste e no Brasil, continuam somando resultados e continuamos sendo citados como exemplo no cenário nacional.

Eis o paradoxo da nossa continuidade. Será que um Centro Cultural Independente que realiza ações de Educação e Cultura com repercussão em todo o Brasil tem lugar em terras potiguares? Seriamos realmente necessários? Editais para manutenção de Centros Culturais seriam utópicos?

Ficamos neste paradoxo e mais uma vez sugerimos um diálogo. Não queremos apontar culpados, mas talvez compartilhar responsabilidades e refletir profundamente a necessidade de Natal ter um Centro Cultural Independente de Educação e Cultura.

CASA DA RIBEIRA PROMOVE ENCONTRO AMANHÃ PARA ARTES VISUAIS

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Em parceira com a Funarte, a Casa da Ribeira promove o NE/Convergências nos dias 24 e 25 deste mês. Na programação Diálogos com artistas e críticos em artes visuais dos Estados PE|RN|PB|BA|CE.

O NE convergências é uma iniciativa da Casa da Ribeira educação & cultura em parceria com a Funarte, Ministério da Cultura e Governo Federal. O Evento integra a Rede Nacional Funarte Artes Visuais.

Os diálogos do Panorama/NE acontecerão na Sala Cosern de Teatro. Cada convidado tem 30 minutos para exposição de suas experiências. Em seguida, os mediadores ampliam o diálogo com os questionamentos do público presente. O público alvo são artistas visuais, estudantes e críticos da cidade.

“Essa programação foi articulada para facilitar possíveis conexões com as iniciativas em artes visuais que acontecem em Natal. São convidados que se aproximam da excelência no que realizam sem necessariamente buscarem um regionalismo, uma arte nordestina. São iniciativas distantes de um discurso pouco producente entre dicotomias, como centro x periferia, por exemplo. Iniciativas que estão distanciadas de lamentações…”, destacou Gustavo Wanderley, coordenador da iniciativa.

A programação, dividida em duas manhãs, conta com 6 convidados e mais 2 mediadores.

Convidados

Dia 24 das 9 às 12h. Mediação – Clarissa Diniz (PE)

José Rufino (PB)- Artista. Participou na Bienal de São Paulo, da ARCO em Madri e de várias exposições em importantes centros culturais do Brasil e do Mundo.

Beth da Matta (PE) – Diretora do Museu Murillo La Greca em Recife. Artista e idealizadora do “Amplificadores” que conseguiu repercussão nacional de suas ações.

Coletivo GIA (BA) - O grupo é formado por artistas visuais, designers, arte-educadores e (às vezes) músicos que têm em comum, além da amizade, uma admiração pelas linguagens artísticas contemporâneas e sua pluralidade, mais especificamente àquelas relacionadas à arte e ao espaço público.

Dia 25 das 9 às 12h. Mediação – Bitu Cassundé (CE)

Jacqueline Medeiros (CE) - Artista e coordenadora de artes visuais do Centro Cultural Banco do Nordeste. Desenvolve projetos de curadoria e fomento às artes visuais.

Sanzia Pinheiro e Sayonara Pinheiro (RN) – Sanzia é professora, crítica de arte e coordenadora de artes visuais da Capitania da Artes e do Projeto Fermentações Visuais. Sayonara é artista, participou de movimentos como o Grupo Oxente de Intervenção Ambiental e do M8M, expôs entre outros na Bienal do MERCOSUL e de Cuba.

Marta Penner (PB) - Artista e Professora. Concluiu o mestrado em Arte e Tecnologia na UnB. Diretora do Núcleo de Arte Contemporânea (NAC) da UFPB.

Mediadores

Clarissa Diniz- Crítica de Arte. Participa do coletivo Branco do Olho e da Revista Tatuí.
Bitu Cassundé- Curador e pesquisador. Mapeou os Estados do NE para o programa Rumos Itaú Cultural.

Possíveis Desdobramentos

Os convidados que integram o evento também participarão, à tarde, do encontro NE/convergências. Na oportunidade, refletirão sobre artes visuais no cenário do NE, com possíveis desdobramentos a partir desse primeiro encontro. Também se integrarão ao grupo o Prof. Dr. do Departamento de Artes da UFRN Everardo Ramos e o fotógrafo Ricardo Junqueira. Os convidados foram indicados pelos curadores Cristiana Tejo, Clarissa Diniz e Bitu Cassundé.

Serviço
NE/convergências
Quando: dias 24 e 25 de março, das 9 às 12 horas.
Onde: Casa da Ribeira (R. Frei Miguelinho, Ribeira)
Inscrições gratuitas pelo telefone: 84 3211 7710 (das 9 às 12h e das 14 às 18 h)- Vagas limitadas.
www.casadaribeira.com.br

HOMO HABILIS CAVERN BAND NA CASA DA RIBEIRA

Fonte: Lista RN Rock

BOB CRAZY, lendário contrabaixista das bandas oitentistas natalenses Fluidos e Cabeças Errantes, retorna do seu retiro ufológico made in Pium (vilarejo nas proximidades de Natal) com o seu projeto solo Homo Habilis Cavern Band, no show Elo Perdido, que acontece nessa quarta e quinta-feira s 20h na Casa da Ribeira.

Repleto de temas instrumentais, empenados até a última nota, a la Rush ou meso psicodélicos a la Pink Floyd, a Homo Habilis Cavern Band joga um balde de temas rockers na usual bem comportada música instrumental potiguar. Não ficando apenas em instrumentações, Bob Crazy promete revisitar uma ou outra canção dos seus tempos de
Fluidos ou Cabeças Errantes, para isso, contará com participações especiais vocais de Carito (Os Poetas Elétricos) e Eduardo Henrique (Mr Groove).

Homo Habilis = primeira linhagem de primatas a ter habilidades manuais

O QUE: Homo Habilis Cavern Band no show Elo Perdido
ONDE: Casa da Ribeira – Rua Frei Miguelinho, 52 – Natl /RN
QUANDO: 14 e 15 de novembro (Quarta e quinta)
HORA: 20h
PREÇO: ?

VALÉRIA OLIVEIRA GRAVA DVD NA CASA DA RIBEIRA

A excelente cantora potiguar Valéria Oliveira grava DVD hoje e amanhã na Casa da Ribeira s 20h. Além de tocar músicas do seu mais novo trabalho intitulado “Leve Só as Pedras“, Valéria ainda interpreta músicas de Simona Talma, Kristal, Luis Gadelha, entre outros artistas potiguares.

Com um trabalho sólido lançado pela DeckDisc e várias tours para o Japão, Valéria pretende expandir seu mercado com o cd novo e o DVD, principalmente no Sudeste e Europa.

O show tem produção executiva de Mônica Mac Dowell, produção artística de Tatiane Fernandes, operação de som de Eduardo Pinheiro, cenário de João Marcelino e iluminação de Daniel Rocha.

Serviço
Valéria Oliveira – Show do disco Leve só as pedras
Quarta (24) e quinta (25), s 20h.
Casa da Ribeira – Sala Cosern
Ingressos a 10reias (inteira)