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PULSO#4 – COLABORAR E RECEBER COLABORAÇÃO

Tecnologia social. Essa expressão, conceito ou algo do tipo, representa muito o sentimento de colaboração na cultura. É quando você aprende algo, replica, ensina caminhos de baixo custo e  desenvolve tudo em prol de um impacto social direto. É aquela coisa de achar as coordenadas e tentar replica-las para encurtar caminhos que citei em outro texto recentemente.

Com o começo da terceira semana do Red Bull Music Pulso e com os grupos se conhecendo entre si, essa tecnologia social em volta das expertises de cada um começou a se espalhar entre os ateliês e está bonito de ver a quantidade de produção que uma comunidade é capaz de fazer quando tem as ferramentas disponíveis.

As portas fechadas de cada ateliê nas duas primeiras semanas, deu lugar a uma enorme energia criativa que arrebatou todos os grupos e aí coisas incríveis tem acontecido.

Fico com um exemplo de como esse universo da colaboração é importante pra a gente individualmente. Um dos artistas do meu grupo é o Teago, cantor e principal compositor da Maglore, uma das melhores formações do pop rock nacional. Um songwriter de mão cheia, sabe escrever canções simples e relevantes e  domina o instrumento e arranjos do seu grupo com maestria.

No meio desse processo, ele se pegou tendo que trocar seu universo de composição pessoal por uma verborragia sonora e escrita de mais seis pessoas com capacidades semelhantes ou complementares as dele. Teve que ver suas ideias transformadas em coisas 1.000% diferentes do que ele esperava e também se exercitar em ideias que não eram dele e que ele se sentiu a vontade de intervir sem pedir licença. O conceito de colab levado ao extremo.

Me chamou num canto esses dias para comentar como está sendo incrível esse exercício e como isso vai ampliar as coisas na sua música pro futuro. Eu quase morro de alegria, porque eu chamei ele exatamente para isso. Emprestar seu talento de songwriter solitário em prol de um grupo de desconhecidos (ele conhecia só uma pessoa do grupo até chegar aqui).

A gente limita muito o nosso eixo de ação e uma das melhores maneiras de aprender e se misturar, entender o outro e absorver o que achar que deve, sem nunca esquecer de emprestar um pouco do que sabemos em troca.

Colabore mais. Até a próxima.

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