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PULSO #2 – A FORÇA DA INTELIGÊNCIA COLETIVA

Por Anderson Foca

Parece óbvio, tão óbvio que é praticamente a primeira coisa que a gente aprende nos fundamentos da matemática: 2 é maior que 1. Vamos crescendo, se desenvolvendo e nos distanciando do conhecimento mais primitivo, da base, do que dá gosto e forma a quase tudo na vida. É nessa essência, nesse primitivo inconsciente que mora a ideia da coletividade.

Vivemos num mundo de inquietude individualizada, só nos envolvemos de corpo e alma com plataformas umbiguistas e solitárias. O mundo é praticamente o seu telefone e você, num envolvimento quase que de dependência onde todas as narrativas são feitas pro selfmoment. Nem propaganda se faz mais para a massa. Ela quer atingir você, direto e reto, sem barreiras. Até nossas indignações políticas ou humanitárias são individualizadas dentro das redes sociais. Fica difícil conseguir mudar algo para melhor sozinho né? E o pior, a frustração pela falta de resultado é sua vizinha mais próxima…

Nunca foi tão importante achar a coletividade, ideias em comum, projetos e ver o mundo e suas realizações como um prisma, que rebate a luz e e nos entrega um arco-íris. Toda o conceito de coletividade termina sendo mais ou menos essa metáfora: uma procura incessante pelo arco-íris.

Eu sou uma pessoa bem workaholic, inquieta e adoro ver coisas realizadas. Eu amo dar um “ok” na minha joblist. Isso parecia bom quando eu era mais jovem. Com muito fogo e paixão você até sustenta o ritmo, mas quero dizer que depois que deixei de lado meu plano de liderança e de organização umbiguista e passei a trabalhar mais coletivamente, os meus resultados individuais aumentaram em todos os níveis. Minha música melhorou, envolvi o triplo de pessoas com trabalhos que seriam realizados só por mim, achei mais pares para conversar sobre tudo e passei a ser melhor remunerado. TUDO MELHOROU QUANDO EU LARGUEI O OSSO DE FAZER TUDO SOZINHO E PROCUREI A COLETIVIDADE. Ainda falta muito, isso é um processo mas eu chego lá.

Nessa imersão no Red Bull Station ando pensativo sobre a inteligência coletiva. Não é só sobre colabs uns nas músicas dos outros. É sobre nossas histórias, onde erramos, onde acertamos e se acertamos porque não criar um livro enorme de coordenadas para que mais gente possa acertar? Mercado, trabalho e todas essas coisas que se misturam com o conceito de cultura e música é sobre isso.

Nós já somos capazes de ter ideias coletivas maravilhosas, uma banda é um coletivo, uma família é um coletivo, então porque não seguimos nos “coletivando” sempre e mais? Vários olhares sobre o mesma tema ampliam nossa visão individual e o sentimento de empatia pelas causas do outro.

Aprendemos a aprender novamente como aquela moça dos desenhos em quadrinhos que tinha o poder de absorver o poder do outro. Metáfora linda da vida. Bora absorver o poder do outro e passa isso adiante.

Pé em Deus, Fé na Taba.

 

 

 

 

 

 

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