ENTREVISTA: HENRIQUE FONTES FALA SOBRE O NOVO CICLO DO CIRCUITO CULTURAL RIBEIRA

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Prestes a ter o ciclo 2013-2014 iniciado no próximo dia 08/09, o Circuito Cultural Ribeira, iniciativa da Casa da Ribeira e do Centro Cultural DoSol, com patrocínio da COSERN, Lei Camara Cascudo e Governo do RN, convoca artistas e produtores para enviarem suas propostas nesta que é a última semana do edital de seleção de projetos. Conversamos com Henrique Fontes, diretor artístico da Casa da Ribeira e um dos gestores do Circuito Ribeira.

1 – Qual a diferença deste ciclo para os dois anteriores do CCR?

Henrique Fontes: seguimos o nosso foco de educação patrimonial e valorização do bairro da Ribeira, neste ciclo 2013-2014 ampliamos o edital para selecionarmos também os espaços. O desejo é que boas propostas de ocupação, que primem pela valorização da Ribeira, possam ter lugar cativo no Circuito, afinal o foco central do Circuito Cultural Ribeira é dar visibilidade a um bairro histórico e seus espaços culturais para que cada vez mais pessoas possam ter uma relação afetuosa com esse território criativo.

2 – Qualquer um pode enviar proposta? Até quando vão as inscrições?

HF: Isso é o bacana de abrirmos edital público de seleção. Acreditamos na democratização e diversidade das ações do Circuito. Além das atividades artísticas de Teatro, música, dança, performance, artes visuais, etc… propusemos uma categoria de “ideias” onde qualquer um poderá propor convivências, roteiros, propostas de oficinas, jogos e brincadeiras, feiras solidárias, atividades para as crianças e outras propostas que possam consolidar o bairro como atmosfera de território criativo. As inscrições seguem abertas até o dia 31/08/13 exclusivamente pelo sitewww.circuitoculturalribeira.com.br

3 – Qual a expectativa quanto as iniciativas artísticas? O ideal seria ter mais que tipo de atrações no Circuito?

HF: Quanto mais diverso melhor. Queremos poder oferecer atrações de qualidade para pais e filhos no fim de tarde, artes cênicas para todas as idades, experimentações artísticas mais arriscadas, música de qualidade de todos os estilos, propostas de convivência, gastronomia, enfim, queremos que o público possa ter uma tarde-noite de domingo memorável quando vier para o Circuito Ribeira. Para isso dependemos das propostas encaminhadas, vamos lá povo criativo entra no site e manda (risos).

4 – Vocês acham que o bairro mudou com o Circuito?

HF: Sabemos que a Ribeira ainda é vista como um bairro marginalizado, escuro, inseguro, como 90% dos centros históricos do Brasil que, ao longo do tempo, foram sendo abandonados, mas acreditamos que nestes quase três anos de Circuito, pudemos chamar atenção para as atividades artísticas e de entretenimento que o bairro oferece. São cerca de 12 espaços que abrem regularmente e nas edições do Circuito este número sobe para 17. O público que começou a descer a ladeira nos domingos do circuito, passou também a incluir a Ribeira nos seus roteiros de interesse. No entanto, revitalização mesmo só se dá com o envolvimento do poder público, precisa haver mais interesse político no bairro e no seu potencial cultural.

5 – O Circuito Cultural Ribeira tem reunido uma média de 7 mil pessoas por edição. Esse número tem tendência a aumentar. Isso não preocupa?

HF: Boa pergunta, sim temos a cada edição a preocupação de poder proporcionar espaços de boa convivência e segurança para todos que vão ao circuito, claro que não podemos fazer isso sozinhos, dependemos da parceria com as casas que devem sempre estar adequadas Às normas de segurança e também dependemos da polícia e das forças de segurança do estado. Uma vez que é um evento que acontece nos espaços fechados, mas também nas ruas da Ribeira, a presença de um efetivo policial que dê conta da demanda é fundamental.

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