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EDITORIAL PORTAL DOSOL: FESTIVAL DOSOL 2008

Por Foca

Voltamos com mais uma edição do nosso editorial onde analisamos, comentamos e opinamos sobre assuntos que rolam nas rodas de conversa física (cada vez mais raras), nas conversas virtuais, orkuts, blogs, etc… Nesta semana vamos comentar, explicar e pontuar alguma questões sobre o nosso próprio umbigo: o Festival Dosol 2008.

Se contarmos com a edição de 2001 no antigo Blackout, o Festival Dosol vai chegar este ano à sua 5ª edição, quatro delas de maneira consecutiva. As datas já estão confirmadas e o evento rolará dias 01 e 02 de novembro. Nossa data sempre foi agosto, mas tivemos que alterar o planejamento deste ano por causa do MADA, que também marcou sua edição deste ano para aquele mês. Para evitar um confronto de datas, mídia, bandas e outros entraves preferimos mudar e nos adequar. “Um passo para trás hoje para dar dois na frente no futuro”, já dizia o filósofo de beira de bar.

O Festival Dosol sempre teve como sua principal característica a honestidade. Nunca tentamos ser ou criar um evento de música focado para artistas novos sem que eles fossem realmente a nossa prioridade. Nunca prometemos aos artistas coisas que não podíamos cumprir, até pelo fato de Natal ser uma cidade com pouca tradição para esse tipo de evento (e que cidade brasileira não o é?). Maquiagem não combina com a gente. Melhor ser pequeno e ter as mãos limpas do que tentar dar um passo maior que as pernas e não cumprir os objetivos.

Na edição passada pagamos um preço bastante alto para mantermos o festival com dignidade. Foram 46 bandas de vários estados em mais de 24h de rock em três dias. Tudo sem patrocínio público ou privado. Lógico que deu prejuízo, mas encaramos como investimento. Só para explicar o que significa a palavra “prejuízo”, deixamos bem claro: prejuízo é o que você perde e paga. Quando não se cumpre o combinado ($$$) com fornecedores, artistas e pessoas que trabalham no evento, aí não há prejuízo. O que há é uma gama infinita de “patrocinadores” involuntários que gostariam de receber mas foram ludibriados de alguma maneira. Desse jeito poderíamos fazer mil edições de festival, mas não é nossa praia! Nossos fornecedores e parceiros, assim com as bandas que no visitaram em todas as edições do evento não têm do que reclamar. Mãos limpas sempre!

Não estamos competindo com outras cidades ou com outros produtores, por isso não nos preocupamos com tamanho, grandes palcos e grandes sonorizações. Preferimos apostar na qualidade sem ter que criar um ambiente ofensivo aos artistas. Experimentamos por dois anos fazer o festival em grandes palcos mas percebemos que os shows perdiam força e que aquela não era a realidade do nosso objeto alvo: a vanguarda da música potiguar e brasileira. No ano passado, creio que achamos a fórmula certa. Dois locais de médio porte e espaço para 2.500 pessoas. O suficiente para reunir os mais iniciados na vanguarda e uma boa parcela da população que tenha atração em conferir uma grande festa com música diferente.

Para patrocinar balada não é preciso leis de incentivo. Elas se vendem sozinhas. A Memória e a Vanguarda é que devem ser incentivadas. Um fardo público e privado!

Na edição deste ano conseguimos entrar no edital do Oi Futuro, um dos mais difíceis do país. Para nós um prêmio e tanto. Temos também o apoio da Diginet, Sol e Trama Virtual. O montante dos patrocínios não nos permite aventuras muito ousadas, mas vai propiciar uma edição novamente bastante honesta e desta vez sem risco de prejuízo. Estamos aprontando uma programação bacana e uma ação inédita dentro dos festivais mas isso é assunto para quando tiver mais próximo de novembro.

Nos vemos nos rocks, até a próxima…

7 Comments

  1. Vai ser bem bacana o festival… A estrutura do ano passado foi legal, a alternancia entre o bar e o galpão maior com a rua livre pra transitar tb foi legal…

    Ponto negativo vai pra cerveja, Sol me dá “problemas”, mas enfim, é cerveja, estando gelada ta valendo… =]

  2. oq nos resta? ficar no aguardo de uma edição muito boa do festival dosol. e outra coisa. no final das contas, ganha o público da cidade. o segundo semestre promete muito!

  3. .
    Vamo-que-vamo!
    Bem que podíamos colocar um “somos pobres, mas somos limpinhos”, mas nem cabe, porque não temos nenhum tipo de pobreza material nem espiritual, né?

    Simples, honestos e limpinhos sim!
    ^^

    Rá!!!

    [Tô pouco ansiosa, já!]

    AmoMuitoTudoIsso
    .

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