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COBERTURA: TIM FESTIVAL (SP)

Dosol no Tim Festival 2007 – Por Júlio Cortez

Na sua edição paulistana, entre preços exorbitantes e atrasos gigantescos, o Tim Festival apresentou alguns dos melhores shows do ano no Brasil, e as 20.000 pessoas que foram conferir as atrações desta edição saíram do Festival com a alma lavada.

 

Na abertura duas bandas da nova cena do eletro-rock, o Spank Rock tem nos seus dois MC’S a grande força da apresentação e com um mix de estilos e presença forte de palco empolgou as milhares de pessoas que já estavam na fila do gargarejo desde a abertura dos portões as 18:30, na sequencia veio a banda Hot Chip, emulando uma música dançante no estilo do New Order, mas que no primeiro dos muitos problemas técnicos da noite, teve um atraso no meio do Set que foi um balde de água fria na Banda e no público, e apesar de voltarem com a ótima “Over and Over” pra fechar a apresentação, já tinham perdido o jogo.

 

Ver um show da Bjork, é uma experiência única, tanto visualmente quanto sonoramente, apesar do palco tomado por músicos, ela é o centro das atenções, seja agradecendo ao público num português típico da Islândia, seja dançando descalça igual a uma criança, ou fazendo o que ela faz melhor, que é cantar maravilhosamente bem, igual ou até melhor do que em estúdio. Passeando por músicas do novo “Volta”, e músicas de toda sua carreira, destaco o final apoteótico de ‘Hyperballad”, onde transformou o Anhembi numa rave com todos se emocionando e cantando, como se o festival fosse terminar naquele momento.

 

Depois de todo catarse criado pela Bjork, subiu ao palco o rock direto, cru e sem firulas de Juliette and The Licks, com a eterna “Mallory Knox” de Assasinos por Natureza liderando a Banda, fizeram um show muito bom, com músicos tarimbados e uma presença de palco cativante, tiveram problemas com o som, que só veio melhorar na segunda metade da apresentação, mas mandaram um show com todas as referências do bom rock, de stooges Mc5, deixando o terreno perfeito para o melhor show da noite.

 

O Arctic Monkeys, subiu ao palco por volta das 02:00 e com pouca conversa e muita raiva, mandaram um dos shows mais impressionantes do ano, com todas as músicas tocadas com uma velocidade maior ao do disco e sem pausas, mandaram pérolas como “Brianstrom”, “Dancing Shoes” e “Teddy Picker”, é incrível como uma banda tão nova, passa tanta segurança e tanta maturidade, e liderados por um Alex Turner, desencanado e bem humorado, fizeram um show perfeito. Sempre muito bom ver uma banda no seu auge, no seu melhor momento de criação e performance, e foi isso que os brasileiros tiveram a chance de ver.

 

Não foi possível conferir o show do The Killers, que começou as 04:00, provando que desorganização não é exclusividade de ninguém, e o Tim Festival com seu descaso s bandas nacionais, o calor infernal nas tendas do Rio e os atrasos em São Paulo, foi um dos maiores fiascos do ano, sendo salvos pelas ótimas apresentações de Bjork e Arctic Monkeys.

1 Comment

  1. Poxa…Bjork
    ver um show dela é um dos meus sonhos….
    Julliet é massa tbm
    queria ter ido nesse tim festival
    the killers e pá
    so coisa interessante.
    pena que teve problema com as bandas nacionais….

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