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COBERTURA DE SHOWS: FESTIVAL SOMA (CE)

SOMANDO ESFORÇOS

por George “Belasco” Araújo

Saiba como foi o 1º Soma Festival pela Música Independente

Resultado de dois meses de articulação, o 1º Soma -Festival pela Música Independente de Fortaleza aconteceu nos dias 16 e 17 de novembro. O Centro Cultural Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, abrigou as duas facetas deste evento. A primeira, o seminário “Quem segura estas bandas”, contou com mediação deste que vos escreve e colocou Dado Pinheiro (Projeto Noise3D), Guga de Castro (Farra na Casa Alheia), Amaudson Ximenes (ACCR) e George Frizzo (baixista do Fóssil) para discutir os rumos da música independente do Ceará ou a falta deles. Com o auditório lotado, duas horas foi pouco tempo para expor os problemas e tirar as dúvidas dos presentes.

A outra metade do festival dizia respeito à música propriamente dita. Seis bandas revezaram-se no palco do anfiteatro do Dragão do Mar mostrando a diversidade da música independente. Felipe Gurgel, assessor de imprensa do SOMA, informou pela tarde que aproximadamente 300 ingressos foram vendidos antecipadamente. Marcado para começar às 18h e atrasando meros 20 minutos, a The Good Gardem (sic) pode comprovar que os números da assessoria estavam corretos. Pelo menos metade do público preenchia as arquibancadas e, sempre que era mencionado o nome do Moptop, urros e palmas eram ouvidos. Não deixa de ser uma grata surpresa ver a platéia respeitar a apresentação dos semi-desconhecidos Good Gardem, que, além fazerem um rock escrachado com referências de João Penca & Seus Miquinhos Amestrados e Camisa de Vênus, encabeçam a Cooperativa Undergraund do Bom Jardim, na periferia da cidade.

Segunda banda da noite, o Lavage também trouxe o som da periferia para a Praia de Iracema, notoriamente reduto de turistas e intelectuais boêmios. Seu punk com pegada oitentista formou uma pequena roda de pogo na frente do palco e nem mesmo o vocalista Bruno Lavage resistiu: lá estava um fã dos Ramones pogando enquanto a banda sustentava o show. O som, que até então estava embolado, deu uma leve melhorada na apresentação da Dead Leaves, que foi de longe a melhor da noite. Os cariocas do Moptop que me perdoem, mas os garotos da Dead Leaves com seu ar introspectivo conquistaram a todos. No momento que eles descascavam seu garage rock formou-se uma barreira de gente na frente do palco. Com um punhado de canções doces, o quarteto Encarne assustou muitos dos presentes com a presença de palco da pequena Andréa Piol. Seu registro vocal é algo como uma Leila Pinheiro rocker e, mesmo com um jeitão de quem está em estado de graça constante, soube emular a dor de quem chora ao pé da porta. Vociferando contra o “indie-fascismo”, a Joseph K? foi o grupo mais arredio da noite. Os vocais e guitarra de Talles Lucena metralharam os mais afetados com seu rock de arena. Bebedeiras inconseqüentes, gente imprestável que amamos e outros tantos causos conhecidos cruzaram o palco nas letras da banda. Pena que o som não colabrou. Antes e depois do show o mestre de cerimônias e elemento ativo do SOMA Tanísio Vieira realizou o sonho dos fãs do Moptop sorteando singles, que foram tratados como troféus pelos presenteados.

Hora da platéia gritar mais forte, começa o show do Moptop. “Paris”, “O rock acabou” e “Sempre igual”, esta presente no folhetim global Malhação, fizeram a alegria dos que ali estavam. Rolou até cover dos Strokes e do Kinks. O saldo do evento, mesmo com eventuais desencontros da produção, é positivo.

Para saber mais sobre as ações do SOMA visite:

http://somafortaleza.zip.net

http://groups.google.com.br/group/somafortaleza

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=35837893

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